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Imagine uma família composta por Michael Cera (O carinha de Juno ), Jason Bateman (O potencial pai adotivo do bebê em Juno), Will Arnett (Votado pela EW como um dos comediantes mais engraçados da atualidade e casado com a Amy Poehler, de SNL), David Cross (O diretor em She’s the Man), Portia de Rossi (A futura esposa da Ellen DeGeneres), Jeffrey Tambor (Estrela de Twenty Good Years, Welcome To The Captain e “The Larry Sanders Show), Jessica Walter (Simplesmente uma das mais refinadas atrizes da televisão norte-americana, recentemente adicionada ao elenco da nova 90210), Tony Hale, Alia Shawkat e com a narração de Ron Howard (Diretor premiado com 2 Oscars).
Ufa.
A história se desenvolve em torno de Michael Bluth (Jason Bateman), que tem sobre si a incumbência de manter a família unida após a prisão de seu pai, George Bluth Sr. (Jeffrey Tambor). Bluth Sr. comanda uma companhia enrolada até a cabeça com dívidas, falcatruas e estelionato – e cabe a Michael fazer tudo voltar aos trilhos, contendo a família rica e abastada (que, embora sem dinheiro, quer manter esse status) para não pegar o dinheiro da empresa.
Vamos aos outros personagens principais, um a um:
George-Michael Bluth (Michael Cera): É o filho de Michael e o neto de George Sr.. Tem quinze anos e está entrando na puberdade. Mas é muito tímido, trabalha numa barraca que vende bananas geladas no palito (Frozen Banana Stand) e é apaixonado pela sua prima, chamada…
Mae “Maeby” Fünke (Alia Shawkat): É a prima de George-Michael e filha de Lindsay Bluth e Tobias Fünke. Detesta obedecer a mãe e está sempre procurando alguma maneira de fugir dos afazeres domésticos e escolares.
Lindsay Bluth Fünke (Portia de Rossi): É a irmã de Michael e esposa de Tobias. Vive insatisfeita com o marido, mas não se separa dele por causa da filha. Até tenta ter casos fora do matrimônio, mas nunca consegue encontrar ninguém disposto a ter um caso com ela.
Tobias Fünke (David Cross): O Tobias é o loser por excelência da família. É o cunhado de Michael e esposo de Lindsay. Era médico, mas perdeu sua licença e hoje é um aspirante a ator, mas nunca consegue sequer um papel e vive sendo ridicularizado por todos, principalmente por uma filosofia de vida que ele tem de… Nunca ficar totalmente nu.
Byron “Buster” Bluth (Tony Hale): O Buster é irmão do Michael e é o cara que compete com o Tobias em matéria de quem é mais loser. O Buster é o filhinho da mamãe que sempre dependeu dos pais e, com trinta anos, tem a cabeça de um menino de oito. Já fez faculdade e cursos das disciplinas mais antiquadas possíveis da história da humanidade. O outro irmão do Michael é o incrível…
George “Gob” Bluth II (Will Arnett): O Gob (o nome se pronuncia “jôb”, e não com o “g”. Mas ninguém de fora da família entende isso, nem na série) é o mágico. Os truques dele são todos furados, mas ele se acha “O” cara. Ao mesmo tempo, vive lutando pela atenção do pai, que sempre foi dada ao Michael.
Lucille Bluth (Jessica Walter): A Lucille é a mãe da família. Sempre anda meio bêbada, conhece todo tipo de uísque, vinho e conhaque existentes no mundo e esbanja dinheiro, embora não tenha um tostão furado (por isso ela surrupia os ganhos da companhia). Cuida de Buster como uma criança e despreza o marido que está na cadeia.
Outros personagens ajudaram a compor a trama, mas esses são os essenciais. Existem pelo menos uns quatro motivos para que AD seja cultuada até hoje por fãs que acompanharam a série.
Em primeiro lugar, é a primeira comédia que tem sucesso (ainda que relativo) enquanto munida de narração. A narração em Arrested Development é tão presente quanto as pessoas que interpretam os personagens. Dá o tom de cada episódio, mantém os telespectadores naquele clima meio kitsch e confortável e, ainda que qualquer momento não seja particularmente engraçado, todo mundo que assiste fica com um sorriso estampado no rosto graças ao trabalho do Ron Howard.
Em segundo lugar, a comédia tem uma série de piadas internas – o que serviu tanto para sua consolidação como para seu fim. Em virtude das piadas internas, era difícil pra alguém conseguir acompanhar a série sem ficar coçando a cabeça a cada referência, por exemplo, às duas Lucilles na vida de Buster (Tony Hale). Aí o narrador voltava no tempo e, nos famosos flashbacks do seriado, dizia o que tinha acontecido. Mas isso não era suficiente pro telespectador, que queria só sentar na frente da televisão e rir. Agora, ele tinha que entender de onde a piada tinha vindo pra depois ver se tinha espaço pra dar risada.
Em terceiro lugar, a série usou um monte de coisas de fora pra construir o enredo de cada episódio. Guerra, política, economia, esporte, escândalos… E até séries! Nas três temporadas que AD teve, foi contemporânea de Lost e , além de . E você consegue sentir referências às vezes sutis e às vezes não dessas séries pelos episódios da trama.
Por último, a química entre os atores no estúdio era bem legal. As caras, bocas, as piadas, os trejeitos… Tudo cooperou para que a série ficasse na memória. Terminou por alguns motivos, dentre eles as piadas meio inteligentes demais e a falta de continuidade da trama (após cada episódio, apareciam cenas do episódio seguinte – e eu perdi a conta das vezes em que eu fiquei olhando o episódio, querendo ver o que tinha sido mostrado no fim do anterior… Mas nada).
Entretanto, porém e contudo… Existem rumores bem fortes de que o filme da série vai sair em breve. Só nos resta esperar.
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Postado em 13/07/2009 às 14:04
As cenas que apareciam no fim de cada episodio dizendo que seriam passadas no próximo , nada mais eram que outra piada da serie. Nunca tiveram a intenção de mostra-las no próximo episódio, era só uma forma de extender um pouco a história e mostrar oque aconteceu com a situaçao de alguns dos personagens, já que elas não seriam abordadas posteriormente.