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A primeira etapa de American Idol se encerra com um episódio dedicado a alguns destaques da semana de auditions que não foram apresentados anteriormente. É a última parada antes da temida Hollywood Week, o terror dos one hit wonders. Oooh.
Spoiler Free!
Durante o programa, você verá uma sucessão de caras não tão desconhecidas. Ora é gente que participou de edições passadas do AI, ora são aquelas pessoas contentes que a gente viu de relance em cada um dos episódios anteriores. Vamos adiante.

Jessica Furney: Só posso dar os meus parabéns pra essa menina. Está com um visual bem mais moderno, deixou de cantar músicas da Janis Joplin (que obviamente não se encaixam no timbre que ela tem) e, ao invés delas, escolheu uma que o Simon ajudou a compor. Ela parece uma Ingrid Michaelson mais cheinha, e talvez tenha chances nas etapas seguintes se continuar na linha das canções mais leves ou mais suaves. Afinadinha, simpática e promissora.

Amanda Shectman: Num contraste violento, passamos a uma candidata que cometeu um dos crimes mais severos na lista de “Oh no, she didn’t” do American Idol. Uma das coisas que você jamais, em tempo algum, pode fazer… É aparentar traços performáticos, teatrais ou de qualquer forma parecidos com o que a Tatiana Del Toro fez na temporada passada diante dos jurados (ou do público). Tanto a Tatiana quanto a Amanda sabem cantar bem – o meu problema com elas é que a personalidade, que parece ser um coringa, acaba se tornando uma ameaça horrível. É chato quando ser ator coloca você numa situação difícil dentro de um programa como o AI – mas as pessoas acabam interpretando a sua fixação pela ribalta como uma tentativa desesperada de atingir a fama. E isso é veneno para qualquer um.

Lee Dewyze: Em primeiro lugar, gosto muito de “Ain’t No Sunshine”. Quando bem cantada, fica um arraso. Em segundo, o timbre do Lee me pareceu um pouco com o do Danny Gokey, embora eu tenha sentido menos aspereza na voz do Lee (o que não é necessariamente bom). O cara é bonitão, afinado e tem grandes chances de pelo menos chegar ao Top 40. Ou isso, ou será uma daquelas eliminações surpreendentes da etapa das filas.

Crystal Bowersox: Não vi nada de particularmente fenomenal na voz da Crystal não. Como intérprete de canções no American Idol, eu espero que ela faça escolhas melhores que “Piece Of My Heart”, definitivamente fora do alcance que o timbre dela tem.

Lacey Brown: Quando alguém é eliminado na etapa das filas em Hollywood, ou até mesmo durante a fase dos grupos, em geral os críticos sustentam que a audition foi um momento de sorte e só. No caso de pessoas eliminadas naquela etapa do elevador (e, na última temporada, da mansão), sempre fica a pergunta: “Qual o critério que usaram para tirar essa pessoa do programa?”. E a resposta de muita gente é voltada para as habilidades no palco, para o controle da voz, dentre outros motivos. A Lacey ficou lado a lado com a Megan Joy Corkrey, uma candidata que, assim como a Amanda Overmyer, não foi feita para um programa como o American Idol. A Megan Joy era mais bonita, tinha um sorriso encantador e uma tendência a cantar músicas mais antigas, com um toque quase jazz pras interpretações. Na Lacey, pelo menos nesses segundos diante dos jurados, eu não vi absolutamente nada excepcional. Talvez, com o passar dos dias em Hollywood, ela acabe se destacando na escolha de canções populares ou diferentes. Por enquanto, não vejo muito futuro pra ela em AI não.

Stephanie Fisher: Sete temporadas. De nove, ela só deixou de comparecer a duas, e provavelmente foram as duas primeiras. Uma moça dessas precisava de uma intervenção familiar urgente, não? E ela ama a Victoria Beckham. Acha ela a criatura mais bela do Planeta. E é apaixonada pelo Simon. Tudo bem, vamos continuar com a review.

Rachel Hubbard: É sempre importante ter em mente a idade de certos candidatos ao acompanhar um programa com tanta diversidade de talentos como o American Idol. A Rachel, com seus dezesseis anos, é mais nova que as minhas irmãs, que eu trato como se tivessem oito. A música não me agradou muito e a voz me parece um tanto quanto limitada, mas ela está de parabéns pela coragem em cantar, e cantar com qualidade, perante o painel de jurados.

Thaddeus Johnson: O Thaddeus, e essa é uma sensação que eu tenho freqüentemente com o pessoal mais jovem que se arrisca em American Idol, deveria ter vindo ao programa alguns anos mais tarde. Ou ao X-Factor nos Estados Unidos, que chegará dentro em breve. A voz dele é forte, mas ainda bastante crua – você consegue perceber, ao ouvir músicas altas naquele timbre, que é como se o rapaz deixasse as notas subirem sozinhas até a melodia, o que ocasiona uma semitonada aqui, outra acolá… E assim a música vai sendo sacrificada. Parabéns a ele também pela bravura em enfrentar as câmeras.

Genesis Moore: Que nome bonito. Para uma banda, quem sabe. De resto, eu penso que essa moça é, dos três que foram apresentados nesse rápido trecho do programa, a menos preparada para agüentar o tranco em Hollywood. A voz dela me parece mais crua que a do candidato anterior, e a imagem de alguém como ela saindo nas filas ou mesmo no group round não sai da minha cabeça.

Adrian Chandtchi: Sério, como eu queria que esse cara cantasse bem! Prometo que eu queria muito ver uma voz potente saindo dele, tomando a audition room como um tufão. Quando o Blondzilla abre a boca, tudo o que a gente ouve é, como a Kara disse, a voz de um garotinho de seis anos preso dentro dele. Pena, porque, se esse cara cantasse bem, seria ineliminável. Como o Taylor era na temporada dele.

Michael Lynche: Que felicidade em ouvir o Michael Lynche cantando “Unchained Melody”, uma das músicas favoritas do Simon, na audition room. Essa alegria, entendam vocês, não tem nada a ver com a apresentação em si – existem algumas maneiras de se esquivar da subida após o bridge da canção, mas a que ele escolheu foi muito pobre e mal executada. O meu contentamento é em razão de poder mostrar a vocês uma das poucas, senão a única audition exibida na primeira fase das nove temporadas de American Idol que realmente me chamou a atenção com a mesma song choice. Conheçam o Michael Keown. E claro, ouçam a apresentação do Clay Aiken, embora numa etapa bem mais avançada da competição.

Didi Benami: The song choice melted my heart to its very core, to the bottom of my most innersome childhood feelings. Desculpa, mas essa frase em inglês me soa bem mais bonita que se eu tivesse que escrever em português. Gostei imensamente de ela ter cantado “Hey, Jude” e, embora reconheça que ela tem certos entraves na voz, vejo um caminho de ladrilhos de brilhante até pelo menos o Top 40. Basta ela continuar assim, escolhendo músicas como essa.

Aaron Kelly: Por um lado, eu percebi que ele tem um controle quase inato na condução da melodia, mesmo com a pouca idade. Por outro, é possível que estejamos de cara com o próximo Josiah Lemming (lembra dele?). Ao menos dentro das fronteiras da competição, o Josiah teve vários probleminhas que se tornaram um problemão. O Aaron, e isso quem me diz é meu sexto sentido (oi, Bruce), pode seguir o mesmo caminho. Mas torçamos para que não.

Kimberly Bishop: OK, levante a mão quem gostaria de ter visto a Kimberly cantando “I Kissed A Girl” na frente da Katy Perry. <o/

Shaddaii Harris: Há uma coisa a dizer sobre a audition da Shaddaii. “Socorro”.

Hope Johnson: Como eu e o grande Victor Régis conversamos outro dia, a Hope me parece muito mais package artist que a descrição de seu trabalho deixa transparecer (a legenda diz que ela é garçonete). Você poderia sustentar que uma moça com o mesmo emprego venceu a primeira temporada de American Idol, mas como alguns colunistas escreveram há algum tempo, a não ser que estejamos lidando com adolescentes de 16 anos (e com exceções), não existe mais essa de talento bruto e escondido. Por mais humildes que pareçam as profissões de alguns early favourites, há um passado musical escondido, talvez com uma ou outra gravação de álbum anterior à audition no AI. Ao ouvir a moça cantar “I Hope You Dance”, fiquei perplexo com o timbre aveludado que ela tem. Não sei o quanto de experiência ela pode ter tido com apenas 19 anos, mas eu tenho a impressão de que ela tem tudo pra ir bem longe – um único porém seria o cansaço, que é bem real, de muitos americanos ao ver moças doces e delicadas como a Hope em competições como o Idol. Mas ela é uma cantora formidável, sem sombra de dúvida.
Chegamos, meu caro leitor, ao final da fase das auditions na nona temporada de American Idol. Você poderia se perguntar: “O vencedor está entre essas pessoas que vimos e ouvimos nas últimas semanas?”. Bem, vamos fazer as contas. São 181 candidatos que conseguiram o golden ticket. O blog, seguindo fiel e incansavelmente cada uma das pessoas identificadas que foram adiante na competição, trouxe a você comentários sobre 79 deles. Há, portanto, uma chance de ao menos 43,65% de que uma das pessoas que você já viu no programa seja coroada como campeã no season finale. O “ao menos” se impõe, é claro, por sabermos que pessoas com exposição diante das câmeras geralmente chegam mais longe no programa. TODOS os vencedores de American Idol apareceram na primeira semana de auditions, sem exceção.
Com esse post, eu me despeço da cobertura de American Idol nessa nona temporada – mas o SérieManíacos continuará com as reviews sobre essa edição. Tomara que vocês tenham curtido essa etapa tanto quanto eu, e espero que continuem aproveitando o melhor que o programa tem a oferecer, que são renditions maravilhosas das suas canções favoritas.
P.S.: Meu endereço no Twitter é www.twitter.com/LucasLCarvalho. E se você quer me ouvir cantar, basta visitar meu MySpace.











Postado em 10/02/2010 às 18:39
Po cara, porque você não vai continuar comentando?
Sentirei falta das ótimas reviews!