﻿<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd"
	xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
>

<channel>
	<title>Série Maníacos &#187; Mateus Borges</title>
	<atom:link href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/author/mateus/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.seriemaniacos.com.br/blog</link>
	<description>O Viciante Mundo das Séries e Seriados</description>
	<lastBuildDate>Wed, 08 Feb 2012 05:43:27 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	
	<copyright>Copyright &#xA9; Série Maníacos 2011 </copyright>
	<managingEditor>contato@seriemaniacos.com.br (Série Maníacos)</managingEditor>
	<webMaster>contato@seriemaniacos.com.br (Série Maníacos)</webMaster>
	<image>
		<url>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/plugins/podpress/images/powered_by_podpress.jpg</url>
		<title>Série Maníacos</title>
		<link>http://www.seriemaniacos.com.br/blog</link>
		<width>144</width>
		<height>144</height>
	</image>
	<itunes:subtitle></itunes:subtitle>
	<itunes:summary>O Viciante Mundo das Séries e Seriados</itunes:summary>
	<itunes:keywords></itunes:keywords>
	<itunes:category text="Society &#38; Culture" />
	<itunes:author>Série Maníacos</itunes:author>
	<itunes:owner>
		<itunes:name>Série Maníacos</itunes:name>
		<itunes:email>contato@seriemaniacos.com.br</itunes:email>
	</itunes:owner>
	<itunes:block>no</itunes:block>
	<itunes:explicit>no</itunes:explicit>
	<itunes:image href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/plugins/podpress/images/powered_by_podpress_large.jpg" />
		<item>
		<title>Eu Não Quero Respostas</title>
		<link>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/eu-nao-quero-respostas/</link>
		<comments>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/eu-nao-quero-respostas/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 30 Dec 2011 06:54:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mateus Borges</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Dexter]]></category>
		<category><![CDATA[Homeland]]></category>
		<category><![CDATA[Lost]]></category>
		<category><![CDATA[The Killing]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.seriemaniacos.com.br/blog/?p=16021</guid>
		<description><![CDATA[Quem não abriria? Aviso: spoilers para os finais de The Killing e Dexter.  2011 foi bom para a televisão. Tivemos a consolidação de um novo período fantástico para comédias, com Archer, Parks and Recreation, Community, Cougar Town e várias outras soltando vários bons episódios em sequências cada vez mais longas, séries que expandiram o limite [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/DeadDove.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-16022" title="Ok?" src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/DeadDove.jpg" alt="" width="500" height="280" /></a><br />
Quem não abriria?<strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-16021"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Aviso: spoilers para os finais de The Killing e Dexter. </strong></p>
<p style="text-align: justify;">2011 foi bom para a televisão. Tivemos a consolidação de um novo período fantástico para comédias, com Archer, Parks and Recreation, Community, Cougar Town e várias outras soltando vários bons episódios em sequências cada vez mais longas, séries que expandiram o limite do que é possível como Louie e Treme, assim como outras que se despediram esbanjando os mesmos charmes de sempre (Friday Night Lights, Men of a Certain Age, sentiremos saudade). Foi, em resumo, um ano que empurrou a evolução da televisão mais alguns centímetros em direção a linha imaginária de chegada, com uma quantidade mínima de auto-depreciação. Pessoas ficaram orgulhosas de fazer, ver e amar TV.</p>
<p style="text-align: justify;">O ano também foi acompanhado das mesmas velhas frustrações. Cancelamentos, audiências baixas, atores problemáticos, aquela trama na sua série favorita que não fez o menor sentido ou o episódio que você gostaria de poder apagar do seu cérebro. Mas também veio carregado, um novo e estranho sentimento de débito nas costas que se espalhou em pequenas estratégias narrativas, pouco a pouco quebrando a confiança com os telespectadores das séries em questão.</p>
<p style="text-align: justify;">As maiores representantes desse problema foram duas superficialmente semelhantes, The Killing e Dexter. Ambas são histórias sobre policiais, assassinos, policiais assassinos e os perigos de se viver em uma cidade onde o clima é absurdo nos dois lados do termômetro. Ambas também sofreram fortes controvérsias durante 2011: The Killing recebeu ódio pelo rumo mercenário que tomou com a investigação da morte de Rosie Larsen, Dexter foi motivo de chacota pela reviravolta mais óbvia na história recente – acusações contestadas pelos fãs e responsáveis por pequenas ondas de animosidade entre os mais diversos série maníacos no Brasil e afora. Não vou negar: foi bem divertido.</p>
<p style="text-align: justify;">Só que menosprezar as confusões tanto de Dexter quanto de The Killing a esses dois fatores é muito simples para ser verdade. Existe uma ideia comum por trás desses dois tipos de frustrações similares e desse tipo de história com verdades e duplos sentidos e reviravoltas, uma abordagem narrativa igual que fascina parte da audiência, irritando a outra parte dela até atingir um nível curioso de obsessão. E obsessão é a palavra certa, perfeita para definir aquele sentimento de débito nas costas que eu mencionei, que em 2011 veio na forma de uma divisão brutal na forma como nós vemos e lidamos com algo enraizado nas origens da televisão dramática como conhecemos: mistérios e suas respostas.</p>
<p style="text-align: justify;">O que, é claro, não se resume apenas a uma relação dependente entre os dois. Se a série se propõe a fazer um mistério, ela tem uma responsabilidade de resolvê-lo no tempo ditado pela história. Nesse caso, Dexter e The Killing passam: é conveniente que Dexter Morgan sempre resolva a sua situação atual dentro de doze episódios, mas não aceitar esse tipo de conveniência na televisão é um modo de pensar que leva a loucura. E The Killing nunca prometeu resolver &#8220;Quem Matou Rosie Larsen?&#8221; no fim da temporada. Ou seja, não. Não é sobre isso o problema. Todos concordam que conclusão para algo que foi prometido é, na maioria das vezes, necessária. A divisão ocorre no que esperamos das respostas.  Nós queremos ser surpreendidos por elas ou queremos que elas façam sentido? Se pudermos ter os dois, ótimo, mas se não, qual vale mais? Em resumo, é a velha pergunta de ouro que fez Lost ser famosa. É o combustível que faz fóruns e sites funcionarem, que agarra os fãs pelo pescoço: <strong>qual é a resposta?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Só que tenho um problema com essa obsessão, e talvez seja completamente pessoal: eu não quero respostas. Não me entenda mal, eu amo mistérios e já passei horas, como todo série maníaco que se preze, discutindo sobre coordenadas e personagens e quem traiu quem e quem está trabalhando para quem e onde está personagem X e quem matou Y e&#8230; Também adoro quando a resposta para essas questões é excelente, servindo de impulso para a história ou revelando algo crucial sobre a pessoa envolvida na revelação. Mas sinto que ao nos importarmos tanto com a resolução, perdemos muito do caminho e do prazer no mistério.</p>
<p style="text-align: justify;">Afinal, nós nos apaixonamos por eles. Enquanto respostas sempre são incógnitas que muitas vezes decepcionam, um mistério bem feito nunca vai se afastar da sua atenção. É aqui, também, que sinto a falha das duas séries: elas cultuaram essas soluções. Dexter, ao invés de explicar a natureza do relacionamento entre Travis e Gellar desde a premiere, fez um enorme erro de cálculo. Ela transformou em mistério algo que não era por acreditar que a resposta valia a pena&#8230; Não valeu, e o peso desse fantasma arrastou cada episódio. Já The Killing construiu expectativas enormes para algo não planejado. Criou um enigma com final, mas sem apoio de qualquer tipo – boa parte da temporada passou uma sensação de improviso e fórmula, um grande suspeito sempre aparecendo no final de todo episódio, apenas para ser descartado no seguinte. E todos os personagens viraram meio que paródias além e por causa disso.</p>
<p style="text-align: justify;">Não sei vocês, mas gosto de não saber. De ver os personagens na tela sem grandes explicações, despertando para algo além da trama em questão. Muitas vezes, eles se perdem nisso. Nessas grandes ideias, afogados pelas pequenas conspirações. E poucas coisas me dão mais prazer na televisão do que uma série que deixa essas pessoas respirarem devido aos problemas que procuram ou tentam solucionar, dentro ou fora deles (Homeland sendo o exemplo mais claro em 2011). Sendo ambiciosa ao extremo não apenas pelas coisas que quer contar, mas pela maneira como as conta. Não brincando com a audiência. Subestimando ela, fingindo que não existe, armando situações para enganar.</p>
<p style="text-align: justify;">Perdendo tempo com respostas, terminando sem boas perguntas.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe title="melhores-series-2011" src="http://pit.frugar.com.br/widget/0_2/seriemaniacos_25635825.html" frameborder="0" scrolling="no" width="560" height="320"></iframe></p>
 <h3  class="related_post_title">Leia Também:</h3><ul class="related_post"><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/podmaniacos-o-ultimo-de-2011/" title="Podmaníacos – O último de 2011">Podmaníacos – O último de 2011</a></li><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/os-indicados-ao-globo-de-ouro-2012/" title="Os indicados ao Globo de Ouro 2012">Os indicados ao Globo de Ouro 2012</a></li><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/os-indicados-ao-writers-guild-awards-2012/" title="Os indicados ao Writers Guild Awards 2012">Os indicados ao Writers Guild Awards 2012</a></li><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/top-10-series-e-aquelas-decisoes-que-atrapalharam-tudo/" title="Top 10 Séries e aquelas decisões que atrapalharam tudo&#8230;">Top 10 Séries e aquelas decisões que atrapalharam tudo&#8230;</a></li><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/os-melhores-videos-e-promos-da-comic-con-2011/" title="Os melhores vídeos e promos da Comic-Con 2011">Os melhores vídeos e promos da Comic-Con 2011</a></li></ul>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/eu-nao-quero-respostas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>24</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>As 10 Melhores Séries de 2011</title>
		<link>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/as-10-melhores-series-de-2011/</link>
		<comments>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/as-10-melhores-series-de-2011/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 19 Dec 2011 03:02:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mateus Borges</dc:creator>
				<category><![CDATA[Top Maníacos]]></category>
		<category><![CDATA[Archer]]></category>
		<category><![CDATA[Breaking Bad]]></category>
		<category><![CDATA[Community]]></category>
		<category><![CDATA[Friday Night Lights]]></category>
		<category><![CDATA[Game of Thrones]]></category>
		<category><![CDATA[Homeland]]></category>
		<category><![CDATA[Justified]]></category>
		<category><![CDATA[Louie]]></category>
		<category><![CDATA[Men of a Certain Age]]></category>
		<category><![CDATA[Parks and Recreation]]></category>
		<category><![CDATA[Sons of Anarchy]]></category>
		<category><![CDATA[The Chicago Code]]></category>
		<category><![CDATA[The Good Wife]]></category>
		<category><![CDATA[Treme]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.seriemaniacos.com.br/blog/?p=15787</guid>
		<description><![CDATA[Tira o pé do chão e vem comigo. Spoilers abaixo! E as dez melhores séries exibidas no ano de 2011 são&#8230;  Vídeo por Di Wey (@di_br). Confira outros trabalhos fantásticos sobre séries e filmes no seu canal do YouTube. Agradecimentos especiais ao @Cesar_Filho (criador do dancandosemcesar.com.br/) pelo seu remake do nosso logo e ao @ZuiL (zuil.com.br/) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/melhoresdoano2011.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-15847" title="&quot;Faltou The Cape na lista, hein!&quot; - GUÉM, Nin." src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/melhoresdoano2011.jpg" alt="" width="500" height="280" /></a><br />
Tira o pé do chão e vem comigo.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Spoilers abaixo!</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-15787"></span><strong></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>E as dez melhores séries exibidas no ano de 2011 são&#8230;</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/gpE57WQwo6k?rel=0" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
<p style="text-align: center;" align="center"> Vídeo por Di Wey (<a href="https://twitter.com/di_br" target="_blank">@di_br</a>). Confira outros trabalhos fantásticos sobre séries e filmes no <a href="http://www.youtube.com/user/di0br" target="_blank">seu canal do YouTube</a>. Agradecimentos especiais ao <a href="https://twitter.com/Cesar_Filho" target="_blank">@Cesar_Filho</a> (criador do <a href="http://www.dancandosemcesar.com.br/" target="_blank">dancandosemcesar.com.br/</a>) pelo seu remake do nosso logo e ao <a href="https://twitter.com/zuil" target="_blank">@ZuiL</a> (<a href="http://www.zuil.com.br/" target="_blank">zuil.com.br/</a>) pela imagem na chamada.</p>
<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>10º &#8211; Archer (FX)</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/Archer.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-15794" title="Dez séries vão jantar enquanto não chove; a FOX cancelou e então ficaram nove. " src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/Archer.jpg" alt="" width="587" height="250" /></a><br />
Archer pode parecer uma comédia diferente pelo seu ritmo, pelo seu mundo onde tecnologia de ponta e quartos que parecem retirados diretamente de um episódio de Mad Men se encontram, pela maneira como cria personagens absurdos, queimando quase todas as chances de simpatia ou empatia, tudo isso de uma maneira que funciona maravilhosamente bem. Só que por trás de tudo isso, Archer é a mais comum das comédias, cheia de pessoas que não se gostam sendo obrigadas a trabalhar juntas&#8230; Assim, ela sempre tira as grandes piadas não das explosões, mas da teimosia e dos relacionamentos que as impulsionam: sim, sim, quase todo episódio tem pelo menos uma boa sequência de ação. E sim, essas sequências envolvem carros de Fórmula 1 batendo em helicópteros e duelos com tubarões. Mas o humor vem do relacionamento de Archer e sua mãe, do suposto vício de Cyril, da falta de dignidade de Pam, das piadas recorrentes que lembram momentos estranhamente carinhosos como a quase morte de uma prostituta e a tatuagem nas costas de um bebê. É a comédia sobre espiões com tudo que tem direito. Também é o cotidiano do trabalho em uma empresa como The Office, uma família disfuncional como a de Arrested Development, e mais um grupo formado por pessoas que vão enlouquecendo umas as outras dia após dia, como praticamente toda comédia que se preze.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim. Com o melhor elenco em uma animação desde The Simpsons, ela é constantemente engraçada. Absurdamente engraçada.</p>
<p style="text-align: justify;">Às vezes, isso dispensa explicações.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Melhores momentos no ano: </strong>Archer reinando como pirata, Gillette alugando um menino escravo e Woodhouse rodeado de escalpos.</p>
<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>9º &#8211; Treme (HBO)</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/Treme.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-15792" title="Nove séries sem dormir: não é biscoito! Foi mal na audiência, e então ficaram oito. " src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/Treme.jpg" alt="" width="587" height="250" /></a><br />
Na sua segunda temporada, Treme fez o que todas as boas séries fazem nas suas segundas temporadas: ela ficou maior, melhor e tomou mais riscos. Vimos a integração de Sonny na fechada comunidade local de pescadores, passamos uma porção considerável de vários episódios entrando e saindo de restaurante para restaurante e de estúdio para estúdio, com dois personagens principais privados de New Orleans, &#8220;presos&#8221; em uma solidão super-povoada, super-alheia provocada por New York. Mergulhamos no entendimento do processo criativo com Davis e Antoine criando bandas, crianças aprendendo notas em meio aos enfeites de Mardi Gras, Annie compondo a sua primeira música, Delmond se reunindo com o pai ao tentar quebrar a muralha que sempre os separou&#8230; De si mesmos para a música e vice-versa, tudo no melhor estilo David Simon &#8211; onde você só nota a sequência de eventos que levou à tragédia ou redenção quando a temporada chega ao seu episódio final. Talvez a vida da New Orleans retratada aqui não ofereça isso aos seus habitantes, mas apesar de mostrar tão brutalmente a realidade dos crimes, da corrupção e de como pessoas chutaram os joelhos de uma cidade quase caída, o maior trunfo da série acaba sendo nunca negar esperança depois disso. Nunca. Ela apenas agarra o trombone, faz dança, toca a sua música e vai, como sempre fez, seguindo em frente.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Melhores momentos no ano: </strong>os personagens festejando Mardi Gras, Toni conversando sobre a morte da temporada passada com a sua filha e aquela última cena, com a montagem no estilo The Wire.</p>
<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>8º &#8211; Justified (FX)</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/Justified.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-15793" title="Oito séries vão a Vancouver em charrete; muito cara pra produzir, e então ficaram sete. " src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/Justified.jpg" alt="" width="587" height="250" /></a><br />
O engraçado é que essa temporada de Justified teve um péssimo começo. Algumas boas ideias aqui e ali, mas em geral, tudo parecia muito vago, e os casos da semana, sempre apresentados em uma estrutura torta para esconder suas imperfeições, também não empolgavam e até flertavam com a burrice em certos momentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Então algo ainda mais engraçado aconteceu. A temporada ficou boa.  Não, não só boa: ela ficou <strong>incrível</strong>. Lá pelo sexto ou sétimo episódio as ideias se juntaram, Raylan virou um personagem ativo nas histórias ao invés de um simples investigador e os vários interesses nas interações dos Bennetts com os outros personagens se tornaram a plataforma de impulso ideal para que cada cena fluísse com beleza ao entrar na outra &#8211; tudo centrado no conflito pelo comando de Harlan, que ganhava vida e perigo na presença de Boyd Crowder. Essa segunda metade também mostrou, é claro, a ascensão e queda brutal de Mags Bennett, interpretada com perfeição por Margo Martindale, o meio-termo entre ameaçadora e acolhedora que de meio-termo não tinha nada. Talvez seja assim que a série funcione, com a sua parte boa só chegando da metade até o final. Mas é uma pena, pois se a qualidade desses últimos sete (que rivalizam coisas como a terceira temporada de Breaking Bad ou a quinta de The Sopranos) se estendesse por treze episódios inteiros, ela certamente seria a primeira nessa lista.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Melhores momentos no ano: </strong>o luto de Mags e Raylan.</p>
<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>7º &#8211; Community (NBC)</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/Community.jpg"><img class="aligncenter" title="Sete séries vão rachar lenha, mas eis! Summer Glau aparece, e então ficaram seis. " src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/Community.jpg" alt="" width="587" height="250" /></a><br />
O que nós vemos em Community? Nesse grupo de estudos muitas vezes egocêntrico, nervoso, que ameaça se separar com a mesma frequência que o sol sobe? Nessa estranha e ao mesmo tempo simpática Greendale, onde todos são aceitos?</p>
<p style="text-align: justify;">Bem. Nós vemos algumas das ideias mais empolgadas e empolgantes em exibição. Um homem, Dan Harmon (criador e showrunner), tão apaixonado por estar fazendo televisão que mal consegue conter os seus dedos no teclado. Um impulso inventivo que nunca se contenta com o que fez ou depende do que ainda vai fazer. Uma série que sempre se desafia e que fez uma sequência para o seu amado episódio de paintball quando muitos acharam impossível ter sucesso nisso (eu incluso), sequência essa que foi excelente do começo ao fim, carregada de referências a cultura pop que exemplificam desenvolvimentos centrais dos personagens, piadas que se entrecruzam tanto que você nem percebe quando é o fim, pegando carona já em outra risada. Cheia de conclusões arquitetadas durante meses que chegam com um surpreendente impacto emocional para algo do gênero&#8230; Algo que vai além da tela, assim como todos os outros episódios dessa série sempre, sempre ansiosa para agradar. E justamente por viver em constante medo de cancelamento, Community quase sempre executa isso com qualidade – para a alegria sem fim não só dos seus fãs, mas de todos que amam boa televisão.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Melhores momentos no ano: </strong>o final do jogo de paintball, as montagens no falso clip show, Jeff atacando a mesa durante o seu breve período de insanidade e Roxaaaaaaaa-NO!</p>
<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>6º &#8211; Game of Thrones (HBO)</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/Game-of-Thrones.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-15791" title="Seis séries de uma colméia fazem brinco; uma vai pras noites de sexta, e então ficaram cinco." src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/Game-of-Thrones.jpg" alt="" width="587" height="250" /></a><br />
O que faz Game of Thrones funcionar tão bem é a sua empolgação quase infantil com todas as coisas que faz e os instintos aos quais acaba cedendo por causa disso. Enquanto algumas séries parecem indecisas quanto ao que fazer durante as suas primeiras temporadas, dando dois passinhos para trás e um pra frente, sentindo a água antes de entrar, <em>GoT</em> já começou com todos os seus truques em exibição, alternando entre eles no meio de cabeças cortadas, um estilo narrativo típico de The Wire em cenários fantásticos, e completo descaso por regras. É um tipo peculiar de história visceral, contada através de uma visão capaz de trazer arrepios ao mais comedido dos maníacos por televisão. Se na pele de um The Sopranos diluído Boardwalk Empire representou uma reintrodução da HBO ao mundo dos dramas de qualidade após dois anos, Game of Thrones pega emprestado certos elementos, mas por ser original em essência, tão diferente de qualquer outra série já feita, serve como uma declaração estrondosa, um chute no peito que diz: FX, AMC, Showtime&#8230; Nós estamos de volta. E sim. Isso é televisão,<em> </em><a href="http://img864.imageshack.us/img864/4350/31468964.png" target="_blank">motherfucker</a>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Melhores momentos no ano: </strong>o renascimento de Daenerys e o confronto entre Ned Stark e Cersei.</p>
<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>5º &#8211; Men of a Certain Age (TNT)</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/Men-of-a-Certain-Age.jpg"><img class="aligncenter" title="Cinco séries no foro, a tomar os ares; uma era muito polêmica, e então ficaram dois pares." src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/Men-of-a-Certain-Age.jpg" alt="" width="587" height="250" /></a><br />
De um ponto de vista comercial, Men of a Certain Age nunca devia ter existido. Foi uma série sobre três amigos na casa dos quarenta, lidando com problemas que não envolviam armas, bisturis ou grandes discursos, em um estilo que muitas vezes parecia relaxado. O fato de ela ter ido ao ar foi um milagre, sua renovação para uma segunda temporada quase sonho de tão irreal: em um canal conhecido pelo seu estilo comercial de ação, quase ninguém assistiu a série. Mas a grande maioria das pessoas nesse &#8220;quase&#8221; amou Men of a Certain Age, e com motivo. Essa foi uma série que tratou com uma sinceridade ímpar cada um de seus personagens, que não teve medo de negar a eles várias pequenas felicidades e que com essa segunda temporada, mesmo entre fracassos e sonhos quebrados, deu sequência para as histórias de Joe, Owen e Terry com carinho. Não havia maldade na influência que Owen sofria do pai, no vício de Joe em apostas ou na carreira estagnada de Terry. Havia realidade, e como na realidade, Ray Romano e Mike Royce acharam os momentos hilários e de quebrar o coração nessas e nas nossas pequenas rotinas.</p>
<p style="text-align: justify;">Em julho, Men of a Certain Age enfrentou a mortalidade que os seus personagens de meia idade tanto contemplaram. E até outra série como ela aparecer (ou seja: nunca), a sua falta será sentida.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Melhores momentos no ano: </strong>o ataque de pânico que Owen tem no escritório, Terry preso com Erin no trânsito, Joe ajudando Manfro com seu <span style="color: #000000;">câncer e as diversas conversas do trio entre caminhadas e cafés. </span></p>
<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>4º &#8211; Parks and Recreation (NBC)</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/Parks-and-Recreation.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-15795" title="Quatro séries no mar; a um tragou de vez. Charlie Sheen drogado, e então ficaram três." src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/Parks-and-Recreation.jpg" alt="" width="587" height="250" /></a><br />
Com as outras comédias nessa lista, você nunca sabe muito bem o que esperar. Archer e Community mudam com frequência de estilo e a única ordem é tentar fazer cada minuto ser mais louco que o anterior. E Louie fez um episódio sobre suicídio, um sobre um patinho no Afeganistão e usou peidos para encerrar outros dois. Já em cada um dos seus 26 episódios exibidos durante 2011, Parks and Recreation passou uma sensação de segurança completamente desprovida de cinismo. Se Archer comenta nas suas paródias através do tédio dos personagens, se Abed explica a ideia de cultura pop em questão, se Louis C.K. sempre acha a tristeza na situação mais surreal&#8230; Leslie Knope e todo o seu departamento são diretos. Não há uma gota de ironia no seu humor maravilhosamente doce, e isso permite que os personagens respirem com tranqüilidade e que você possa acreditar em Ron Swanson sendo incrível a todo segundo. E que o casamento de Andy e April é a coisa mais fofa do mundo ao invés de um desastre irresponsável prestes a acontecer. E que em todas as áreas do governo, existe uma Leslie Knope para se importar, um Tom para elevar o estilo e um Jerry pra levar a culpa.</p>
<p style="text-align: justify;">Pawnee é um lugar louco, sim, mas também é um lugar em que todos nós adoraríamos viver.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Melhores momentos no ano: </strong>a morte de Li&#8217;l Sebastian, a viagem para Eagleton e o julgamento de Leslie.</p>
<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>3º &#8211; Breaking Bad (AMC)</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/Breaking-Bad.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-15789" title="Três séries passeando no zoo. E depois? Preferiram CSI: Miami, e então ficaram dois. " src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/Breaking-Bad.jpg" alt="" width="587" height="250" /></a><br />
Era um desafio enorme dar sequência a uma das melhores temporadas na história da televisão. E Vince Gilligan e cia não só conseguiram isso, como entregaram um arco que em nenhum momento deixou a bola do anterior cair. O quarto ano de Breaking Bad falhou em atingir o nível de perfeição do terceiro, mas se recusou em dispersar o seu perigo ou diminuir as consequências dele, se movendo a todo momento na direção de situações que colocaram os personagens no mais terrível dos infernos – resultando numa sequência de treze episódios onde nenhum nó se desatou.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, com tantas pessoas presas em certezas antigas, atormentadas por momentos nos quais as únicas saídas pareciam resultar na destruição de mentiras adoradas, a única solução era dar um mergulho definitivo na sua premissa. Matar Walter White, colocar Heisenberg no lugar e jogá-lo contra o mais memorável dos vilões, Gustavo &#8220;The Chicken Man&#8221; Fring. Até agora, Walter tinha permanecido um ser humano detestável, mas ainda capaz de se redimir. Alguém que poderia ser salvo, alguém pelo qual nós ainda poderíamos torcer, mesmo que só um pouquinho. E nesse momento, ela subiu para o nível dos Grandes Dramas. Ela subiu para peitar The Wire, The Sopranos e algumas outras poucas séries pelo pódio. Pois a trama pediu algo impossível da série. Pediu que apagasse essa chama de bondade por completo e corrompesse Walter White além da salvação, dezesseis episódios e quase dois anos antes do seu series finale.</p>
<p style="text-align: justify;">Breaking Bad não hesitou.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Melhores momentos no ano: </strong>o uso do estilete, o flashback de Gus, a cena final de &#8220;Crawl Space&#8221; e o xeque-mate no season finale.</p>
<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>2º &#8211; Louie (FX)</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/Louie.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-15796" title="Duas séries brincando ao sol, sem medo de chuva; DirecTV não salvou, e então ficou só uma." src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/Louie.jpg" alt="" width="587" height="250" /></a><strong></strong><br />
Dirigida, editada e roteirizada por apenas uma pessoa, Louie é a mente do seu criador em cores. Nada nela parece ser falso, diminuído ou até mesmo filtrado de uma maneira na qual o personagem título acabe encarando com simpatia as situações absurdas que o envolvem&#8230; É a visão que Louis C.K. tem do mundo, despejada na tela com perfeita capacidade de expressão, e a ajuda de um tino único para quebrar fórmulas: esse é um homem com muitas coisas boas a serem ditas e ele vai arrumar jeitos novos de dizê-las, nem que seja necessário levar um patinho até o Afeganistão para isso.</p>
<p style="text-align: justify;">Quebrando a linha entre comédia e drama, continuidade e antologia, essa máxima funciona e é o grande atrativo da série. Louie se livra das expectativas de viver de episódio para episódio, de precisar fazer você rir aqui ou ali, ou sempre chorar durantes os minutos finais&#8230; De refletir sobre a vida com Joan Rivers e Chris Rock, de construir por 21 minutos uma piada de peido que é (e sim, eu sei que soa insano) uma metáfora perfeita para a vida do personagem principal, de mostrar como é ser um pai divorciado, de falar sobre conflitos entre gerações, de solidão, de depressão, de ter que começar ou encerrar cada meia hora com uma porção de stand-up. Tão talentoso quanto é e tão no controle do seu humor quanto em 2011, não tenho a mínima dúvida de que C.K. conseguiria tornar cada uma dessas coisas em séries hilárias. Mas com Louie ele resolveu fazer todas, e conseguiu.<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Melhores momentos no ano: </strong>a declaração de amor para Pamela, o confronto com Dane Cook e a solução universal de paz.</p>
<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>1º &#8211; Friday Night Lights (DirecTV/NBC)</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/Friday-Night-Lights.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-15788" title="A série aqui está a sós, vazia, apenas uma; era tragicomédia sci-fi em mundo fantasia, e não sobrou nenhuma." src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/Friday-Night-Lights.jpg" alt="" width="587" height="250" /></a><br />
Durante os seus últimos episódios, o maior conflito que Friday Night Lights teve foi entre Tami e Eric, onde cada um tinha uma visão diferente sobre como e em qual cidade o futuro da família Taylor deveria ocorrer. Chegamos ao series finale com uma decisão tomada, isso pairando de maneira constrangedora pela casa, Tami ainda decepcionada. E então ele olha pra ela. Eric apenas olha para Tami e sabe exatamente o que precisa fazer, pois ele a ama, ele ama Gracie, e apesar de tudo, ele ama essa sua família mais do que aquela que construiu no campo. É um momento discreto, tão discreto que você ficaria espantado ao perceber que o arco dos dois protagonistas na temporada foi construído todo na direção disso, desse pequeno olhar. Mas é um momento clássico de <em>FNL</em>, uma daquelas cenas que define a série e exemplifica tudo que a torna especial. Ela pode não ser a mais coerente das séries, pode não ser cerebral o suficiente para se comparar aos brilhantes dramas de mitologias e easter eggs e detalhes que acabam sendo importantes no final, mas cada um de seus momentos emocionais ressoa com brutalidade, chegando a uma última temporada onde, para dor ou alegria e certamente para as nossas lágrimas, personagens tiveram de enfrentar a sinceridade do mundo em que vivem.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso e também por muito mais, Dillon foi tão boa quanto qualquer drama ou qualquer outra cidade que já cruzou a televisão, e se despediu na melhor das formas. No final das contas, olhos limpos e corações plenos não perderam.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Melhores momentos no ano: </strong>a conversa que Vince tem com Eric sobre o seu pai, o encontro da família Taylor no series finale, Tim Riggins sendo babá do seu sobrinho e o último jogo da série.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Algumas menções honrosas sobre 2011:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Melhor série cancelada na primeira temporada: The Chicago Code.</strong><br />
Policiais heróicos sacrificam tudo para combater corrupção na cidade que amam. The Chicago Code é uma espécie de sonho, e o seu criador (Shawn Ryan de The Shield) sabe mais do que ninguém os podres dos sonhos: eles terminam e não são reais. Teresa e Jarek podem conseguir derrotar o big bad da temporada, mas como as últimas cenas do series finale mostram, a vida continua: novas ameaças vão aparecer, novas figuras como Gibbons. Tudo isso uma hora vai acabar, algo novo – bom ou ruim – vai entrar no seu lugar. E o que é ainda pior? Isso se refletiu na audiência da série com o seu inevitável cancelamento, naquela mesma velha história que todo fã de televisão conhece. RIP.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Melhor recuperação de uma temporada ruim: Sons of Anarchy.<br />
</strong>Apesar do season finale ruim que transformou em zero toda a tensão acumulada durante os treze episódios anteriores, Sons of Anarchy retornou ao nível da segunda temporada por seguir em frente com a decisão de jogar Clay Morrow na sua merecida posição de vilão – uma decisão que lançou ondas de perigo por Charming, fazendo com que as ações dos membros do clube se tornassem empolgantes questões de vida ou morte. O que mesmo sendo inconsequente (Clay, Tig, Gemma, Tara, Jax, Opie e Juice, todos os importantes sobreviveram apesar das mortes que a trama pedia), é bem melhor do que passar metade do ano tendo discussões na Irlanda.<br />
<strong><br />
Melhor chute na porta: empate entre Homeland e The Good Wife.</strong><br />
O grande problema de alguns dos novos dramas da TV aberta em 2011 foi que eles não sabiam muito bem o que fazer ou o que queriam ser, indo de cena para cena sem um objetivo, sem um bom motivo para contar as histórias que estavam contando. Já Homeland e The Good Wife são dois exemplos do oposto: quando elas querem fazer alguma coisa, elas vão lá e fazem. Simples assim. Personagens não vagam, cenas não são burocráticas, até os momentos calmos são intensos, pois as séries sabem exatamente o que querem fazer com eles. E mesmo vendo essa intenção lá, tentar descobri-la é metade da diversão. <strong></strong></p>
<p><strong>Melhor Connie Britton comendo um cérebro: American Horror Story.</strong><br />
Obrigado, Ryan Murphy.</p>
<p><a href="https://twitter.com/mateusb" target="_blank">@mateusb</a></p>
<p style="text-align: center;"><iframe title="melhores-series-2011" src="http://pit.frugar.com.br/widget/0_2/seriemaniacos_25635825.html" frameborder="0" scrolling="no" width="560" height="320"></iframe></p>
 <h3  class="related_post_title">Leia Também:</h3><ul class="related_post"><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/os-30-melhores-episodios-do-ano-parte-1/" title="Os 30 Melhores Episódios do Ano, parte 1">Os 30 Melhores Episódios do Ano, parte 1</a></li><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/os-indicados-ao-tca-awards-2011/" title="Os Indicados ao TCA Awards 2011">Os Indicados ao TCA Awards 2011</a></li><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/os-30-melhores-episodios-do-ano/" title="Os 30 Melhores Episódios do Ano">Os 30 Melhores Episódios do Ano</a></li><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/os-indicados-ao-emmy-awards-2011/" title="Os indicados ao Emmy Awards 2011">Os indicados ao Emmy Awards 2011</a></li><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/as-melhores-series-de-2010/" title="As 10 Melhores Séries de 2010">As 10 Melhores Séries de 2010</a></li></ul>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/as-10-melhores-series-de-2011/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>184</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>[Flashback] Hey Arnold! – 4×16: Parents Day</title>
		<link>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/flashback-hey-arnold-4%c3%9716-parents-day/</link>
		<comments>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/flashback-hey-arnold-4%c3%9716-parents-day/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 10 Dec 2011 02:01:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mateus Borges</dc:creator>
				<category><![CDATA[Flashback]]></category>
		<category><![CDATA[Hey Arnold]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.seriemaniacos.com.br/blog/?p=15641</guid>
		<description><![CDATA[Hey Arnold! é uma das animações que ajudou a definir uma geração e toda a imagem de um canal. Mas de que maneira? Seria fácil relevar essa série – e assim como toda animação da Pixar é um filme, Hey Arnold! é uma série – como apenas um entretenimento infantil destinado a ocupar tardes em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-15643" title="&quot;All the best cowboys have daddy issues...&quot;" src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/HeyArnold1.jpg" alt="" width="500" height="272" /></p>
<p style="text-align: justify;">Hey Arnold! é uma das animações que ajudou a definir uma geração e toda a imagem de um canal. Mas de que maneira?</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-15641"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Seria fácil relevar essa série – e assim como toda animação da Pixar é um filme, Hey Arnold! <span style="text-decoration: underline;">é</span> uma série – como apenas um entretenimento infantil destinado a ocupar tardes em reprises infinitas. E embora cumpra essa função, sucede por ir além disso e ser um entretenimento <em>familiar</em> que se aplica em várias camadas. Não é profundo, estamos falando de um menino com cabeça de bigorna no final das contas, mas possui uma sensibilidade especial: cada vez que você assistir um episódio em uma etapa diferente da sua vida, você irá perceber algo diferente. É isso que torna esse e outros desenhos em coisas especiais, pois não importa se você é uma criança, um adolescente, um adulto ou até mesmo um idoso, a mensagem será sempre nova e o seu significado permanecerá sempre forte.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Parents Day&#8221; é um episódio que exemplifica isso da melhor maneira possível. Nele, ao participar de uma gincana de pais com os seus avôs, Arnold começa a questionar a verdadeira natureza do desaparecimento dos seus pais e perceber que as histórias que sempre ouviu sobre eles talvez não fossem tão verdadeiras. Nada aqui é revolucionário, mas tudo é tratado com seriedade. As piadas são constantes e boas (temos um clássico &#8220;Eu tô legal!&#8221; do Eugene, a interação sempre divertida da família Pataki e as histórias de Phil, avô do Arnold, cada vez mais absurdas, cada vez mais frágeis), mas o que interessa o criador da série aqui é uma situação sempre relevada por mundos ficcionais. Ter um personagem principal sem pais é uma ótima forma de colocá-lo em aventuras, de passar para crianças uma pequena realidade onde são livres para reinar, tomar sorvete no café da manhã e dormir tarde. Ao mesmo tempo, é uma forma de marcar o personagem durante toda a sua vida – algo com o qual quase ninguém se importa, mas &#8220;Parents Day&#8221; acerta em cheio*.</p>
<p style="text-align: justify;">*Uma coisa também maravilhosa aqui é como conhece a ignorância dos amigos de Arnold naquela idade: enquanto um tenta ver o lado positivo da situação sem delicadeza, Helga (após seu pai ter o chamado de “Orfãozinho) fica satisfeita com um pedido de desculpas claramente desastroso.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/HeyArnold12.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-15681" title="Nós do Série Maníacos gastamos metade do orçamento com montagens, e a outra metade com chocolate. " src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/HeyArnold12.jpg" alt="" width="587" height="144" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Arnold é grato pelos seus avôs e amigos e tudo que eles fizeram (como mostra a sua pequena interação com Gerald no começo do episódio, onde ele tenta animá-lo sobre a gincana ao lembrar como a família na pensão é incrível). Só que ao ouvir toda noite histórias sobre os seus pais, ele é lembrado da parte da sua vida que não é incrível e que sempre vai estar&#8230; Faltando. Quando em um sonho Arnold bebê engatinha pelos corredores procurando seus pais, a ideia não é triste em si. Seu avô está lá! Para pegar ele nos braços, contar uma história de ninar e o colocar naquele maravilhoso quarto que foi objeto de desejo para milhões de crianças no mundo todo, onde dormiu durante toda a sua vida&#8230; Durante essa sequência, não é o que Hey Arnold! mostra que quebrou o meu coração, e sim o que ela oculta. Arnold é feliz, ele ama os adultos responsáveis que tem na sua vida. Mas ele não tem os seus pais. E a combinação de começar a perceber as mentiras reconfortantes nas histórias do seu avô e de ver todos os seus amigos entre mães e pais o leva a fazer um pouco de desnecessária auto-reflexão.</p>
<p style="text-align: justify;">Afinal, ele é feliz, não é?</p>
<p style="text-align: justify;">Isso que importa, Arnold sabe disso e gradualmente o episódio faz o personagem perceber a bobagem que está fazendo ao querer desistir da gincana que tanto animou aqueles que ama. Então ele participa na corrida, torce para que a sua avó consiga atravessar o muro, e comemora quando o seu avô vence Bob Pataki &#8211; em um lembrete não tão sutil que nem todos os pais são super-heróis, algo que ajuda Arnold a aceitar melhor o desaparecimento e quase certa morte dos seus (o series finale iria colocar isso em dúvida, passo em falso que sinaliza, entre outras coisas, o problemático filme da série em 2002).</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, &#8220;Parents Day&#8221; acaba otimista. Arnold tem pais, ele apenas não tem os seus: aqueles das histórias fantásticas e perfeitas, pessoas das quais mal se lembra. Ele tem o seu avô, a sua avó, fantásticos amigos, e enquanto uma parte dele sempre vai imaginar o que houve com os supostos aventureiros em uma última, nobre jornada &#8211; talvez logicamente concluindo que não havia nada de perfeito sobre os dois -, outra parte sempre vai se agarrar de maneira infantil ao que ambos representam e ao avião que não voltou. Esse é um episódio honesto, forte, que é penetrado de leveza por todos os lados para que nunca perca o foco e que possui uma cena final icônica para a televisão. Gosto de pensar que algum garoto em algum lugar não tão diferente do próprio Arnold achou nessa meia hora um conforto, ou que pais e avôs tenham entendido melhor como uma criança se sente nessa situação.</p>
<p style="text-align: justify;">E sabem de uma coisa? Tenho bastante certeza que isso aconteceu.</p>
<p align="center"><em>Em 2010, nós criamos a coluna Flashback para séries canceladas.</em><br />
<em> Mas como a resposta não correspondeu limitações de tempo,</em><em> reformulamos esse espaço<br />
para que ele possa abordar, em atualizações irregulares,</em><em> um número diferenciado de episódios.<br />
Espero que vocês gostem.</em></p>
<p style="text-align: center;"><iframe title="Guilty Pleasures" src="http://pit.frugar.com.br/widget/0_2/seriemaniacos_25618321.html" frameborder="0" scrolling="no" width="560" height="320"></iframe></p>
 <h3  class="related_post_title">Leia Também:</h3><ul class="related_post"><li>Nenhum post relacionado</li></ul>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/flashback-hey-arnold-4%c3%9716-parents-day/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>18</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>The Walking Dead – 2×07: Pretty Much Dead Already [Midseason Finale]</title>
		<link>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/the-walking-dead-2%c3%9707-pretty-much-dead-already-midseason-finale/</link>
		<comments>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/the-walking-dead-2%c3%9707-pretty-much-dead-already-midseason-finale/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 30 Nov 2011 03:51:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mateus Borges</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reviews]]></category>
		<category><![CDATA[The Walking Dead]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.seriemaniacos.com.br/blog/?p=15461</guid>
		<description><![CDATA[A mamãe gritou: quá, quá, quá, quá! Mas nenhum patinho voltou de lá. Spoilers Abaixo: &#8220;That&#8217;s either a gift here or a death sentence out there.&#8221; – Rick Grimes &#8220;Pretty Much Dead Already&#8221; serve como um belo ponto final para as várias histórias que a série lançou na season premiere, mas ao mesmo tempo passa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/11/RickJesse.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-15463" title="Breaking Bad: você não é. " src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/11/RickJesse.jpg" alt="" width="500" height="282" /></a><br />
A mamãe gritou: quá, quá, quá, quá! Mas nenhum patinho voltou de lá.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Spoilers Abaixo:</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;" align="center"><span id="more-15461"></span><em></em></p>
<p align="center"><em>&#8220;That&#8217;s either a gift here or a death sentence out there.&#8221;</em> – Rick Grimes</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Pretty Much Dead Already&#8221; serve como um belo ponto final para as várias histórias que a série lançou na season premiere, mas ao mesmo tempo passa uma desagradável sensação de esforço no processo. Os vários conflitos não aparecem naturalmente, dando pra ver as mãos dos roteiristas por trás de cada ação ou desentendimento. Os diálogos são voltados para transmitir o ponto temático da semana na maneira mais carregada possível, não para refletir os personagens &#8211; enquanto o desejo de Carl em salvar Sophia tem bom fundamento, ele dizendo algo &#8220;Isso pode ser um lar&#8221; chega a ser insultante. Nada é natural, nada se costura a um universo bem planejado: coisas acontecem aqui por tudo menos merecimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas dois pontos fazem esse midseason finale funcionar apesar desses problemas, que são mais gerais da série do que dele próprio. O primeiro é como amarra alguns dos seus saltos de lógica, passando a ideia de que havia bom planejamento em certos arcos e de que tudo era um grande plano para misturar noções interessantes sobre humanidade em sangue e cérebros. Se você acha que os roteiristas têm uma grande filosofia em mente ou apenas estão improvisando no caminho, isso é meio que irrelevante para um episódio que parece tão determinado em ser importante e dramático e perigoso e &#8220;Pelamor dos Deuses de Kobol, você acredita que eles fizeram ISSO?”.</p>
<p style="text-align: justify;">Sim, acredito. É aquela série com a melancia na cabeça.</p>
<p style="text-align: justify;">O segundo ponto é a direção de Michelle MacLaren, que usa alguns dos seus charmes estilísticos típicos de Breaking Bad (aquelas longas imagens dos personagens na distância, a maneira rasante como as explosões de violência ocorrem, o uso fantástico dos belos cenários) para injetar vida na coisa toda, transformando pontos da trama em situações que são bem mais desenvolvidas do que possuem a lógica para ser. A ideia de Shane como um vilão justificado, por exemplo, vinha sendo elaborada faz um tempo, e mesmo acertando em cheio no medo, nunca passava uma sensação de urgência ou demonstrava muito bem como isso se relacionava ao resto do grupo e como era representado em ações. Você sabia, ouvia e até mesmo sentia como estava acontecendo – mas nunca via. Já aqui, nós vemos. E por acontecer depois de tantas conversas difíceis e no ritmo que aconteceu, o impacto acaba sendo enorme, com todos os pontos se amarrando na hora (seu relacionamento com Rick, a perda de Lori e Carl, Dale o irritando).</p>
<p style="text-align: justify;">O conflito moral de Hershel também ganha o mesmo tratamento, virando nas coxas uma excelente história sobre o homem que teve a sua vida destruída em menos de cinco minutos. A série sempre parecia confusa em como cortar a farra do personagem pragmático que conhecemos lá no segundo episódio, em como fazer a sua declaração sobre a mudança de estilo de vida que a situação atual necessita. Mas &#8220;Pretty Much Dead Already&#8221; resolve a questão em menos de quinze minutos, pulando de cena em cena com Hershel e destruindo a ideia do personagem com eficácia. Rick acerta o lado racional dele com aquela forte cena onde defende a permanência do grupo no local, e Maggie sela o destino da maneira que só uma filha poderia fazer &#8211; mas só depois de ter inúmeras brigas sobre o assunto com Glenn e finalmente reavaliar a sua definição tão ferrenha de vida. Não tenho certeza se o que antecede justifica (depois da sua brilhante introdução, Hershel pareceu ser mais um obstáculo do que um personagem), mas ao terminar com o velho caído na sua terra ao lado dos mortos que ama, o resultado foi de quebrar o coração.</p>
<p style="text-align: justify;">E esse resultado veio, é claro, na forma de um massacre.</p>
<p style="text-align: justify;">Aquilo foi legal, não? Sério. Bem, bem legal. Andrea atirando na cabeça dos errantes com a mais absoluta perfeição, Shane invocando algum tipo de demônio, Glenn executando o ponto de vista &#8220;É ok matar zumbis!&#8221; da nova Maggie, Dale não conseguindo impedir o feito do seu novo inimigo mortal, e Sophia aparecendo da pior forma possível, no estado que todos temiam&#8230; Discutimos nessas reviews os méritos individuais de cada uma dessas tramas, mas a série merece crédito pela forma bonitinha como representou isso em uma só sequência de ação. Muito da temporada até agora tinha sido guiado por um conflito de liderança e um momento como esses se torna inevitável para que Rick não caia naquela síndrome de Super-Homem ou para que a própria série não vire uma Dexter da arte de nunca evoluir.</p>
<p style="text-align: justify;">Salto de lógica, a presença da menina no celeiro? Um pouco. Exagerado? Muito. Mas as intenções são boas, a lógica acaba fazendo sentido e isso serve como um resumo de The Walking Dead: você recebe pelo que pagou, e se isso é definido por fortes e fracos confrontos emocionais, irregularidade, personagens vagos, ideias devastadoras, e alguns dos melhores momentos de ação e suspense da atualidade, que seja. Só sei que é interessante tentar entender essa série, e que se divertir com os seus pequenos prazeres é ainda melhor.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Outras observações: </strong></p>
<p style="text-align: justify;">- Sabiam que T-Dog tinha personagens equivalentes em vários dramas famosos como Lost, The Sopranos e Battlestar Galactica? Eles se chamavam &#8220;figurantes&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">- Bom ver que os roteiristas atenderam aos pedidos de TODA A NAÇÃO e estão trabalhando o relacionamento Daryl e Carol. Pra falar a verdade, esse é o único motivo pelo qual ainda assistimos a série (quer dizer, quem acha zumbis legais, né?).</p>
<p style="text-align: justify;">- Dale está interpretando um papel infeliz, aquele da pessoa chata que tenta prevenir algo ruim de acontecer sem causar alarde. Mas gosto do personagem, ele tem uma humanidade básica que falta em muitas das pessoas ali.</p>
<p style="text-align: justify;">- Aquela primeira cena foi um típico caso dos roteiristas serem honestos com a audiência por não terem outra saída. Eles sabem que o grupo precisa descobrir o que está acontecendo no celeiro, eles sabem que nós sabemos disso e assim, Glenn apenas solta o segredo depois de alguns segundos constrangedores. É, é: vocês entendem o que estamos fazendo aqui&#8230; Vamos todos seguir em frente.</p>
<p style="text-align: justify;">- Shane fala muito sobre lutar por sobrevivência e sobre as regras do mundo terem mudado depois do apocalipse zumbi, mas os seus motivos para perseguir com tanta insistência essa ideia acabam sendo tão pessoais quanto os do Dale que tanto critica. Lori não quer mais a influência dele na sua vida, e assim como a sua reação para qualquer outra coisa, ele sai quebrando tudo sem antes conversar com os outros.</p>
<p style="text-align: justify;">- Uma das piores coisas sobre essa temporada é como nunca entendemos muito bem a situação de Andrea e Dale. Não é ambiguidade dramática ou algo tipo, apenas um conjunto de momentos que não esclarecem nada – ela diz que não está de bem com ele, age como se estivesse. Depois diz que entende, mas parece brava no resto da cena. Dica pro showrunner da série, o Glen Mazzara: é meio que enlouquecedor.</p>
<p style="text-align: justify;">- Eles estavam tentando resolver toda aquela discussão sobre crianças com o Rick tomando a decisão de matar Sophia, mas foi uma ideia que nunca chegou a funcionar. Como Amy bem sabe, a discussão no grupo e entre ele e Lori nunca foi sobre os zumbis (o único personagem que necessitava uma ação dessa era Hershel, ponto que a série resolveu maravilhosamente bem com a decisão de Shane).</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="text-decoration: line-through;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</strong></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Como a AMC decidiu dividir essa temporada em duas partes, The Walking Dead só retorna com novos episódios em fevereiro. E enquanto isso não chega, você pode gastar o seu tempo com <a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/tag/homeland/" target="_blank">boas</a> <a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/tag/boss/" target="_blank">séries </a>ou seguindo <a href="https://twitter.com/#!/LinusandSally" target="_blank">filhotes de gato no Twitter</a> &#8211; de preferência os dois. Até lá! <strong></strong></p>
 <h3  class="related_post_title">Leia Também:</h3><ul class="related_post"><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/novidades-sobre-mad-men-the-killing-e-the-walking-dead/" title="Novidades sobre Mad Men, The Killing e The Walking Dead">Novidades sobre Mad Men, The Killing e The Walking Dead</a></li><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/calendario-midseason-2012/" title="Calendário Midseason 2012">Calendário Midseason 2012</a></li><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/top-15-melhores-aberturas-de-series/" title="Top 15 melhores aberturas de séries">Top 15 melhores aberturas de séries</a></li><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/podmaniacos-the-walking-dead-glee-dexter-e-muito-mais/" title="Podmaníacos – The Walking Dead, Glee, Dexter e muito mais">Podmaníacos – The Walking Dead, Glee, Dexter e muito mais</a></li><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/the-walking-dead-robert-kirkman-fala-sobre-o-chocante-ultimo-episodio-do-ano/" title="The Walking Dead | Robert Kirkman fala sobre o chocante ultimo episódio do ano">The Walking Dead | Robert Kirkman fala sobre o chocante ultimo episódio do ano</a></li></ul>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/the-walking-dead-2%c3%9707-pretty-much-dead-already-midseason-finale/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>110</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>The Walking Dead – 2×06: Secrets</title>
		<link>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/the-walking-dead-2%c3%9706-secrets/</link>
		<comments>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/the-walking-dead-2%c3%9706-secrets/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 24 Nov 2011 03:24:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mateus Borges</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reviews]]></category>
		<category><![CDATA[The Walking Dead]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.seriemaniacos.com.br/blog/?p=15340</guid>
		<description><![CDATA[É a família Addams! Spoilers abaixo: &#8220;I know what kind of man you are.&#8221; – Dale &#8220;Secrets&#8221; não é sobre segredos em si. Não é sobre o processo de guardá-los, o controle da situação, os sussurros, uma dominante sensação de que algo está prestes a acontecer&#8230; Em típico espírito de The Walking Dead, é sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/11/Dale.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-15341" title="Você pode roubar a minha honra, mas nunca terá o meu chapéu. " src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/11/Dale.jpg" alt="" width="500" height="282" /></a></p>
<p>É a família Addams!</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Spoilers abaixo:</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;" align="center"><span id="more-15340"></span><em></em></p>
<p align="center"><em>&#8220;I know what kind of man you are.&#8221;</em> – Dale</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Secrets&#8221; não é sobre segredos em si. Não é sobre o processo de guardá-los, o controle da situação, os sussurros, uma dominante sensação de que algo está prestes a acontecer&#8230; Em típico espírito de The Walking Dead, é sobre confrontos pessoais e as decisões estúpidas (ou não) que acabam sendo feitas quando eles vêm à tona. A diferença aqui é que a série garante esses momentos por trazê-los como uma sucessão de explosões para várias histórias iniciadas na premiere, ao invés de simplesmente jogá-los na cara e fazer uma reza dentro da trama – muitas vezes literal – pra ver se funciona.</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez as duas cenas que mais exemplifiquem isso sejam as que mais se opõe. Lori e Rick, discutindo a gravidez, e Dale e Shane, partindo para ameaças.</p>
<p style="text-align: justify;">Na primeira, a raiva subentendida coloca em contraste com a culpa de Rick todo o arco emocional da sua esposa: enquanto ele quer acreditar em um mundo melhor e nos pequenos sinais de esperança como uma boneca no lago, as situações do grupo acabam se provando cada vez mais sombrias. Daryl quase morreu por uma besteira. Carl e T-Dog ainda estão se recuperando. Hershel os quer fora da fazenda. Sophia estar viva seria um milagre. Mas o seu otimismo natural não permite que o raciocínio de Lori seja realmente ouvido. É estranho, é um pensamento que vai de encontro ao seu Velho Mundo na posição de bom policial, bom líder, bom pai de família que ainda ocupa a mente de Rick. Sua bondade é uma virtude, mas como toda virtude em tempos difíceis, acaba ganhando ares de ingenuidade. Se por um lado ele pode perdoar Lori por algo compreensível, por outro, não faz a mínima ideia do que aquilo realmente significou para ela.</p>
<p style="text-align: justify;">Na segunda cena, os ataques são confusos, chegam de ambos os lados e se espalham por todo lugar. Parte da raiva de Dale é motivada por algo além do que ele diz, o seu relacionamento complicado, indefinido e fora de lugar com Andrea. Mas ele tem um argumento. Um bom argumento de que Shane está divergindo drasticamente do modo de pensar do grupo, e de que ele deveria sair dali antes que algo ruim acontecesse – para ele ou por causa dele, Dale está exercendo o seu papel como uma espécie de consciência dos personagens. Por motivos pessoais? Sim, só que baseado em provas lá da primeira temporada ou do começo do ano (em retrospecto, é interessante notar alguns momentos em episódios passados onde Dale observava Shane tomar decisões e se portar na frente dos outros).</p>
<p style="text-align: justify;">Isso irrita Shane, algo que&#8230; Não funciona tão bem para a série quanto deveria. Sim, o confronto atinge em cheio bem no lugar onde quer atingir. Quando Shane praticamente diz que vai matar Dale, eu me preocupei. A série conseguiu com que um dos seus personagens importasse para mim. Mas como uma figura perigosa, Shane passa uma sensação mais repulsiva do que atrativa. Ele não tem aquele charme magnético de Ben Linus, ou a brutalidade de Khal Drogo. Faz parte de um gênero de personagem que quase sempre funciona (o sem controle), só que sem algo que vai além do próprio perigo que representa – uma conexão emocional, um passado, um motivo ressonante para agir assim&#8230; Nada disso aparece. É meio que vazio.</p>
<p style="text-align: justify;">Pelo menos Shane consegue alguns bons momentos com Andrea, uma personagem com a qual ele estranhamente combina. Aquilo não deve ser nada além do que é, já que as personalidades dos dois não permitiriam algo do tipo. Ainda assim, parece um fim natural para duas pessoas tão presas em ódio próprio e na monotonia que desprezam.</p>
<p style="text-align: justify;">De resto, &#8220;Secrets&#8221; apenas elabora alguns elementos para o midseason finale semana que vem. Sophia ainda está desaparecida, mas a busca continua e serve como uma desculpa para os personagens matarem merecido tempo na fazenda. Glenn conta para Dale sobre o celeiro, e Dale tem uma conversa interessante onde Hershel esclarece as razões pelas quais ainda mantém os zumbis vivos (espero que ele não seja burro o suficiente para achar que seja possível curar pessoas de cérebro podre). Tudo enquanto Maggie é atacada por um zumbi, levando a uma reavaliação dos seus sentimentos por Glenn – o que tanto a aproxima dele, como levanta uma gigantesca barreira emocional entre os dois.</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo indica que esses elementos vão coalescer para resultar em um episódio interessante na semana que vem, o último da série no ano. Mas a verdadeira diversão aqui é que não se sabe ao certo como&#8230; The Walking Dead tem boas intenções, e muitas vezes as representa na tela em cenas confusas ou acidentalmente hilárias. Será que esse vai ser um desses casos, ou será que nós vamos ganhar algo digno para o que tudo indica ser o final desse arco interiorano?</p>
<p style="text-align: justify;">De qualquer forma, só sei de uma coisa: vai ser meio traição se depois disso, depois de tantos caminhos errados e confrontos, todos sobreviverem.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Outras observações: </strong></p>
<p style="text-align: justify;">- Carl com uma arma. Isso vai dar merda.</p>
<p style="text-align: justify;">- Dale: pior professor do ano (e vale lembrar que ainda estamos no ano do professor Power Ranger bizarro de The Killing).</p>
<p style="text-align: justify;">- Andrea pede desculpas para Daryl. Daryl solta uma frase de efeito. Curiosidade: todas as cenas de Glee são basicamente escritas em cima desse modelo.</p>
<p style="text-align: justify;">- Adoro o Jeffrey DeMunn como Dale. Aqueles olhos arregalados constantes são perfeitos para todo e qualquer momento da série. &#8220;Sim, isso é absurdo&#8230; Mas vem comigo!&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">- Estou MUITO ansioso para ver o grupo enlouquecendo quando descobrir os zumbis no celeiro, com direito a uma montagem Scooby-Doo deles correndo pelos cômodos da fazenda e o T-Dog quebrando potes na cabeça enquanto em posição fetal no trailer.</p>
<p style="text-align: justify;">- Também estou ansioso para o inevitável momento de glória que Glenn terá para cumprir a meia profecia, meia crítica de Maggie. O personagem não recebeu um desenvolvimento na mesma intensidade das conversas irritantes sobre sentimentos óbvios ou os seus usos como isca, mas é um bom sinal de comprometimento o fato de que a série está seguindo em frente com ele e ao mesmo tempo mantendo os traços ingênuos de personalidade que o definem – ele não aguentando mentir e contando tudo para Dale foi uma das poucas soluções fáceis da temporada que funcionou.</p>
<p style="text-align: justify;">- Não estou incomodado com a busca de Sophia como a maioria, pois é uma boa desculpa para a série sossegar um pouco e elaborar algumas coisas que precisava desesperadamente fazer. Sobre ela, também tenho outra posição meio solitária: não quero ter uma resposta. Se eu escrevesse The Walking Dead, nunca responderia o que houve com a personagem – se algum viajante adotou a criança perdida, se ela virou um zumbi ou se morreu. E logo depois de escrever o episódio que deixa essa pergunta aberta para todo o sempre, criaria um bebê zumbi e dedicaria um arco de sete episódios a ele.</p>
<p style="text-align: justify;">Para encerrar, um pequeno aviso que deveria ser óbvio, mas que não está sendo seguido:</p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline; color: #ff0000;"><strong>SEM SPOILERS NOS COMENTÁRIOS!</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Quer comentar a série como uma adaptação da HQ? Perfeito. Mas só fale do que já aconteceu, e se mesmo assim um evento importante não passou na série, o mencione apenas em termos bem gerais. Se você disser, por exemplo, que um personagem foi para Marte na edição #X, todos que precisam entender o seu comentário vão entender e ninguém leva spoilers específicos na cara. Outra coisa: imagens promocionais, títulos de episódios, teorias, entrevistas&#8230; <strong>OK</strong>. Promos, fotos vazadas, qualquer tipo de informação ou detalhe importante: <strong>NÃO</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, senso comum e vamos tentar ser legais. Até semana que vem.</p>
 <h3  class="related_post_title">Leia Também:</h3><ul class="related_post"><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/novidades-sobre-mad-men-the-killing-e-the-walking-dead/" title="Novidades sobre Mad Men, The Killing e The Walking Dead">Novidades sobre Mad Men, The Killing e The Walking Dead</a></li><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/calendario-midseason-2012/" title="Calendário Midseason 2012">Calendário Midseason 2012</a></li><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/top-15-melhores-aberturas-de-series/" title="Top 15 melhores aberturas de séries">Top 15 melhores aberturas de séries</a></li><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/podmaniacos-the-walking-dead-glee-dexter-e-muito-mais/" title="Podmaníacos – The Walking Dead, Glee, Dexter e muito mais">Podmaníacos – The Walking Dead, Glee, Dexter e muito mais</a></li><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/the-walking-dead-2%c3%9707-pretty-much-dead-already-midseason-finale/" title="The Walking Dead – 2×07: Pretty Much Dead Already [Midseason Finale]">The Walking Dead – 2×07: Pretty Much Dead Already [Midseason Finale]</a></li></ul>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/the-walking-dead-2%c3%9706-secrets/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>67</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>The Walking Dead – 2×05: Chupacabra</title>
		<link>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/the-walking-dead-2%c3%9705-chupacabra/</link>
		<comments>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/the-walking-dead-2%c3%9705-chupacabra/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 17 Nov 2011 02:32:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mateus Borges</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reviews]]></category>
		<category><![CDATA[The Walking Dead]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.seriemaniacos.com.br/blog/?p=15201</guid>
		<description><![CDATA[Quem não tem Barbie, caça com boneca de pano. Spoilers Abaixo: &#8220;My son and I are not your problem anymore. We’re your excuse.&#8221; – Lori Grimes Em teoria, &#8220;Chupacabra&#8221; é um episódio esperto. Os roteiristas estão (acertadamente) sem pressa para tirar o grupo da fazenda, colocando os personagens nas posições que a série precisa para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/11/T-DOG.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-15202" title="Sim, T-Dog... Você pode ficar com a boneca se a menina morrer." src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/11/T-DOG.jpg" alt="" width="500" height="282" /></a></p>
<p>Quem não tem Barbie, caça com boneca de pano.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Spoilers Abaixo:</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-15201"></span></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><em>&#8220;My son and I are not your problem anymore. We’re your excuse.&#8221; </em>– Lori Grimes</p>
<p style="text-align: justify;">Em teoria, &#8220;Chupacabra&#8221; é um episódio esperto. Os roteiristas estão (acertadamente) sem pressa para tirar o grupo da fazenda, colocando os personagens nas posições que a série precisa para atingir o que está planejando com os zumbis no celeiro &#8211; seja lá o que for. E antes de dar partida no carro mais uma vez, ela decide dedicar episódios como esse para nos dar uma visão mais clara sobre como as pessoas do grupo funcionam, como elas se relacionam e como elas se percebem. É uma coisa básica, que não deveria ser surpresa para nenhum drama, mas no qual The Walking Dead ainda aparenta necessitar instrução.</p>
<p style="text-align: justify;">O único problema é que ao tentar isso, ela meio que se trai e se perde ao tentar ser muito inventiva. Ao contrário de alguns fantásticos dramas em exibição (The Good Wife e Homeland, só pra citar dois), ela se estende além da conta com cenas de significados simples. Em pura redundância, dedicando três, quatro cenas para algo que poderia ser dito em uma ou através da expressão facial do ator. Não que Norman Reedus tenha capacidade para feitos dignos de Aaron Paul e John Noble, mas a sua atuação em um nível básico de competência é atolada até não poder mais – como se os roteiristas tivessem tido a ideia de explorar Daryl isolado em uma situação extrema, só que elaborado muito pouco depois disso.</p>
<p style="text-align: justify;">O fator fantasma também pouco ajuda. Não sou contra o conceito em si, mas o artifício não deixa de parecer uma muleta na maioria das séries, sempre apresentado com um irritante tom de autoconfiança – talvez para compensar de maneira falha o ridículo da situação. E a aparição de Merle aqui até se encaixa com a visão que Daryl teria do irmão, só que não empolga. É um lembrete do passado dele apenas para isso, para ser um lembrete e querer fazer o arco do personagem funcionar em retrospecto. Tanto que o melhor momento dessa história vem não na luta de Daryl contra zumbis ou nas várias conversas que tem com o irmão, mas quando Carol &#8211; em uma cena sutil no jeito The Walking Dead de ser &#8211; reconhece o bem no que está fazendo, e com isso, mesmo sem notar, recompensa ele por procurar Sophia.</p>
<p style="text-align: justify;">Oposto a isso está o confronto entre Rick e Shane, que joga a culpa dos personagens uma em cima da outra e depois se dispersa para ver quem ganhou. Aqui, não temos Merle para forçar desenvolvimentos. Não temos cobras aleatórias. Não temos cena desnecessária onde um personagem principal cria tensão por atirar acidentalmente em outro personagem principal (que todos na audiência sabem que não vai morrer agora).</p>
<p style="text-align: justify;">Não. Todo o confronto entre os melhores amigos se dá através de conversas, onde Rick defende a sua busca e Shane decide compartilhar um pouco da atitude de sobrevivência antes que ela apodreça sozinha dentro do seu cérebro. Isso é bom. Mais uma vez, ela volta ao seu estilo menos sutil que chega perto de ser mal escrito, mas pelo menos está perto do assunto e atingindo ele diretamente através de palavras. Sem procurar subterfúgios, sendo sucinta quanto ao que quer dizer.  Ela apenas admite esse conflito entre os dois, e segue em frente. Alheia quanto ao que fazer, pois Rick e Shane também não fazem ideia do que fazer – o que adiciona boas camadas de tensão ao futuro da liderança do grupo e da permanência dele na fazenda.</p>
<p style="text-align: justify;">Ah, e sabem outra coisa que pode prejudicar o futuro do grupo na fazenda? Yep: zumbis! Sempre eles. Chega a ser engraçado como a série armou o palco para essa revelação desde o começo, colocando dois personagens juntos apenas para que o “amor proibido” levasse um deles até o celeiro. Mas assim como torneios infantis que dão medalhas pela participação, aprecio o comprometimento. Agora, novas perguntas ficam no ar: por que Hershel está mantendo esses zumbis vivos? Será que por achar que o mandamento religioso de não matar também vale para eles? Ou para algo mais obscuro, como retirar sangue deles e vender no mercado negro como droga? (Alan Ball e Ryan Murphy ficariam tão orgulhosos com a falta de lógica nessa hipótese).</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim&#8230; Só o tempo dirá. E até lá, vamos nos ocupar com indignação pelo fato desse episódio se chamar “Chupacabra” e não mostrar um chupacabra. Alguém tem o número do SAC?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Outras observações:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">- Além da boneca, nada importante aconteceu na busca por Sophia essa semana, mas eis a minha teoria da vez: ela está em Belfast.</p>
<p style="text-align: justify;">- Impressão minha ou Hershel ganhou alguns familiares do nada? Bom pra você, Hershel!</p>
<p style="text-align: justify;">- Ok, aquela abertura com Shane/Lori vendo a cidade e os helicópteros chegando foi bem legal. A série tem um visual maravilhoso quando é noite, e essa cena não decepcionou (apesar dos efeitos&#8230; Isso é TV, não Avatar)</p>
<p style="text-align: justify;">- Guy Ferland é um dos meus diretores favoritos no circuito das séries de TV a cabo, mas ele faz um trabalho meio confuso em mostrar algumas das transições de terreno de Daryl, como na queda dele do cavalo direto no riacho – provavelmente parte de alguma limitação imposta pelo local de filmagem.</p>
<p style="text-align: justify;">- Estava animado com as possibilidades para Andrea na premiere, mas a série vem batendo na mesma tecla com ela já faz algum tempo. Aqui, ela quase mata Daryl para mostrar que&#8230; Er&#8230; Para mostrar que&#8230; A atriz precisa fazer alguma coisa para não ficar recebendo salário de graça? Heh. Pelo menos ela está se aproximando de Dale mais uma vez, para a alegria dos shippers de toda a nação (regra: se dois personagens existem, alguém em algum lugar está shippando eles).</p>
<p style="text-align: justify;">- Falando em shippar, para alguém que sobreviveu o apocalipse zumbi, Glenn é terrível em passar despercebido. Indo nesse nível, até T-Dog já sabe que ele está ficando com a Maggie &#8211; e tenho quase certeza que ninguém compartilha nada com o T-Dog, pelo simples fato de que ele tem o apelido mais ridículo e de menor confiança na história do universo. Mesmo assim, proporcionou aquela cena onde ele compartilha a informação com Dale e leva uma bronca bem dada&#8230; Pelas expressões faciais do Jeffrey DeMunn, é sempre legal quando o grupo conversa com Dale sobre a situação da vez.</p>
 <h3  class="related_post_title">Leia Também:</h3><ul class="related_post"><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/novidades-sobre-mad-men-the-killing-e-the-walking-dead/" title="Novidades sobre Mad Men, The Killing e The Walking Dead">Novidades sobre Mad Men, The Killing e The Walking Dead</a></li><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/calendario-midseason-2012/" title="Calendário Midseason 2012">Calendário Midseason 2012</a></li><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/top-15-melhores-aberturas-de-series/" title="Top 15 melhores aberturas de séries">Top 15 melhores aberturas de séries</a></li><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/podmaniacos-the-walking-dead-glee-dexter-e-muito-mais/" title="Podmaníacos – The Walking Dead, Glee, Dexter e muito mais">Podmaníacos – The Walking Dead, Glee, Dexter e muito mais</a></li><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/the-walking-dead-2%c3%9707-pretty-much-dead-already-midseason-finale/" title="The Walking Dead – 2×07: Pretty Much Dead Already [Midseason Finale]">The Walking Dead – 2×07: Pretty Much Dead Already [Midseason Finale]</a></li></ul>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/the-walking-dead-2%c3%9705-chupacabra/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>88</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>The Walking Dead &#8211; 2&#215;04: Cherokee Rose</title>
		<link>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/the-walking-dead-2x04-cherokee-rose/</link>
		<comments>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/the-walking-dead-2x04-cherokee-rose/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 10 Nov 2011 04:30:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mateus Borges</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reviews]]></category>
		<category><![CDATA[The Walking Dead]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.seriemaniacos.com.br/blog/?p=15072</guid>
		<description><![CDATA[Morto ou zumbi? Spoilers Abaixo: &#8220;GHGAHAHSADHAAHRHAHAJLAGA!!&#8221; – Zumbi do Poço Mesmo não sendo exatamente o que as pessoas esperam quando começam a assistir The Walking Dead, &#8220;Cherokee Rose&#8221; é o que as mantém envolvidas no seu futuro e em seus problemáticos personagens. O que acaba sendo uma surpresa, já que o episódio talvez seja aquele [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-large wp-image-15073 aligncenter" title="O que importa é ser bonito por dentro, galera. " src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/11/The-Walking-Dead-2x04-1024x576.jpg" alt="" width="500" height="280" /></p>
<p>Morto ou zumbi?</p>
<p style="text-align: justify;" align="center"><span style="color: #ff0000;"><strong>Spoilers Abaixo:</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;" align="center"><span id="more-15072"></span></p>
<p align="center"><em>&#8220;GHGAHAHSADHAAHRHAHAJLAGA!!&#8221;</em> – Zumbi do Poço</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo não sendo exatamente o que as pessoas esperam quando começam a assistir The Walking Dead, &#8220;Cherokee Rose&#8221; é o que as mantém envolvidas no seu futuro e em seus problemáticos personagens. O que acaba sendo uma surpresa, já que o episódio talvez seja aquele com menos cenas de ação na história da série. E sem longas sequências silenciosas para se apoiar, tudo que resta são as interações entre os personagens. Ou seja, diálogos. Vários, vários diálogos. Isso não deveria ser tão assustador como soa.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas de uma maneira ou outra, eles conseguem segurar a barra. Claro, ainda temos a retirada do zumbi do poço &#8211; deliciosamente nojenta por causa de um “personagem” que parece ter saído direto de American Horror Story, representando o melhor trabalho de maquiagem do Greg Nicotero e sua equipe até agora. E também tem os seus momentos ruins, como nas conversas religiosas que ainda parecem ser baseadas em discussões pobres sobre o assunto em redes sociais, com uma lógica simplista e frases de efeito. Só que nesse emaranhado todo, Darabont* acha o que realmente merecem a nossa atenção. Claro, Rick e Hershel discutindo religião via 140 caracteres não é das coisas mais animadoras, mas pelo menos consegue ser usado não para tentar parecer importante, e sim para iluminar certos aspectos sobre ambos. O arrependimento de Rick se exalta ao ter suas ações colocadas contra uma força divina, assim como Hershel se torna uma figura ainda mais interessante ao falar sobre o seu pai abusivo.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa, aliás, é a trama principal do episódio. As consequências (ter o grupo expulso da fazenda) não ficam maiores em nenhuma das outras histórias, com tudo aqui sendo baseado em conversas que somadas devem tomar menos de 10 minutos. &#8220;Cherokee Rose&#8221; é ralo dessa maneira: cada personagem ganha um bom momento, conectado através da adaptação deles ao novo ambiente. Você sente a série se coçando para fazer ação &#8211; aquele problema no poço foi bobo caso não influencie algo no futuro -, mas ao mesmo tempo, confortável se acostumando a mais um novo ritmo, encontrando confiança em novas ideias.</p>
<p style="text-align: justify;">Ela nem tenta usar pretextos nas outras histórias. Se uma versão anterior de The Walking Dead ligaria todos os pontos com alguma grande declaração temática sobre isolação, essa segunda temporada se garante com mais flexibilidade. Glenn e Maggie saem para pegar remédios e o roteiro não faz o mínimo de esforço para esconder o que está fazendo, levando a um relacionamento que não vai de encontro com a narrativa ou é tão confuso que você nunca tem uma boa noção do motivo para essas duas pessoas estarem juntas (como Rick e Lori no meio da primeira temporada). O resto se resolve com o agradável clima entre os atores, unidos naquela meia inocência – que por sua vez, contrasta bem com o clima pesado do resto.</p>
<p style="text-align: justify;">Já em outro lugar, alheio ao significado de diversão, Daryl procura Sophia e consola Carol com uma história sobre a flor título. É incrível como a série pulou etapas com o personagem, meio que com medo dele e desinteressada pelo processo Sawyer-LaFleur, mas não importa: esse Novo Daryl é bem mais interessante que o Velho Daryl, e aos poucos ela está sentindo isso, percebendo o ritmo do personagem e também exagerando na sua recém descoberta santidade – o que será útil caso ela retorne a escrevê-lo como um babaca egoísta quando o seu irmão voltar (algo que parece inevitável a essa altura). Novo Daryl também cola por causa do seu ator, que se entrega ao perceber que o status de &#8220;PERIGO!!!&#8221; do seu personagem foi reduzido para &#8220;Comentário sarcástico e beijo no coração, heh&#8221;. Não é nada de outro mundo, mas Norman Reedus consegue ser reconfortante quando está falando baixo ao invés de gritar, passando um agradável sentimento caseiro pelo sotaque geralmente usado com outras intenções.</p>
<p style="text-align: justify;">Jon Bernthal poderia pedir algumas dicas, já que o seu único truque é um olhar intenso que não está fazendo bem ao seu personagem. Esse é o tipo de arco emocional que precisa de nuance para funcionar, e o ator oferece nada disso. A sua fala é incisiva em exagero, o resto da cara não parece acompanhar os olhos e quando não tem as suas habilidades elevadas por atores competentes como Andrew Lincoln, se torna um verdadeiro fardo nas cenas. Parece caminhar nos pés de um personagem sem saber o que ele está passando – sendo crível em cenas de ação, mas arrastado por um forte foco fantasmagórico no resto.</p>
<p>Ou seja, a atuação de Bernthal é a representação corpórea da primeira temporada de The Walking Dead. E a segunda temporada, agradável com leves momentos de impecável qualidade, merece mais do que isso.</p>
<p><strong>Outras Observações:        </strong></p>
<p>- “Tome essa arma, Andrea! Mas não se mate, viu?” – Todos os personagens da série.</p>
<p>- No final do episódio, Rick parece aposentar o seu uniforme. 20% algodão, 30% sangue e 50% suor: 100% fedor.</p>
<p style="text-align: justify;">- Desentendimento da semana: Rick mente para Carl. Rick pede desculpa para Carl. Carl perdoa Rick e ele dá o seu chapéu para o filho. Aww! Lembram de quando Carl era um pirralho irritante? Bons tempos.</p>
<p style="text-align: justify;">- Lori está grávida! O que, é claro, levanta várias e importantes perguntas. De quem é o filho? Para quem ela vai contar primeiro? Quais são os perigos de uma gravidez no meio do apocalipse? E mais importante do que tudo isso: quantas temporadas até a série nos mostrar um bebê zumbi?</p>
<p style="text-align: justify;">- Hershel solta uns olhares para Maggie, fica falando muito sobre compaixão, parece preocupado com o grupo e todas as regras para banir armas. Essa é a parte do meu cérebro que amou Lost tomando conta ou está rolando algo estranho nessa fazenda? Por um lado, o clima está tão agradável e fazendo tão bem para a série que parece meio desnecessário vê-lo acabar com outra confusão. Por outro, esse pode ser o novo arco do botão da escotilha (melhor parte na fraca segunda temporada daquela série).</p>
<p style="text-align: justify;">*- Por motivos práticos, estarei supondo que Darabont cuidou de toda a primeira metade da temporada (do primeiro até a pausa de dois meses que ocorrerá após a exibição do sétimo episódio). Não é ideal, mas é a única lógica que consegui achar nessa situação.</p>
 <h3  class="related_post_title">Leia Também:</h3><ul class="related_post"><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/novidades-sobre-mad-men-the-killing-e-the-walking-dead/" title="Novidades sobre Mad Men, The Killing e The Walking Dead">Novidades sobre Mad Men, The Killing e The Walking Dead</a></li><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/calendario-midseason-2012/" title="Calendário Midseason 2012">Calendário Midseason 2012</a></li><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/top-15-melhores-aberturas-de-series/" title="Top 15 melhores aberturas de séries">Top 15 melhores aberturas de séries</a></li><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/podmaniacos-the-walking-dead-glee-dexter-e-muito-mais/" title="Podmaníacos – The Walking Dead, Glee, Dexter e muito mais">Podmaníacos – The Walking Dead, Glee, Dexter e muito mais</a></li><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/the-walking-dead-2%c3%9707-pretty-much-dead-already-midseason-finale/" title="The Walking Dead – 2×07: Pretty Much Dead Already [Midseason Finale]">The Walking Dead – 2×07: Pretty Much Dead Already [Midseason Finale]</a></li></ul>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/the-walking-dead-2x04-cherokee-rose/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>78</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>The Walking Dead – 2×03: Save the Last One</title>
		<link>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/the-walking-dead-2%c3%9703-save-the-last-one/</link>
		<comments>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/the-walking-dead-2%c3%9703-save-the-last-one/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 03 Nov 2011 04:25:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mateus Borges</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reviews]]></category>
		<category><![CDATA[The Walking Dead]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.seriemaniacos.com.br/blog/?p=14871</guid>
		<description><![CDATA[Que deselegante, Shane. Spoilers abaixo! &#8220;Got bit. Fever hit. World gone to shit. Might as well quit.&#8221; Um dos maiores problemas que The Walking Dead enfrenta é a contínua insistência em tentar abordar assuntos difíceis de maneiras simples – que dependendo do episódio, diminui a dimensão da situação ou cria decisões que soam pouco convincentes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;" align="center"><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/11/Carl.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-14872" title="Caaaaaaaaaarl! " src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/11/Carl.jpg" alt="" width="500" height="281" /></a><br />
Que deselegante, Shane.</p>
<p style="text-align: justify;" align="center"><span style="color: #ff0000;"><strong>Spoilers abaixo!</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;" align="center"><span id="more-14871"></span><em></em></p>
<p align="center"><em>&#8220;Got bit. Fever hit. World gone to shit. Might as well quit.&#8221;</em></p>
<p style="text-align: justify;">Um dos maiores problemas que The Walking Dead enfrenta é a contínua insistência em tentar abordar assuntos difíceis de maneiras simples – que dependendo do episódio, diminui a dimensão da situação ou cria decisões que soam pouco convincentes quando vindas de certos personagens, convenientes apenas para a trama e nada mais. &#8220;Save the Last One&#8221; é mais um episódio nessa boa sequência para a série justamente por entender isso, e logo em seguida subverter ao trazer lógica para tais decisões. Já de cara, Lori fala sobre tentar criar uma criança nesse mundo, chegando à conclusão – prontamente contestada por Rick – de que talvez não seja uma boa ideia. De que Carl ficaria melhor em paz. Morto.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse momento é difícil para uma série que ama seus desvios melodramáticos. Um banquete para um homem faminto, onde bobagem e choque poderiam dominar a tela e matar qualquer simpatia por uma personagem que não é das mais agradáveis. Mas o roteiro consegue algo interessante, amarrando a discussão entre o casal Grimes com toda a noção da falta de rumo, de não ter pelo que lutar. Como falei semana passada, isso é um problema para a série, e é bom ver ela o reconhecendo aqui – um belo exemplo de como é possível usar situações internas para abordar problemas em grande escala, sutileza que não esperava da série dado o seu histórico.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, com um bom apoio nas suas costas, os argumentos ganham certa lógica. E o envolvimento com eles, é claro, aumenta. Também é interessante notar como soa real: se você não é Aaron Sorkin, colocar personagens falando sobre Temas com T maiúsculo é receita para soar pretensioso e irritar as pessoas que só querem ver zumbis morrendo/explodindo/sendo decapitados e cortados, de preferência na mesma cena. Por favor, obrigado, coloque o resto na marmita. Mas jogando essas ideias contra a dor de um casal, a série ganha permissão não só para discutir esses assuntos, como para exaltar todo o processo. Agora, eu me importo com essa família: eles enfrentaram problemas, discutiram esses problemas, superaram esses problemas com força suficiente para seguir adiante – mesmo que em uma direção que não parece promissora. Isso é desenvolvimento. Bom desenvolvimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Falando em desenvolvimento, as outras tramas de &#8220;Save the Last One&#8221; provam que essas não foram só tentativas pontuais de livrar a série de alguns dos seus hábitos mais irritantes. Ela está em uma nova direção, dessa vez pra valer.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma das críticas mais comuns que essa temporada está recebendo é em relação a sua &#8220;lentidão&#8221;, que seria apenas uma tentativa de enrolar a audiência. Mas o que esse argumento compreensível ignora é como um ritmo lento bem aplicado eleva todos os elementos ao seu redor. É mais fácil entender alguém através de conversas do que de fugas, e enquanto as melhores séries conseguem fazer ambos (olá, &#8220;33&#8243; de Battlestar Galactica), The Walking Dead 1) ainda é um bebê 2) não é tão habilidosa.</p>
<p style="text-align: justify;">Algo que não me incomoda tanto quanto deveria. Afinal, o esforço e sucesso parcial da segunda temporada são visíveis na tela.  Ela não só está tentando ser boa, como tentando se entender. Aqui, a prova mais clara é a união de Daryl e Andrea por boa parte do episódio. Uma das coisas mais importantes para séries funcionarem é encontrar quais combinações de personagens funcionam*, e essa aqui é maravilhosa. Não é apenas colocar duas pessoas diferentes na mesma cena e ver o que acontece, é entender quais pontos de vista podem explorar bem um pouco de suas histórias ou moverem a trama. Aqui, Andrea assume uma posição misericordiosa gerada mais pelo jeito selvagem de Daryl do que por qualquer pena &#8211; momento que se conecta diretamente a sua trégua com Dale no final do episódio.</p>
<p style="text-align: justify;">Você entende por completo o que está acontecendo, mas as conexões são construídas de tal maneira que só se tornam notáveis quando finalizadas. Boa escrita! Em The Walking Dead! Sim, estou tão chocado quanto vocês.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro ponto também beneficiado pelos longos momentos de calma é a ação. Suas grandes sequências funcionam bem melhor entre longas doses daquele clima rural, seja por uma mera questão de ritmo, pelo simples poder do contraste ou pelo fato de que o foco fica maior com apenas dois personagens correndo. No fundo, é irrelevante. Sabemos que a série não vai matar Carl (apesar do seu terror, ela ainda não parece ser tão cínica para isso), sabemos que lógica obriga Hershel a conseguir o equipamento para salvá-lo – ou seja, enquanto toda a ação ocorre, sabemos que alguém vai conseguir escapar dos zumbis na escola e voltar para a fazenda.</p>
<p style="text-align: justify;">O que nos leva aos últimos minutos do episódio. A &#8220;reviravolta&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo sendo uma boa maneira de transformar Shane em um personagem interessante, o destino de Otis era óbvio – tudo, do seu remorso absoluto e santo ao modo como os roteiristas o fizeram executar o plano, soltava aquele cheiro forte de personagem criado para morrer. E se a ideia em si já era garantida, pelo menos a execução ajudou: todo aquele vai e vem no final foi bem feito, uma sutil maneira de resumir a estrutura do episódio com agonia (mas todo aquele flashforward define &#8220;truque desnecessário&#8221;, principalmente quando eles poderiam usar aquela linda montagem que vem logo depois da abertura).</p>
<p style="text-align: justify;">Resta descobrir como isso será lidado. Como Shane vai aguentar o seu primeiro momento na posição de um animal selvagem. O clima final de &#8220;Save the Last One&#8221; indica que ele vai guardar essa mudança e tentar matá-la através de fortes doses de mentira, mas&#8230; Nada é certo em The Walking Dead. E apesar do grande aumento na qualidade, isso não é um elogio. Muita coisas podem dar errado. Muitos velhos hábitos podem voltar. Ainda nem chegamos na parte da temporada sem o dedo do Darabont.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas não vamos nos preocupar. A série está melhor do que nunca agora.</p>
<p style="text-align: justify;">E ainda temos o T-Dog! Meu personagem favorito, em algum universo alternativo.</p>
<p style="text-align: justify;">Yay, T-Dog.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Outras observações:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">- Aprecio o fato de que a série não está nem tentando esconder o que vai fazer com Maggie e Glenn. Só faltava começar a tocar <a href="http://www.youtube.com/watch?v=HPzrtGWYE_4">&#8220;Gravity&#8221;</a> entre os olhares deles.</p>
<p style="text-align: justify;">- Entre o flashforward na abertura e Shane cortando o seu cabelo depois de um evento traumático, fiquei com a leve impressão de que algum roteirista assistiu Breaking Bad durante as férias.</p>
<p style="text-align: justify;">*- Um exemplo já clássico disso é a dupla que Troy faz com Abed em Community. Quando originalmente criado por Dan Harmon, Troy dividiria mais tempo de tela com Pierce &#8211; para tentar fazer comédia do conflito de gerações entre os dois. Mas <a href="http://www.youtube.com/watch?v=j25tkxg5Vws">na tag do episódio 2</a>, ele e a equipe de roteiristas chegaram à conclusão de que a química do Donald Glover com o Danny Pudi era bem maior que a dele com o Chevy Chase. <a href="http://www.youtube.com/watch?v=U6E_giLecfM">E o resto é história</a>.</p>
 <h3  class="related_post_title">Leia Também:</h3><ul class="related_post"><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/novidades-sobre-mad-men-the-killing-e-the-walking-dead/" title="Novidades sobre Mad Men, The Killing e The Walking Dead">Novidades sobre Mad Men, The Killing e The Walking Dead</a></li><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/calendario-midseason-2012/" title="Calendário Midseason 2012">Calendário Midseason 2012</a></li><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/top-15-melhores-aberturas-de-series/" title="Top 15 melhores aberturas de séries">Top 15 melhores aberturas de séries</a></li><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/podmaniacos-the-walking-dead-glee-dexter-e-muito-mais/" title="Podmaníacos – The Walking Dead, Glee, Dexter e muito mais">Podmaníacos – The Walking Dead, Glee, Dexter e muito mais</a></li><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/the-walking-dead-2%c3%9707-pretty-much-dead-already-midseason-finale/" title="The Walking Dead – 2×07: Pretty Much Dead Already [Midseason Finale]">The Walking Dead – 2×07: Pretty Much Dead Already [Midseason Finale]</a></li></ul>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/the-walking-dead-2%c3%9703-save-the-last-one/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>78</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>The Walking Dead – 2×02: Bloodletting</title>
		<link>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/the-walking-dead-2%c3%9702-bloodletting/</link>
		<comments>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/the-walking-dead-2%c3%9702-bloodletting/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 26 Oct 2011 03:21:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mateus Borges</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reviews]]></category>
		<category><![CDATA[The Walking Dead]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.seriemaniacos.com.br/blog/?p=14744</guid>
		<description><![CDATA[Doe sangue. Spoilers abaixo! &#8220;You’re completely in over your head, aren’t you?&#8221; – Lori Grimes &#8220;Ma’am, aren’t we all?&#8221; – Hershel Greene &#8220;Bloodletting&#8221; introduz muitos novos personagens, uma fazenda que passa a estranha sensação de ser importante e lida com o cliffhanger do episódio anterior da maneira esperada e necessária – fortes tentativas de conectar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;" align="center"><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/10/Blood.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-14745" title="No one knows what it's like... To be the bad man. To be the sad man. E lá lá lá lá lá. " src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/10/Blood.jpg" alt="" width="500" height="280" /></a><a href="http://5porcento.org/" target="_blank"><br />
Doe sangue.</a></p>
<p style="text-align: justify;" align="center"><span style="color: #ff0000;"><strong>Spoilers abaixo!</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;" align="center"><span id="more-14744"></span><em></em></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><em>&#8220;You’re completely in over your head, aren’t you?&#8221;</em> – Lori Grimes</p>
<p align="center"><em>&#8220;Ma’am, aren’t we all?&#8221;</em> – Hershel Greene</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Bloodletting&#8221; introduz muitos novos personagens, uma fazenda que passa a estranha sensação de ser importante e lida com o cliffhanger do episódio anterior da maneira esperada e necessária – fortes tentativas de conectar a dor de Rick com a audiência e de criar um conflito que possa impulsionar os personagens em busca de um mesmo objetivo. Trazer união para um grupo dividido, por mais que dúvidas e grandes intrigas sejam repetidas inúmeras vezes por qualquer personagem, sem motivo algum.</p>
<p style="text-align: justify;">É um trabalho burocrático que vai de encontro com a própria premissa da série, de pessoas em uma fuga sem fim. À medida que os personagens se movem, eles vão estar em lugares ou realizar missões em ambientes diferentes, o que é agradável para os olhos, mas ruim para qualquer tipo de desenvolvimento: cada vez que The Walking Dead encontra uma localização, ela precisa estabelecer vários detalhes dela. Motivos para os personagens terem parado lá (nesse caso, Carl), seus habitantes (Hershel, filhas, Otis) e como eles vão sair desse lugar, ou a razão por saírem dele. Isso limita a série, limita tempo, sendo uma necessidade que ela vai precisar resolver. Quantos CCDs nós teremos? Quantas Atlantas, quantas fazendas? Assim, a série se restringe a ser tão boa ou tão ruim quanto o seu ambiente, e o cansaço é inevitável (principalmente com o fato de que ela já repetiu várias ideias em apenas oito episódios).</p>
<p style="text-align: justify;">A nossa sorte é que o lugar da vez é bem interessante, com motivos que oferecem bons momentos para os personagens principais. Ainda continuamos naquela marcha de novela, onde tudo deve ser super emocionante a todo o momento. Mas o que faz boa parte dessas tentativas suceder é que existe comprometimento com a ideia. Ela não tenta achar um balanço, aliviar a barra. Bear McCreary senta o dedo em uma trilha que soa antiquada, o diálogo diz o que quer dizer sem muitos contornos, o foco não se espalha e confere ao episódio um ritmo longo em bom, triste excesso&#8230;  E ao fazer isso, Rick se remoendo de culpa/Lori agarrando Carl/Shane convencendo Rick a ficar/T-Dog delirando são todos momentos que mesmo hilários ou mal abordados no início, terminam com estranha e surpreendente profundidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda acho cedo para dizer se essa é uma série ruim disfarçada de boa ou se é uma série excelente com sérios problemas, mas pela primeira vez em um bom tempo foi possível captar as emoções que The Walking Dead tentou passar &#8211; não que ela estivesse sendo confusa em relação às intenções, com tantos gritos e falta de sutileza. O maior mérito de &#8220;Bloodletting&#8221; é que, dando continuidade a uma tendência iniciada na última semana, agora entendo o relacionamento de Rick e Shane. Ela não berrou o que eles passaram, ela não disse e colocou como verdade absoluta. Ela mostrou, palavra por palavra, com toda a sua brutalidade, estranheza e acidental hilaridade. O mesmo com os problemas que ele passou com Lori ou o medo que T-Dog sente (Carol ainda continua vazia, sendo definida por outros personagens e não por si mesma ou suas ações. Nem tudo é perfeito).</p>
<p style="text-align: justify;">Não é a abordagem ideal, mas fico feliz que a série esteja arrumando meios de fazê-la funcionar.</p>
<p style="text-align: justify;">Já o segundo maior mérito de &#8220;Bloodletting&#8221; é Hershel, interpretado por Scott Wilson na mais absoluta calma. Com todos afoitos pelas duas crianças em perigo, a série se beneficia imensamente de uma figura esperançosa e pragmática – se os sobreviventes principais brigam dez mil vezes entre si por cada decisão, Hershel toma controle da situação sem precisar nem erguer a voz. É pacífico, com uma rigidez de comando que nunca abre espaço para dúvidas. E não só o jeito do personagem é prazeroso de assistir (sua aparência e roupas brancas dão um ar quase celestial ao velho), mas como ele reflete nos outros: um pai tão zeloso que teve sucesso em salvar a sua família só acentua a culpa de Rick e o seu processo de tentar fugir do que aconteceu. Duas decisões que quebraram a síndrome do herói de ação perfeito, responsável apenas por tudo que é bom e sagrado, tedioso como esperar gelo derreter.</p>
<p style="text-align: justify;">Hershel também é o representante desse lugar que parece mais promissor que as outras “moradas” do grupo, colocando uma fazenda e filhas no mundo da série &#8211; fatores que passam uma sensação meio estranha quando se tornam mais presentes. Existe sempre uma sensação de que os novos personagens estão guardando segredos, de que aquela fazenda possui uma natureza assustadora ou algo do tipo. Talvez a sobrevivência deles envolva algo ainda não revelado? Talvez Maggie seja mais do que aparenta, com toda aquela coisa meio Zorro?</p>
<p style="text-align: justify;">De qualquer maneira, não tenho a mínima ideia. Não li as HQs e não sei se a família Greene é uma criação do Kirkman, mas The Walking Dead, a série, ganhou o direito de criar essas perguntas sem parecer que está querendo imitar Lost ou séries do tipo &#8211; vide o que Jenner disse para Rick no último season finale, algo no qual o meu interese continua baixo.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda estou cauteloso quanto ao futuro, mas esse foi um ótimo episódio. Vamos ver no que vai dar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Outras observações</strong></p>
<p style="text-align: justify;">- Ok, ok, Carl levou um tiro. Mas e o veado?</p>
<p style="text-align: justify;">- Quem fizer uma tabela com todos os personagens e o número de zumbis que eles mataram ganha 100 pontos</p>
<p style="text-align: justify;">- Andrew Lincoln era bom quando tudo que o personagem pedia era um sotaque bacana, Andrew Lincoln continua bom agora que ele precisa se dopar de culpa e repetir pela décima vez que o mundo está lascado.</p>
<p style="text-align: justify;">- Para você que estava com medo de passar o resto da sua vida sem ouvir o Jeffrey DeMunn pronunciar &#8220;T-Dog&#8221; (claramente a coisa mais engraçada na história do universo), <a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/the-walking-dead-serie-e-renovada-para-3%C2%AA-temporada/" target="_blank">The Walking Dead foi renovada para uma terceira temporada de treze episódios</a>. Yay, zumbis.</p>
<p style="text-align: justify;">- Shane indo pegar os equipamentos é uma boa resolução para a história dele tentando ajudar Rick a superar a culpa de ter deixado Carl levar um tiro, dando uma chance de redimir Otis com algo além de palavras. Mas não sou muito fã do cliffhanger: seria anticlimático a série matar Shane sem mostrar Rick descobrindo toda a situação com Lori, e uma morte de Otis seria o tipo de sacrifício genérico que ela deveria evitar, um início muito fácil para a confusão entre o grupo e a família &#8211; algo que já parece inevitável, considerando a atitude de algumas pessoas.</p>
 <h3  class="related_post_title">Leia Também:</h3><ul class="related_post"><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/novidades-sobre-mad-men-the-killing-e-the-walking-dead/" title="Novidades sobre Mad Men, The Killing e The Walking Dead">Novidades sobre Mad Men, The Killing e The Walking Dead</a></li><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/calendario-midseason-2012/" title="Calendário Midseason 2012">Calendário Midseason 2012</a></li><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/top-15-melhores-aberturas-de-series/" title="Top 15 melhores aberturas de séries">Top 15 melhores aberturas de séries</a></li><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/podmaniacos-the-walking-dead-glee-dexter-e-muito-mais/" title="Podmaníacos – The Walking Dead, Glee, Dexter e muito mais">Podmaníacos – The Walking Dead, Glee, Dexter e muito mais</a></li><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/the-walking-dead-2%c3%9707-pretty-much-dead-already-midseason-finale/" title="The Walking Dead – 2×07: Pretty Much Dead Already [Midseason Finale]">The Walking Dead – 2×07: Pretty Much Dead Already [Midseason Finale]</a></li></ul>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/the-walking-dead-2%c3%9702-bloodletting/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>83</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>The Walking Dead – 2×01: What Lies Ahead [Season Premiere]</title>
		<link>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/the-walking-dead-2%c3%9701-what-lies-ahead-season-premiere/</link>
		<comments>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/the-walking-dead-2%c3%9701-what-lies-ahead-season-premiere/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 19 Oct 2011 04:20:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mateus Borges</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reviews]]></category>
		<category><![CDATA[The Walking Dead]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.seriemaniacos.com.br/blog/?p=14569</guid>
		<description><![CDATA[Alguém sabe a onomatopéia do barulho que veados fazem? Spoilers Abaixo: &#8220;It’s the only chance we’ve got.&#8221; – Rick Grimes Como você já deve ter ouvido falar a essa altura da fall season, The Walking Dead sofreu uma grande baixa bem no meio da produção da sua nova temporada. Frank Darabont foi o motivo que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/10/WhatLiesAhead.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-14570" title="Foi o Louis C.K. que atirou. Mas ele estava mirando na boca. " src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/10/WhatLiesAhead.jpg" alt="" width="538" height="302" /></a><span style="color: #000000;"><strong><br />
</strong>Alguém sabe a onomatopéia do barulho que veados fazem?<strong></strong></span></p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Spoilers Abaixo:</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-14569"></span></p>
<p style="text-align: center;"><em>&#8220;It’s the only chance we’ve got.&#8221;</em> – Rick Grimes</p>
<p style="text-align: justify;">Como você já deve ter ouvido falar a essa altura da fall season, <a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/the-walking-dead-frank-darabont-pode-sair-da-chefia-da-serie/" target="_blank">The Walking Dead sofreu uma grande baixa bem no meio da produção da sua nova temporada</a>. Frank Darabont foi o motivo que interessou várias pessoas na série, dando credibilidade para o projeto e se colocando no centro de praticamente tudo: deu várias entrevistas, ajudou a escrever mais da metade da primeira temporada (incomum para um showrunner, mesmo com o número reduzido de episódios) e até onde qualquer um sabia, parecia bastante satisfeito com a sua equipe e a liberdade oferecida pela emissora em termos de conteúdo.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim sendo, a demissão pegou a todos de surpresa.</p>
<p style="text-align: justify;">Até hoje não se sabe ao certo o que fez a AMC degolar a cabeça do maior hit na sua curta história, com rumores sobre os supostos motivos variando do fato de que ele não teria se adaptado a carga horária da televisão, disputas sobre o orçamento reduzido e uma insatisfação com o rumo que o episódio dessa semana estava tomando durante a produção &#8211; boa parte da história foi picotada/retrabalhada às pressas quando Glen Mazzara assumiu. E mesmo que essa bagunça nos bastidores acabe significando um futuro dividido para The Walking Dead, a premiere do seu segundo ano é o exato oposto de uma série confusa &#8211; com um foco renovado em vários aspectos, pulando de ponto A para ponto B sem cair em antigas complicações. Se grande parte da primeira temporada girou ao redor de cenas emocionais que nem sempre funcionavam nos níveis esperados, &#8220;What Lies Ahead&#8221; joga a sua energia em uma única história linear que deixa esses momentos virem com naturalidade. Mesmo que os aborde com erros, ele deixa a ação guiar o sentimento, não o contrário. Assim, momentos que nem Andrea confrontando Dale sobre os acontecimentos no CCD ganham mais lógica e poder: você consegue senti-los como uma parte da história, não tentativas fracas de emocionar a qualquer custo.</p>
<p style="text-align: justify;">Claro, isso ocorre em um modo de ultra-sinceridade que pouco a pouco serve de padrão para a série, e que pouco a pouco se torna cansativo como qualquer diálogo ruim em excesso. Grandes discursos! Eloquência perfeita! Gritos! Os personagens parecem ter combinado os temas das conversas antes delas acontecerem, com respostas que são introduções para frases de efeito ao invés de afirmações que um ser humano faria. Mas é de se admirar como tantas mãos em um mesmo roteiro conseguiram fazer um episódio tão bem costurado, dono de um ritmo que ela só havia alcançado no seu piloto.</p>
<p style="text-align: justify;">E o principal motivo disso?</p>
<p style="text-align: justify;">Silêncio.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando não está dizendo uma palavra, a série é confiante. A sequência principal da hora, por exemplo, ocorre de maneira impecável sem dizer uma palavra – se The Walking Dead muitas vezes soletra como nós deveríamos nos sentir, aqui ela <strong>mostra</strong>. À medida que a confusão se transforma em calma, o pânico já se estabeleceu com a natureza interminável daquelas cenas, que pulam do trailer para as ruas e das ruas para debaixo dos carros quase que com sadismo, nunca entregando as suas cartas ao armar várias possibilidades. Quem vai colocar o grupo em risco? T-Dog com o seu ferimento? Uma das crianças inquietas? Andrea presa no banheiro? São tantas opções de desastre que você nem sabe o que vai te atingir, e o conflito é armado de tal maneira que prever as ações dos personagens se torna impossível em uma situação tão rápida, tão repleta de confusão e barreiras.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando ela atinge o seu clímax, o faz com alguns bons desenvolvimentos para os personagens. Daryl salvando a vida de T-Dog, Andrea matando um zumbi, Carol sofrendo com o desaparecimento da filha&#8230; Não é a manipulação emocional que ocorreu no último season finale. É uma mera extensão do que estava acontecendo, algo que as circunstâncias forçaram e que resulta em momentos de ação com real importância: todo tiro, facada e flechada é mais efetivo com motivações por trás deles, e ao contrário de alguns ataques na primeira temporada, &#8220;What Lies Ahead&#8221; oferece muitas delas – soco atrás de soco, diversão vindo de algo que realmente importa para os personagens ou que impulsiona a trama para frente em novos e interessantes caminhos. Um prazer de assistir.</p>
<p style="text-align: justify;">Já o resto do episódio desce um pouco a ladeira. Todo mundo passa 40 minutos evitando achar Sophia, pois Darabont (Mazzara? Kirkman? A <a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/fora-tia-do-cafe-com-todo-respeito/" target="_blank">Tia do Café</a>?) precisava segurar esse mistério até o próximo episódio, conflitos pessoais ocorrem na base de intrigas e suposições ao invés de atos, Shane/Lori ficam a um irmão gêmeo malvado de distância do contrato com a Televisa e Rick pede por um sinal divino. O grande problema não é a intenção dessas ideias em si, mas o fato de que elas necessitam convencer o telespectador de algo através da fala. E esse não é o ponto forte de The Walking Dead.</p>
<p style="text-align: justify;">Há uma diferença de qualidade absurda entre os momentos de ação e os debates do grupo. Entre as caminhadas silenciosas na floresta e os grandes discursos. Neles, a confiança desaba e revela uma escrita frágil. Sem criatividade, sem ritmo, sem até mesmo substância – Carol fala sobre pecar ao pedir a morte do marido, nada disso atravessa a tela. Nada disso ressoa emocionalmente. Para uma série que se propõe a oferecer uma nova abordagem do apocalipse, sem fim e sem esperança, o genérico decepciona. Já ouvimos o seu discurso milhares de vezes, assim como as perguntas de Rick sobre fazer a coisa certa.</p>
<p style="text-align: justify;">Existem ótimas ideias sobre fé e religião em cenários apocalípticos. Elas resultaram em algumas das melhores cenas emocionais de Lost e Battlestar Galactica, serviram para estruturar vários personagens de The Sopranos. Não podemos pedir nada similar de algo com intenções tão menores, mas pelo menos qualquer tipo de novidade. Um pouquinho de sal.</p>
<p style="text-align: justify;">Pois quando The Walking Dead sucede, é nas coisas em que ninguém mais pode suceder. Nenhuma outra série em exibição pode fazer uma sequência como aquela da estrada, por exemplo. Ou o terror do piloto, culminando em inesperada piedade muito antes de atingir o seu final.  Como um pequeno episódio de ação, &#8220;What Lies Ahead&#8221; é maravilhoso. E boa parte da caçada em si funciona, graças aos diretores (Ernest R. Dickerson/Gwyneth Horder-Payton) que deram compasso inexistente no roteiro, contrastando a tensão explosiva de suas conversas com um movimento quase estático. Mas nos próximos episódios, a série precisa de mais. Crianças sumindo e levando tiros, mortes extravagantes, excelentes sequências de ação&#8230; À medida que a trama engrossar, todos esses truques vão ter que sair.</p>
<p style="text-align: justify;">Só então, quando ela for obrigada a colocar algo real no lugar de tanta fantasia, nós veremos a verdadeira The Walking Dead. Em tripas e osso.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Outras observações:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">- A coisa foi tão feia entre Darabont e a AMC que ele usou um pseudônimo (Ardeth Bey) nos créditos do roteiro do episódio.</p>
<p style="text-align: justify;">- Ajudem a minha memória: existe algum motivo para o Rick continuar usando aquela roupa de policial além do fato de que é legal? Deve fazer calor.</p>
<p style="text-align: justify;">- Falando em coisas legais apenas por serem legais, adorei aquela cena na qual Daryl abre o zumbi. Nada exemplifica TV a cabo melhor do que intestino fresco, e a desculpa da trama pros personagens serem nojentos foi convincente.</p>
<p style="text-align: justify;">- Não é sutil, mas acho que Carl levar um tiro como um aviso divino (ou babaquice de um caçador) acaba funcionando em contexto. Novamente: a série sempre funciona melhor em silêncio, e ele carrega a cena &#8220;Ei, vamos admirar esse veado por nenhum motivo lógico enquanto uma menina está sumida!&#8221; nos ombros.</p>
<p style="text-align: justify;">- Interessante notar que apesar de persistir em alguns erros, The Walking Dead está crescendo. Já nesse episódio, ela cria arcos para Shane e Andrea – que pela importância recebida aqui, devem se estender por boa parte da temporada ou pelo menos ter algumas repercussões significativas dentro da dinâmica do grupo (que não é das melhores, dada a desconfiança de Rick, a culpa que Carol joga nele e as infinitas desavenças da primeira temporada). Se ela vai conseguir fazer isso funcionar, não faço ideia. Mas admiro a ambição em quebrar um pouco da monotonia.</p>
 <h3  class="related_post_title">Leia Também:</h3><ul class="related_post"><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/novidades-sobre-mad-men-the-killing-e-the-walking-dead/" title="Novidades sobre Mad Men, The Killing e The Walking Dead">Novidades sobre Mad Men, The Killing e The Walking Dead</a></li><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/calendario-midseason-2012/" title="Calendário Midseason 2012">Calendário Midseason 2012</a></li><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/top-15-melhores-aberturas-de-series/" title="Top 15 melhores aberturas de séries">Top 15 melhores aberturas de séries</a></li><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/podmaniacos-the-walking-dead-glee-dexter-e-muito-mais/" title="Podmaníacos – The Walking Dead, Glee, Dexter e muito mais">Podmaníacos – The Walking Dead, Glee, Dexter e muito mais</a></li><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/the-walking-dead-2%c3%9707-pretty-much-dead-already-midseason-finale/" title="The Walking Dead – 2×07: Pretty Much Dead Already [Midseason Finale]">The Walking Dead – 2×07: Pretty Much Dead Already [Midseason Finale]</a></li></ul>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/the-walking-dead-2%c3%9701-what-lies-ahead-season-premiere/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>102</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Breaking Bad – 4×13: Face Off [Season Finale]</title>
		<link>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/breaking-bad-4%c3%9713-face-off-season-finale/</link>
		<comments>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/breaking-bad-4%c3%9713-face-off-season-finale/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 12 Oct 2011 04:04:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mateus Borges</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reviews]]></category>
		<category><![CDATA[Breaking Bad]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.seriemaniacos.com.br/blog/?p=14420</guid>
		<description><![CDATA[Cara ou coroa? Perigo: spoilers! &#8220;No man. No man at all.&#8221; – Gus Fring Era natural esperar certas coisas desse episódio de Breaking Bad. Choques, arrepios, medo, suspense&#8230; A série construiu com tanto cuidado o seu caminho até certas resoluções, impôs um nível tão crescente semana após semana, conseguiu balancear todos os seus vários personagens interessantes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/10/FaceOff.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-14422" title="A vingança é um prato que se come através de soro na veia." src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/10/FaceOff.jpg" alt="" width="500" height="282" /></a><br />
Cara ou coroa?<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #ff0000;">Perigo:</span> spoilers!</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-14420"></span></p>
<p align="center"><em>&#8220;No man. No man at all.&#8221;</em> – Gus Fring</p>
<p style="text-align: justify;">Era natural esperar certas coisas desse episódio de Breaking Bad. Choques, arrepios, medo, suspense&#8230; A série construiu com tanto cuidado o seu caminho até certas resoluções, impôs um nível tão crescente semana após semana, conseguiu balancear todos os seus vários personagens interessantes de uma maneira gloriosa, no meio das idas e vindas de uma trama que parecia científica, tamanha a sua delicadeza. É o que diferencia a televisão das outras artes, esse envolvimento contínuo: a série propõe uma ideia e se você a aceita, na próxima semana ela te dá o resultado dela. Modelo magnífico, propício ao vício, que oferece diversas possibilidades e que Breaking Bad usa e abusa como qualquer programa que se preze.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas confesso que não esperava receber gargalhadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Começando pelo seu título deliciosamente sem vergonha, &#8220;Face Off&#8221; oferece em troca de diversos pontos da temporada momentos hilários e animadores &#8211; servindo como o oposto de <a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/breaking-bad-4%C3%9712-end-times/" target="_blank">&#8220;End Times&#8221;</a> ao se dedicar a mostrar o ABC, como cada peça cai no seu lugar e como Walt acaba prevalecendo contra o big bad mais memorável dos últimos anos. Em certos momentos, parece até esfregar essa minúcia na nossa cara. Walt não só vai até Saul, ele precisa subornar a secretária dele. Ele não pode apenas entrar pela porta da sua casa, ele precisa mandar a vizinha averiguar a situação. Quando ele precisa atrair Gus para o asilo, nós vemos cada passo de Hector Salamanca – da comunicação complicada às intermináveis batidas do seu sino.</p>
<p style="text-align: justify;">Poderia soar muito deliberado ou desnecessário, mas cai bem dentro dos limites da tensão e lógica que resultam no funcionamento impecável dessa série. Cada segundo passado, maiores são as chances do plano explodir e atingir Jesse, Brock, Andrea ou a família White/Schrader. E com cada etapa, mais nós acreditamos que Walt conseguiria o feito que ele estava armando desde os primeiros episódios da temporada. Assim, a série usa lógica ao invés de sorte. Sentido ao invés de choque. Ambos são homens muito inteligentes, com paralelos óbvios e diferenças ainda maiores. Ao fazer isso, mostrar o longo processo de maneira convincente, ela não só faz por <em>merecer</em> a morte, como se permite um momento. A cereja no bolo com detalhes maravilhosamente exagerados e uma preparação para acompanhar.</p>
<p style="text-align: justify;">Vince Gilligan não tenta enfeitar esse momento como uma grande surpresa ou incerteza. Ele não o barateia. Ele o trata como é, executando da maneira esperada, e fazendo-o funcionar por causa disso. Até o momento final, mantém imenso controle de Gus. Tendo estabelecido seu ódio por Tio com tanta força no fantástico <a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/breaking-bad-4%C3%9708-hermanos/" target="_blank">&#8220;Hermanos&#8221;</a>, a jogada errada de matá-lo pessoalmente serve como uma progressão natural da jornada do personagem (algo alheio aos planos de Walter e aos caprichos da trama). Para ajudar isso a funcionar, armando o clima e o frio na barriga do inevitável, Gilligan cria todo um sistema de apoio com preparativos: Gus tira o uniforme do Los Pollos Hermanos, temos uma longa imagem da sua espera no carro, a caminhada trágica é filmada de uma maneira que beira a câmera lenta, sua tortura final é mais desbocada que de costume&#8230; Não há mistério: aquele é um homem com os segundos contados.</p>
<p style="text-align: justify;">E Breaking Bad sendo Breaking Bad, fez cada um deles valer a pena com a cara derretida e um Gus atordoado, cuja única reação é arrumar a gravata antes de desabar.</p>
<p style="text-align: justify;">Falso? Sim. Exagerado? Muito. Engraçado? Pode apostar. Porém, esses adjetivos só são negativos no papel. Em momentos como esse, o nosso primeiro instinto é computá-los como erros – quando é uma mera questão de uso. Como falei semana passada, essa não é uma série necessariamente realista; ela se permite e ama esses pequenos devaneios artísticos, exalando paixão pela pura diversão de estar contando esse tipo de história. Também é uma mera questão de qual sensação passar. Não pode ser a de choque por sabermos o que vai acontecer. Não pode ser algo emocional por termos apenas Tyrus e Hector no local, que não são lá os personagens mais sensíveis do universo. Também não pode ser algo relacionado a lutar até o último segundo, Walter precisa do elemento surpresa e uma bomba meio que mata qualquer clima “Eu vou para o inferno, mas vocês virão comigo! Arrrrrgh!&#8221;. Por que não humor? Por que não honrar o lado mítico do personagem com um momento que vai deixar qualquer fã sorrindo de ponta a ponta? Até mesmo gargalhando, como no meu caso. Pura diversão. Pura lógica dentro da realidade da série. Pura coragem de arriscar todo o episódio em um momento que poderia escapulir e parecer bobo, mas que acaba atingindo bem no lugar certo, elevando todo o arco do personagem.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/10/FaceOff2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-14423" title="Aposto que o olho explodiu na boca do Tyrus." src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/10/FaceOff2.jpg" alt="" width="590" height="334" /></a><br />
Já Walter fica satisfeito. Não confortável ao ter certeza que Jesse está do seu lado. Não calmo por ver Hank vencendo, tendo a teoria sobre Gus confirmada e mesmo assim não descobrindo o seu passatempo criminoso. Não feliz em saber que a sua família vai sobreviver. Satisfeito. Tirando prazer da coisa toda. Na sua mente, a proclamação de vitória para Skyler é triunfante: o bem dele contra o mal de Gus. Mas esse talvez seja o momento mais triste da série. Nós vimos a loucura em <a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/breaking-bad-4%C3%9711-crawl-space/" target="_blank">&#8220;Crawl Space&#8221;</a> e agora sentimos os seus efeitos, que geram ações calculistas ao invés de descuidadas, mais inclinadas ao controle da frieza do que raiva descontrolada.</p>
<p style="text-align: justify;">Com um sorriso que pela primeira vez abandona as mentiras e falsas noções de grandeza, Heisenberg deu vários passos em direção a se tornar o novo Gus. Walter White conseguiu o que queria.</p>
<p style="text-align: justify;">E nessa lógica, para o personagem, sua transformação funciona. Mas toda a solução de fazer isso através de Brock me incomoda. A série não só quebrou o seu padrão de não esconder segredos do público (ocultando o dia de Walt em <a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/breaking-bad-4%C3%9712-end-times/" target="_blank">&#8220;End Times&#8221;</a> e só nos contando sobre ele no final do episódio), como o fez através de uma lógica que soa forçada. Mesmo no desespero, mesmo tendo estabelecido as coisas que o personagem poderia fazer em uma situação dessas. O envenenamento em si eu consigo engolir, o que arde é o salto de lógica feito para que ele seguisse em frente com a ideia. Walter tem vários atributos que o fizeram sobreviver até agora, e a série honrou cada um deles com muito carinho, em explicações e elaborações&#8230; Um instinto de manipulação como esse? A lógica meio absurda de que isso faria Jesse voltar a ser o seu aliado, por mais certa que fosse? Não me parece algo no qual Walt pensaria. Não me convenceu como essa série costuma convencer – a cada segundo, com surpresas a tiracolo.</p>
<p style="text-align: justify;">É apenas uma pequena mancha, considerando tudo. Com a sua quarta temporada, Breaking Bad pulou de categoria e atingiu um ponto que poucos dramas atingiram. Vince Gilligan é um showrunner que sabe o que quer, faz e não tem problema algum em transferir a sua visão para a tela. Esse ano, ele quis tensão. Ele conseguiu tensão em níveis absurdos. Ele quis garantir essa transição de Walter. Ele garantiu. Quis fazer de Hank um herói, dar a Gus um fim apropriado, aprofundar personagens como Marie&#8230; Feito, feito, feito. Não só feito, mas  feito com maestria.</p>
<p style="text-align: justify;">Como dar sequência a isso? Com quais ideias ele vai continuar mantendo um nível tão alto?</p>
<p style="text-align: justify;">Pela primeira vez na história da série, não faço ideia. Mas estou morrendo para descobrir.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Outras observações:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">- Aquele foco bem na etiqueta com o nome &#8220;Lily of the Valley&#8221; foi exagerado. Quem não teria entendido se fosse apenas a imagem da planta ou da fruta dominando a tela?</p>
<p style="text-align: justify;">- Ele apareceu pouco nessa temporada, mas acho notável como cada aparição do Saul conseguiu ser significante: seja movendo peças da trama, arejando a mente do seu Cliente Problema Nº1, ou apenas servindo de alívio cômico, é bom ver esse tipo de integração não sendo esquecida (algo que milhares de séries fazem, séries que são até boas).</p>
<p style="text-align: justify;">- É sempre interessante ver Skyler passando pelos velhos estágios que moldaram Heisenberg. Essa semana, a violência choca! Aposto que a premiere vai começar com ela repetindo dez vezes que está tudo bem no marido explodir três pessoas, foi só para &#8220;proteger a família&#8221; – nada relacionado ao orgulho diabólico dele ou inveja do criminoso que o superou inúmeras vezes durante quase um ano.</p>
<p style="text-align: justify;">- Mesmo tendo contrariado as minhas previsões, fico feliz que a série esteja guardando o retorno de Mike para a próxima temporada. Permitiu que o conflito entre Walt e Gus acontecesse de uma maneira limpa, criando uma boa dúvida sobre a posição dele em relação a tudo isso – sem falar que caso estivesse presente, seu envolvimento/morte na explosão seria quase certo (e ninguém quer ver um personagem tão bom ficando de fora da ascensão de Heisenberg ao poder).</p>
<p style="text-align: justify;">- Agora que o laboratório foi queimado, será que Walter vai comprar um novo trailer quando decidir voltar a fazer metanfetamina? Aliás, quanto tempo vocês dão até ele retornar ao trabalho? Teoricamente, poderia se aposentar agora, tirar dinheiro do lava-jato e viver bem até morrer. Mas nós conhecemos Walt, então é óbvio o que vai acontecer (e Breaking Bad sem as suas sequências musicais de é-assim-que-drogas-são-feitas não é Breaking Bad).</p>
<p style="text-align: justify;">- Se o ódio e o duelo final entre Gus e o Tio funcionaram tão bem, grande parte dos méritos vai para Giancarlo Esposito e Mark Margolis. O primeiro, sensacional desde a sua primeira aparição lá na segunda temporada, guiou o personagem com extremidade nos seus últimos minutos; mostrando uma raiva poderosa apenas através do seu olhar, focado e mortal em contraste ao controle do seu corpo. Já o segundo também impressiona através dos olhos, com o adendo de que essa era uma das suas únicas ferramentas. Dá pra sentir a chacota, o gostinho de vingança queimando.</p>
<p style="text-align: justify;">- Considerando que as chances do personagem ter um fim brutal são grandes, foi bom ver Hank ganhar o seu momento de vitória nesse episódio – provando para toda a sua família, seus colegas de trabalho e chefes que estava certo: Gus Fring era mais que um simples dono de lanchonete. Também creio que essa morte seja suficiente para iniciar uma investigação no seu escritório, e quem sabe o que a polícia vai encontrar nele? Arquivos sobre todos os membros da organização, vídeos de Jesse, Walt, Mike e Gale, as rotas dos caminhões&#8230; As possibilidades de problemas para os nossos protagonistas são infinitas.</p>
<p style="text-align: justify;">- Imagino se a série vai retomar a presença do FBI em algum momento durante a quinta temporada. Por um lado, seria um novo antagonista com novos recursos e poderes, toda aquela coisa com vários agentes, força-tarefa, escutas etc. Por outro, seria meio anticlimático dar a tarefa de caçar Heisenberg para uma entidade que não fosse o DEA. E já que estamos falando do que vem a seguir, Gus deixa um grande buraco criminoso no mundo da série – antes ocupado por Tuco e seus primos. Agora que o cartel envolvido com a metanfetamina de ABQ está numa má situação e nenhum capanga parece muito interessado em vingar a morte do patrão, quem vai ocupá-lo?</p>
<p style="text-align: justify;">- Pelo menos agora o momento no final de <a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/breaking-bad-4%C3%9712-end-times/" target="_blank">&#8220;End Times&#8221;</a> faz um pouco mais sentido.</p>
<p style="text-align: justify;">- Sinto que comecei pelo menos uma observação de cada review com “Adoro&#8230;”, então por que não terminar com uma? Adoro como Gus só perde o seu controle no momento em que percebe o inevitável. Nem muito season finale da primeira temporada de Heroes te ajuda a sair dessa, hermano.</p>
<div style="text-align: justify;">
<p style="text-align: center;"><strong><span style="text-decoration: line-through;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</strong></span></strong></p>
<p>Cobrir essa temporada de Breaking Bad foi uma das experiências mais gratificantes que já tive ao falar de televisão. Obrigado pelos comentários, críticas e pelas excelentes discussões – sempre divertidas, constantemente abrindo os meus olhos para coisas que não tinha considerado (um parabéns especial para todos que sacaram o significado da arma apontando para a planta no último episódio).</p>
</div>
<p>Quem assiste The Walking Dead vai poder me acompanhar nas reviews da segunda temporada, quem não assiste pode sempre mandar um toque lá pelo Twitter: <a href="http://twitter.com/#!/mateusb" target="_blank">@mateusb</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Até o próximo ano!</p>
 <h3  class="related_post_title">Leia Também:</h3><ul class="related_post"><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/as-10-melhores-series-de-2011/" title="As 10 Melhores Séries de 2011">As 10 Melhores Séries de 2011</a></li><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/os-indicados-ao-sag-awards-2012/" title="Os indicados ao SAG Awards 2012">Os indicados ao SAG Awards 2012</a></li><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/os-indicados-ao-writers-guild-awards-2012/" title="Os indicados ao Writers Guild Awards 2012">Os indicados ao Writers Guild Awards 2012</a></li><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/podmaniacos-breaking-bad-house-dexter-e-muito-mais/" title="Podmaníacos – Breaking Bad, House, Dexter e muito mais">Podmaníacos – Breaking Bad, House, Dexter e muito mais</a></li><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/breaking-bad-4%c3%9712-end-times/" title="Breaking Bad – 4×12: End Times">Breaking Bad – 4×12: End Times</a></li></ul>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/breaking-bad-4%c3%9713-face-off-season-finale/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>63</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Breaking Bad – 4×12: End Times</title>
		<link>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/breaking-bad-4%c3%9712-end-times/</link>
		<comments>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/breaking-bad-4%c3%9712-end-times/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 05 Oct 2011 04:23:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mateus Borges</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reviews]]></category>
		<category><![CDATA[Breaking Bad]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.seriemaniacos.com.br/blog/?p=14286</guid>
		<description><![CDATA[É proibido fumar. Perigo: spoilers! &#8220;I&#8217;ve been running. Faster than I&#8217;ve ever run.  And I&#8217;ve been running my whole life. Now it&#8217;s time for me to stop.&#8221; – The Doctor, &#8220;The Impossible Astronaut&#8221; &#8220;End Times&#8221; talvez seja o episódio mais atmosférico de Breaking Bad. Toda a tensão da temporada estourou, as peças estão caindo e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/10/EndTimes.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-14287" title="Ops! " src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/10/EndTimes.jpg" alt="" width="500" height="282" /></a></p>
<p>É proibido fumar.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Perigo:</span> spoilers!</strong></p>
<p style="text-align: justify;" align="center"><span id="more-14286"></span><em></em></p>
<p align="center"><em>&#8220;I&#8217;ve been running. Faster than I&#8217;ve ever run.  And I&#8217;ve been running my whole life.<br />
Now it&#8217;s time for me to stop.&#8221;</em> – The Doctor, <a href="http://www.google.com.br/url?sa=t&amp;source=web&amp;cd=1&amp;sqi=2&amp;ved=0CBsQFjAA&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.seriemaniacos.com.br%2Fblog%2Fdoctor-who-6x01-the-impossible-astronaut-season-premiere%2F&amp;rct=j&amp;q=impossible%20astronaut%20doctor%20who%20s%C3%A9rie%20man%C3%ADacos&amp;ei=FquLTqf9O6bx0gHpvKDIBA&amp;usg=AFQjCNEdOmgkzW7Kd4dMs8XMf7AGkltGlQ&amp;cad=rja" target="_blank">&#8220;The Impossible Astronaut&#8221;</a></p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;End Times&#8221; talvez seja o episódio mais atmosférico de Breaking Bad. Toda a tensão da temporada estourou, as peças estão caindo e não há nada a ser feito para evitar caos. As consequências virão, cabeças vão rolar e nada será o mesmo. O diálogo reflete isso, as ações dos personagens refletem isso, o próprio título do episódio é uma alusão direta a isso, e é claro, todo o desenrolar da hora trabalha por isso. Com a trilha sinuosa estourando em alto volume e qualidade, trazendo de volta vários elementos sonoros e composições que foram recorrentes durante a temporada, os melhores momentos se dão quando o cenário apocalíptico tão prenunciado pela série não só é analisado pelos personagens, como sentido. Todo o significado emocional ali, em destaque sem qualquer palavra.</p>
<p style="text-align: justify;">Momentos que Vince Gilligan (showrunner da série) usa para rechear o episódio, criando um emaranhado surpreendentemente apropriado de conexões inesperadas. De volta na cadeira de diretor pela primeira vez desde &#8220;Full Measure&#8221;, ele pesa um pouco a mão nos simbolismos visuais, como na imagem que antecede a abertura, com Walt pequenino e indefeso na tela, esperando a morte na porta da sua casa. Mas por outro lado, também traz um ímpeto perfeito para a função do episódio. Prendendo a câmera na face dos personagens (ele usa praticamente a mesma posição para Skyler, Gus, Jesse e Walt), Gilligan não aponta o sentimento ou indica onde ele está – apenas joga na cara e diz &#8220;Toma, vai&#8221;. O pânico do protagonista se espalhou para todos, e como diretor, ele torna isso um fato esmagador – sendo o carrasco responsável pela execução de uma sentença dada lá na <a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/breaking-bad-4%C3%9701-box-cutter-season-premiere/" target="_blank">premiere</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">E se o espírito de &#8220;End Times&#8221; funciona tão bem, talvez seja pelos saltos de lógica que dá para atingi-lo.</p>
<p style="text-align: justify;">Breaking Bad não é exatamente realística. Temos muitos devaneios artísticos aqui, com desertos, contrastes, metáforas, altas intenções e todo aquele bando de coisas que obviamente vem de um roteirista muito bom, muito considerado, mas ainda assim, desinteressado em documentários e vidrado em criar o seu próprio universo, uma realidade com regras. Não há nada de errado com essa intenção, televisão é boa por isso. Cinema, teatro, música, idem. Quem quiser vida, que abra a janela. Mas existe certa expectativa para manter as regras do universo em questão – e durante esse episódio, o roteiro extrapolou um pouco das suas.</p>
<p style="text-align: justify;">Vejamos Gus, por exemplo. Ele mal apareceu durante parte dos episódios, e mesmo assim, a temporada é dele. Claramente definida e dividida por ele. Gilligan e sua equipe passaram uma qualidade absurda do personagem em um pequeno espaço absurdo de tempo. Nós, como audiência, temos certas expectativas para um &#8220;vilão&#8221; da sua estatura. Já por outro lado, o mundo da série vem chutando Jesse e Walt na cara. Quando esses dois entram em conflito com alguém estilizado como Gus, esperamos uma espécie de balanço. Gus não pode sair tão fácil agora, pois ele está atrelado às tragédias pessoais, reais de Walt e Jesse. Assim como Walt e Jesse também não podem escapar tão facilmente das mãos de alguém vendido como o gênio criminal do século. É uma questão de perceber quais resultados parecem fáceis, quais são lógicos e como eles se encaixam. Já pensou se Walt mata Gus como se estivesse matando um mosquito? Ou se Gus se livra da dupla em cinco minutos? Todos nós ficaríamos insatisfeitos, pois a série criou um padrão.</p>
<p style="text-align: justify;">Existem vários raciocínios para a retirada do grupo no estacionamento, seja através de um Jesse nervoso entregando a sua jogada ou escutas nas casas/apartamentos. Mas em uma escala muito menor, a retirada quebra esse padrão. O momento é executado pela habilidade de Gus, soando meio falso. Uma tentativa de arrastar tempo, restabelecer uma espécie de poder à custa da lógica no momento mais conveniente possível. A saída fácil, assim por dizer – algo incomum para uma série conhecida por jogar os seus personagens em armadilhas sem ter um plano para tirá-los delas. A cena recebe o típico e belíssimo tratamento Breaking Bad, com Giancarlo Esposito achando o meio-termo ideal entre suspeita e confusão, um Walt no seu melhor estado de pânico, tentando ativar Heisenberg no tranco, um raro panorama da parte mais comercial de Albuquerque&#8230; Ainda assim, continua artificial. Aquela cena que nós vimos milhões de vezes, acontecendo de novo.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/10/EndTimes2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-14288" title="Brock... Jane... Aquele 1,5 em Química!" src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/10/EndTimes2.jpg" alt="" width="590" height="239" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">E já que estamos falando de razão, o segundo ponto mais importante do episódio (além do seu fim dos tempos central) também é problemático: o envenenamento de Brock. O season finale promete esclarecer isso, mas os saltos de lógica até agora são um pouco suspeitos. Como e quando Gus envenenou o garoto? Aliás, por que usá-lo? A série já havia estabelecido esse lado implacável da personalidade do personagem, e ainda assim, acaba parecendo frio demais para o mesmo homem que chorou à beira da piscina enquanto olhava para o sangue do parceiro morto. O mesmo homem que a série deixou implícito como responsável por salvar a vida de Hank, mandando Mike ligar para ele um minuto antes do seu atentado na perfeita (repito: perfeita) terceira temporada. Soa principalmente duvidoso quando a lógica é tão frágil, tão baseada em palpites. Em uma fala anterior, Gomez diz que o DEA não trabalhava com suposições e todo esse dilema envolvendo Brock – principalmente com a hipótese de que Walter White teria alguma relação com isso, compreensível apenas pelo estado alterado de Jesse – não deixa de ser uma suposição perigosa demais para alguém tão cauteloso como Gus. E mais: foi uma maneira de unir os protagonistas que, de tão inesperada, não conseguiu se colar por completo ao resto da história.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas apesar de ter sido um dos episódios sobre o qual mais reclamei, &#8220;End Times&#8221; talvez seja um dos meus favoritos da temporada.  O que funciona nele não só funciona, destrói. É de parar o episódio só pra dizer: &#8220;Santos Deuses de Kobol, como essa série é boa!&#8221;. Apesar de usar Brock e Andrea como ferramentas da trama ao invés dos personagens que deveriam ser*,  Aaron Paul e o roteiro da dupla Thomas Schnauz/Moira Walley-Beckett arrumam maneiras de transformar a dor de Jesse em algo real. A preocupação dele no momento não é com si mesmo, ele não internaliza tudo como antes. Seu luto precipitado toma a forma de fazer questão que o menino supere a situação, que Andrea esteja bem e que o culpado seja punido. Aqui, independente de estar no fundo do poço, progresso ainda está ocorrendo para Jesse &#8211; de uma maneira ou outra, para o bem ou para o mal.</p>
<p style="text-align: justify;">E de um ponto de vista puramente visceral, &#8220;End Times&#8221; carrega de maneira magnífica toda a tensão da temporada– apesar dos vários pesares. Sabemos que Gomez não pode descobrir o laboratório naquele momento, sabemos que Jesse não vai matar Walt. Mas isso nunca é linguiça. As cenas são boas demais para virarem linguiça, seja por vermos Hank cutucando Gus onde dói mesmo depois de sentenciado, seja por ter toda a história daquela dupla colidindo e se unindo mais uma vez&#8230; É lindo, é excruciante, e infelizmente, é o penúltimo episódio da temporada.</p>
<p style="text-align: justify;">Só eu que já estou com saudades?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Outras observações:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">- Adoro como Saul Goodman se considera família.</p>
<p style="text-align: justify;">- Ainda acho que o retorno triunfante de Mike vai acontecer na semana que vem. O tiroteio ocorreu há pelo menos cinco dias, ele foi essencial na jornada de Jesse durante a temporada, é a única vantagem considerável que a dupla pode adquirir contra Gus em tão pouco tempo e aposto que não iria gostar de descobrir o que aconteceu com Brock (um ou dois anos mais velho que a sua neta).</p>
<p style="text-align: justify;">- Falando em capangas, espero do fundo do meu coração que Tyrus tenha o seu pescoço arrancado por um cachorro farejador de metanfetamina. Onde qualquer outro personagem teria demonstrado um mínimo de simpatia com a situação de Jesse (ou de tantos outros), ele apenas age como o babaca silencioso de sempre. Não ficaria surpreso se o Gus tivesse pedido pra ele matar o Brock e respondido: &#8220;Claro, quer que eu coloque o veneno no Toddynho ou no pacote de Bono?&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">*- Nesse ponto, as emissoras da TV aberta possuem uma pequena vantagem contra a TV a cabo e seus programas altamente serializados, permitindo mais tempo com personagens periféricos que acabarão se tornando importantes no futuro. O número de 22 episódios permite muita coisa, desvios e pausas que não seriam possíveis com apenas 13. Não que tenha algo errado com o formato (muito pelo contrário), mas é um bom ponto a favor, e também é o motivo pelo qual comédias se beneficiam em canais abertos, por se apoiarem muito nos laços da audiência com os personagens &#8211; algo independente de trama que é realizado melhor com o seu devido tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">- Semana que vem é um season finale para a série, mas também é um season finale para as reviews. Quem vai amar ou odiar o episódio? Quem vai repetir pela milésima vez que a terceira temporada foi perfeita? Quem vai usar mais de 1.000 palavras para dizer <a href="http://26.media.tumblr.com/tumblr_lqjvjpbNdB1qhzhglo1_500.jpg" target="_blank">&#8220;Holy shit on the tits of a dog&#8221;</a>? Quem vai morrer? Tsc. Tantas opções&#8230;</p>
 <h3  class="related_post_title">Leia Também:</h3><ul class="related_post"><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/as-10-melhores-series-de-2011/" title="As 10 Melhores Séries de 2011">As 10 Melhores Séries de 2011</a></li><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/os-indicados-ao-sag-awards-2012/" title="Os indicados ao SAG Awards 2012">Os indicados ao SAG Awards 2012</a></li><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/os-indicados-ao-writers-guild-awards-2012/" title="Os indicados ao Writers Guild Awards 2012">Os indicados ao Writers Guild Awards 2012</a></li><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/podmaniacos-breaking-bad-house-dexter-e-muito-mais/" title="Podmaníacos – Breaking Bad, House, Dexter e muito mais">Podmaníacos – Breaking Bad, House, Dexter e muito mais</a></li><li><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/breaking-bad-4%c3%9713-face-off-season-finale/" title="Breaking Bad – 4×13: Face Off [Season Finale]">Breaking Bad – 4×13: Face Off [Season Finale]</a></li></ul>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/breaking-bad-4%c3%9712-end-times/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>51</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

