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American Idol – 9×05: Los Angeles

É um tanto menos impactante quando os jurados dizem a alguém de Los Angeles que ele vai pra Hollywood. Mesmo assim, cá estamos nós com mais um post sobre American Idol, dessa vez para conversar sobre a quinta leva de auditions nessa que é a nona temporada do programa. Sigam-me os bons!

Spoiler Free!

LOS ANGELES, CA
Guest Judges: Avril Lavigne & Katy Perry

Nesse primeiro episódio com dois jurados convidados, eu me sinto no dever de dizer alguma coisa sobre a escalação da Avril e da Katy para compor a bancada. A primeira não é o que eu chamaria de uma excelente cantora, embora seja um sucesso de vendas (ou quem sabe numa época passada). A segunda também não é uma cantora muito formidável, mas hoje é uma das máquinas de fazer dinheiro da Capitol Records (para o bem ou para o mal). O que talvez seja o único motivo que a mim parece legítimo para chamar ambas pro painel é a conexão que têm com o público jovem – por alguns instantes, durante mesmo que uma horinha na televisão, os rebeldes sem causa podem se sentir parte influente no universo de American Idol.

Numa outra observação importante, Los Angeles já era por mim aguardada e bem aguardada como a cidade de maior choro e ranger de dentes em todas as localidades de auditions para o programa. O motivo é bem simples mesmo: quando os jurados dizem “Não” para você no coração de uma cidade que pulsa glamour e entretenimento, é como se lhe negassem o direito de viver. Então podem preparar os lenços e os ouvidos, porque muita gente vai desabar pós-rejeições.

Vamos aos rapazes e moças mais memoráveis de LA, ça va?

Neil Goldstein: Eu poderia ter escolhido uma imagem do Neil dentro da audition room, mas essa do batom no espelho é embasbacante demais pra deixar de fora. Eu me ofendo quando alguém que se diz Mensa material faz um papelão desses em cadeia internacional, cantando uma música do Meat Loaf pra ser a próxima grande estrela do rock. A propósito, meu QI é maior que o dele e, quando se trata de humilhação, eu me sentiria bem pior se levasse uma batida de porta do Simon e, de quebra, aquele olhar de “mas que trambolho humano insignificante”. Pontos para o encorajamento paterno com o “that’s up to you” na volta pra casa.

Jim Ranger: Tão gente fina (OK, sem piadinhas). Gostei do timbre, do controle e, claro, da simpatia dele e da família. A música original também me pareceu boa, embora um pouco lugar-comum. De resto, a decisão sobre o que um determinado candidato faz no programa é, pelo menos no quesito levantado pela Kara e pela Avril, totalmente dele. Se sabe cantar e se apresentar para o público, não cabe a nenhum dos três (ou quatro) jurados decidir por ele se deve esquecer a carreira ou tentar conjugá-la com a vida familiar e o trabalho junto à igreja. Torço pra que o Jim escolha boas canções em Hollywood e não peite o Simon – assim, quem sabe ele vira um Chris Sligh de sucesso na competição.

Damien Lefavor: Eu provavelmente teria muito medo de morar perto de alguém como o Damien. Dá quase pra imaginar um sujeito como ele aparecendo naqueles programas do Discovery Channel como “O Índice da Maldade”. A música que ele escolheu é tipo o Salieri dos Righteous Brothers. “Unchained Melody” é a mais conhecida de todas, mas “You’ve Lost That Lovin’ Feelin’” ocupa uma esforçada segunda posição (o produtor e um dos compositores dessa música foi o Phil Spector. Talvez você lembre dele por aquela condenação no assassinato daquela moça). O resumo é que o Damien tem uma voz bem destreinada, parece mais estranho que o Crazy Dave e deve se concentrar nos sanduíches de agora em diante.

Mary Powers: Ao contrário do que disseram os jurados, não acho que a voz dela se adequa com muita perfeição ao estilo não. Escolher Pat Benatar na audition geralmente me faz torcer o nariz, e essa não foi uma exceção. A filha é uma graça, mas a mãe vai ter que suar a camisa em Hollywood pra, primeiramente, conquistar a audiência. Ela pode entrar no Top 24 como filler ou como contender – basta escolher bem as canções daqui em diante.

Daniel Franco: Você não sabe quem ele é, mas esse cara é ex-participante das duas primeiras temporadas de Project Runway. É difícil imaginar o Daniel cantando diante dos jurados, precisamente porque a idade dele – 38 anos – supera com boa margem o limite para participar do programa. A produção do American Idol escolheu dar voz a ele no meio da edição só pra atiçar a curiosidade dos mais pródigos no mundo dos reality shows. E a imagem da mistura de Susan Boyle com Adam Lambert foi talvez o momento mais memorável da televisão americana desde o último episódio de Arrested Development (go, AD!).

A.J. Mendoza: “Cult of Personality”, do Living Colour. Eu quase engasgo quando o cara disse que ia cantar Living Colour em plena audition para o American Idol. Quem gosta dessa variação do gênero rock que rolou muito nos anos 70 e 80 pode até não ter nada contra a escolha, mas eu e o Randy certamente temos. A voz não estava afinada e realmente pareceu que o A.J. estava cantando com meia boca aberta. Por sinal, nem me fale do áudio que o Adam ouviu e teoricamente achou fantástico – uma das preocupações do bom cantor é, além de se manter no tom, articular devidamente as palavras (a não ser que haja um propósito específico para fazer o contrário), qualquer que seja o estilo. Isso não aconteceu aqui, mas nada justifica o “absolutely not” da Avril. Gente muito pior recebeu muito menos, e ela certamente não tem meio palmo de estatura pra vociferar esse tipo de coisa.

Austin Fullmer: Quando o Austin entrou na audition room, eu pensei: “Finalmente vamos ter um Mick Jagger nesse programa. Tava faltando!”. O jeitão do Mick ele certamente tem, mas a afinação foi completamente pro espaço. É pena, especialmente porque… Dá uma olhadinha nessa pérola.

Andrew Garcia: Ah, os músicos de plantão… Como eu gosto de ouvir um bom músico de estrada nesses estágios iniciais de American Idol. Você vê que o cara sabe o que faz não pela referência debaixo do nome dele na audition, mas sim por como ele sente e consegue transmitir o que cada canção tem de melhor. Foi isso que eu percebi no Andrew, um cara que talvez não seja um early favourite de muita gente, mas que me conquistou com a simplicidade e até com a firulinha no meio de “Sunday Morning”. Tomara que ele continue assim.

Tasha Layton: Essa moça sabe bem o que faz com as músicas que canta. Escolheu Joss, o que de cara mostra uma certa coragem, e cantou com naturalidade. Eu não sei se ela é exatamente Idol material, em especial pelo fato de que, fora dessa zona de coisas novas e interessantes que estão sendo ouvidas por aí (acredite, candidatos de American Idol precisam trabalhar com muitas, muitas, muitas músicas antigas)… Eu não imagino a voz dela se destacando com muita facilidade. É esperar pra ver.

Jason Greene: OK, o cara é brutalmente efeminado e deixou o Simon morto de vergonha. Se há uma coisa que eu gostei de ver na parte do programa dedicada ao Jason foi a maestria da edição (não canso de repetir) do pessoal do Idol. Aquele Mi grave no piano com a imagem dele dizendo que acredita em mágica foi a cereja no topo do sundae, fala a verdade. Além disso, embora eu também tenha sentido um banho de vergonha alheia do lado de cá, foi no mínimo interessante ver alguma coisa do Divinyls sendo apresentada aos jurados bem no início da nona temporada. Coisas boas devem vir por aí, presumimos. E sim, eu estou sendo semissarcástico.

Chris Golightly: Talvez você, caro internauta ou transeunte numa das avenidas com lojas e vitrines repletas de computadores abertos na página do Série Maníacos, você que nos lê ou que por nós passa os olhos pela primeira vez, não tenha visto temporadas passadas de American Idol. Seria, portanto, um choque meio grande você ler a respeito do Chris Golightly e ver mil e uma referências ao runner-up da primeira edição de AI, Justin Guarini. Os dois são bem parecidos, tanto física quanto vocalmente falando (compare a audition dele com a do Justin e tome um bom susto com o cabelo do Simon na época). Ele é um tipo de early favourite que, pela semelhança com um antigo competidor do programa, pode sofrer uma comparação meio injusta. Não sei se isso vai a chegar a acontecer explicitamente no decorrer dos episódios, mas desde já fica o alerta: volte para o cabelo loiro oxigenado ou engorde cinqüenta quilos.

Com menos auditions para analisar, terminamos com um suspiro de agradecimento a cobertura da primeira fase em Los Angeles. Comente, diga o que achou sobre o que eu disse ou sobre o episódio em si, sim?

P.S.: Meu endereço no Twitter é www.twitter.com/LucasLCarvalho. E se você quer me ouvir cantar, basta visitar meu MySpace.

P.S.2: Eu usei trema nesse post e não me arrependo. E posso usar até 2012, então agüentem firme.

P.S.3: Já diminuí essa minha paixonite por video-games (ou não).

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13 Comentários

  1. Thiago adami
    Postado em 4/02/2010 às 21:27

    alguem poderia me dizer onde consigo baixar os episodios dessa temporada do american idol?
    obrigado

  2. Lucas Carvalho
    Postado em 4/02/2010 às 21:33

    Thiago, em qualquer site de Torrents você encontra os episódios de American Idol pra baixar. A Sony, contudo, está exibindo os episódios poucos dias depois da transmissão nos EUA. :) Se quiser, pode acompanhar por lá.

  3. AD
    Postado em 4/02/2010 às 21:38

    Muito bom a Kat de jurada!!

  4. Giovanna
    Postado em 4/02/2010 às 22:10

    Achei péssima a escolha dos jurados pra esse episódio. Avril Lavigne ficava lá parada com o capuz de diabinha, e a Kat implicando com a Kara. Seriously, coloca a Shania do lado delas, sem comparação [isso que eu estou questionando a participação como jurada, sem nem falar da #falta de# qualidade como cantoras].

    Sobre os participantes, foi um dos episódios mais fracos até agora, vou destacar só o Andrew Garcia. A guria que #assassinou# cantou Joss eu não entendi até agora como passou. Foi a escassez de certo.


  5. Postado em 5/02/2010 às 0:01

    parabéns cara…vc escreve super bem ^^

    mais sinceramente achei um post mt preconceituoso em relação as juradas…vc pod ateh nao curti as musicas delas…mais dize q Avril não eh uma excelente cantora eh absurdo.
    é a velha mania d quem c acha intelectual e por isso deve menosprezar oq faz sucesso ¬¬

    dica: abra a kbça e ouça a mais recente musica da Avril – “Alice”…quem sabe vc consiga perceber e admitir q ela eh sim uma excelente cantora!!

  6. Bruno
    Postado em 5/02/2010 às 13:13

    Achei um episódio fraco, mas foi salvo justamente pelas juradas. O toque de “maldade” que a edição deu nelas foi tudo.
    E achei corretíssima a atitude da Kara e da Avril em “reprovar” o Jim Ranger. Elas estão ali pra escolher o próximo ídolo americano e isso não inclui somente o canto, ele deve levar uma vida totalmente voltada ao profissionalismo. E foi isso que a Avril perguntou. se ele estaria disposto a deixar tudo de lado.

  7. Ricardo
    Postado em 5/02/2010 às 18:48

    É verdade que nem a Avril nem a Katy são excelentes cantoras, mas, como você mesmo falou, elas têm influência entre os jovens e entendem o que é ser um ‘popstar’, que é aquilo que o AI procura.
    Mas acho exagero falar que elas não têm cacife para julgar se um cantor vai mal ou bem por esse motivo. Se fosse assim, o Simon não poderia falar mal de nenhum candidato, né?!

  8. roberta
    Postado em 5/02/2010 às 18:52

    concordo em alguns pontos mas daí dizer que a avril lavigne nao é uma excelente profissional já é demais né. ela da de 10 a 0 que essas cantoras pop mediocre por e ainda é uma artista completa a sem contar o prestigio dela tb não so como cantora mas como designer e como empresária pq nao so a grife mas o perfume sao alguns dos projetos bem sucedidos que a colocou na lista da forbes ano passado.
    ah pra quem ainda duvida do talento dela ouça a musica nova do filme alice in wonderland. ela esta conseguindo calar a boca de muita gente que a criticaram.

  9. Ricardo
    Postado em 5/02/2010 às 22:21

    Só eu que não gostei de Alice? Achei meio gritada…
    Se fosse pra citar uma música que mostre o talento da Avril, eu diria ‘Innocence’.

  10. Hugo Fontes
    Postado em 6/02/2010 às 23:57

    Gosto kda um tem o seu, mas axo q jah foi + q provado q avril eh uma excelente cantora… além d compor as proprias musiks (oq eh bem raro hj em dia) ela sempre canta ao vivo e tem uma voz bem equilibrada.. entre centenas d bandas d rock e artistas solo q enviaram musiks pro q promete ser “O FILME DO ANO” (Alice no pais das maravilhas com Johnny Depp) Avril foi a escolhida pela propria produçao da Disney e do filme…. jah eh a 2ª vez q ela eh selecionada pra uma trilha mtoo concorrida (a 1ª foi pra Eragon) fora isso os cds da avril sao sempre sucesso em critica e em venda.. como se trata d um blog sobre tv, q nda entende d musik, axo errado flar q n sao boas cantoras, qdo na vdd sao grandes referencias.. fora q avril foi responsavel por uma das musiks d maior sucesso dos ‘American Idols’, pra qm n sabe, ela q compos Breakaway da Kelly Clarkson, na epoca ela n axava q a musik se encaixava nos seus cds e passo ela pra KC =P (PS: A propria KC q diz isso no dvd d ‘O diario da princesa 2′)

  11. Moisés
    Postado em 7/02/2010 às 15:56

    Katy Perry, 4Ever *-*

  12. Rafaela
    Postado em 7/02/2010 às 21:44

    Concordo com o Felipe e não com alguns leitores que deixaram comentários. Qualquer um que diga que a Avril canta bem não entende absolutamente nada de música. Em cd qq um canta bem, graças a alguns programas milagrosos (ex, ProTools). E as composições “dela” são extremamente fracas e com acordes de violão q uma criança com 3 aulas de música já sabe tocar. E em relação a fama, a pessoa não precisa ser boa para ser famosa, como exemplo temos a nossa “queridissima” Britney Spears! A Katy foi divertidinha no episódio, mas a “sinceridade” dela foi meio irritante ( e as brigas bobas) .. Gostei mto da review, mto bem escrita !
    =)

  13. LICARO
    Postado em 14/02/2010 às 11:54

    Não gostei da AVril como jurada e nunca imaginei que a Katy Perry fosse tão bitch assim…oh mulherada chata!

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