A Filosofia de Don Draper, parte 1

Post escrito por: , em Opinião

A essência da aclamada série da AMC Mad Men sempre foi a personalidade intrigante, enigmática e forte do seu protagonista, Don Draper. Como poucos personagens de séries, sua construção (ou desconstrução) frente ao público se deu em um ritmo fundamental, a revelia das críticas contra a sua “lentidão”, para que nenhuma de suas nuances se perdesse ou ficassem sem explicação durante o desenvolvimento da trama. Tendo por mote a pergunta mais famosa do seriado (“Quem é Don Draper?”), esse texto irá se aprofundar na filosofia de vida desse personagem que tanto nos fascina.

Matthew Weiner, criador e produtor da série, é famoso pelo seu perfeccionismo. O cuidado detalhista com a produção técnica e a edificação dos seus personagens e de suas motivações é um fator determinante na superioridade de Mad Men como produção em comparação com as demais. Não surpreende para quem conhece a série, porque todos os prêmios que ela levou desde a sua estréia, foram mais que merecidos.

Draper, o personagem principal da série, é um homem único. Ignorando a obviedade de que ele não passa de um personagem de ficção, é interessante como todas as suas características, que foram tão bem definidas durante as quatro primeiras temporadas da série*, o tornam mais real do que muitas pessoas de carne e osso. Ele sente dor e felicidade, é sincero e mentiroso, vive amando e traindo, é, enfim, humano. Contudo, o que o diferencia dentre a gama de personagens existentes na ficção, é a sua determinação. Don sempre sabe claramente o que quer, quando quer e como é. Ele é um homem com valores definidos, sem meios termos e que não se permite sacrificar sua felicidade pela dos outros. É, portanto, uma pessoa que vive para si mesmo.

Esta também é a principal característica da filosofia Objetivista, cujo principal expoente, a filósofa e escritora Ayn Rand, já foi inclusive citado durante alguns momentos da série. O Objetivismo acredita que o ser humano possui o direito de buscar a própria felicidade e que não deve ter como obrigação fazer algo pelo próximo caso ele julgue que isso incorra em um sacrifício e vá prejudicá-lo. Ao fazer um sacrifício, o ser humano estaria fazendo algo que o deixará infeliz por dar mais valor a outro indivíduo do que a ele.

Filosofia esta, que é baseada nos princípios de básicos na Carta de Independência Americana, ao dizer que os seres humanos possuem direito a “vida, liberdade e busca pela felicidade”. Ou seja, as pessoas possuem o direito de buscarem um modo de vida que as torne felizes, o que não configura o fato de elas terem direito de obrigar os outros a viver esse modo de vida O altruísmo é visto assim como um valor que só deve ser seguido caso seja voluntário, e que a sua imposição é um mal.

Don Draper é um homem que, acima de tudo, valoriza a liberdade para procurar ele mesmo, ser feliz, sem com isso fazer com que outros se sacrifiquem por ele. Todos os seus atos concordemos com eles ou não, foram feitos buscando o melhor para o próprio personagem.

Como essa certeza do que quer, vem a arrogância dele pelas propagandas que cria. Ele sabe que consegue atingir o público com o que faz, porque ele faz bem. Grande parte do charme da série vem dessa suposta arrogância, quando ele tenta provar aos donos das empresas que ele fará publicidade sobre o porquê de ter que ser feito e da forma como ele quer. Assim como grandes dos momentos da série são quando são pedidas concessões em relação ao que ele propôs, pois se o que ele faz sempre fica bom, por que ele deve abrir mão para o que as empresas pensam? Essa característica é compartilhada por um dos mais célebres personagens de Ayn Rand, Howard Roark, um arquiteto que desafia todo o padrão da época pautado no classicismo e chega ao ponto de trabalhar em uma pedreira para não abrir concessões sobre o que ele acredita que seja melhor. Pode parecer extremismo, mas vale lembrar que todos os grandes artistas do mundo conseguiram esse posto por estarem a frente do seu tempo, e que eles teriam caído no esquecimento caso decidissem fazer o que os padrões da época ditavam em vez de seguir seus próprios gostos.

Logo na primeira temporada, vemos que Don não quer de forma alguma possuir um contrato com a Sterling & Cooper, algo que em teoria não deveria ser um problema e sim uma garantia. Isto acontece porque, ao assinar um contrato, ele estaria adquirindo uma obrigação com a empresa que ele poderia no futuro não querer mais arcar. Não é a toa que, em um momento icônico da série, ele é recompensado por isto ao simplesmente dizer que iria sair da Sterling & Cooper caso ela tomasse certo rumo, o que seria impossibilitado caso houvesse um contrato assinado.

Da mesma forma, ele só procura se vincular com as pessoas que ele enxerga um certo tipo de valor e, graças a isto, acaba ganhando uma fama de antipático. Entretanto, por que ele iria tentar fazer amizade com pessoas que ele não vê nenhuma característica em comum, ou possui certo tipo de admiração, como acontece com grande parte do escritório? Tanto que ao mesmo tempo em que ele repudia boa parte do escritório, possui uma forte amizade com Roger Sterling no início da série. Isto acontece por ele enxergar o Sterling como um homem parecido com ele e um modelo a ser seguido na forma como lida com os negócios, chegando ao ponto de ele permanecer na empresa após uma oferta melhor devido unicamente à forma como Sterling faz negócios. Não vem, neste sentido, a ser uma simples coincidência o fato de a amizade de Draper e Roger se diluir na mesma proporção da decadência deste. Da mesma maneira, vemos ele se aproximar de Peggy à medida que ela vai ganhando mais espaço na empresa e adquirindo características que ele julga de alguma forma importante. Vale lembrar que boa parte dessa suposta sociopatia também é creditada a qualquer um dos ditos heróis criados por Rand, em especial o já citado Roark.

Caso queiram conhecer melhor sobre esta corrente filosófica, confiram esse link da entrevista da Ayn Rand onde ela explica sua filosofia melhor.  E para ver o formidável discurso de Howard Roark onde também é explicada a filosofia Objetivista. Clique aqui .

Na próxima semana, analisaremos Don do ponto de vista matrimonial e comentar um pouco sobre a decisão mais polêmica de sua vida.

Observação: Texto feito em parceria com o Adriel Santos Santana.

* A 5ª temporada começará em março de 2012.

@guilhermeifc

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  • Diego

    Seguindo o pensamento do queridos membros do fórum responsáveis pelas reviews de Mad Men eu faço a pergunta:

    – Pode Dom Drapper ser um homem feliz?

    Vem sendo a grande pergunta da série, além da “Quem é Dom Drapper?”

    Eu fico muito triste quando vejo comentário pelo blog de usuários que perguntam coisas como “Por que essa série continua ganhando o prêmio?” “Cara, como essa série consegue audiência? Ela é muito chata”

    A verdade é que Mad Men seja talvez a mais, ou a única, série adulta da atualidade. E quando eu digo adulta, quero dizer exatamente isso. Eu gosto de Dexter, gosto de Braking Bad, mas quão real pode ser a história de um químico bobão prefessor de ensino médio virar produtor de anfetamina? Quão é real pode ser a história de um serial Killer que tem uma irmã da polícia e é ele próprio da Polícia? Agora você para para analisar a premissa de Mad Men “Um diretor de criação de uma grande empresa de publicidade nos anos 50. Que guarda um segredo, é casado e trai sua mulher” Você olha isso e não pensa “meu deus, que legal, que interessante” Você pensa “ta”. Dai você vê a série, começa a reparar nos detalhes, na construção do personagem, roteiro, trama e simplesmente não consegue achar nada melhor.

    Mad Men, junto com Battlestar Galactica, uma das melhores séries já criadas.

  • Ana Verena

    Queria que vocês dois refletissem, se realmente vocês seriam felizes vivendo sob essa filosfia objetivista, que esta pautada na satisfação de desejos egoistas sobre relações frias baseadas no autointeresse da equivalência mercantil no sentido pago-levo e desogrigada de qualquer relação social o individuo poderia viver isolado vivendo as custas de um trabalho remunerado e de um estado provedor e teria não amigos nem familia, não houveria qualquer criação de vínculos com as outras pessoas que não fosse pautada em tirar alguma vantagem, amizades, casamentos seriam desfeitos e tudo obedeceria a logica do mercado, não haveriam lugar para o amor desinteressado, relações de reciprocidade, nem desejo a pertencer a nada que envolvesse pessoas. Eu seria infeliz porque vivo pelos meus amigos e pela minha famlía, aconselho vocês ir darem um beijo na mãe de vocês pois sem ela vocês não seriam esses dois individuozinhos egoistas.

  • http://www.twitter.com/juhbs Juliana Sandri

    muito legal a análise. não sabia que o personagem era construido em cima dessa filosofia. nem conhecia essa filosofia. me interessei horrores.

    quero muito ler a análise da semana que vem, mas como comecei a assistir mad men mês passado – maratonista, já tou na 4a temporada, episódio 5 – preciso terminar de ver tudo pra não pegar nenhum spoiler. :)

  • João

    muito bom em ver um post como esse, nunca pensei q um dia iria ler as palavras ” Ayn Rand” num espaço que não fosse politica(e olhe que muita gente não sabe quem é ela ainda) no Brasil.

    Leiam ” O Desafio de Atlas” de Ayn Rand, mudará suas vidas, pelo menos mudou a minha visão de mundo 360°.

  • Betão

    Então cara

    Mad Men é uma preciosidade, uma das raras séries que vc se sente inteligente por estar assistindo.
    A série é lenta e nem podia ser diferente. Quem vê Mad men quer ver exatamente isso: uma série lenta como a vida, que faça pensar, que seja feita de alegrias e tristezas, vitórias e derrotas. Como a vida real.

    Quem acha Mad Men chata são as pessoas que vêem as séries comuns. Mad Men não é pra adolescentes ou pra adultos que pensam como adolescentes.
    Mad Men é pra adultos mesmo, na acepção do termo.
    E já tem o Canal CW inteirinho pra essa gente: Mad Men é chato? Vai ver “cospe” Girl! Vampire diaries, sei lá.
    Aqui, no mundo de Mad men, o papo é outro: aqui estamos bem mais perto dos universos de In treatment ou Six feet under, pra ficar em outras séries difíceis.
    A velocidade é de filme europeu, a psicologia dos personagens são quase sempre mais importante que suas ações, aqui não há explosões, cherleaders gostosas, vampiros, zumbis ou meta-linguagem canalha.
    Aqui temos uma série absolutamente sublime, sobre seres humanos comuns vivendo em circunstâncias incomuns. Tudo com um roteiro magistral, elenco afiado, produção caprichada.
    E mad men ganha prêmios todo ano, porque os prêmios são dados por adultos, portanto tem lógica.
    Prêmio de adolescente é escolher melhor beijo na MTV.
    E se deixar adolescente votar, o que vai acontecer no Emmy é igual acontece aqui: Veronica Mars é uma das melhores série da década (a melhor piada que eu ouvi esse ano) e o pessoal de Hollywood não é trouxa de perder a credibilidade do principal prêmio da Tv americana.
    Prêmios é pra Mad men, Boardwalk empire e séries desse calibre.

    Quem não gostou, vá ver True Blood….

    Vida longa a Mad Men…

  • Thiago Dias

    Gostei bastante da análise, confesso que comecei a ver a série pelo meu interesse em publicidade. Mas o que me surpreendeu foi este personagem( Don Draper) e a atuação do ator Jon Hamm. O cara é demais!

  • https://twitter.com/Adriel_SS Adriel Santos Santana

    @Ana Verena

    Você claramente não entendeu nada da filosofia objetivista pelo seu comentário.

  • Diogo

    Sabia que tinha o dedo do Adriel, isso é a cara dele. Ficar achando que sabe analisar profundamente uma série, ou seus temas. Ficar falando de filosofia com a maior propriedade do mundo.

  • Ana Verena

    Entender não quer dizer, aceitar, compartilhar e passar viver a partir dela, entendi perfeitamente e discordo dela em todos os aspectos e premissas é uma filosofia limitada em todos os sentidos, ela é não pautada em qualquer apreciação critica da realidade, se utiliza de premissas irreias, e compartilhada ideais liberais completamente distorcidos.

    Primeiramente acredita que toda relação é pautada na exploração e dominação de um individuo pelo outro constituindo um estado de servidão que só seria superado a partir da ruptura do mercado que levaria uma relação de equivalência nas trocas de bens e serviços, o que realmente ocorreu na historia, a passagem periodo de servidão para o periodo do precapitalismo e a modernidade que se constituiram as base das relações delivre mercado, logo surgi o estado para regular esses mercados e permite a vida em sociedade é o surgimento dos estados-nação.

    Submeter-se a logica apenas do livre mercado e do auto-interesse como propulsor da vida é desconsiderar a tríade que move a vida humana o mercado, o estado e a sociedade, desconsidero veemente essa visão dos objetivistas e liberais, de que o ser humano vive de forma autônoma sob uma logica racional, considerando que agir racionalmente é pensar de forma a conseguir atingir os seus proprios interesses, pois os seres humanos dependem dos outros para viver, e não é de maneira nenhum um fim em si mesmo, só foi possivel criar a vida em sociedade atraves da associação, cooperação e da reciprocidade, primeiramente na pre-historia nos núcleos familiares posteriormente na aglomeração de tribos vizinhas e assim por diante.

    Essa filosofia só se permite existir, por que há a outras pessoas trabalhando e servindo em prol desse interesses individuais, esse assunto concerteza gera outras discussões como a população mundial trabalha e explorada para atender os desejos consumistas da sociedade americana, nesse logica liberal e objetivista.

  • Henrique

    Ai do paladino que ousar duvidar, questionar ou criticar o deus da sabedoria, Adriel, divindade portadora de inteligencia superior, de onisciência, versado em todas as ciências, sofrerá de sua Ira maligna !!!!! HUAHUAHUA

  • ok_again

    aí a pessoa não concorda com algo no texto e o argumento é que ela não entendeu a filosofia.
    parabéns a todos os envolvidos.

    pra quem se orgulha de ter os melhores argumentos, chega a ofender.

  • https://twitter.com/Adriel_SS Adriel Santos Santana

    @Ana Verena

    Eu disse que você não tinha entendido e você mostrou isso novamente. O objetivismo é uma filosofia fundamentada sobre três valores: razão, propósito e auto-estima. Portanto, as virtudes valorizadas são a racionalidade (razão como única fonte de conhecimento), produtividade (trabalho) e orgulho (ambição moral). Ela afirma que todo ser humano é um fim em si mesmo, e não um meio para o bem-estar dos outros. O ser humano tem como propósito moral mais alto a realização de sua própria felicidade, o que é óbvio. Ninguém busca fazer os outros felizes enquanto ele próprio é infeliz ou busca uma vida de infelicidade. Portanto, é uma filosofia com premissas fáticas, baseada em uma análise da realidade.

    Ayn Rand não afirma que “toda relação é pautada na exploração”. Ela afirma que a ética influente do nosso mundo tem como foco a sociedade e não o indivíduo. O problema é que a “sociedade” não é uma entidade, é apenas de um número de pessoas; se a sociedade é um princípio ético, então alguns indivíduos falam e agem em seu nome, e nos impõem os seus caprichos. Não importa se os caprichos são meu, o da sociedade, o de um ditador, tanto faz. O princípio social básico da ética objetivista é que todo ser humano é um fim em si mesmo, não o meio para o bem-estar dos outros – e, portanto, que o homem deve viver para o seu próprio proveito, não se sacrificando pelos outros, nem sacrificando os outros para si. Viver para seu próprio proveito significa que o propósito moral mais alto do ser humano é a realização de sua própria felicidade.

    O objetivismo defende o egoísmo, que nada mais é do que a preocupação com nossos próprios interesses. O termo “egoísmo” não tem nenhuma conotação, positiva ou negativa; não diz se os interesses são bons ou maus; ou quais são. Os defensores do altruísmo, como você, responde que a preocupação com nosso próprio interesse é nociva; só tem valor moral uma ação praticada em benefício dos outros. O erro do altruísta é que ele pergunta “Quem deve se beneficiar dos valores?” — tornando o beneficiário da ação o único critério de valor moral. Essa ética é trágica, porque não nos fornece um código de valores morais e nos deixa sem diretrizes morais.

    Na ética objetivista, quem age é sempre o beneficiário da ação, que age de acordo com seu próprio auto-interesse racional. A satisfação dos desejos irracionais dos demais, ou a satisfação dos próprios desejos irracionais, não é um critério de valor moral: a moralidade não é um concurso de caprichos. É errado achar que qualquer escolha é moral, desde que guiada por um julgamento independente – um julgamento nada mais é que o meio pelo qual se escolhe como agir. É isso que torna a ética objetivista uma moralidade do auto-interesse racional – ou do egoísmo racional.

    Para finalizar, você erra feio quando afirma que foi o estado que permitiu a vida em sociedade. Erra porque ignora que a sociedade e o mercado são instituições intimamente relacionadas. A sociedade é a conseqüência do comportamento propositado e consciente. Isso não significa que os indivíduos tenham firmado contratos por meio dos quais teria sido formada a sociedade. As ações que deram origem à cooperação social, e que diariamente se renovam, visavam apenas à cooperação e à ajuda mútua, a fim de atingir objetivos específicos e individuais. Esse complexo de relações mútuas criado por tais ações concertadas é o que se denomina sociedade. Substitui, pela colaboração, uma existência isolada — ainda que apenas imaginável — de indivíduos. Sociedade é divisão de trabalho e combinação de esforços. Portanto, sociedade e mercado são basicamente a mesma coisa.

    @Henrique e @ok_again

    Quando vocês resolverem dialogar, expondo seus argumentos, ao invés de só reclamarem e me ofenderem, os tratarei dignamente. Enquanto isso não ocorre, vocês são apenas trolls. Pergunta: Vocês fazem isso porque são incapazes de defenderem suas opiniões? É algo para se pensar.

  • http://www.twitter.com/guilhermeifc Guilherme Inojosa

    Ana Verena, mas a vantagem não é necessariamente monetária. Pode ser simplesmente a companhia, o prazer de querer estar com a pessoa, você só gasta tempo com alguém se ela for de alguma forma importante para você. Isso é sim uma troca, você dá seu tempo e recebe prazer da companhia em troca.

  • http://twitter.com/valeskauchoa Valeska

    Análise interessante do personagem. Aumentou meu interesse e pretensão(que eu espero concretizar nesse summer season)em começar a ver Mad Man.
    Vi a entrevista com a Ayn, não me identifiquei com a filosofia dessa corrente mas concordo o egoísmo defendido pelo objetivismo. Porque ao contrário do que a Ana Verena quis dizer não existe relacionamento sem interesse, nem que seja no sentido que o Guilherme colocou.
    Enfim, parabéns pelo texto.

    @Henrique
    Que grande poder de argumentação você tem. Estou impressionada como você demoliu todos os pontos da filosofia objetivista, esta qual foi apresentada (não defendida) pelos autores do texto. Também achei bastante interessante como você deixou claro sua posição em relação a essa corrente. Você é realmente brilhante. O Prêmio Nobel um dia irá te reconhecer. Eu acredito nisso.

    @ok_again
    Garota, o que é ofensivo mesmo é você vir em todos os textos deste blog só para trollar o Adriel. Ele te rejeitou? Foi isso? Não reconheceu sua superioradade e brilhantismo? Sério. Qual o motivo de tanta amargura, querida? Deixa disso. Siga em frente. Tem muitos homens por aí. Você ainda pode ser amada. Ou talvez você seja masoquista, o que até explicaria porque você gosta de fazer isso. Quem sabe?

  • fabiane sander hoss

    “Mad Men é uma preciosidade, uma das raras séries que vc se sente inteligente por estar assistindo.”
    Ansiosa pela 5ª temporada.

  • Diego

    Só queria dizer que hoje eu dei um beijo na minha mãe, disse que a amava ‘-’ Ela disse que sou um bom filho…

    Amanhã farei o mesmo com vovó.

    Brigado Ana ‘-’ Você mudou minha vida

    rsrs

  • @ok_again

    meu último comentário neste post, já que não tem relação nenhuma com ele:

    @adriel: primeiro: não concordar com a opinião de uma pessoa não é ser troll. segundo: não estou em busca do seu tratamento “digno”, muito obrigada.

    @valeska, minha vida e minhas atitudes não giram em torno de um homem ou uma suposta rejeição. se esse é o motivo pelo qual você dá a sua opinião em posta, o meu não é.
    e se esse é o seu melhor argumento, parabéns também.

  • Caio César

    ok_again, olha, nem gosto dos textos do Adriel, mas acho que ele e a Valeska estão certos sobre você. Realmente, todo comentário seu aqui você só diz que discorda do texto (entretanto não me lembro de você ter exposto jamais os motivos destas tais discordâncias) ou simplesmente faz trollagem com o nome do Adriel, como apontou a Valeska.

    Como você mesmo disse que não busca um tratamento “digno” (ser respeitada), acredito que terminou admitindo para todo mundo aqui que você é mesmo uma troll. Pelo menos, a Ana Verena argumentou e o Adriel respondeu. Isso é um debate de idéias. Já você está fazendo o quê?

    No mais, achei a análise do Don Draper curiosa. Não sei até que parte tem o dedo do Adriel no texto, mas ficou interessante.

  • https://twitter.com/Adriel_SS Adriel Santos Santana

    @ok_again

    “Um troll (…) designa uma pessoa cujo comportamento tende sistematicamente a desestabilizar uma discussão, provocar e enfurecer as pessoas envolvidas nelas.” [Wikipédia]

    Se você não é uma troll então ou essa definição está errada ou você não admite a sua condição por motivos óbvios (afinal ninguém quer se tachado de troll). De qualquer forma, eu sinceramente adoraria debater contigo. Gosto de conversar com pessoas que pensam diferente de mim, porque acredito que isso é saudável. Não é a toa que sempre tento responder aos comentários. Só que você não quer dialogar, nem debater. Nunca tentou fazer isso. Só vive dizendo “eu discordo”, ou “mais uma do Adriel”, ou vem com ironia e sarcasmo.

    Acredito que você na verdade não tem opinião. É a conclusão que sou forçado a tomar, infelizmente. Pelo visto, a sua “opinião” será sempre aquela que for contrária a tudo o que eu diga. Essa é a grande piada em seus comentários. Espero que você resolva mostrar algum dia que isso não é verdade.

  • Valeska

    @ok_again Se não é isso, você finge muito bem, porque é o que parece. Eu ficaria realmente grata se você mostrasse em que momento eu deixei parecer que esse é meu tipo de atitude, pois quando eu venho comentar eu falo sobre o texto, digo se concordo ou discordo e porquê, já que eu acredito ser essa a principal função do comentário aqui.

  • Paula

    Interessante ver como o assunto rendeu. A série realmente é muito boa, não tem nada igual.
    Acho que as pessoas que estão criticando a filosofia objetivista, deveriam ler um pouco mais a respeito. Não existem relação primária entre objetivismo é a “lógica do mercado” ou o “Neo-liberalismo”.

    O objetivismo é meramente uma filosofia de busca da felicidade em que o indivíduo escolhe aquilo que o faz feliz, sem ceder ao que os outros pensam que o fará feliz. Não significa, em momento nenhum, que um objetivista deve fazer o mau ao próximo e agir acima da lei para atingir seus objetivos ‘egoístas’.

    A questão é que pessoas que já possuem uma certa ideologia na cabeça, principalmente de correntes esquerdistas, acham que qualquer coisa que pense um modelo diferente é prejudicial só porque é diferente.

    E para piorar, acham que suas verdades são mais verdades que as dos outros, acreditando em coisas do tipo: “Para você ser rico, outros tem que ser pobres”, e por aí vai. Não é por acaso que esse é o pensamento de mais da metade dos líderes da AL e de muitos ditos intelectuais, e como resultado prático direto, basta acompanhar os índices de crescimento econômico e social da AL nas últimas décadas e compará-los, como exemplo, aos asiáticos: países asiáticos que nos anos 70 estavam com os mesmos níveis de pobreza e desigualdade que nações latino-americanas deram um salto surpreendente e melhoram consideravelmente, enquanto seus pares latino-americanos – com suas ideologias altruístas/esquerdistas – melhoram muito pouco ou quase nada.

  • http://www.twitter.com/guilhermeifc Guilherme Inojosa

    Paula, exatamente. Objetivistas são pro livre mercado não por quererem transformar as relações em mercadológicas, mas por o livre mercado ser a forma de cada um viver sua vida conforme ache melhor sem o governo intervir. (E aqui alguém pode concordar ou discordar, eu concordo, mas digo que esse não deve ser o foco central). E muito boa sua comparação, mas eu prefiro a das duas Alemanhas, que tinham o mesmo capital humano e tecnologia inicial e diferiam apenas no modelo. O modelo de mais mercado foi mais bem sucedido do que o com mais planejamento na Economia. Isso não diz necessariamente que o Estado não deve existir, mas diz muito sobre ele alocar recursos em comparação com o planejamento central.

  • Carmen

    Legal essa filosofia,se eu entendi direito os seguidores dela levam sua vida sem a obrigação de corresponder ao desejo de outras pessoas,seria isso?Tipo só faço o que eu quero e quando quero?
    Na verdade todo mundo hoje em dia meio que ja vive assim,por que se deixar a hipocrisia de lado,não vou dizer que todo mundo,mas uns 85%(ou mais) das pessoas são movidas pelo interesse,pelo lucro,ninguem faz nada pensando muito no bem ou na vontade do proximo,faz visando o que vai ganhar.Parece egoista?Pode ser,mas o ser humano é egoista!No fim tudo é uma questão de quanto ou o que vai ganhar.
    Bem não conheço essa filosofia,por tanto não posso falar a respeito dela,mas da forma que eu entendi,acho meio dificil que alguem consiga basear sua vida nela,dado que quando se vive em sociedade você tem que ceder muitas vezes,e acaba influenciado pelas pessoas que você ama,logo quando tem que fazer escolhas importantes a opinião dessas pessoas pesam muito na sua vida.Você acaba sendo forçado a fazer coisar que realmente não quer ,só pra não ficar sem coisas que você realmente precisa.Não adianta,o ser humano não vice sozinho,a as pessoas não toleram gente muito egoista,que nunca leva em consideração as vontades ou necessidades do proximo.Sei lá,acho que eu não entendi muito bem,enfim…

    Quanto a série,confesso que nunca assiti,e realmente acho que não vou assisti ,pois ando com muita preguiça de começar a assistir novas series,ia ter que fazer maratona,daí não dá.
    Mas pelo que vi se ela for no estilo de Six feet under e Boardwalk empire,deve ser muito boa mesmo,com esse tipo de serie eu tenho uma relação engraçada,fico imaginado o que os personagens fariam em determinadas situações,é engraçado por que é como se você conhecesse o personagem,fosse intimo dele.

    Tá eu ja sei,eu sou doida!

    ………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….

    …………………………………………………………………………………….. eu sabia que o Adriel tava no meio desse texto!

  • http://poseseneuroses.blogspot.com/ Adecio Moreira Jr.

    Como estudante de Filosofia e fã de Mad Men (embora esteja atrasado uma temporada), acho que posso dar pitaco aqui nesse post, pois normalmente não tenho paciência pra comentar em posts polêmicos. Mas enfim,

    primeira coisa: eu acho divertidíssimo trazer um personagem fictício, seja de uma série ou de um filme (ou até mesmo a própria série/filme) pra explicar alguma corrente filosófica. Sim, é divertido, e às vezes até me utilizo disso em algumas aulas de filosofia, mas é claro, serve como um ótimo exemplo, mas muitas vezes, não deve ser levado a sério.

    segunda coisa: apesar de ser apenas uma leitura RASA de uma corrente, tomando Don Draper como exemplo, eu acho que o autor do post (ou os autores) fez o correto ao apontar meios para maiores interesses tanto nas teorias de Ayn Rand, quando no discurso de Howard Roark.

    e terceira e última coisa: comentários do tipo “ah, eu não concordo com esse tipo de filosofia”, etc. é de uma ingenuidade que chega a impressionar, afinal, são mais 2.500 anos de filosofia, logo, fica impossível você concordar com toda linha de pensamente que existe ou existiu. No mínimo, deve ter conhecimento o suficiente do que não está sendo “concordado”.

    O que venho percebendo é que bancar o ignorante na social network está virando o novo preto.

  • El-Buainin

    Estou meio atrasado nessa conversa (quase um ano), mas gostaria que entendessem a filosofia objetivista. A maioria aqui está observando a questão de maneira superficial. Antes, é necessário entender que Ayn Rand ressignifica o conceito de egoísmo, ou, pelo menos, retoma seu sentido mais originário. Não fiquem escrevendo ou dizendo coisas apenas pelo “ouvir dizer, ouvir falar”. Leiam, como eu fiz, “The fountainhead”, “Atlas Shrugged”, “Anthem”, “Capitalism: the unknown ideal” e “The virtue of selfishness”. Aí, então, voltem aqui para comentar, ok?

    Um dos argumentos que vi acima dizia algo como “agradeça à sua mãe por ter cuidado de você”. Ayn Rand diria que esta mãe foi egoísta, pois cuidou de seu próprio filho. Mesmo que não fosse seu filho e ela tivesse cuidado, alguma coisa ganha em troca, nem que seja ternura ou prazer em cuidar. Sempre há o interesse pessoal, egoísta, e não há nada de errado nisso. E todos querem ser amados ou cuidados por um egoísta. Ninguém receber algo de um indiferente, que faria por você o que faria por qualquer outro da mesma forma.

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