American Idol – 9×07: Denver

icon1 Lucas Carvalho | icon2 Reviews | icon4 9/02/2010

Finalmente um episódio recheado de artistas promissores. Denver nos trouxe de volta a Victoria Beckham e um rapaz com baixa auto-estima, mas também nos apresentou a dois ou três prováveis semifinalistas. Puxe uma cadeira, tateie o link para ver o post completo e vamos conversar.

Spoiler Free!

DENVER, CO
Guest Judge: Victoria Beckham

Ao invés de falar novamente sobre meus gostos e desgostos com relação a ver a Victoria Beckham no painel de jurados outra vez, vou falar sobre a Kara Dioguardi. Sim, sobre ela mesma. Você talvez tenha pensado: “Mas não é possível, será que ele não desiste de criticar a mulher?”.

Am… Não.

Vou apenas fazer uma crítica sutil, que embora também se dirija aos demais jurados, é mais evidente na expressão da Kara. Quem sabe você já tenha percebido, mas a Kara Dioguardi tem o hábito irritante de ficar olhando pro pessoal da produção enquanto a audition corre solta, especialmente quando o cantor é ruim. É como se ela olhasse pro pessoal com as pranchetas atrás das câmeras e dissesse: “Não, sério?”. Todos os outros componentes da bancada fazem isso, mas a Kara faz sem medo de ser feliz, virando o pescoço com todo o gingado pra esquerda ou pra direita, tornando nítida a sensação de que nós, telespectadores, somos de somenos importância. Rá.

Mas caminhemos para os comentários sobre os destaques desse episódio, sim? Tem gente boa esperando ansiosamente pelas nossas palavras de aprovação (bem, só minhas. Se vocês comentarem, aí tudo bem).

Mark Labriola: Semitonou uma ou duas vezes e só. Canta bem, parece ser gente boa e provavelmente é uma reencarnação do finado Chris Sligh (não, na verdade o Chris está vivo e até bem de saúde), um dos meus dois favoritos na sexta temporada. Eu torço pra que ele não faça brincadeira com os Teletubbies ou com o Il Divo, mas o perigo pra ele é um pouco maior que apenas o bom humor. Lembra do Andrew Garcia? Temo que a produção e os jurados só queiram dar a vaga nas semifinais para um deles, e ao menos pelo que eu vi na audition, não será para o Mark.

Mario Galvan: O American Idol é aberto a candidatos de ascendência latina? Não muito. Mas esse, obviamente, não é o motivo pelo qual o Mario não foi adiante na competição. Ele apenas é cantor de karaokê – o que muita gente é e com até certo sucesso. A melhor parte da audition foi, sem sombra de dúvida, ver as risadas dele e do Simon.

Kimberly Kerbow: Certo. Assim como eu, você e todo o mundo sabem que isso é uma peruca, não? Quando ela estava ainda no vídeo de introdução, eu já via que o cabelo parecia montado em cima da cabeça, de tão estranho (sério, Lucas? Você sabia da peruca antes do comentário da Victoria? Ganhou uma estrelinha). A voz é bem mais ou menos, pra ser sincero – quando ela disse que ia cantar a música carro-chefe da Ingrid Michaelson, eu já comecei a botar meus pés atrás. No final da apresentação, nada me pareceu digno de nota. Sim, ela canta bem. Mas não, não o suficiente para progredir em Idol. Por sinal, ainda no assunto da peruca, essa não é a primeira vez que um candidato emperucado aparece no programa. Lembram do Robbie Carrico?

Danelle Hayes: De todas as pessoas que eu vi até agora na nona temporada, a Danelle talvez tenha a história que mais me chama a atenção. Eu procuro ouvir a voz dos candidatos sem prestar atenção nos dramas de vida que são mostrados algumas vezes antes da audition, mas ela representa um grande medo que eu tenho, o de perseguir atuação e canto em detrimento da minha profissão atual. Com essa voz, e escolhendo Melissa Etheridge (que é algo relativamente raro em AI), a Danelle tem todas as chances de ir muito longe na competição. O timbre dela é diferente, a experiência que ela tem como cantora ficou bem evidente na parte do programa em que se apresentou… E eu espero, não como uma favorita minha, mas como uma pessoa com quem simpatizo, que ela vá longe.

Casey Jones: Sim, o timbre dele é talvez 60% da voz do John Mayer. Mas só isso. Não consigo ver muito futuro para o Casey na competição não, e a impressão que eu tenho é a de estar vendo um Matthew Metzger piorado (esse foi o arroz de festa em Idol por pelo menos umas três temporadas, chegando às semifinais duas vezes, o que não é mais possível segundo as novas regras do programa). Deve sair ainda na etapa das filas em Hollywood, com camisa ou sem.

Tori Kelly: No post sobre Dallas, havia uma moça cujo timbre me lembrava um pouco a sonoridade computadorizada da Britney Spears. Essa moça, embora tenha um rosto que me lembra a Britney, tem uma voz bem legal. Tranqüila, controlada e com grandes chances de chegar pelo menos ao Top 40. Existem algumas pequenas deficiências que certamente serão corrigidas com mais experiência, mas ela pode ir longe. Apenas uma observação a mais? Perceba que, na audition do Casey, o Simon disse que a voz não é importante. Na da Tori, a voz é tudo o que importa. Mas claro, você poderia sustentar que ao Casey faltam outros elementos fundamentais em um artista de destaque. Ou pode também arrancar os cabelos com as opiniões conflitantes do Simon.

Austin Paul: Embora o rapaz seja compositor, a música é do John Mayer. Mas não podia ter escolha pior, podia? Certamente que não. Eu comentei há alguns dias com o Victor Régis (colunista de Skins, Gossip Girl, Macau’s Next Top Model e outras preciosidades) que eu gostei de ver alguém como o Austin indo para as auditions. Não é por causa da voz dele, que, mais que apenas semitonada, é flat – significa dizer que o canto soa quase como se o cara estivesse falando. Eu gostei de vê-lo em Denver porque a sua apresentação me permite explicar duas coisas. Em primeiro lugar, não é porque você consegue tocar um instrumento, dois ou cinco que a sua voz será também afinada e pronta pra gravar o maior sucesso desde “Yakety Yak”. Em segundo, vou finalmente poder responder, com um bom pano de fundo, o que são as costuras no canto de que eu tanto falei há coisa de uma semana atrás. Costuras são solavancos entre os registros nos quais alguém entoa uma canção. Perceba que, quando o Austin sobe de “someday I’ll” para “fly”, ele muda a cor do timbre – quando essa mudança fica brutalmente à mostra, como aconteceu com ele, diz-se que deu pra ouvir as costuras. E nunca é bom quando dá pra ouvir as costuras durante qualquer performance.

Kenny Everett: Não dá a sensação de que tem um cabide preso por trás do pescoço dele? Anyway, a voz não é nada afinada. E que dó que eu tive do pobre coitado que estava sentado no banco à espera do ônibus, naquela cena antes da audition.

Nicci Nix: Mas que moça bonitinha. A voz realmente parece resultado de uma ingestão acidental de gás hélio, mas ela sabe o que fazer com o que tem. Escolher “Something Kind Of Ooooh”, das Girls Aloud, foi talvez a idéia mais brilhante desde a Teoria da Relatividade. Em primeiro lugar, a banda é britânica – o Simon e a Victoria a conhecem bem. Em segundo, uma das integrantes do grupo, a Cheryl Cole, é jurada no X-Factor britânico (e é uma das mulheres mais bonitas que eu já vi na vida). Por fim, a voz adocicada que ela tem combina direitinho com essas músicas mais dançantes, mais bubblegum pop.

Haeley Vaughn: Timbre diferente do que em geral se ouve de mulheres afro-americanas no American Idol (fora do programa, já ouvi a mesma voz em uma penca de cantoras). É, para os padrões do reality show, pelo menos um pouco inovador – e eu vejo na Haeley uma potencial integrante do Top 12, ao menos pelo que nós ouvimos em matéria de candidatos até agora. Se ela vai se misturar aos cantores country, aí são outros quinhentos. Sei que ela transformou uma música da Carrie Underwood em algo bem sui generis sem muito esforço, e isso me agradou um bocado.

Ty “Bikini Boy” Hemmerling: Só nesse blog você encontra alguém disposto a escrever o nome do cara ao invés de apenas a alcunha de garoto do biquini. Eu tenho horror a esse tipo de gente que povoa os episódios iniciais do programa em busca de atenção a todo custo. Detesto com todas as forças e não preciso dedicar sequer mais uma linha a esse fulaninho de tal.

Chegamos à última cidade visitada pela equipe de American Idol em busca do novo talento arrasador da indústria fonográfica norte-americana e, possivelmente, mundial. O episódio que vem traz outros bons cantores ignorados em semanas passadas, numa tentativa de assegurar espaço diante do telespectador para cada um dos candidatos. Mas sempre existirá gente como o Ricky Braddy, injustamente deixada de lado e, for a change, com uma voz maravilhosa no bolso.

E você, caro internauta? O que achou dos candidatos em Denver? Gostou de algum? Desgostou de todos? Comente, comente e comente.

P.S.: Meu endereço no Twitter é www.twitter.com/LucasLCarvalho. E se você quer me ouvir cantar, basta visitar meu MySpace.

P.S.2: Eu usei trema nesse post e não me arrependo. E posso usar até 2012, então segurem aí.

P.S.3: Sim, esse post scriptum sempre fez alusão ao video-game.

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3 Comentários

  1. janaina Disse:

    Eu gostei da voz de uma menina, tava vestida de rosa, passou no finalzinho do programa. Ela tem uma voz bem diferente das divas do r&b que bobam por aí. Pena que não passou o nome dela nem sei a música que ela tava cantando.

  2. O que anda acontecendo nos blogs da Sociedade « Sociedade dos Blogs de Séries Disse:

    [...] Série Maníacos – American Idol – 9×07: Denver [...]

  3. Diego Disse:

    Danelle já tá no meu Top 12.

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