->

Ah… É incrível como a mesma cidade que nos presenteou com os Brittenum Twins traz imagens tão encantadoras como a que vemos acima. Shania Twain como jurada é provavelmente um dos maiores destaques desse episódio, que comentaremos já!
Spoiler Free!
CHICAGO, IL
Guest Judge: Shania Twain
Vou falar disso agora, tirar logo da minha garganta esse reclame: a Kara DioGuardi não é boa jurada o suficiente para um programa com a história e com o peso de American Idol. Eu sempre disse isso, mas eu repito agora que há um sério problema com uma mulher no judges panel quando ela nos faz sentir saudades da Paula Abdul (e como eu sinto!). Acrescente a essa sensação a diferença palpável entre a qualidade serena das palavras da Shania Twain e as gingadas de cabeça da Kara. É quase intragável.
Desde os primeiros rumores sobre a Kara DioGuardi como jurada do American Idol, eu dizia a mim mesmo que o fato de ela não ser tão conhecida do grande público era um lucro apenas aparente para os produtores – eventualmente todos iríamos sentir a presença de uma estranha na bancada, dando conselhos e advertindo candidatos sem transparecer conhecimento, poder, tranqüilidade ou sequer uma gota de carisma. A Ellen como jurada talvez traga um pouco da leveza que a Paula tinha nas temporadas anteriores; o mistério será descobrir quanto tempo os telespectadores levarão para perceber que o programa ao qual tanto se afeiçoaram durante os últimos anos está sendo adulterado passo a passo, para se tornar uma competição de popularidade e se distanciar quase que completamente do canto propriamente dito.
Enfim. Vamos aos candidatos mais memoráveis desse episódio na Cidade dos Ventos:
Katelyn Epperly: Tenho ouvido, e isso é uma certa surpresa, que algumas pessoas vêm torcendo por essa moça para ter sucesso nas futuras etapas do programa. Eu pessoalmente vi algumas coisas interessantes, uma paleta mais densa no timbre, um sorriso meio cativante… Mas nada fora do comum. Ela mereceu passar, também em decorrência do ótimo comeback da Shania ao comentário do Simon, que disse que é como se as luzes estivessem apagadas. Isso me lembrou, na verdade, uma etapa no Hollywood Round de uma das temporadas de Idol na qual uma candidata disse que o problema da performance dela no palco eram as luzes. O Simon então pediu para que o auditório ficasse totalmente no escuro (vocês se recordam?), no que foi prontamente atendido – a voz da menina ficou a mesmíssima coisa. Mas tomara que a Katelyn vá longe; eu é que não vi motivos para esse burburinho todo desde já.
Amy Lang: Eu tratei disso no post anterior, e é mais cristalina verdade. Percebam como a Amy sabe cantar – o problema com ela foi ter levado a audition na brincadeira, com toda a história do boob boxing (não Kara, essa expressão não vai ficar na cabeça do povo) e com as tiradas engraçadas. A voz, pelo menos até onde eu ouvi, pareceu limpa, controlada e, se não necessariamente digna de um Top 24, sem dúvida passável nessa primeira etapa. Um dos pecados capitais em auditions do American Idol, fazer caras e bocas, coisas performáticas demais enquanto se canta é caminho certo para o “Não”. A Amy fez por merecer.
Charity Vance: Afora as semelhanças com a Madeline Zima, eu compreendo a incerteza dos jurados quanto ao talento dessa menina. Com dezesseis anos, contudo, ela controlou a voz com bastante competência. Eu diria que “Summertime” não é necessariamente a coisa mais interessante a se cantar numa audition quando você não tem muita profundidade na sua extensão vocal – se a Charity quiser continuar na competição, vai ter que escolher músicas que explorem os médios-agudos, aparentemente sua região de mais brilho, com mais evidência.

Crazy Accordion Lady: Outro daqueles momentos em que você, caro internauta, se pergunta o que raios eu estou fazendo ao dedicar sequer meia linha a esse protótipo de catalisador de vergonha alheia em rede internacional. O motivo é simples: essa mulher, a quem só podemos nos referir como “Crazy Accordion Lady”, é justamente o tipo de pessoa que não tem problemas mentais (ou sim), sabe que não tem a menor chance de passar para a etapa seguinte em Hollywood e só quer a-pa-re-cer. Com isso, traz uma sanfoninha qualquer, pinta o cabelo de azul e faz de conta que a gente é idiota. Esse tipo de gente, junto com o cara que chegou dançando como o Carlton de “Fresh Prince Of Bel-Air”… Todos me dão nos nervos. Pronto, falei.

Angela Martin: Provavelmente o radical oposto da mulher da sanfona, a Angela é uma lutadora. Com a filha precisando de cuidados, um pai falecido e uma audiência em plena Hollywood Week, ela já teve duas oportunidades no American Idol e, até agora, acumula uma eliminação e uma saída. Em posts sobre a Angela em cada uma das temporadas passadas, eu ressaltei que ela não é meu tipo de cantora – tanto porque eu não sou particularmente fã do estilo como porque eu não a consigo ver se dando bem nesse gênero ou se destacando como cantora R&B. Dito isso, recentemente foi publicado que a mãe dela desapareceu após ter saído com o carro numa noite, ao que parece. É de verdade muito triste que isso tudo aconteça à Angela (especialmente beirando o limite de idade), mas eu espero que ela consiga permanecer na competição dessa vez; certamente vai ter apoio do público, e isso a levará mais longe, se conseguir se manter concentrada em cada performance.

Alannah Halbert: Você ficaria surpreso com quão difícil é se ouvir e compreender o que um ouvido treinado escuta quando você fala ou canta alguma coisa (experiência própria? Shoosh, Lucas!). É provavelmente o desafio que a Alannah terá diante de si quando voltar pra casa e se olhar no espelho, “baixando” meio tom a cada tentativa de “I Will Always Love You”.

Brian Krause: Se eu falei da Crazy Accordion Lady, eu tinha que falar do Brian, né? Mas o Brian, ao contrário dela, me parece um pouco mais alheio ao que você e eu consideramos normal behaviour (e essa é provavelmente a maneira mais politicamente correta de dizer isso). É engraçado também ouvir a referência secundária da música, que tocou logo em seguida, e perceber como alguém, de um universo de canções a serem escolhidas, garimpa maravilhas como “Tiptoe Through The Tulips”. Veja, por sinal, uma apresentação com o próprio Tiny Tim e pense comigo em duas coisas: primeira, se o Brian não fez uma interpretação fiel demais à versão do TT (piadinha de Twitter vindo por aí). Segunda, se o saudoso Tiny Tim levaria ele mesmo um golden ticket pra casa.

Harold Davis: Triste, não? Escolhe Usher e ainda tenta usar a boa e velha desculpa da alergia pra cima dos jurados. Out ya go, chororô.

John Park: Eu sei qual foi a primeira coisa em que você pensou quando viu o John Park. Que esse nome provavelmente é um americanismo de alguma alcunha oriental. Não, talvez você tenha pensado no Thanh Bui, de OZ (sigla brazuca para Australian Idol – eu certamente lembrei dele, mas sem dúvida esqueci quando comecei a ouvir o John cantar). A voz do John certamente me traz tons bem mais densos e graves que a maioria dos cantores que costumam participar de American Idol, e isso abre todo um leque de possibilidades em matéria de song choices pra ele. É early favourite de um bocado de gente, e deve continuar na dianteira.

Paige Dechausse: Embora eu não tenha gostado da versão de “A Change Is Gonna Come”, queridinha dos candidatos de American Idol, vi bastante potencial na voz da Paige. Acho que ela pode se destacar em Hollywood se escolher músicas talvez um pouco mais como as da própria Shania, mais animadas e um pouco mais contagiantes.

Justin Ray: O Justin apareceu n’alguns segundos de um potpourri ao final do episódio, mas eu gostei do timbre e, embora não conheça a música (não é a da Whitney Houston, acredite), penso que ele pode chegar longe com o vozeirão. Basta saber usar e controlar.

Keith Semple: “Heaven”, do Bryan Adams, é provavelmente uma das músicas que eu menos gosto de ouvir no American Idol. Torci meu pâncreas ouvindo o Elliott cantar na quinta temporada, sempre fico chateado quando alguém parece ter descoberto a penicilina e acaba me saindo com essa escolha em alguma das etapas do Hollywood Round, dentre outras situações desagradáveis. Eu vejo potencial na voz dele para cantar algumas músicas bem interessantes (sobretudo algumas do Keane, dando um toque mais intimista), mas eu compreendo as reservas do Simon, por exemplo, no que tange a dar uma nova chance a ele em Hollywood. São esses, os da voz raspada com violão, que geralmente desapontam as massas. E, embora eu não goste particularmente do David Cook, alguns de vocês poderiam sustentar que o David Cook se enquadra nessa categoria e venceu a sétima edição do programa – mas o bom ouvido consegue perceber com uma certa tranqüilidade a diferença entre a aspereza cadenciada do David e a rouquidão entrenotas do Keith. Vamos ver o que acontece com ele na competição.

Marcus Jones: Eu prometo que pensava já ter visto o Marcus Jones antes em algum lugar, mas conferi minhas fontes e aparentemente eu estava errado. Eu não vi nada de particularmente interessante nele, a não ser o controle moderado e a limpeza da voz. Fora isso, ele ainda tem muito que mostrar – pelo menos a nós, telespectadores.
C’est tout pour… Não, não ouso dizer o nome dessa cidade em francês. Comente sobre o que achou, não achou ou gostaria de ter achado. Vamos lá, é só digitar umas letras de nada e clicar.
P.S.: Meu endereço no Twitter é www.twitter.com/LucasLCarvalho. E se você quer me ouvir cantar, basta visitar meu MySpace.
P.S.2: Eu usei trema nesse post e não me arrependo. E posso usar até 2012, então agüentem firme.
P.S.3: Já diminuí essa minha paixonite por video-games (ou não).











Postado em 2/02/2010 às 11:55
Sinceramente: Paula não amarra o chulé de Kara.
Pelo amor de deus, como vc consegue sentir falta de Paula? Ano passado ela ficou invisível com a chegada de Kara, que trouxe cconsigo comentários muito pertinentes – muitas vezes até melhores que os de Simon, quando este dá pra exagerar.
Concordo que sem Paula o jurado perde leveza, mas certamente Kara traz mais conteúdo. bem mais.
O único jurado que fará falta ao AI é Simon. Paula não faz, at all.
Postado em 2/02/2010 às 12:21
Eu curto a Kara, ela é divertida, ela procura eliminar os candidatos com bondade, dar conselhos até mesmo aos que não vão passar, o que era ela pedindo pra Shania dar o tom pra guria lá do “I Will Always Love You”. Falando na Shania, fácil fácil melhor jurada até agora, ela estava super a vontade para dar suas opiniões e conselhos, e a audição do John Park foi hilária!!! Shaniaaa para jurada fixa no idol
Postado em 2/02/2010 às 13:20
Odeio Kara do fundo do meu coração..
Um suspiro dela me faz ter vontade de parar de assistir Idol!
Não ligaria nem um pouco se trocassem pela Shania, ou Kate Perry, que tbm deu um show!