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Balanço do primeiro semestre de 2008. Qual série mais me impressionou?

lost

Eu demorei, mas finalmente consegui encontrar a série que me mais me impressionou nessa temporada: LOST.

Spoilers abaixo:

Eu sou fã incondicional da série e, talvez, esse texto fique um pouco comprometido, mas Lost consegue me surpreender e me impressionar a cada temporada. Se eu fosse falar de tudo, tudo mesmo, precisaria de uns três textos, então vou colocar alguns pontos de destaque que fizeram a 4ª temporada algo tão perfeito. Ah! E antes de começar eu só queria falar que eu não leio nenhum spoiler da série, o que dá outra emoção!

Os losties fora da ilha: Tudo bem que a gente começou a vê-los fora da ilha no fim da terceira temporada, mas foi nessa que eles desenvolveram de forma dinâmica e mais do que eficiente a história da fuga de 6 e somente 6 náufragos do vôo 815 da Oceanic. A começar que eu não esperava ver nada daquilo até na última temporada, nem conseguia imaginar o Jack deixando toda aquela gente pra trás e ainda mentir, “aqui fora”, dizendo que ninguém mais sobreviveu. O episódio “There’s no place like home” marcou fortemente quem acompanha a série desde o início, durante aquela coletiva de imprensa. Ali que, pra mim, caiu a ficha de que Lost estava começando a se despedir.

Desenvolvimento de personagens: Além do Jack, que eu falei no último parágrafo, vimos também uma Sun (do futuro) mais firme, imponente, um Sawyer mais altruísta e valorizando suas amizades, um Ben desesperado e, algumas vezes, sem controle da situação, um Jim mais carinhoso e atencioso com sua esposa e por aí vai… Cada um deles é multiforme e redondos (não só o Hurley!), e muitos se desenvolveram muito mais nesse ano do que nos últimos 3!

Richard Alpert: Sim, ele merece um parágrafo especial. Depois de uma breve sumida (devido às gravações de Cane), Nestor Carbonell volta a dar vida ao personagem mais enigmático da série (depois de Jacob, talvez) com a maestria que ele tem. O episódio onde ele conhece o Locke, ainda criancinha, foi de arrepiar. Afinal, ele é imortal ou um simples viajante do tempo?

O Monstro de fumaça: Como assim que ele obedece a algum tipo de comando do Ben? Por que ele mata alguns, aterroriza outros e só confunde ainda outros? Como aquela barreira supersônica pode detê-la? De que ela é feita? Talvez nunca saberemos exatamente o que é aquela maldita fumaça preta, mas sempre que ela aparece a gente até abre mais os olhos tentando não perder nem um detalhe, ou pista dos produtores, sequer.

Pausa para uma história de amor: O episódio “The Constant” pode ter dado mais nós na cabeça de alguns, mas pra mim ele foi uma pausa, mais do que merecida, para a históra de amor mais bonita e bem contada do mundo das séries. O Desmond me cativou desde o início da segunda temporada, quando apareceu pela primeira vez, e química que ele tem com a Penny (com quem tem mais tempo de cena separado do que junto) é muito bonitinho de se ver. Tenho certeza que, mesmo quem não viu um episódio sequer de Lost, iria adorar “The Constant” só pela emoção do reencontro desse casal tão fofinho.

Sayid + Ben?: Ver Sayid como matador de aluguel não foi uma grande surpresa, mas a indentidade de seu mentor foi chocante! Aqueles dois nunca se suportaram e agora andam lado a lado com o intuito de proteger àqueles que abandonaram. Claro que o sentimento de vingança de ambos está a flor da pele e seus inimigos estão comendo daquele frio prato dia após dia.

Christian Shephard + Claire?: O pai do Jack e da Claire começou a série mortinho da silva, mas hoje ele está mais vivo do que muita gente. Também conhecido como porta-voz de Jacob, Christian nos dá arrepio em cada aparição. Afinal, ele está morto mesmo? Será que os poderes curativos da ilha deram um upgrade e agora também ressucita pessoas? Vimos que o Bakunin e o Keamy tiveram mais do que uma vida. E a Claire? morreu assim do nada? Lost me deixa louco!

Movendo a ilha: Quando a gente pensa que viu de tudo, papai Shephard manda o Locke MOVER A ILHA! Eu quase caí pra trás quando o careca anunciou a ordem de Jacob. Fora aquele mundo gelado a parte, onde o Ben fez o impossível, deslocando (?) a ilha e seus habitantes numa cena muito bacana.

O homem do caixão: Depois que li os comentários do último episódio em alguns blogs percebi que muita gente cogitava a presença do Locke dentro do caixão, eu, por outro lado, me surpreendi. Como que ele conseguiu sair? Morreu do quê? Quer dizer, ele morreu mesmo? Podem falar qualquer coisa de Lost, mas a série não tem medo de explorar seus personagens e depois se livrar deles. Você realmente nunca sabe se esse ou aquele personagem vai estar vivo na próxima semana, e esse medo é tudo de bom. Como que Jack e Ben vão conseguir carregar o Locke e voltar pra ilha é tudo o que eu vou pensar até o ano que vem!

Enfim, Lost se renova e, como diria a Warner, nos faz sentir, a cada novo episódio, independete de que parte da trama estamos falando. Será uma longa espera até os próximos episódios da série que deixa mais gente de queixo caído por semana!

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