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![Caprica.S01E04.HDTV.XviD-NoTV[(045030)02-25-21]](http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/Caprica.S01E04.HDTV_.XviD-NoTV04503002-25-21.jpg)
Eu fico feliz em perceber a cada novo episódio como Caprica consegue ser uma série completamente diferente de Battlestar Galactica. Elas compartilham é claro o mesmo universo e a excelente qualidade de roteiro e personagens, mas é uma história e um ritmo completamente diferente. E é muito bom ver que Caprica consegue fugir da sombra de Galactica e mostrar que é uma excelente série independe de BSG.
Spoilers Abaixo:
Ah sim, antes de qualquer outra coisa é bom eu dizer que adorei There’s another Sky. Eu estou gostando bastante de como a série está evoluindo a sua trama e construindo os seus personagens. O ritmo mais lento que eu estranhei no 2º episódio, agora eu estou adorando.
É interessante ver como as tramas estão interligadas, as mais variadas ações dos personagens influenciam a vida e as ações dos demais. Nada é gratuito. O que acontece em um episódio repercute nos demais e lentamente as histórias vão evoluindo através dessas repercussões. O Sam foi interrompido pelos agentes federais revistando casa dos Graystone quando pretendia invadir a casa. William quer trabalhar para o time do Daniel. As declarações de Amanda e Daniel repercutiram em todos os demais núcleos da história. Enfim, acho que deu pra entender. Isso dá a uma série que é ambientada em universo diferente do nosso, uma sensação de realidade incrível.
Minha opinião não mudou muito em relação ao que eu escrevi semana passada. Eu continuo bastante curiosa para descobrir aonde algumas tramas vão nos levar (e sem coragem ainda para arriscar qualquer palpite). Estou gostando bastante do destaque que a investigação vem ganhando nos últimos episódios. E o que eu mais gosto em Caprica continua sendo o não maniqueísmo dos personagens.
Confesso que por alguns segundos eu realmente acreditei que o Sam tinha matado a Amanda, por mais que eu tivesse certeza que isso não aconteceria. Gostei muito de como toda essa trama foi construída, principalmente a cena do carro que me deixou tensa mesmo achando que nada aconteceria.
Outra cena excelente foi a entrevista do casal Graystone. Assim como o apresentador eu não esperava que a conversa tomasse os rumos que tomou, ainda mais depois que a Amanda entrou em cena. Me surpreendi principalmente com o Daniel confessando que conversou com um avatar da Zoe, mesmo que ele tenha suavizado a situação. Todo o conflito entre o Daniel, a Amanda e a relações públicas dele sobre o que deveria ser explorado e a exposição da imagem da Zoe foi muito bem construído.
A única trama que ainda não conseguiu ganhar a minha total atenção é a história entre a Zoe e o Philomon (sim eu pesquisei o nome dele, achei melhor que escrever cara que trabalha para o pai dela). Não que eu tenha achado ruins as cenas deles, mas a trama não despertou interesse, pelo menos por enquanto.
Como eu disse foi um ótimo episódio. Bom roteiro, os atores continuam excelentes, a história só melhora. Não há o que reclamar. Chegamos ao 4º episódio e eu que estava com medo de me decepcionar já quase consigo relaxar e acreditar que Caprica vai ser mesmo tudo que eu espero dela. Por enquanto está excelente, é só continuar assim.











Postado em 24/02/2010 às 4:09
Pois eu adorei a cena de Zoe e Philomon-cara-que-trabalha-para-o-pai-dela.
Abriu-se a possibilidade de Zoe, através dele, interagir com o mundo exterior. Afinal, tá rolando o maior clima entre o namorado dela e a amiga.
Aquela entrevista me deixou com os nervos à flor da pele. E a crítica que Daniel faz à imprensa parecia que tava mandando recado pro Jay Leno, o verdadeiro.
As únicas coisas em Caprica que me incomodam um pouco foi essa referência aos anos 40/50 da nossa civilização, considerando que a história aconteceria bem mais à frente.
Scooters tipo Vespa, chapéus pros homens, vestidos fechados para as mulheres, telefones e carros antigos, … Até parece economia na produção. Esperava que esse detalhes fossem mais ousados e criativos.
Apenas uma criticazinha, que em nada desqualifica a série.
Postado em 24/02/2010 às 8:57
Paula, o nome do episódio está errado, esse 1×04 é Gravedancing.
E eu também adorei a cena entre a Zoe e o Philo, Silvia! Achei os dois muito fofos. E no mais, achei tudo perfeito, um episódio incrível, bastante focado nos diálogos e atuações, mas que mesmo assim conseguiu fazer a trama andar.
Postado em 24/02/2010 às 13:41
O título do episódio foi my bad. No imdb ta dizendo que o 1×04 se chama There Is Another Sky
http://www.imdb.com/title/tt0799862/episodes#season-1
Postado em 24/02/2010 às 15:25
continuo adorando a série…o que me incomoda um pouco é que a narrativa de cada ep. não costuma dar destaque a um personagem em especial… cada nucleo tem um participação bem equilibrada… e acho q por este motivo a narrativa acaba sendo um pouco mais lenta…mas mesmo assim a historia é envolvente e bem construido o suficiente para manter o interesse…. creio que ós proximos episodiaos possa haver um pouco mais de “ação” por conta da tentativa da Lacy levar zoe ate Gemenon….
Quanto ao ar “retrô anos 50″…vale lembrar q Caprica não se passa no futuro…se levarmos em conta a linha do tempo de BSG a Terra ainda se encontra na Idade da Pedra…
Postado em 25/02/2010 às 0:32
Valeu a explicação, Christiane. Comecei a ver Galactica a pouco tempo, então esse detalhe eu ainda não conhecia.
Caprica é praticamente um Lost, isto é, como se “essa nossa existência aqui” tivesse seguido outros caminhos, uma realidade paralela. Interessantíssimo.
Só espero que não tenha viagens no tempo. Eita assunto batido.
Postado em 28/02/2010 às 23:33
Olá, Paula!
Também estou adorando Caprica. O que você diz é verdade: o seriado está seguindo uma linha própria, sem se prender a BSG. Isso é realmente bom, pois cria uma identidade própria. Por outro lado, vejo que muitos fãs de BSG estão decepcionados com Caprica justamente devido a essa diferença.
E eu não me lembrava que o nome do técnico era Philomon. Obrigado pela pesquisa! Eu gostei muito da cena entre ele e Zoe/Cylon. O que dizer do breve momento que ouvimos o “Colonial Anthem”? Foi de arrepiar!
Um abraço e parabéns pelo ótimo texto!