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Existem atores que serão lembrados para sempre por um personagem dentre os vários que ele interpretou ao longo de sua carreira. Assim como Stallone nos remete automaticamente a figuras como Rambo e Rocky, uma quantidade significante de outros astros, tanto das “telonas” quanto das “telinhas”, também nos faz lembrar aquele filme ou aquela série. The Kill Point pertence a esta categoria, mesmo com ressalvas. Ela é o melhor trabalho da vida de dois atores, no caso John Leguizamo e Donnie Wahlberg. Quanto à ressalva, esta minissérie foi a última chance deles mostrarem que são bons atores, mesmo que tudo que eles tivessem feito até aqui tenha sido, no mínimo, “esquecível”.
John Leguizamo é mais conhecido por nós brasileiros por um filme em especial: “O Peste” (The Pest), um daqueles “clássicos” infames da Sessão da Tarde. Sempre que participou de algum filme “grande” ou importante, seus papéis resumiam-se a de coadjuvante/figurante (Duro de Matar 2, em que ele era um dos terroristas) ou fazendo apenas a dublagem de algum animal (como no filme A Era do Gelo, onde ele faz a voz da preguiça Sid).
Por sua vez, o ator Donnie Wahlberg carrega a pior “cruz” que se pode ter nas costas em Hollywood: ser parente de um ator famoso. No caso dele, ser irmão do ator Mark Wahlberg (que dispensa apresentação). Donnie tem um curriculum um pouco mais vistoso do que seu colega Leguizamo, tendo participado de filmes como “O Sexto Sentido”, “Annapolis” e “O Preço de um Resgate”, além da minissérie Band Of Brothers. Mas também tem suas “bombas”, especialmente por ter participado de dois filmes da franquia Jogos Mortais.
Até o momento, gastei três parágrafos comentando sobre os dois astros principais de The Kill Point, mas não falei nada sobre a minissérie. Vou explicar o motivo disto mais adiante. Por agora, a merecida sinopse: um grupo de ex-militares, que retornaram a pouco tempo do Iraque, resolvem roubar um banco. O roubo acontece de forma rápida, mas por um daqueles acasos do destino, a polícia acaba atrapalhando a fuga do grupo, forçando-os a retornarem para dentro do banco, onde eles fazem os clientes que lá estavam de reféns. O grupo é liderado pelo Sargento Jake Mendez (John Leguizamo), que durante os oito episódios da minissérie é chamado de Mr. “Wolf”. Este detalhe é até curioso: todos os ladrões se tratam por nomes de animais durante quase toda a minissérie (Mr. Rabbit, Mr. Pig, Mr. Mouse etc.). Neste momento entra em cena o negociador da polícia, o Capitão Horst Cali (Donnie Wahlberg), que está tentando salvar tanto os reféns quanto os ex-militares, sem que ninguém seja (gravemente) ferido.
Como é de se esperar em uma produção do tipo, especialmente por se tratar de roubo a banco, as negociações seguem sempre uma linha sinuosa em que o que aparenta estar sobre controle tende ao caos total a qualquer instante. Além, é claro, dos fatores externos e elementos surpresas que surgem no decorrer da história. Todo o “manual” é seguido a risca pela minissérie, contudo um fator a mais foi posto em jogo: a questão política e a situação dos veteranos americanos. A partir daí a guerra psicológica (e de estratégias) entre Mr. Wolf e o Capitão Horst toma contornos que fazem a minissérie valer de fato a pena, dando-nos até um fim que, em parte, é surpreendente.
The Kill Point não é melhor do que muitas das outras produções do tipo. Na verdade, não é grande coisa. Não chega a ser ruim, mas também não é um primor. E aqui eu justifico o porquê ter começado a tratar dos astros da minissérie em primeiro lugar: John Leguizamo e Donnie Wahlberg deram um espetáculo de interpretação ao longo dos oito episódios. Mesmo com alguns episódios dispensáveis, chatos ou simplesmente fracos, ambos aproveitaram muito bem a chance que lhes foi dada: a de serem as estrelas principais do show.
Posto isso, mesmo parecendo arrogante, afirmo que a minissérie foi o melhor trabalho da vida dos dois atores. Depois dela nada mais que eles fizerem em matéria de filmes ou séries chegará ao nível de atuação e química que eles tiveram em The Kill Point. Não está entre as melhores minisséries já produzidas (longe disso), mas deve com certeza ser considerado o trabalho pelo qual eles merecem ser lembrados. Ambos.











Postado em 4/08/2010 às 0:35
o meo the kill point…mesmo tendo apenas 8 episodios…foi mto bom…mto bom mesmo…lembro até hoje..foi mto bom!
Postado em 4/08/2010 às 7:39
Adoro o site, entro todos os dias mas nunca comento nada. Resolvi fazer uma indicação. Não assisti a minissérie ainda então não posso comparar, mas acredito você não tenha assistido “O verão de Sam”do Spike Lee, esse sim, na minha humilde opinião, o melhor trabalho da carreira de John Leguizamo, um ótimo porém subestimado ator.
Postado em 4/08/2010 às 11:28
Achei Kill Point apenas bom, nada mais que isso. Acho que na série tiveram outros atores bons (como os irmãos assaltantes e o cartunista), talvez com o mesmo nível dos citados acima. Por outro lado, alguns atores que interpretavam o FBI e a polícia eram muito ruins, o que equilibrava no fim das contas.
Um ponto que me encomodava, e muito, era algumas cenas forçadas, como o público aplaudindo o Wolf naquele primeiro discurso, como a dupla no armário, como a agente do FBI que quer provocar guerra psicológica… sei lá, faltou um pouco mais de carinho com a série…
Mas também teve muitos méritos, principalmente em seu fim que, apesar de previsível, foi diferente que imaginavamos….
Postado em 5/08/2010 às 4:07
Para quem era criança/adolescente no começo dos anos 90, é o Marky Mark, digo, Mark Wahlberg que carrega a cruz do irmão famoso, não o contrário. hahahahaha
Vou conferir essa minissérie! Parece bacana. Séries desse tipo são sempre uma boa pedida
(aliás, falando em minisséries, algum comentário sobre “Generation Kill”?)
Postado em 5/08/2010 às 4:46
@cecilia temos um texto de Generation Kill de 2008 na manga http://www.seriemaniacos.com.br/blog/geracao-assassina/
Postado em 5/08/2010 às 20:30
Kill Point NÃO CHEGA A SER UM PRIMOR, MAS É BEM LEGAL.
LEVANDO EM CONSIDERAÇÃO QUE HOJE EM DIA TEM TANTA PORCARIA PASSANDO DOU NOTA 7 PARA ESSA PRODUÇÃO.
QUEM GOSTA DE SUSPENSE E AÇÃO COM MUITA INTRIGA É UM PRATO CHEIO.
Postado em 5/08/2010 às 21:52
Não assisti esse filme, @Daniel.
Irei procurar o filme para dar uma olhada e fazer a devida comparação em relação a atuação do John Leguizamo.
Eu conheço a história do filme (li uma sinopse na net), porque no meu curso de Direito estudo muito criminologia, focado especialmente em crimes em série (os famosos Seriais Killers), que me chamam mais a atenção. No caso do filme, o assassino que ficou conhecido como “O Filho de Sam”, que aterrorizou NY na década de 70.
Curiosidade: Na série Criminal Minds, “o Filho de Sam” é citado em um dos episódios da 2ª temporada (se estiver enganado sobre isso, então foi da 1ª).
Postado em 21/08/2010 às 10:41
Voce so esueceu o papel de john no filmePara Wong Foo, Obrigada Por Tudo! Julie Newmar,onde fez um aplel explendoroso no papel Chi-Chi Rodriguez,só alembrança no apanhado de suas criticas…Grato