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American Idol – 9×01: Boston

“Vox Populi, Vox Dei”. O público pediu e eis que retorno para comentar a nona temporada de American Idol. Nesse post, os destaques para notícias, jurados convidados e bons cantores na primeira cidade, Boston.

Spoiler Free!

Antes de partirmos para Massachusetts, é importante trazer a todos os leitores detalhes sobre sensíveis mudanças em American Idol. Esta nona edição marca, além da saída oficial da Paula Abdul:

A chegada também oficial de Ellen DeGeneres ao painel de jurados. A apresentadora do programa “Ellen” confirmou os rumores em 2009 e passa a compor a bancada a partir do Hollywood Round. Eu conheço o trabalho da Ellen como atriz desde a sua sitcom em idos dos anos 90, e ela tem uma personalidade encantadora. Mas não procure justificativas empíricas pra participação dela em Idol: são ratings, tudo ratings, meu caro Watson.

A última temporada de Simon Cowell. Tudo bem, eu darei a você dois minutinhos para retornar do desmaio. Enquanto isso, digo aos fortes e corajosos que Simon Cowell sairá de American Idol, mas não da grade de programação da FOX. A razão é simples: o britânico quer trazer X-Factor, seu programa de caça a talentos jovens, não tão jovens e gregários, ao solo americano. A FOX aceitou a proposta (o que engorda consideravelmente a conta bancária do Simon) e, pelo menos durante três anos – haja vista a confirmação de Idol por mais três temporadas -, X-Factor será exibido na segunda metade do ano na grade da emissora.

Como telespectadores americanos e ao redor do mundo aguentarão duas temporadas seguidas de reality shows de canto em cada um desses três anos, essa é a pergunta que não quer calar.

Voltemos aos comentários sobre a nona edição. Barry, all the way to Boston!

BOSTON, MA
Guest Judge: Victoria Beckham

O tempo chuvoso da primeira cidade trouxe a ex-cantora Victoria Beckham, nove mil pessoas à espera de um golden ticket e até os gatos pingados que esperaram a Kara DioGuardi na entrada. Tudo pronto? Vamos aos destaques do episódio:

Janet McNamara: Eu quis começar com a irmã contadora da Téa Leoni por dois motivos. O primeiro e óbvio é afastar vocês de jogos de video-game como o Karaokê do American Idol. O segundo é pra começar a mostrar como a Kara ainda é vista por muitíssima gente como uma “ilustre desconhecida” no painel de jurados. Vamos falar mais sobre isso em futuros posts.

Maddy Curtis: Procurando avaliar a voz da menina sem referências a outras edições de Idol ou de outros programas similares ao redor do mundo, existe potencial. Eu não fiquei tão animado com o alegado “controle” que o Randy disse que ela tem no canto, mas há a chance de que ela faça sucesso em Hollywood. Com dezesseis anos, ela pode ser eliminada e voltar pelo menos mais umas três vezes. Ou não.

Jennifer Hirsh: Agora eu vou voltar para as referências, já que analisar a voz das pessoas sem elas é tão sem graça. Essa menina vai cair na mesma teia que levou embora a Leslie Hunt, e essa teia se chama scatting. Brincar com esse recurso é coisa pra quem pode – tipo a Nina Simone. Ou ele. Em todo caso, é importante ter cuidado com essa ferramenta, especialmente em programas como o Idol, em que uma apresentação que não caia bem no gosto dos jurados e/ou do público tira você do páreo.

Claire Fuller: Outra voz feminina que procura conforto em áreas nas quais cantoras consagradas pintam e bordam. A não ser que escolha maravilhosamente bem as músicas nos próximos rounds, roda fácil.

Jess Wolfe: Das três que apareceram tão rapidamente no episódio, a minha favorita é sem sombra de dúvida a Jess. Não necessariamente pela voz, que não é nada de outro mundo. Mas pela coragem de escolher uma música como “People Get Ready”, tão cheia de nuances delicadas e imortalizada em performances como essa da Eva Cassidy. Eu espero que ela continue escolhendo bem, e torço pra que consiga passar pelo Hollywood Round com tranquilidade.

Amadeo Diricco: Eu imagino, e pelas cenas com a família italiana é bem aparente, que o Amadeo seja uma ótima pessoa. Meu problema com ele é que a voz, embora muito potente, pode sucumbir fácil em Hollywood. Se ele escolher qualquer coisa nas linhas de “Mustang Sally”, o pessoal vai comparar a voz dele com outros gigantes, e ele vai sair prejudicado. Escolher “Hoochie Coochie Man” mostra muita coragem, mas em que medida o público vai se relacionar com essas músicas? Não sei. Ele pode ser um Taylor Hicks in the making, quem sabe.

Mere Doyle: “O que raios ele quer comentando a audition dessa otaku?”. É menos uma avaliação dela como candidata e mais uma pausa para apreciar a maestria da edição de American Idol. Desde a música com toques orientais, até a passarela entre as cadeiras da sala de espera (que deve ser uma festa, a julgar pelas cenas de cada ano), a imagem da mãe sofredora – tão parecida com a Anne Meara… Tudo isso é de primeira linha. Voz nada afinada, mas um bom momento pra se deleitar com a qualidade da produção.


Luke Shaffer: Há um ditado que diz que Lucas e congêneres devem se manter unidos. Por isso e pela qualidade da versão de “Fall For You”, mesmo com uma semitonada no final, ele me agradou bastante. Se ele fizer boas escolhas em Hollywood, pode entrar no Top 24 com certa facilidade.

Benjamin Bright: O timbre desse cara tem muita qualidade – meu maior problema com ele é saber quão longe essa voz pode ir em músicas mais arriscadas. Eu gostei de ver alguma coisa dos Beatles na audition, mas vai ser necessário subir o nível nas etapas seguintes, ou ele roda logo no começo.

Andrew Fenlon: A audition do Andrew traz uma boa oportunidade para comentar um pouco sobre o que se espera de candidatos ao posto de American Idol. Não é apenas o timbre, o controle, a extensão vocal ou as habilidades de apresentação frente à platéia. É necessário ter um quê de subserviência e de humildade pra chegar ao topo, tanto perante os jurados quanto diante dos telespectadores. A voz do Andrew não era essa maravilha toda, mas a julgar por outros tipos que passaram para Hollywood nesse e noutros episódios da nona temporada, ele tinha uma chance de chegar lá, fosse mais amigável e respeitoso. Isso levanta questões interessantes: é possível combinar talento musical e personalidade intragável? Se cantores e compositores melhores que o Andrew chegassem à audition room e fossem reprovados somente por “mau comportamento”, isso representaria uma perda para nós como consumidores? Tentem responder nos comentários sem fazer referência ao Oasis. Rá.


Bill Bloom: Eu sei. Esse cara apareceu só por alguns segundos e, na opinião de muita gente, cantou “Kiss From A Rose” bem mal. Mas vocês se lembram do Von Smith, da temporada passada? Eu consigo imaginar o Bill cantando coisas similares com a mesma qualidade (não que eu gostasse do Von, mas ele chegou relativamente longe) – como jurado, provavelmente eu teria pedido a ele que cantasse alguma outra coisa, com bem menos firulas. Mas eu não posso sinceramente dizer que o cara não tem um bom timbre ou potencial. Tem sim.

Michael Ryan: Glee material. Sim, eu não gosto de Glee.

Ashley Rodriguez: Eu não consigo ver essa menina chegando longe, especialmente com escolhas com “And I Am Telling You” na audition perante os jurados. A voz tem alguma qualidade, mas nada extraordinariamente espetacular. E ela não me salta aos olhos.

Tyler Grady: O Tyler, ao contrário da candidata anterior, chama bastante a atenção. Ele me lembra alguns cantores de bluesy rock, com um pouco de Robert Plant e Jim Morrison no jeito de se vestir e se apresentar… Mas a pessoa que mais se parece com ele na minha mente é aquele over-the-top, crowd-pleaser-and-not-much-else Jamie Archer da edição de 2009 do X-Factor britânico. Os estilos podem ser diferentes, o que pra mim é excelente. Torço por músicas mais aventureiras por parte do Tyler em Hollywood.

Mike Davis: O ator e timoneiro do Codzilla comprova o meu ponto no comentário sobre o Andrew Fenlon. A voz do cara, pelo menos enquanto cantou “Yesterday”, foi no máximo agradável. Não me parece sequer por um segundo que ele possa passar pelas próximas etapas escolhendo músicas desse tipo – concordei com o Randy, que manteve seu ponto de vista imparcial perante a simpatia do candidato.

Katie Stevens: Gostei da Katarina, não necessariamente pela voz ou pela ascendência portuguesa. Ela tem um carisma todo especial, e acho que, com a idade de dezesseis anos, demonstrou ter um controle bem apurado. Eu espero que ela consiga se destacar em meio aos outros concorrentes, também por querer ouvir mais palavras em português no Idol (ora pois!).

Joshua Blaylock: Semitonou aqui ou acolá, e na minha opinião escolheu uma péssima música. Com 28 anos, ele é exatamente o oposto da candidata anterior – e eu concordo com o ponto de vista do Simon, que disse que ele não tem presença o suficiente ou qualidade vocal pra aguentar o tranco do programa. Esse é um que eu imagino saindo na etapa das filas de Hollywood, caso tenha nesse ano.

Justin Williams: O oposto do candidato anterior (que brincadeira sem graça, essa de ficar mostrando contrários das pessoas. Não, tem graça sim), o Justin mostra controle e presença com a idade que tem. A música teria sido melhor escolhida não fosse a caveira de burro do American Idol, “Feeling Good”. Quem sabe ele não surge com alguma coisa a la David Hernandez no palco durante os próximos episódios.

Norberto Guerrero: Carinha corajoso e com estilo. Desculpa, eu tinha que mencionar ele. Mas pronto, já mencionei. E eu gosto de Cascada. Pra malhar.

Bosa Mora: Eu já consigo imaginar o pessoal nos fóruns internacionais de Idol chamando o pobre do Bosa de Bozo. A boz… Desculpa, a voz. A voz dele é um pouco inesperada para alguém com raízes nigerianas – eu gostaria de ver alguém com mais personalidade, mas também com um timbre mais forte e contagiante. Não sei se eu fico esperando um Seal a cada africano que se arrisca no Idol, mas não dá pra me culpar, dá? “Não dá”. Obrigado. E eu sei que o Seal é britânico, mas as origens dele são nigerianas.

Leah Laurenti: Voz bem controlada, timbre adocicado, mas por alguma razão não me salta aos olhos ou aos ouvidos. Não sou desses que marcam candidatos sem motivo, mas eu não senti que a Leah Laurenti tem potencial a longo prazo na competição. Meu palpite é que ela sai em Hollywood.

E assim chegamos ao final das auditions em Boston. Você curtiu algum dos candidatos? Não se impressionou com ninguém? Acha que a Kara DioGuardi ainda parece deslocada no painel de jurados? Deixe sua opinião em quantos comentários quiser, s’il vous plaît.

P.S.: Meu endereço no Twitter é www.twitter.com/LucasLCarvalho. E se você quer me ouvir cantar, basta visitar meu MySpace.

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9 Comentários

  1. Michell Soares
    Postado em 28/01/2010 às 21:02

    Acho que Boston foi o episódio que mais gostei desse AI, de todos os que conseguiram o Golden ticket os que mais me impressionaram foram a Ashley Rodriguez, o Tyler e o Luke Shaffer.

    xD

    Espero continuar vendo esses 3 por um longo tempo!

  2. Lucas
    Postado em 28/01/2010 às 21:26

    Eu gostei bastante desse começo de temporada, mesmo com a participação de Victória que pra mim foi uma das piores até agora. Como sempre dei ótimas risadas dos candidatos, mas também gostei de vários outros. Sobre as mudanças estou até ansioso para ver a participação de Ellen, não conheço seu trabalho e mesmo que esteja sentindo falta de Paula vamos ver o que vai sair né? Já Ai sem Simon é outra coisa complicada, mas é esperar pra ver!

    @lucas_santtos

  3. cadrina
    Postado em 28/01/2010 às 21:29

    vc não gosta de glee?????????
    Sacrilégio!!!
    Falto a review da Posh spice que parecia tão perdidinha que nao sabia se tava julgando uma competição de música ou de moda.

  4. Márcio Paz
    Postado em 28/01/2010 às 22:01

    axei super legal esse episódio, aliás, adorei o negocio de juri convidado… mas vamos combinar, victoria nao serviu pra NADA, e além do mais, essa mulher nem canta Jesus, só tá lá pra tapar o buraco da Abdul… E não to entendendo o porque que ela vai voltar no 7 dessa temporada… T.T

    Enfim, adorei a review, vou sempre acompanhar ;) !!

    @MarcioSPaz

  5. Michel Arouca
    Postado em 28/01/2010 às 22:21

    Coisa boa ver review do Lucas aq no SM de novo

  6. Thiago Leal
    Postado em 29/01/2010 às 0:48

    Coisa boa ver review do Lucas aq no SM de novo
    (2)

    Como eu te disse Lucas, ninguém comenta um reality show como você.
    É um trabalho difícil, mas você tira de letra.

  7. Carol
    Postado em 29/01/2010 às 13:26

    A música que a Ashley Rodriguez cantou na audição foi If I ain’t Got You da Alicia Keys..
    And I am Telling you é só pra quem é muito diva..

  8. Vinícius
    Postado em 29/01/2010 às 15:42

    Se você acompanhar os próximos episódios, verá que a Kara está mais do que confortável no painel de jurados. Ela é muito mais profissonal e competente que a Paula, isso é inegável e facilmente visível.

    Gostei bastante dos candidatos até agora, mas, como sempre, se os boatos do top 24 estiverem certos, nenhum dos que eu gostei passaram. That’s life…

  9. Whatever...
    Postado em 19/06/2010 às 23:41

    Joshua and Justin SUCK EGGS!!!!! :(

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