
O Báu volta com a série mais clássica já feita sobre o percurso de alguém na faculdade.
A garota chamava-se Felicity, e conseguiu arrastar um público apixonado por sua jornada por quatro temporadas, conquistando merecidamente seu espaço no baú.
O ano era 1998. Surgia Felicity, série do extinto canal WB, que tinha de dividir a atenção com outra série do mesmo canal, Dawson’s Creek. Porém muitas eram as diferenças entre as duas. Dawson’s era um maduro retrato sobre a adolescência, indispensável para todos os dramas teens que surgiriam depois, mas Felicity parecia estar um passo a frente, tanto na própria história da série quanto na abordagem.
No piloto da série, somos apresentados à personagem homônima em sua formatura do colégio, e após receber um bilhete incentivador do garoto que gostava, decide mudar seus planos e ir para a mesma faculdade que ele em Nova York, contrariando a vontade de seus pais, e criando sua independência na cidade grande.
O mote principal da série pode não ser mais tão atraente hoje em dia quanto era na época da estréia, ainda mais por plágios descarados como o da novela bizarra Alta Estação, mas Felicity era uma série única. Keri Russel foi a escolha perfeita e, aliada ao roteiro, fazia da Felicity uma personagem adorável e crível, o que é imprescindível para que o público disponha-se a acompanhar sua história.
Aliás, essa foi uma característica que não era restrita apenas à protagonista. Todos os personagens passavam uma honestidade quase que impossível de se encontrar em séries jovens. Parecia que víamos pessoas de verdade ali, e não anoréxicas revoltadas (sorry Mischa Barton). Além disso tudo, o fato do programa ter sido uma das primeiras (ou a primeira, não sei ao certo) criação do, hoje em dia super celebridade, J. J. Abrams já mostrava o que todos sabiam, que o show era um programa muito bem realizado em todos os aspectos, por pessoas talentosas que realmente se dedicaram afazer um programa memorável. Mais do que uma hora de diversão descerebrada na frente da tv, Felicity era isso.
Uma incrível jornada de uma garota que acidentalmente se encontra numa estrada de auto-conhecimento, em um período em que crescer não é uma opção, e sim uma necessidade. E mesmo que pensem o contrário, como a própria protagonista pensava, não há ninguem que esteja pronto para a experiência antes de sofrê-la. Felicity é como um período nostálgico em nossa vida. Pode ter passado não importa há quanto tempo, mas de maneira alguma perderá espaço dentro de nossas lembranças.