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O segundo passo da nona edição de American Idol acontece na vibrante cidade de Atlanta, palco das auditions de alguns dos mais memoráveis concorrentes do programa ao longo dos anos (incluindo meu all-time favourite). Puxe uma cadeira e vamos conversar sobre os destaques desse episódio, sim?
Spoiler Free!
ATLANTA, GA
Guest Judge: Mary J. Blige
Quero dizer desde já que eu fiquei bastante animado em ver alguém como a Mary J. no painel de jurados. É uma cantora experiente e de bastante sucesso, mas sempre com um semblante de uma certa humildade perante as pessoas. É verdade que, em dados momentos desse episódio, a edição a deixou mais megera – mas isso é completamente normal. Um de cada vez, sofort!

Dewone Robinson: Engraçado como ter parentes músicos não é sempre garantia de sucesso nas auditions para o American Idol. Uma vez ou outra, a gente encontra uma Paris Bennett – nas outras vezes, temos que ouvir um Dewone Robinson. Quem sabe o Motown Bobby não arranja um emprego pra ele.

Keia Johnson: Foi uma agradável surpresa ver alguém simpática como a Keia conseguir um golden ticket. Eu e muita gente já não agüentamos mais essas aspirantes a Celine Dion, mas eu gostei de ver como ela canta com uma certa naturalidade, sem aparentar esforço. Embora eu tenha apreciado ver ela passar, eu imagino que ela vá ter problemas em Hollywood – uma escolha como “My Heart Will Go On” geralmente demonstra uma certa linha de músicas que quase sempre são atacadas pelos jurados com comentários do tipo “this song is too big for you”.

Miriam Lemmouni: Que coragem cantar uma música da Miley Cyrus – não diante dos jurados, mas diante de mim! Eu quase interrompo o vídeo. Brincadeiras a parte (ou não), eu não consegui sentir a extensão vocal da Miriam durante essa audition, não com essa música. Não senti também nada de diferente ou que chamasse a atenção – ela vai precisar subir um degrau ou dois pra se segurar no Hollywood Round.

Noel Reese: Essa eu consigo ver chegando no Top 40 fácil. Não sei se ela chega ao Top 24, porque a escolha – a julgar pelas temporadas passadas – acaba envolvendo outros quesitos de certa forma alheios à qualidade vocal em si. No entanto, é formidável ver alguém que canta “I Have Nothing” com tanto controle aos dezesseis anos de idade. Mesmo uma música tão batida e rebatida como essa.

Tisha Holland: A textura desse timbre me agradou imensamente, embora eu não tenha gostado da escolha da música – ela cantou “Impossible”, da Christina Aguilera. Se ela conseguir explorar mais essas subidas e descidas no vocal, pode chegar mais longe. Do contrário, eu tenho um certo receio de que ela se torne uma daquelas elimination shockers da primeira fase em Hollywood.

Jermaine Sellers: O Jermaine é um dos early favourites de muita gente – não é dos meus porque eu sou chato pra essas coisas, mas deve ter chamado bastante a atenção com a escolha da música, que é uma dessas semipérolas que a gente esquece que existem por aí. Ele tem potencial pra chegar longe, especialmente se continuar escolhendo as músicas com cautela… Mas eu detestei com todas as forças aquela firula son of a gun no finalzinho. Essa síndrome de Syesha Mercado PRECISA desaparecer do Idol.

Christie Marie Agronow: Eu poderia escrever cinco posts só de erros nessa audition. Foram tantos e tantos! Em primeiro lugar, nunca vá a uma audition de American Idol se você já tem uma carreira em televisão. Se você é relativamente desconhecido e fez uma ou outra aparição na telinha, pode ir – se você, por outro lado, tem um programa na TV, fuja! Em segundo lugar, Pat Benatar, embora seja uma cantora popular, tem uma fama no American Idol de providenciar músicas “caveira de burro”. Alguns candidatos já foram eliminados cantando músicas dela, sendo “Love Is A Battlefied” a mais conhecida. Em terceiro lugar, jamais, em tempo algum, deixe transparecer qualquer coisa teatral durante a sua performance de qualquer música que seja – se o Adam Lambert tivesse feito isso na audition (por exemplo, cantar e fazer caras e bocas, levantar os braços, dar pisadas no chão ou coisa que o valha), ele teria sido tachado de “cantor de Broadway” e talvez não chegasse tão longe. Tudo com a Christie deu errado, e ela deveria ter se preparado melhor.

Vanessa Wolfe: Já comentei sobre isso há algum tempo e toda vez que aparece um candidato que canta músicas country eu volto a falar. Eu percebo nos jurados, embora o gênero seja abismalmente popular nos Estados Unidos, uma certa tentativa de segregar a música country e meio que colocar esse grupo de cantores numa área em separado. É bem verdade que existe, nesse gênero musical, um setor de artistas que canta quase como se estivesse falando – mas então eu penso em divas como a Loretta Lynn, grupos como o Rascal Flatts e mesmo na Carrie Underwood, hoje a campeã de Idol com o maior sucesso na indústria. A Vanessa me parece gente fina, mas eu temo por ela em Hollywood. Ela vai encontrar as Tatianas Del Toro por todos os lados e, se tiver group round nesse ano, ela roda fácil.

Jesse Hamilton: Coitado. É triste imaginar que ele é um cara real e que de verdade quis participar do programa. Por outro lado, mais uma excelente demonstração das habilidades de edição e da criatividade em geral da equipe de American Idol (os vídeos ficaram até engraçados).

Holly Harden: Nem mesmo por uma filigrana de segundo eu penso que a Holly tem qualquer chance de passar do Hollywood Round. Ela cantou relativamente bem uma música da Loretta Lynn e os jurados, mais por curiosidade que por qualidade, passaram a menina. A não ser que ela tenha um batalhão de produtores pra escolher músicas durante a competição, sai rapidinho.

Hansel Enriquez: Algumas pessoas provavelmente acharão que é perda de tempo sequer dedicar uma linha a esse sujeito – que chegou a me causar a boa e velha vergonha alheia, já sentiu? Contudo, nos poucos segundos em que apareceu, ele deu uma lição importante para os Idol hopefuls de plantão: faça uma enquete com pelo menos 100 pessoas que saibam do que estão falando em matéria de música antes de pensar em fazer firulas com qualquer canção. Se UMA disser que não gostou, abandone para nunca mais.

Mallorie Haley: Vocês provavelmente não concordarão comigo, mas eu não gostei muito da audition dela não. A voz estava afinada, certamente. E o timbre é meio que agradável, mas com toda a certeza não para “Piece Of My Heart”, da Janis Joplin. É uma música que pede uma voz mais rebelde (e vocês sabem de quem eu estou falando, claro), e se você vai fazer uma interpretação mais suave, desça a intensidade pra valer. Não tem essa de ir cantando na melodia sem gritar. Além de tudo isso, eu não consigo ver na Mallorie qualquer coisa de diferente, motivo pelo qual também acho que ela deve rodar no Hollywood Round – ou talvez chegue a passar pro Top 24 como uma daquelas escolhas “tapa buraco” dos jurados. Aí ela canta “The Winner Takes It All” e vai embora.

Antonio “Skii Bo Ski” Wheeler: “I Heard It Through The Grapevine” é uma das músicas que eu gostaria de ter ouvido o Anwar Robinson cantar no Top 12 da quarta temporada, e faz parte da minha lista de “músicas nunca cantadas, porém fenomenais para ex-candidatos de American Idol”. Qualquer dia desses, a pedidos, eu posto essa lista aqui. Sobre o “Skii Bo Ski” (porque Antonio Wheeler, venhamos e convenhamos, não é um nome particularmente chamativo), eu gostei da voz do cara – mas foi só. Da atitude, não gostei tanto. Do senso de humor, gostei mais ou menos. E eu tenho a impressão de que ele sai no Hollywood Round – a não ser que essa temporada esteja realmente árida de talentos masculinos.

Carmen Turner & Lauren Sanders: Outra regra mestra de American Idol, aqui desrespeitada, é jamais fazer auditions em conjunto. O motivo é que você já enfrenta competição de cara – os jurados inevitavelmente vão comparar sua voz com a do seu amigo, irmão ou quem seja. No caso dessas duas, claramente a Lauren não tem voz ou identidade como cantora, muito pela escolha de “Only Hope” também. A Carmen não foi lá tão mais feliz na escolha da música não, mas pelo menos ela cantou com voz afinada e tudo. Há grandes chances de a Carmen chegar ao Top 24, porque nela (e talvez vocês me achem estranho por pensar assim, mas eu já me acostumei com a alcunha) eu consigo ver um tipo de candidata de semifinal. Deve provavelmente escolher mal as músicas em Hollywood e sem sombra de dúvida não tem o necessário pra ganhar a competição – mas ela é melhor que a amiga? Claro.

Bryan Walker: O Bryan tem early favourite estampado na testa. Desde o trabalho como policial, até a voz encantadora e a personalidade simpática, ele é perfeito para um Top 12. Deve com certeza continuar escolhendo pérolas como “Superstar” e seguir adiante com o sorriso e a humildade. Um detalhe a mais? Kara, pare de chamar o American Idol de job. “Job” é um trampo que você arruma na marcenaria do seu tio. E “gig” é uma tocada de pandeiro no boteco da esquina. Que coisa.

Lamar Royal: Nunca desrespeite os jurados, nunca diga sequer meio palavrão diante ou fora do alcance das câmeras (porque certos gravadores de som estão escondidos onde você menos imagina). Nunca pareça psicótico a respeito do seu talento como cantor, se você tiver um. Sorria, aceite os conselhos com leveza e graça. Eu prefiro mil vezes os dois ou três segundos de “Kiss From a Rose” do Bill Bloom, aquele candidato das auditions em Boston, que essa gritaria semitonada do Lamar. Ele não chegou a desafinar, mas ele “meio que chegava” nas notas – o que, para um ouvido treinado, é difícil de tolerar. Ele até poderia pensar em voltar ao American Idol, mas depois dessa explosão de nervos e, principalmente, depois de cometer o pecado capital de cantar sequer um Ré menor além dos pedidos dos jurados… Pode esquecer.

General Larry Platt: Já ouvi até remix dessa música por aí, de tão famosa que tá ficando. Com certeza, estando o General em condições de comparecer, vai ter uma apresentação de “Pants On The Ground” no finale da temporada. Quem não conhece temporadas anteriores de Idol poderia perguntar “mas ele não tem 62 anos? Como é que ele está na audition?”. O motivo é que os produtores de American Idol recebem aquela multidão nos estádios e vão prestando atenção não necessariamente em quem pode entrar no programa, mas em quem sem dúvida dará audiência. É o caso do artista em tela.
Vamos ficando por aqui com Atlanta. Você se impressionou com algum dos candidatos? Acha que essa temporada está fraca de novos talentos? É partidário da opinião de que as temporadas se alternam em cantores excelentes e apenas formidáveis? Comentem, comentem.
P.S.: Meu endereço no Twitter é www.twitter.com/LucasLCarvalho. E se você quer me ouvir cantar, basta visitar meu MySpace.
P.S.2: Eu usei trema nesse post e não me arrependo. E posso usar até 2012, então segurem aí.
P.S.3: Já diminuí essa minha paixonite por video-games (ou não).











Postado em 1/02/2010 às 17:07
Simon tinha razão. “Pants On The Ground” já virou hit. kkkk
Outro dia vi o Randy Jackson e Jimmy Fallon mandando um cover de “Pants On The Ground” http://www.youtube.com/watch?v=IMOVPAxet84
Postado em 1/02/2010 às 17:38
O Policial foi uma das poucas coisas que ainda me lembro dessa audition de positivo, assim como o “Oh God” e a risada/lágrimas de Mary J. Blige, que foi uma jurada, coisa que a Victoria não conseguiu ser.
Pants on the ground é hit!
Postado em 2/02/2010 às 12:01
Concordo 100% com seu comentário sobre Jermaine Sellers.
Gostei bem dele, amei a escolha da música, mas odiei aquela firula final.