
A cada dia que passa, mais e mais as pessoas me conhecem como NBC girl. Não há dúvidas de que esse apelido cabe a mim, afinal, eu não consigo dormir sem minha almofada do peacock amarelo, laranja, vermelho, roxo, azul e verde, que é o símbolo da emissora. Mas isso não vem ao caso. O que realmente importa aqui, é que a série que começou tudo isso, esse turbilhão de sentimentos e emoções que eu sinto à simples menção desse título, foi 30 Rock.
Informações importantes sobre a lista: esse top 10 foi formado através de uma votação entre os colaboradores do Série Maníacos. Cada um escolheu três séries diferentes, que ainda estão no ar dando notas de 1 a 3. A série com a maior nota depois da somatória geral ganhou o título de “A Melhor Série da Atualidade”. Dexter e Breaking Bad fazem parte da lista de melhores séries da década, portanto fica claro que elas já estão entre as melhores séries da atualidade, na opinião dos colaboradores desse blog. Apenas séries veteranas com mais de uma temporada foram consideradas, ou seja, produções aclamadas como Game of Thrones não entraram. A lista será atualizada semanalmente até a medalha de ouro.
Num domingo a noite, o dia anterior da entrega desse texto, sento no chão de minha sala e me pergunto o que posso escrever sobre a série que já não foi dito por mim ou qualquer outra pessoa. Mas aí me lembro que, em algum lugar da internet, perdido nos arquivos de um blog aleatório, está um texto perfeito que escrevi na época que meu romance com 30 Rock estava em seu ápice. E torno a lê-lo. O texto me remete a momentos brilhantes e aos mais altos picos do projeto que definiu a vida e a carreira de Tina Fey. Mas chega de sentimentalismo. Isso é uma série de comédia, minha gente!
Pra quem não sabe (e eu duvido que alguém não saiba) 30 Rock foi criação única e exclusiva de sua roteirista chefe, produtora e protagonista, Tina Fey. Com a ajuda do produtor Lorne Michaels, tido como divindade por minha pessoa (o cara criou SNL há 36 anos e o troço ainda faz sucesso) o projeto saiu do chão. No começo, todos pensavam que 30 Rock não iria muito longe. Agora, renovado para a sexta temporada, a série tem nada menos do que 55 prêmios pra exibir por aí. Cinquenta e cinco.
Baseada na vida da própria Tina enquanto ela trabalhava como roteirista chefe de Saturday Night Live, 30 Rock é o contrário de SNL. Enquanto a correria no programa que vai ao vivo aos sábados a noite em Nova York fica escondida atrás dos panos, em 30 Rock isso é o assunto central da série. Acompanhamos Liz Lemon, alter ego descarado de Tina Fey, como a – e você adivinhou – roteirista chefe de um programa de variedades, o TGS (The Girlie Show). Liz é tão alter ego que toma até o nome próprio de Tina, Elizabteh. Fey acabou derivando seu nome artístico de Stamatina, seu nome do meio. A única diferença é que Liz é a solteirona eterna, enquanto Tina vive com Jeff Richmond, seu marido, Alice Richmond, sua filha de seis anos, e mais um filho/filha que está por vir (e que acabou empurrando a sexta temporada lá pra midseason de 2012).
Pode ser pelo fato de ter trabalhado no SNL, mas Tina conhece muita gente. Muita gente mesmo. Isso acabou refletindo na quantidade de grandes astros hollywoodianos e outras celebridades importantes terem passado por 30 Rock para mostrar seu lado cômico. Oprah, Matt Damon, Jennifer Aniston, Aaron Sorkin, Tom Hanks, Michael Sheen, Elizabeth Banks, Julianne Moore, Al Gore, Condoleezza Rice e muitos outros, impossível lembrar todos de cabeça. O fato é que se Tina quer, Tina tem. Para ela, nada é impossível, uma simples ligação telefônica resolve qualquer problema. Sua influência acabou afetando até a trilha do seriado, de autoria de seu marido, que conta com a participação de Michael Bublé em uma das músicas.
O testes dos testes para 30 Rock foi o episódio ao vivo, que provou do que Tina e sua equipe são capazes. Com algumas cartas na manga, a minha maior diva utilizou seus poderes e lá, no estúdio 8H do prédio da GE, estavam o elenco de 30 Rock, Matt Damon, Bill Hader, Jon Hamm, Rachel Dratch, Cheyenne Jackson e Julia Louis-Dreyfus fazendo aquilo que eles sabem fazer de melhor: comédia. E de ótima qualidade. Mas não parou por aí. Como não queria deixar ninguém de fora, foi arranjado que o mesmo episódio fosse ao ar duas vezes. Como? Simples, ele seria apresentado duas vezes. Um pra costa leste dos EUA e outro pra costa oeste. E ainda no ritmo Fey da coisa, pequenas mudanças foram feitas. Para os fãs, isso foi a melhor das soluções. Pra que fazer a coisa ao vivo, igualzinho, duas vezes? Por que não mudar? Mas não adianta ficar explicando algo que é para ser visto e revisto, prestando atenção nesses pequenos detalhes e brincar de jogo dos sete erros com a criatividade da diva Fey.
Para fechar o texto, deixo aqui minha recomendação: assistam 30 Rock. Recheada de menções ao mundo pop, político e cultural dos EUA, a série tem também a consciência de se auto-retalhar, zoando a si mesma em pequenas e curtas frases ditas por seus personagens, mas que se percebidas por uma virginiana-stalker-obcecada como eu, levam à loucura. Afinal, não é a toa que me chamam de NBC girl.
9ª – The Vampire Diaries
10ª – Desperate Housewives