
Que rufem os tambores… Já podemos dizer que Alcatraz é uma série…
Spoilers Abaixo:
… Ruim.
Que perdoem os que ainda curtem essa bagaça, mas depois de sete episódios eu desisti de ser complacente. Acho que esperar sete semanas é o máximo de paciência que se pode ter como uma série assim. Quê isso… É mais de um mês esperando qualidade, e só o que vejo é preguiça e burrice. Agora sei porque a Sarnoff pulou do barco.
Retiro tudo que o que eu disse sobre a série ser elegante e concisa. Ela é mesmo letárgica, e tenta nos enganar com alguma falsa segurança. E com a participação de Sam “Cara-de-Caneca” Neil, que veio para o elenco para delegar certa credibilidade, mas que só atrapalha tudo.
Essa semana o episódio foi tão chato, mas tão chato que eu me contorcia na poltrona. Sinceramente já me cansei dessa dinâmica de prisioneiro voltando pra reproduzir maldades passadas e agindo como se pular para 2012 fosse a coisa mais normal do mundo. É o mistério da série? Pode até ser, mas procedural que se preze tem que contar histórias interessantes, ou todo mundo começa a cagar pro enredo principal.
Já enchi o saco da Rebbeca Picolé-de-Chuchu e começo me incomodar seriamente com o Soto também. Não tem alívio cômico que salve aquela condução morosa da história. Não há reviravoltas, tensões de verdade, e tudo parece uma desculpa para oferecer aos espectadores dois minutos de mistério na cena final. Incompetência gritante e incapacidade total de despertar o interesse. A série se preocupou tanto em não criar personagens clichezados, que impossibilitou qualquer envolvimento com eles. Parecem todos robôs ornamentais.
Estão querendo que eu fale sobre a trama em si? Como? De que jeito minha gente? O que tivemos essa semana de bom? O tal McKee e seus compostos químicos que envenenavam as pessoas? Mais declarações sem força dos flashbacks de Lucy? O bullying visto sobre o viés dos nos 60? Alcatraz é uma série sem mitologia, que vai se estabacando nas bobagens conceituais que parecem querer nos fazer engolir que procedurais precisam ser “fáceis”. O que House tem (ops, tinha) de fácil? O que The X-Files tinha de comum? Até Fringe, com quem vive sendo comparada, mesmo em sua primeira temporada – onde a mitologia parecia confusa – tinha casos semanais mais instigantes.
Ou essa produção começa a tomar providências para melhorar os rumos desse negócio, ou não só eu como todo mundo, começa a pular do barco também. Eu já estou na beiradinha. E percebi isso essa semana, quando diante de uma lista de coisas pra ver, me peguei injuriado que teria que ver Alcatraz.
E nem adianta vir com aquele papo de larga a série e dá pra outro, porque definitivamente o problema de Alcatraz não sou eu, e sim a absoluta falta de bom senso.
Como pode uma série ter uma premissa tão bacana dessas na mão e nos apresentar uma coisa tão morna como essa?