
“He’s my friend. Let him go”.
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O Viciante Mundo das Séries e Seriados

Finalmente tive o prazer de ver um episódio focado único e exclusivamente na trama de Simon; de longe meu personagem favorito de toda a série. Desde o princípio Simon vinha prometendo ser o melhor da série, pois a carga dramática do ator, assim como as possibilidades de storylines a serem trabalhadas eram vastas demais. Ainda que Nathan e Curtis tenham tido um pouco de suas estórias contadas, é impossível fecharmos os olhos para a grandiosidade da trama do garoto tímido.
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Por mais que estejamos acostumados às bizarrices da série e o apelo sexual constante, neste quarto episódio tivemos uma trama mais focada, madura e muito bem elaborada. Considerando que muitos roteiristas já se aventuraram no mundo das realidades alternativas e não foram muito bem sucedidos, podemos, ao menos, ter a certeza que navegar por estas águas foi um grande acerto em Misfits.
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A princípio, quando me deparei com Misfits, apesar de ter adorado seu estilo fiquei preocupado que ela viesse a se perder no caminho por causa de sua peculiar ousadia, mas após este terceiro episódio, começo aos poucos, a acreditar que a série possa ter futuro. Com o drama todo voltado para Alisha e seu poder pouco ortodoxo (comparando-o com os que já vimos em The 4400, Heroes e X-Men), tivemos a oportunidade de enxergá-la de forma diferente; posso arriscar a dizer até que me emocionei e fiquei com pena da personagem.
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Finalmente um episódio out of the box vindo de White Collar que além de corroborar uma de minhas suspeitas, ainda conseguiu trazer mais perguntas para continuarmos com as especulações e mistérios da trama principal; e talvez isso venha a elevar o calibre da série. Todo este episódio voltado à possível e suposta traição de Neal foi um excelente mascaramento para a passagem final, na qual tivemos a revelação do verdadeiro responsável pelo desaparecimento de Kate.
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A série ganha pontos em relação a outras com temas parecidos pelo fato de que sempre desenvolve um pouco a trama principal que guia o personagem chave. Enquanto em outras séries não temos uma trama central ou quando a temos, só são lembradas no começo e no fim da temporada, em White Collar a preocupação em trazer informações a respeito é sempre muito bem explorada, ainda que não crie todo o suspense que poderia criar.
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A sutileza e o exagero fazem da produção um grande atrativo bem equilibrado tanto para os fãs de estórias fantasiosas quanto para os aficionados por dramas reais e profundos. Misfits pode não agradar gregos e troianos, mas ao menos tem a aprovação da grande maioria. Para os que se incomodaram com a bizarrice das estórias, no segundo episódio nada muda. O grupo de desajustados encontra o padrasto de Nathan nú em um túnel, Nathan apaixona-se por uma linda jovem em um lar de idosos e Simon aos poucos começa a se expor mais a fim de não ser um completo invisível. E isso tudo acontece com o risco de grande segredo do grupo vir à tona.
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Neal Caffrey dita o ritmo e os mistérios deste drama que deveria ser conduzido por uma dupla. O que muitos poderiam interpretar como sendo o ponto negativo do meu comentário, digo que, pelo contrário, ter Matthew Bomer como o mestre do que acontece ou deixa de acontecer em White Collar vem se tornando uma excelente surpresa. É ele quem enxerga as melhores alternativas, quem solta as melhores piadas e quem consegue fazer de DeKay um personagem engraçado. Em The Portrait, a dupla dinâmica tem a missão de recuperar um quadro raríssimo, o qual foi roubado duas vezes. E se uma trama divertida e enigmática não bastasse, ainda temos mais pistas sobre o mistérios que envolve o desaparecimento de Katie.
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Mais uma boa surpresa com adolescentes e poderes na terra da rainha.
Misfits conta a história de 5 jovens que após receberem uma descarga elétrica durante uma tempestade extremamente incomum, adquirem poderes. Uma sinopse como essa poderia assustar alguns fãs de séries que geralmente se lembrarão de Heroes que abusa dos efeitos especiais e peca na continuidade de sua trama; e No Heroics, um comédia pastelão que tentou apresentar, em forma de sátira, a vida de pessoas com super-poderes.
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Um novo caso, muita diversão, ritmo agitado, orgasmos múltiplos e muita erva pura são os elementos necessários para fazer de The Case of the Beatiful Blackmailer o episódio mais inteligente, original e engraçado de toda a série até o momento. Não houve momentos tediosos, muito menos um George com piadas ridículas.
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Não tinha como dar errado. Jonathan dando conselhos na nova empreitada de George pelo mundo dos gays e um novo caso sobre romance, máfia russa e seu próprio relacionamento com Suzanne, foram os elementos deste ótimo episódio que explorou mais uma vez, e novamente de forma única, o amor sofrível de Ames por sua ex-namorada e seu estranho relacionamento com seu chefe e seu melhor amigo.
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É com muito bom humor que a série vem formando sua identidade nesta temporada. Ainda que não seja 100%, White Collar tem começado a ganhar mais forma; que é exatamente o que ela precisa para se destacar na programação, ao invés de apenas ser aquele programa agradável para se ver no tempo livre.
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