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	<title>Série Maníacos &#187; Baú das Séries</title>
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	<description>O Viciante Mundo das Séries e Seriados</description>
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		<title>Série Maníacos</title>
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	<itunes:author>Série Maníacos</itunes:author>
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		<title>Baú das Séries: The Wire</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 03:50:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Inojosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Baú das Séries]]></category>
		<category><![CDATA[The Wire]]></category>

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		<description><![CDATA[God Bless Baltimore. O título dessa review deveria ser: o que torna The Wire uma série tão especial? Sem dúvidas, a televisão, principalmente na década passada, presentou os Série Maníacos com excelentes séries, dando um foco principalmente para os dramas mais maduros. Dentro disto, o que faz The Wire se destacar para possuir um nível [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="wp-image-16564 aligncenter" title="The Wire" src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/01/The-Wire.jpg" alt="" width="500" height="374" /></p>
<p>God Bless Baltimore.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-16563"></span></p>
<p style="text-align: justify;">O título dessa review deveria ser: o que torna The Wire uma série tão especial? Sem dúvidas, a televisão, principalmente na década passada, presentou os Série Maníacos com excelentes séries, dando um foco principalmente para os dramas mais maduros. Dentro disto, o que faz The Wire se destacar para possuir um nível de excelência possível de ser comparado com a lendária The Sopranos?</p>
<p style="text-align: justify;">O clima da série pode ser uma boa forma de começar a análise. Mesmo com o maior foco sendo investigativo, enquadrar The Wire no gênero policial investigativo seria um erro crasso. É uma série sobre o mundo das drogas e como ele afeta as pessoas ao seu redor, em ambos os lados, e seus impactos na cidade de Baltimore, que ganha uma função além do simples cenário e assume o papel de grande protagonista da empreitada.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando digo protagonista, refiro-me à principal característica desta função narrativa: aquele que age. Figuras como McNutty e Kima (policiais), Stringer Bell e Marlo (traficantes), Carcetti e Clay Davis (político), Bubbles (viciado), são sim complexos e muito importantes para a trama principal, cada um ao seu modo, mas em todo momento eles sempre estão reagindo ao que é causado pelo sistema. E quem melhor para assumir esse papel de sistema, aquele que existia antes dos personagens e continuará existindo depois deles, do que o suposto cenário?</p>
<p style="text-align: justify;">Como um showrunner inteligente, David Simon evitou a dicotomia ingênua de caracterizar certos personagens como “bons” e outros como “ruins”.  No mundo real, os tons de cinza predominam durante todo o tempo, não podendo ser diferente em uma série que preza pelo seu realismo. Os policiais são retratados como figuras com qualidades e defeitos, assim como os membros do narcotráfico, fazendo com que muitas trajetórias sejam vistas com pena em vez de repulsa. Somos capazes de admirar Stringer Bell, apesar de ser um traficante, ou McNutty, com todos os seus defeitos, justamente pela humanidade das figuras.</p>
<p style="text-align: justify;">O conflito é fundamental não apenas como uma característica do cenário, mas para a forma como são mostrados os personagens. Desta forma, o espectador consegue simpatizar por forças que parecem colocadas em lados opostos do tabuleiro, o que torna a experiência ainda mais agridoce. Como em todo conflito, é certo que haverá um vencedor e outro perdedor, e independente do resultado alguém com certa dose de simpatia acabará sendo prejudicado.</p>
<p style="text-align: justify;">Esses mesmos personagens são aproveitados ao seu máximo. Quando o roteiro percebe que determinado sujeito não funcionará em certa trama, não mede esforços para tentar inseri-lo em outra trama para explorar outra faceta de sua personalidade. Ou melhor ainda, uma característica que sempre esteve presente, mas que passa a ser vista melhor apenas pela exploração de outro prisma sobre o personagem.</p>
<p style="text-align: justify;">Dentro de um universo riquíssimo de personagens, o grande destaque vai para Omar. Vivido com vivacidade por Michael Kenneth Williams, Omar consegue ser ao mesmo tempo uma adaptação moderna de Robin Hood, por roubar dos traficantes e dar para os pobres, mas sem jamais se fixar apenas neste conceito ao estabelecer um código de honra como parte importante de sua personalidade. Narrativamente, Omar consegue ser uma figura imprevisível, fazendo sempre o que ele julga o mais correto independente de se isso gerará ou não conflito com antigos aliados. Sem falar na sua cena final, que não irei revelar por motivos óbvios, que consegue ser ao mesmo tempo um dos momentos mais simples e mais impactantes de toda a série.</p>
<p style="text-align: justify;">Não se resumindo a explorar apenas a guerra contra as drogas de uma forma bipolar, David Simon tem a inteligência de e fazer uma análise periférica sobre o conflito. Dedicando arcos inteiros a questões como a política e suas consequências para o conflito, a educação incapaz de conseguir retirar a população de classe baixa do submundo do crime organizado. Nunca tentando oferecer soluções simples, mas mostrando que os problemas tenderão a sempre serem substituídos por outros. Em uma época que a operação na Cracolândia atingiu todos os noticiários, pode ser visto até mesmo um paralelo entre o ocorrido e determinado arco da série.</p>
<p style="text-align: justify;">A estética neo-realista se adéqua perfeitamente ao clima da série. Estilizada, ao mínimo possível dentro de uma arte estilista por excelência, optando por uma montagem quase imperceptível e sons diegéticos. Mas como toda boa série, The Wire faz questão de quebrar esse padrão sempre que é necessário para a trama, como nas excelentes montagens finais de cada temporada, as quais se mostram bem mais dinâmicas e acompanhadas por trilha sonora, por ser justamente o momento que é preciso de agilidade para a resolução dos conflitos. E se condeno sempre que possível o uso do <em>establishing shot</em>, as famosas fotos de fachada, neste caso elas conseguem ser perdoadas por serem uma regra da televisão na época da série.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de tudo, The Wire nada mais é do que uma declaração de amor a Baltimore. São mostrados os seus problemas, simbolizados aqui principalmente pelo crime organizado, mas ao mesmo tempo a cidade exerce uma estranha atração. Tudo isto é representado por um arco na temporada final que, apesar de burocrático, mostra a situação da população da cidade no momento e o quanto ela precisava ser unida em torno de o que quer que fosse. Este processo faz com que o espectador se importe pela cidade e queira que ela melhore de seus problemas sociais. No fundo, Simon queria representar o retrato de uma belíssima cidade, e conseguiu se sair muito bem.</p>
<p style="text-align: justify;">The Wire traça uma análise sociológica de forma tão profunda quanto Breaking Bad traça uma análise psicológica sobre o tráfico de drogas. Qual o perfil do narcotráfico? A guerra contra a droga pode ser um demônio pessoal também para a polícia? Descriminalizar o uso pode ser uma solução? De que forma a pedagogia pode tentar melhorar a situação? Essas e ainda mais perguntas são perguntadas à exaustão, dando muitas vezes o papel de respondê-las para o espectador, mostrando mais um sinal de força da série ao jamais subestimar a inteligência dos que a assistem.</p>
<p style="text-align: justify;">O que torna The Wire uma série tão especial? Após mais de mil palavras e diversas justificativas para esta pergunta, preciso dizer que não consegui achar uma simples resposta para a pergunta. É possível justificar mais de 60 horas de uma obra de arte em um texto listando apenas algumas características que chamaram mais a atenção do autor? No final a minha resposta é simples: por ser uma série, sobretudo humanista do primeiro ao último minuto, tornando-a obrigatória não apenas para qualquer Série Maníaco, mas para qualquer ser-humano. O que está longe de ser uma resolução adequada, configurando-se apenas como uma visão de um observador sobre a obra. Talvez a melhor forma de responder essa pergunta seja se aventurar pelo submundo de Baltimore que, apesar de perigoso, vale cada minuto da estadia.</p>
<p><a href="http://twitter.com/guilhermeifc" target="_blank">@guilhermeifc</a></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="http://pit.frugar.com.br/widget/0_2/seriemaniacos_25635826.html" width="560" height="320" scrolling="no" title="pare-em-nome-da-lei" frameborder="0"></iframe></p>
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		<title>Baú das Séries: The Shield</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Jan 2012 10:40:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Fellipe da Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Baú das Séries]]></category>
		<category><![CDATA[The Shield]]></category>

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		<description><![CDATA[Good cop, bad cop. Spoilers Abaixo: “Mackey&#8217;s not a cop. He&#8217;s Al Capone with a badge” – David Aceveda The Shield não é uma série que faz você ficar aos prantos ao acompanhar os dramas de um grupo de pessoas, é uma daquelas séries tensas que prende você segurando sua garganta e lhe posicionando diante [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="wp-image-16049 aligncenter" title="The Shield" src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/01/The-Shield.jpg" alt="" width="500" height="374" /></p>
<p><em>Good cop, bad cop.</em></p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Spoilers Abaixo:</strong><em><strong><br />
</strong></em></span></p>
<p style="text-align: justify;" align="center"><span id="more-16048"></span></p>
<p align="center"><em>“</em>Mackey&#8217;s not a cop. <em>He&#8217;s Al Capone with a badge” – David Aceveda</em></p>
<p style="text-align: justify;">The Shield não é uma série que faz você ficar aos prantos ao acompanhar os dramas de um grupo de pessoas, é uma daquelas séries tensas que prende você segurando sua garganta e lhe posicionando diante da televisão com tiroteios, perseguições e situações inusitadas (o que você pode enxergar nos primeiros 10 minutos de um dos melhores pilotos de séries já feitos). É uma série com muito hard rock, hip hop, chutes na porta, vovôs fazendo filmes pornôs e adolescentes que assistiram muito Dexter, mas que consegue fazer mágica com o básico: os seus personagens. Representações do ser humano que só podem ser realizadas quando a TV está no apogeu. Vic Mackey se estabelece como um dos maiores anti-heróis da história logo no final do primeiro episódio. Durante sete temporadas, Shawn Ryan possui um controle sobre o universo que cria que muitos (repetindo: MUITOS) showrunners apenas sonham ter. Ele estala os dedos e faz um personagem interessante, cria uma conspiração que se encaixa perfeitamente na trama e até mata um personagem de forma que parece previsível quando olhamos em retrospecto, mas soa adequado quando olhamos o que vem em seguida.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse domínio que Shawn Ryan possui sobre sua obra é notado apenas ao observarmos como os personagens começam e a maneira como eles terminam. Esse “Antes x Depois” é muito importante quando olhamos para a série. O Strike Team evolui de forma tão incrível que no fim não lembramos que Ronnie era apenas o cara de bigode que gosta de Journey, nem que Shane era um garoto inconsequente que atrapalhava investigações ao ter relações sexuais com quem não poderia.</p>
<p style="text-align: justify;">The Shield desenvolve-se em uma atmosfera onde praticamente todos os acontecimentos são fundamentais, desde o primeiro episódio todos os personagens começam a acumular uma enorme quantidade de erros que voltarão para atanazar no episódio final. Shawn Ryan faz questão de colocar Vic Macey no pior momento de sua vida imediatamente no episódio piloto, onde ele assassina um colega de profissão, estabelecendo aqui que não existem limites para as ações do protagonista e mostrando o quão sério esse programa é. Essa é uma série corajosa. Na hora em que é perguntado “E aí, vamos ser a melhor série que podemos ser mesmo tendo que matar um personagem importante?”, ela faz isso sem escrúpulos. Acumula, acumula e acumula o máximo de tensão possível para no final poder descarregar tudo diante de seu público. <a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/sons-of-anarchy-4x14-to-be-act-2-season-finale/" target="_blank">Muitos</a> tentam fazer isso, mas infelizmente são covardes e acabam não atingindo um nível maior.</p>
<p style="text-align: justify;">É normal pensar que ela é simplesmente uma série que trata de policiais, mas, na realidade, é algo diferente, com foco direcionado a guerreiros que acreditam no que fazem, seja para o bem ou para o mal daqueles ao seu redor, o Strike Team nunca tenta conseguir a empatia do seu público, o que faz desse grupo um conjunto de pessoas ambiciosas que são guiadas pelo diabo em pessoa. Vic Mackey não é um anti-herói que amamos odiar, é um personagem que simplesmente odiamos porque cada pessoa que chegava perto dele sofria, não importa se era amigo ou inimigo.</p>
<p style="text-align: justify;">E é aí que essa série acaba tornando-se mais intrigante. Ao mesmo tempo em que existem pessoas que admiram a equipe e tentam participar dela, existem aquelas que odeiam as ações do grupo e experimentam derrubá-los. Durante sete temporadas, o Strike Team sofreu com entidades os ameaçavam, às vezes vindo das ruas, dos altos cargos políticos ou do escritório de David Aceveda. Eles possuíam um tipo de imã de ódio que justifica toda a obsessão que personagens como Kavanaugh adquirem ao interagir com eles. Tornaram-se alvos tão grandes que tirá-los das ruas é algo que consagrará a carreira do responsável pelo feito. As pessoas que falharam miseravelmente ao tentar colocar o Strike Team atrás das grades acabaram sendo partes fundamentais na queda do grupo. Desde o primeiro episódio são amontoados momentos que são reintroduzidos na narrativa de forma natural, e acabam explodindo em <a href="http://www.youtube.com/watch?v=ACMzFXcq9Cw" target="_blank">cenas</a> que juntas fazem aquilo que pessoalmente chamo de “a melhor sequência de episódios da década passada”, desde o 7&#215;08 até o Series Finale, um conjunto de momentos que são a realização de todas as tragédias que vinham sendo construídas desde o episódio piloto.</p>
<p style="text-align: justify;">Michael Chikilis não encarna apenas um policial corrupto, ele interpreta também um pai de família que coloca seus entes queridos em posições insuportáveis, mas admite que aquilo é necessário. Ele faz péssimas decisões por “bons motivos”, e ainda tem que fazer seu trabalho policial e proteger uma prostituta, o que traz à tona uma fragilidade que todo ser humano tem, mas que Mackey sempre evita mostrar. Os olhares vidrados e os sutis espasmos do ator expressam com facilidade a raiva típica do personagem e sua honestidade diante do que faz. Ele não quer ser abalado por nada, mas existem momentos em que sua fúria se liberta e sua máscara cai. Tudo captado pelo estilo de documentário apresentado pela série, utilizado de maneira eficiente, focando nas reações sutis dos personagens diante das situações, seja no olhar desesperado de Shane Vendrell quando está de um lado de um interrogatório, no olhar ganancioso que ele apresenta quando está na posição oposta, na arma de Vic durante uma perseguição ou nas expressões faciais que Aceveda faz de seu escritório. Tudo serve para aumentar a sensação de realidade e trazer o espectador para aquele estábulo.</p>
<p style="text-align: justify;">Além da violência nas ruas, os policiais de The Shield tem que se preocupar com seus próprios companheiros de profissão. As relações entre pessoas que convivem com uma alta quantidade de pressão todos os dias dão margem para que alguns temas importantes sejam abordados, como o homossexualismo e religião, que são canalizados por apenas um personagem da série. Sempre com zero abstração, o que faz com que aproveitemos aqueles personagens ainda mais.</p>
<p style="text-align: justify;">Os policiais ultrapassam uma região em que o bem e mal são misturados constantemente. Até o personagem mais justo da série cede sua ética e moral em certo momento para poder realizar seus objetivos. Vemos pessoas presas sem saber quando se deve seguir o seu dever como cidadão ou fechar os olhos para conquistar suas ambições. A todo o momento os personagens mudam, pois eles são tubarões, e se ficarem em inércia acabarão perdendo o emprego, a honra e até a vida. Shane Vendrell é um dos maiores exemplos disso, interpretado com perfeição por Walton Goggins, que acabou ofuscado em uma época onde os coadjuvantes de Lost dominavam as premiações. Em um momento, ele alega que ser policial é tudo para sua pessoa, mas acaba chegando a não reconhecer isso nos colegas de profissão e chega a matar para manter-se no topo.</p>
<p style="text-align: justify;">Em meio a tanta relação complicada, banheiros quebrados, assaltos a trens e investigações dentro da própria delegacia, Shawn Ryan ainda consegue espaço para colocar alguns “casos da semana” bizarros, que são utilizados por parte das vezes de forma preguiçosa e nada orgânica para narrativa e em outros momentos coincidem de forma sensacional para elevar alguns personagens que normalmente ficam em segundo plano (Dutch e Claudette).</p>
<p style="text-align: justify;">The Shield tornou-se o carro-chefe do FX, conseguiu estampar um padrão de qualidade nas séries do canal, começou uma revolução na televisão a cabo básica e apresentou novas maneiras de se abordar a relação entre policiais, utilizando grandes doses de atrevimento. A série foi uma aposta que deu certo e fez com que vários outros canais investissem em peso nas séries. Provavelmente não estaríamos acompanhando Breaking Bad e Mad Men em 2012 se não fosse pelo legado que The Shield começou a construir em 2002.</p>
<p><a href="http://twitter.com/andre_fellipee" target="_blank">@andre_fellipee</a></p>
<p style="text-align: center;"><iframe title="pare-em-nome-da-lei" src="http://pit.frugar.com.br/widget/0_2/seriemaniacos_25635826.html" frameborder="0" scrolling="no" width="560" height="320"></iframe></p>
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		<title>Baú das Séries: Hidden Palms</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Dec 2011 05:08:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Takahashi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Baú das Séries]]></category>
		<category><![CDATA[Hidden Palms]]></category>

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		<description><![CDATA[Melrose Place encontra The O.C Hidden Palms marcou o retorno de Kevin Williamson as séries teens, e a emissora que exibiu o seu maior sucesso (sorry fãs de The Vampire Diaries), Dawson`s Creek, The WB. Hidden Palms era a grande aposta do canal para alavancar a sua pífia audiência na temporada 2006-2007, entretanto Williamson não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-15944 aligncenter" title="Hidden Palms" src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/Hidden-Palms.jpg" alt="" width="500" height="304" /></p>
<p><em>Melrose Place </em>encontra<em> The O.C</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span id="more-15943"></span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Hidden Palms</em> marcou o retorno de <strong>Kevin Williamson</strong> as séries <em>teens</em>, e a emissora que exibiu o seu maior sucesso (<em>sorry</em> fãs de The Vampire Diaries), <em>Dawson`s Creek</em>, <em>The </em>WB. <em>Hidden Palms</em> era a grande aposta do canal para alavancar a sua pífia audiência na temporada 2006-2007, entretanto Williamson não conseguiu o feito.</p>
<p style="text-align: justify;">Estreando em 30 de maio de 2007, a série apenas atraiu 1.86 milhões de telespectadores. Os episódios seguintes mostraram uma consistência na audiência, entretanto era pouco para o canal, que a cancelou após os seus oito episódios serem exibidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Estrelada pelo rosto conhecido em séries adolescentes, mas que nunca lembramos o nome, <strong>Taylor Handley</strong>, até então desconhecida, mas de extrema beleza, <strong>Amber Heard</strong> e por <strong>Michael Cassidy</strong>, <em>Hidden Palms</em> não deixa a desejar quando o quesito é “série perfil <em>The</em> CW”. Caso você seja fã do canal, recomendo e peço que não se zangue ao chegar ao fim do oitavo episódio, afinal caso <em>Hidden Palms</em> tivesse decolado, <em>The Vampire Diaries</em> não existiria (pelo menos não nas mãos de Williamson).</p>
<p style="text-align: justify;">Situada em <em>Palm Springs, Hidden Palms</em> nos introduz o jovem Johnny Miller se mudando para esse paraíso, entretanto cheio de mistérios. O suicídio de seu pai levou a sua mãe a tentar mudar de vida, mas a vida prega as suas peças, e a família se muda exatamente para um local aonde os seus moradores já vivenciaram um suicídio. O calor e as belas pessoas recheiam a série em todos os seus episódios, e é claro, aqui as praias de <em>Orange County</em> são substituídas por piscinas.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Hidden Palms</em> consegue fazer a fusão da bela paisagem que consagrou <em>The</em> O.C. e introduz um mistério envolvendo um suicídio suspeito, repleto de mistérios com pessoas mentirosas e sem escrúpulos, em outras palavras, a alma de <em>Melrose Place</em>. Caso você seja fã de algumas das séries ou das duas, não deixe de assistir, e é claro, já deixe pronto o seu traje de banho e uma bebida bem gelada para poder apreciar o que <em>Palm Springs</em> tem de melhor.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe title="Guilty Pleasures" src="http://pit.frugar.com.br/widget/0_2/seriemaniacos_25618321.html" frameborder="0" scrolling="no" width="560" height="320"></iframe></p>
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		<title>Baú das Séries: Joan Of Arcadia</title>
		<link>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/bau-das-series-joan-of-arcadia/</link>
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		<pubDate>Sat, 03 Sep 2011 03:51:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila Barbieri</dc:creator>
				<category><![CDATA[Baú das Séries]]></category>
		<category><![CDATA[Joan Of Arcadia]]></category>

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		<description><![CDATA[E se Deus fosse um de nós? Se você já assistiu Joan Of Arcadia, série exibida pela CBS entre os anos de 2003 e 2005, sabe bem o significado da frase que abre esse texto. Fiz questão de aproveitar esse pedacinho do refrão de “One Of Us” (by Joan Osborne) simplesmente porque ele é perfeito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-13751 aligncenter" title="Joan Of Arcadia" src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/09/Joan-Of-Arcadia.jpg" alt="" width="500" height="281" /></p>
<p style="text-align: justify;">E se Deus fosse um de nós?</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-13750"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Se você já assistiu Joan Of Arcadia, série exibida pela CBS entre os anos de 2003 e 2005, sabe bem o significado da frase que abre esse texto. Fiz questão de aproveitar esse pedacinho do refrão de “One Of Us” (by Joan Osborne) simplesmente porque ele é perfeito para descrever a produção, que foi sucesso de crítica na época, sendo um dos poucos programas indicados ao Emmy de ‘Melhor Série Dramática’ por sua primeira temporada.</p>
<p style="text-align: justify;">Só isso já deve “vender” bem Joan Of Arcadia para aqueles que ainda não tiveram o prazer de conhecê-la e saibam de antemão: uma maratona com as duas temporadas e 45 episódios da série vale completamente seu tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">Infelizmente, como quase tudo o que é bom na TV americana, Joan Of Arcadia não durou muito. A audiência durante o primeiro ano bateu os 10 milhões, mas segundo consta, a queda para oito milhões durante a segunda temporada foi motivo suficiente para que a história ficasse por isso mesmo, o que é frustrante.</p>
<p style="text-align: justify;">Não vou mentir. Dá gosto acompanhar cada episódio, mas quando você chega a Series Finale e enxerga as possibilidades não exploradas na possível 3ª temporada, a vontade de matar os executivos da CBS é inevitável.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao final da 2ª temporada é possível ver a convergência total de todas as intenções dos criadores e roteiristas, o “plano maior” deles, por assim dizer. É ali que se percebe que cada trama, cada história, cada pensamento, filosofia e discussão levantadas, cada problema entre os personagens havia sido trabalhado para aquela nova etapa.</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez seja apenas minha “ira de fã” falando mais alto, mas o que eu imagino que teria sido o 3º ano de Joan Of Arcadia é algo tão fenomenal que a decepção pelo fim precoce aumenta ainda mais.</p>
<p style="text-align: justify;">Para quem não faz ideia do que se trata a série, a proposta é simples. Uma garota de 16 anos, Joan Girardi (Amber Tamblyn) começa a ter conversas com Deus, que não aparece como uma figura mítica envolta em luz e rodeada por anjos, mas apenas como um ser humano normal, que poderia ser seu vizinho ou o vendedor de enciclopédias mala sem-alça.</p>
<p style="text-align: justify;">No começo tudo pode parecer aleatório nesses encontros entre eles, mas a verdade é que cada passo que Joan dá guiada por esse novo amigo, tem relevância e causa impacto, não apenas na vida das pessoas que a cercam, mas em todos os lugares.</p>
<p style="text-align: justify;">O interessante é que essa premissa serve para a própria série. Nós talvez não enxerguemos logo de cara onde isso vai dar, mas em algum ponto, tudo fará sentido. Esse é um dos primeiros conselhos que Joan recebe de Deus, que aparece nas mais variadas formas.</p>
<p style="text-align: justify;">Foram 57 atores escalados para o papel, todos impressionantemente coerentes com a “personalidade” dada ao Todo Poderoso. Depois de um tempo era fácil identificar Deus na multidão pelos simples gestos e olhares, pelo jeito de falar e também porque encaramos algumas formas mais comuns, como a menininha do parque, o bonitão, o gótico, a servente da escola ou o homem com os cachorros, curiosamente interpretado pelo pai de Amber Tamblyn.</p>
<p style="text-align: justify;">A história é obviamente baseada nos relatos sobre Joana D’Arc (Joan Of Arc), a jovem heroína francesa que foi queimada como bruxa após vencer o exército inglês durante a Guerra dos Cem Anos. A série se aproveita da mitologia em volta dessa figura que, dizem, tinham conversas justamente com Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">A ideia toda de Barbara Hall, criadora da série, era trazer um pouco disso para o universo familiar e escolar da fictícia Cidade de Arcadia, local em que a família Girardi está começando vida nova depois de uma grande tragédia que fez Kevin (Jason Ritter) seu filho mais velho se tornar paraplégico.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto Joan vê sua vida de adolescente virar uma loucura de experiências variadas (todas gentilmente sugeridas por Deus) vamos conhecendo melhor cada personagem dessa trama e o resultado é um apego surpreendente à maioria deles. Se eu tivesse que apontar o que menos gosto diria que são os pais de Joan, Will (Joe Mantegna) e Helen (Mary Steenburgen). Os dois têm até bons momentos, mas em algum ponto o foco nos casos policiais e no trabalho de Will e os probleminhas domésticos do casal acabam cansando um pouco.</p>
<p style="text-align: justify;">Fora isso, não sei apontar um favorito. Gosto bastante das nerdices de Luke (Mike Welch) o irmão mais novo de Joan; Grace (Becky Wahlstrom) com sua anarquia raivosa, assim a doçura de Adam (Christopher Marquette) que é simplesmente contagiante.</p>
<p style="text-align: justify;">Sem dúvida o elenco todo tem bastante qualidade, mas o principal é que não estamos lidando com aqueles rostinhos bonitos que estão ali somente por isso. O esforço da produção para fazer essas pessoas “reais de verdade” é notável e faz a diferença.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro ponto importante está nas discussões levantadas pela produção. Não é preciso ser religioso ou acreditar em Deus para assistir, gostar e se divertir. A questão da fé é tratada com bastante delicadeza e bom humor, sempre impondo diversas visões sobre o assunto, questionando pontos chave, como a difícil união entre ciência e crença.</p>
<p style="text-align: justify;">Por todos esses elementos Joan Of Arcadia deve ser tratada como uma jóia rara da TV. Infelizmente não foi possível vermos concretizadas todas as intenções da série, mas de forma alguma isso deve ser visto como demérito. O que foi produzido e levado ao ar é exemplo de entretenimento inteligente.</p>
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		<title>Baú das Séries: Alias</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Aug 2011 05:26:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Takahashi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Baú das Séries]]></category>
		<category><![CDATA[Alias]]></category>

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		<description><![CDATA[A verdadeira obra-prima de J.J. Abrams não foi Lost Lost foi uma delas, entretanto a série que deu início a J.J. Abrams ser venerado pela indústria do entretenimento como um dos maiores produtores de ação da atualidade foi, sem dúvida, a melhor série de espionagem da década 2001-2010, Alias. Jennifer Garner imortalizou a personagem Sydney [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-13703 aligncenter" title="alias TV poster" src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/08/alias-TV-poster.jpg" alt="" width="500" height="390" /></p>
<p>A verdadeira obra-prima de J.J. Abrams não foi <em>Lost</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span id="more-13702"></span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Lost</em> foi uma delas, entretanto a série que deu início a J.J. Abrams ser venerado pela indústria do entretenimento como um dos maiores produtores de ação da atualidade foi, sem dúvida, a melhor série de espionagem da década 2001-2010, Alias.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Jennifer Garner</strong> imortalizou a personagem Sydney Bristow por cinco temporadas, recebendo quatro indicações ao <em>Emmy Awards</em> como melhor atriz principal e levando o Globo de Ouro em 2002 na mesma categoria com apenas a primeira temporada. Outros atores também contribuíram para Alias se tornar a referência que é hoje: <strong>Victor Garber</strong> foi um deles, <strong>Lena Olin</strong> deu vida a maior vilã da televisão americana (A Nazaré dos Estados Unidos), Irina Derevko. Sua atuação lhe rendeu uma indicação ao <em>Emmy Award</em> em 2003 como melhor atriz coadjuvante e uma proposta de salário de cem mil dólares por episódio na temporada seguinte, que infelizmente Lena recusou. Em muitas cenas, vi Garner sendo ofuscada pelo imenso talento de Olin, que cai entre nós, <em>Alias</em> não teria sido o mesmo sem Irina Derevko. Notáveis também as participações de <strong>Melissa George</strong>, <strong>Angela Bassett</strong>, <strong>Mía Maestro</strong>, <strong>Kevin Weisman</strong>, <strong>Carl Lumbly</strong> e o vilão que sempre batia ponto na série, Julian Sark, vivido por <strong>David Anders</strong>. Além de a série ter sido o trampolim para a carreira cinematográfica de <strong>Bradley Cooper</strong>. Até <strong>Sônia Braga</strong> entrou no meio e interpretou a irmã de Irina, Elena Derevko.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao longo das temporadas, podemos ver diferentes <em>storylines</em> bem criadas e amarradas com os personagens deixando o telespectador boquiaberto sempre querendo mais ao final dos episódios. Alias soube administrar muito bem essa fusão e acredito que isso que a fez conquistar uma boa audiência no começo. A série sempre mostrou criatividade, entretanto reciclava alguns aspectos, mas muito bem contados e produzidos, dando uma nova versão. Acredito que o elo fraco (ou forte para os fãs assíduos) da série foi a sua complexidade. Perder um episódio significa poder perder uma informação importante que fará diferença lá na <em>season finale</em>, e o telespectador &#8220;aleatório&#8221; deixa de assistir por não entender. As cenas de ação também fizeram a série ser aclamada pela notoriedade da bela produção, sem mencionar o impacto na cultura americana que as perucas e os disfarces de Garner fez!</p>
<p style="text-align: justify;">Alias deixa muitos filmes hollywoodianos com enormes orçamentos comendo poeira. Sua qualidade foi vista em todos os episódios, e posso falar com a certeza de um telespectador que assistiu todos os 105 episódios: <strong>NÃO EXISTE EPISÓDIO RUIM</strong>. É a única série que já assisti que conseguiu mostrar o brilhantismo e destreza nas suas <em>storylines</em>, nos personagens, atores e direção durante todas as temporadas. Poderia fazer a analogia de que o que <em>Friends</em> representa para as séries de comédia, <em>Alias</em> representa para as séries de ação. PERFEIÇÃO!</p>
<p style="text-align: justify;">Muito tem se falado sobre a versão cinematográfica da série. Infelizmente acredito que ela nunca saíra dos rumores já que <em>Alias</em> viu a sua audiência despencar no <em>series finale</em> com o último episódio registrando apenas 6.68 milhões de telespectadores, induzindo a pensar que a bilheteria não iria corresponder ao enorme orçamento que um filme de <em>Alias</em> requisitaria. Garner também em entrevistas apontou que se recusa a voltar a interpretar Sydney Bristow, aconselhando os fãs para rever a série caso eles estejam com saudades. Apesar da carreira no cinema de Jennifer Garner ser estável, a atriz ainda não consegue carregar um filme sozinha com apenas o seu nome. Talvez em alguns anos caso Garner não se torne um nome comercial de peso ou uma atriz &#8220;papa-premiações&#8221;, ela poderá reavaliar a sua carreira e dar uma chance para Alias provar que consegue conquistar as bilheterias também.</p>
<p style="text-align: justify;">Em um comentário ainda mais pessoal, vejo o filme estrelado por Angelina Jolie, <em>Salt</em>, como o roteiro perfeito para um filme de Alias. Sombrio, misturado com suspense e cenas de ação. Todos os aspectos da série. E como sonhar não custa nada, fico imaginando Jennifer Garner fazendo o diálogo de Jolie:</p>
<p>Daniel Olbrychski: &#8220;O nome da agente é Sydney Bristow&#8221;</p>
<p>Jennifer Garner: &#8220;Meu nome é Sydney Bristow&#8221;</p>
<p>Daniel Olbrychski: &#8220;Então você é uma espiã russa&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Nem Jason Bourne, James Bond, Ethan Hunt, Evelyn Salt . Caso me perguntem qual é a melhor agente secreta/espiã de ação, sem dúvida, o primeiro nome que vem é Sydney Bristow, e confirmo: <strong><em>Alias</em> é a melhor série que eu já assisti!</strong></p>
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		<title>Baú das Séries: Eli Stone</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Aug 2011 04:36:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila Barbieri</dc:creator>
				<category><![CDATA[Baú das Séries]]></category>
		<category><![CDATA[Eli Stone]]></category>

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		<description><![CDATA[Música, advogados e fé. Embora essas três palavras pareçam completamente aleatórias e fora de contexto, elas fazem perfeito sentido para descrever, de forma simplificada, o que você vai encontrar ao assistir Eli Stone, série que originalmente foi ar pela ABC, entre 2008 e 2009. A produção, que tem apenas 26 episódios divididos em duas temporadas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-13548 aligncenter" title="Eli Stone" src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/08/Eli-Stone.jpg" alt="" width="500" height="282" /></p>
<p style="text-align: justify;">Música, advogados e fé.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-13547"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Embora essas três palavras pareçam completamente aleatórias e fora de contexto, elas fazem perfeito sentido para descrever, de forma simplificada, o que você vai encontrar ao assistir Eli Stone, série que originalmente foi ar pela ABC, entre 2008 e 2009.</p>
<p style="text-align: justify;">A produção, que tem apenas 26 episódios divididos em duas temporadas, é bastante carismática e divertida. Sem demora você se apega aos personagens e fica doido querendo saber mais sobre eles.</p>
<p style="text-align: justify;">O fato de a série ter sido cancelada bem cedo não quer dizer que não tenham conseguido desenvolver o que pretendiam, pelo contrário. O que surpreende em Eli Stone é a capacidade dos roteiristas em apresentar duas temporadas curtas (para os padrões americanos tradicionais, é claro), bastante complexas em dramas pessoais e construção da narrativa. Para melhorar, a série tem um bom final, que fecha a contento e dentro da proposta original.</p>
<p>Mesmo assim, é uma pena. Impossível não lamentar o cancelamento de uma série tão gostosa de ver e que tinha excelentes caminhos a seguir, mas como sempre, quem manda são os índices de audiência e por isso, Eli Stone é uma dessas séries de vida curta que deixou fãs pelo caminho e que poderia ter tido um futuro muito legal se continuasse no ar.</p>
<p style="text-align: justify;">A premissa é bem interessante. Um jovem advogado de sucesso e com uma vida praticamente perfeita começa a ter alucinações sobre os casos em trabalha (ou deverá trabalhar), causados por um aneurisma cerebral hereditário, já que seu pai, morto há alguns anos, sofria com algo parecido, jamais tendo sido compreendido pelos filhos na época.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora, Eli Stone (Jonny Lee Miller) precisa conviver com essa nova e atrapalhada realidade e começar a compreender o que as visões que tem significam. Lógico que isso começa a afetar profundamente sua vida pessoal, sacrificando o noivado com Taylor Wethersby (Natasha Henstridge), a filha de seu chefe, que acaba afastada pelo próprio Eli, que pensava em protegê-la de toda essa loucura generalizada.</p>
<p style="text-align: justify;">Na WPK, a poderosa firma de advocacia onde Eli trabalha, as coisas também começam a mudar. Assim que ele descobre ser uma espécie de “profeta” dos tempos modernos e que deve advogar as causas de Deus a postura profissional que sempre manteve muda radicalmente. Eli sempre defendera grandes corporações e gente poderosa, mas agora ele sente que as causa nobres (e que nem devem render muito financeiramente) merecem toda sua atenção.</p>
<p style="text-align: justify;">Aos poucos, Jordan Wethersby, o manda-chuva da WPK começa a compreender a nova realidade de seu associado e se junta a essa corrente, irritando muito os demais sócios e criando uma verdadeira guerra de poder.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto isso, Eli conta com a ajuda de preciosos aliados, como seu irmão Nate (Matt Letsher), um médico sempre disposto a desafiar os próprios limites para ajudar Eli; Dr. Chen, acupunturista e espécie de guia para Eli, que conhece modos de transportá-lo para o passado em busca de respostas; Patti (Loretta Devine), a secretária mais abusada do mundo e Maggie (Julie Gonzalo) uma advogada iniciante e cheia de princípios morais, que se transforma numa das poucas aliadas de Eli no trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;">A cada episódio, Eli enfrenta um novo caso e passa pelas mais variadas alucinações, seja em campos de guerra, em aviões, em praias paradisíacas&#8230; A mais recorrente, no entanto, tem sempre a ver com George Michael e suas canções. Vale lembrar também que o cantor participa da série, assim como Katie Holmes, que faz uma aparição bastante significativa.</p>
<p style="text-align: justify;">A música, aliás, é um elemento muito forte na série, aparecendo não apenas na trilha sonora, mas em grandes números musicais envolvendo os personagens. É quase uma versão de Ally McBeal com calças e acreditem: isso é um baita elogio, porque eu geralmente abomino séries jurídicas.</p>
<p style="text-align: justify;">Por tudo isso, vale a pena investir um tempinho em Eli Stone. A série traz essa mistura bacana de drama, musical e comédia, sem deixar de debater temas existenciais. O legal é que como é tudo tratado de forma muito leve, você nem nota esse tipo de coisa. O assunto está ali e cabe somente a você pensar nisso ou não, após um episódio.</p>
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		<title>Baú das Séries: Buffy The Vampire Slayer</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jul 2011 05:24:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Fellipe da Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Baú das Séries]]></category>
		<category><![CDATA[Buffy the Vampire Slayer]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das séries da minha vida. Eu poderia encerrar o texto aqui e muitos entenderiam esse sentimento. No texto sobre Firefly, eu disse “entre as sete temporadas da história da caçadora de vampiros e as cinco de seu spin off, eu prefiro os 14 episódios (e o filme) de Firefly. Algumas pessoas pensaram que eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/Buffy-The-Vampire-Slayer.jpg"><img class="size-full wp-image-13220 aligncenter" title="Buffy The Vampire Slayer" src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/Buffy-The-Vampire-Slayer.jpg" alt="" width="500" height="374" /></a></p>
<p>Uma das séries da minha vida. Eu poderia encerrar o texto aqui e muitos entenderiam esse sentimento.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-13219"></span></p>
<p style="text-align: justify;">No texto sobre <a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/bau-das-series-firefly/" target="_blank">Firefly</a>, eu disse <em>“entre as sete temporadas da história da caçadora de vampiros e as cinco de seu spin off, eu prefiro os 14 episódios (e o filme) de Firefly.</em> Algumas pessoas pensaram que eu não fã da obra-prima que revelou o gênio <strong>Joss Whedon</strong>, certo que tenho uma preferência pela tripulação da Serenity, mas seria estúpido em não reconhecer a qualidade dessa sensacional série que é até hoje cultuada ao redor do mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Buffy é uma daquelas séries em que você vê e revê aos episódios sem parar porque é como uma droga. Vicia e não te larga, uma companhia perfeita nas tardes chuvosas, onde a única coisa necessária para fazer seu dia é um pouco de pipoca e uma lata de coca-cola para assistir aos episódios mais criativos que a televisão já proporcionou. Essa série marcou minha adolescência e é a série que me iniciou ao maravilhoso mundo das séries, graças a Rede Globo que transmitiu na TV aberta por aqui. Ela me deu o meu personagem preferido do mundo das séries (você descobre qual clicando <a href="http://www.twitter.com/andre_fellipee" target="_blank">aqui</a> e me seguindo no twitter), apenas UM episódio musical, mas um musical tão brega que consegue ser melhor que as duas temporadas de Glee JUNTAS. Inúmeras referências de coisas que eu nunca tinha ouvido falar, na verdade, as referências são tantas, que até na última temporada da série, o Andrew faz uma a Dragon Ball, além de ter a melhor referência ao massacre de Columbine já feita na TV. Essa é uma série, que mesmo tendo os chamados “casos da semana”, deixa você grudado do início ao fim e não lhe permite se levantar nem na hora de sua magnífica abertura. Eu até gostava de algumas das músicas emos que tomavam conta do Bronze quando a <em>Scooby Gang</em><em> ia se divertir depois de uma boa noite matando demônios, vampiros, deuses, etc.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Essa série não é apenas uma que foi tão boa que merece uma homenagem em um blog sobre séries, ela é uma daquelas que você TEM que ver. Se você chegar ao último dia de sua vida sem ver um episódio de Buffy, você não vai morrer em paz.</p>
<p style="text-align: justify;">Toda a história começou assim: a mente genial de Joss Whedon decidiu tirar onda com o estigma dos filmes “da garotinha loira que entra em um beco escuro e é morta em cada filme de terror”. Ele então escreveu um roteiro para um filme, que acabou se tornando uma bela de uma porcaria &#8211; se você não viu a série, não precisa ver o filme. CORRAM do filme. Whedon disse que, “Eu tinha escrito este filme assustador sobre uma mulher com poderes, e eles transformaram em uma grande comédia. Foi esmagador”. A série que veio em seguida foi genial, então acho que a culpa do filme ter saído uma porcaria não foi dele.</p>
<p style="text-align: justify;">Whedon utilizou muito bem o clima <em>high school</em> para expor as angústias das pessoas utilizando-se de estudantes de uma cidadezinha do interior, esta cidade chama-se Sunnydale e é o local ideal para indicar àquele amigo que você não vai com a cara para passar as férias. Lá temos uma linda e bela <em>hellmouth</em> que atrai todo tipo de coisa ruim que existe nesse mundo, além de deuses de outras dimensões, lógico.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitas pessoas não gostam do início de Buffy, mais exatamente a primeira temporada, e eu sou uma delas. Minha diva <strong>Sarah Michelle Gellar</strong> tinha um carisma enorme, mas atuar não era o negócio dela, e Buffy não conseguiu vencer em seus 12 primeiros episódios os estigmas que tentava bater. Buffy Summers era uma adolescente super poderosa, mas que não passava a segurança de uma heroína. Seus amigos tinham apenas função de realizar sacadas sarcásticas extremamente superficiais. Willow (<strong>Alyson Hannigan</strong>) tinha rostinho fofo e voz calma, mas não passava de uma nerd sem graça, que chegava a ser irritante; Xander (<strong>Nicholas Brendon</strong>) era um patético personagem que não me arrancou uma risada se quer e que em TODA a série só serviu para: 1) falar com Buffy sobre seu medo de relacionamentos no episódio em que o Riley vai embora na quinta temporada. 2) Ter um relacionamento com a Anya e nos agraciar com um dos melhores episódios de casamento que já vimos. 3) Salvar o mundo no Season Finale da 6ª temporada. 4) Ter um diálogo muito bom com a Dawn sobre o fato de eles serem os únicos da gangue que não possuem poderes na última temporada. Pode parecer muita coisa, mas não foi&#8230; Sim, eu não fui com a cara do Xander se você ainda não percebeu! Os únicos com quem eu me importava era o Angel (<strong>David Boreanaz</strong>), um vampiro que tocou o terror séculos atrás e acabou sendo amaldiçoado por ciganos e o Giles (<strong>Anthony Stewart Head</strong>), nosso estranho britânico tentando se adaptar aos EUA com a missão de ser o guardião da caçadora.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro problema da série na primeira temporada foi a caracterização superficial dos vampiros, a ausência da crítica social que a série prometia e a maneira com que a narrativa encerrava alguns episódios. Buffy matava o monstro, mas só descobríamos o que ele era nos 10 segundos finais do episódio (literalmente).</p>
<p style="text-align: justify;">Isso tudo não quis dizer nada para a série, tanto é que na quase perfeita segunda temporada, o Messias dos vampiros foi tirado de cena o mais rápido possível. Whedon sabia que a história não ia dar certo e seguiu em frente, trazendo o melhor plot que uma série vampiresca já fez: Angel voltando a ser mal e se aliando com o recém-chegado Spike (interpretado pelo <span style="text-decoration: underline;">SENSACIONAL</span> <strong>James Marsters</strong>) e Drusilla<strong> </strong>(<strong>Juliet Landau</strong>). Esse é outro trunfo da série: ter um <em>showrunner</em> que sabe o que faz e que não tem medo de arriscar. Joss Whedon cresceu junto com Buffy durante as sete temporadas da série, adicionou e se livrou de personagens sem medo do que o público pensaria, chegando ao ponto de adicionar uma irmã para a protagonista que não foi nem mencionada nas quatro primeiras temporadas da série para depois transforma-la no ponto chave da melhor temporada da série (estou me referindo a 5ª) e pegar a Anya, que era apenas uma vilã de um episódio de caso da semana, e fazer dela uma personagem coadjuvante muito carismática que fala o que lhe vem à cabeça, na maioria das vezes colocando a gangue em uma saia justa. Escreveu episódios que nunca caberiam em outro universo de outro seriado que até hoje são IMITADOS por outras séries, tornando tudo aquilo em um universo próprio, que poucas séries conseguem ter e desafiou aos críticos que marcaram o ponto alto da série como seus diálogos, Whedon olhou para as letras desse herege, sentou-se à mesa dos roteiristas e escreveu “O” melhor episódio da série: <strong>4&#215;10 – Hush</strong>. Uma das mais aterrorizantes horas de TV que já foram escritas, com apenas 17 minutos de diálogos, Whedon passou toda angústia de uma Sunnydale sem voz e estabeleceu que mesmo uma série tendo uma vasta mitologia, ela pode transformar um simples “caso da semana” em algo completamente memorável.</p>
<p style="text-align: justify;">Buffy foi uma série ótima também por não ter pena em gastar dinheiro, a cada vampiro morto a produção gastava cerca de cinco mil dólares para fazer do nosso entretenimento o melhor possível com efeitos de alta qualidade para a época e muito melhor do que os de muitas séries em exibição atualmente. Agora, imaginem se eles tivessem matado todos os vampiros do jeito convencional no Series Finale da série? Daria mais dinheiro que o Pilot de Lost. O interessante é que mesmo assim, a produção peca por não utilizar sangue falso suficiente nas mordidas dos vampiros e por proporcionarem a cena de bala perdida mais estranha da história (quem viu a sexta temporada sabe do que eu falo).</p>
<p style="text-align: justify;">O que era apenas uma série bobinha cresceu e tornou-se cruel, tanto com seus personagens como com seu público, às vezes alternando suas histórias sobre amor, traição, confiança, homossexualidade e morte em um mesmo episódio e outras vezes dedicando a cada um desses temas um episódio temático, como no caso da morte em <em>The Body</em>, que é por merecimento a Emmy Tape do Emmy que a Sarah não ganhou por sua atuação, trabalhos como o que ela fez aqui merecem ser reverenciados por passarem ao espectador, o que é a morte, uma dor crua, passada através de uma interpretação espetacular, a ausência de trilha sonora e um mix perfeito de direção e roteiro de Joss Whedon. Eu poderia, modéstia à parte, escrever centenas de palavras só para falar da cena em que Buffy entra em sua casa e encontra sua mãe morta, mas temos que continuar&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">A Scooby Gang é uma daquelas turmas que acabam se unindo e nunca se desgrudando ao ponto de retirar um de seus membros do paraíso e trazê-lo de volta a terra utilizando magia negra, mesmo sabendo dos perigos posteriores, essa gangue está no hall daquelas turmas como os 6 amigos de Friends, os bêbados de Cheers e a família Bundy que normalmente são características de sitcoms de sucesso. Essa é outra característica de Buffy The Vampire Slayer, a conciliação entre ação e comédia que parte das vezes falha por causa por causa do Xander, mas é compensada pelos vilões das temporadas, que é algo marcante de cada temporada da série, o Trio, o amado prefeito de Sunydale, Caleb e o Primeiro, Adam e a Iniciativa, cada temporada teve seu vilão especifico que acaba sendo derrotado no Season Finale, com exceção da sexta, onde o vilão propriamente dito foi a Willow, que se viciou em magia negra e tentou destruir o mundo em busca de vingança pela morte da Tara.</p>
<p style="text-align: justify;">A partir da quarta temporada, tudo muda no universo da série, a escola é destruída depois da épica batalha contra o Prefeito e o foco da série é no desenvolvimento dos personagens fora de casa, um dilema que todos eventualmente têm que enfrentar, daqui para frente, não são mais crianças lutando contra as forças do mal, eles tem que se preocupar também com suas vidas pessoais, a história de Buffy é mal entendida pelas pessoas, não é uma garota que ganha poderes e luta contra o mal, se você tem esse pensamento, é uma pena porque Buffy fala de uma pessoa que não pode se afastar de seu destino, ela é escolhida e ela acaba abraçando seu destino de proteger os outros, o que a fez jogar fora todos os seus relacionamentos desenvolvidos no decorrer da série (uma pena porque eu queria ver ela e o Spike juntos), às vezes de forma tão forte que a acusam de ela se declarar superior aos outros e é nisso que se baseia a última temporada da série, enquanto em outros momentos, como na quinta temporada, temos um grupo coeso e unido, mesmo sem esperança, mas com um motivo para lutar, na última também temos essa falta de esperança, mas a gangue já sofre por não ter motivos para ir a luta, durante muito tempo sempre houve confiança na figura da caçadora para inspirar todos a irem a luta, mas Caleb e o Primeiro acabaram com esses motivos, ao contrário de Glory, não se tinha mais um plano, nem uma saída e as mesmas pessoas que a abraçaram na vitória, a expulsaram do grupo no momento em que ela mais precisava de apoio.</p>
<p style="text-align: justify;">Buffy é também uma das séries mais subestimadas da história nas premiações, a indicação de Joss por melhor roteiro em Hush não é suficiente para um seriado que fez tanto pela TV, Alyson Hannigan também merecia por seu trabalho em episódios fantásticos como <em>Doppelgangland </em>e<em> Wrecked</em>, Sarah Michelle Gellar e James Marters a partir da segunda temporada deveriam ser figurinhas carimbadas na premiação, mas acabaram sendo deixados de lado. Uma pena que uma das melhores séries da história não tenha sido reconhecida, enquanto até True Blood já recebeu indicação, mas se eu tivesse que escolher entre ela, The Vampire Diaries, Being Human, Angel, Moonlight e Buffy, eu escolheria a última. Não estou desmerecendo nem trollando as outras, mas Buffy The Vampire Slayer é melhor série vampiresca já criada e vai ficar com esse título por muito tempo.</p>
<p>P.S¹: O Spike é mais foda que o Damon, o Stefan, o Bill e o Eric juntos e multiplicados por mil.</p>
<p>P.S²: Joss Whedon, quando é que sai o filme?</p>
<p>No twitter: <a href="http://www.twitter.com/andre_fellipee" target="_blank">@andre_fellipee</a></p>
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		<title>Baú das Séries: Ally McBeal</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jun 2011 03:34:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila Barbieri</dc:creator>
				<category><![CDATA[Baú das Séries]]></category>
		<category><![CDATA[Ally McBeal]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das melhores maratonas que já fiz na vida. Comecei a ver Ally McBeal, série da Fox, produzida por David E.Kelly meio sem querer. Olhei o Piloto, fiquei curiosa, vi o episódio seguinte e, sem me dar conta, estava alucinada, devorando temporada após temporada. São cinco no total e levei apenas três semanas para ver [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-12547 aligncenter" title="Ally McBeal" src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/06/Ally-McBeal1.jpg" alt="" width="500" height="359" /></p>
<p style="text-align: justify;">Uma das melhores maratonas que já fiz na vida.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-12545"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Comecei a ver Ally McBeal, série da Fox, produzida por David E.Kelly meio sem querer. Olhei o Piloto, fiquei curiosa, vi o episódio seguinte e, sem me dar conta, estava alucinada, devorando temporada após temporada.</p>
<p style="text-align: justify;">São cinco no total e levei apenas três semanas para ver todas porque a série é viciante. Quando você menos espera já está tão ligado às tramas e aos personagens loucos dessa “dramédia” Legal que é impossível parar de ver um episódio em seguida do outro. Comigo foi assim e eu não sou muito fã de séries de tribunal, aliás, são raras as vezes que uma produção desse tipo consegue arrancar elogios de mim. Ally McBeal merece todos os que farei ao longo desse texto, por ser completamente despretensiosa, simples, ridiculamente engraçada, emocionante na medida e acima de tudo, por não se levar a sério.</p>
<p style="text-align: justify;">É uma dessas séries que você assite brincando. Entretenimento de qualidade, elenco excelente, disposto a todas as maluquices propostas pelo roteiro e afiadíssimo nas interpretações. Sim, estou rasgando seda para Ally Mcbeal, mas quem já assistiu sabe do que estou falando.</p>
<p style="text-align: justify;">Todos os episódios (com exceção da 5ª temporada) são exatamente assim. Aliás, vale dizer aqui que a série é quase (quase) perfeita. É impressionante notar que em quatro temporadas não existe um único episódio ruim ou mediano. Nenhum mesmo. Os que se propõem ao humor, fazem rir alucinadamente. Os que se dispõem a emocionar te fazem derramar litros de lágrimas. Os casos juridicos são sempre muito interessantes, curiosos ou bizarros. Não há defeitos a apontar.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, ao final da 4ª temporada há uma virada estranhíssima. Os dois episódios finais são depressivos além da conta e depois disso, a coisa desanda, a série perde o rumo e retorna para a temporada final completamente vacilante, apostando em plots duvidosos que só poderiam culminar com o cancelamento. Minha sensação era a de que eu não estav assistindo à mesma série de antes e que alguma coisa muito, muito errada havia acontecido. E aconteceu de verdade, com a saída brusca de Robert Downey Jr, que interpretou o advogado Larry Paul, um dos grandes amores de Ally e um dos personagens mais legais da série. O ator tinha acabado de se livrar do vício das drogas e estava voltando a trabalhar. Seu sucesso em Ally McBeal foi grande e isto fez com que fosse convidado a permanecer como parte do elenco fixo, tenho ganhado até um Globo de Ouro e um SAG Award pelo trabalho. Após uma recaída, ele foi afastado do elenco e preso, permanecendo em um ano de reabilitação.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, todos os erros e equívocos da temporada final não apagam o brilho das demais. Quem decidir assistir agora pode simplesmente ignorar os últimos 22 episódios e antecipar por conta própria a Series Finale, mas eu duvido que alguém seja capaz. Mesmo deixando a desejar, não fui capaz de abandonar os personagens que sempre me divertiram tanto sem saber como tudo acabaria.</p>
<p style="text-align: justify;">Calista Flockhart interpreta Ally McBeal, a advogada sonhadora, sempre à procura do príncipe encantado e que adora complicar sua própria vida. Muita gente simplesmente tem birra com a atriz ou com o perfil da personagem e confesso, no começo eu sentia um pouco de raiva das atitudes bobas de Ally em relação à quase tudo. Com o tempo isso muda. Ally é louca de pedra. Romântica sim e às vezes irritante por suas pequenas implicâncias, mas é impossível não gostar dele pelo menos um pouquinho, afinal, ela tem alucinações com bebês dançantes, vê o rosto derreter no espelho a cada aniversário, ouve música quando ninguém mais pode e tem visões de cantores da Disco Music.</p>
<p style="text-align: justify;">O mais bacana é que Ally não é a única pessoa que poderia (e deveria) estar numa camisa de força. Meu personagem favorito é John Cage, vivido por Peter McNichol. Chefe de Ally e seu melhor amigo, ele é uma critura bizarra, louco por sapos, com um nariz que assobia e com sex appeal ativado por canções de Barry White, geralemnte coreografadas no banheiro unissex da firma de advocacia.</p>
<p style="text-align: justify;">Inclusive, é importantíssimo dizer que Ally Mcbeal é uma série de banheiro. A maioria das cenas rola justamente junto às privadas e pias, onde todos se encontram para dançar, debater temas existências, brigar, trair e tudo o mais. Outro cenário ótimo é o bar que fica embaixo do escritório, onde todos os dias o pessoal se reúne para beber e para mais cenas de pura vergonha alheia, deixando claro que aqui, a vergonha alheia é uma coisa muito boa.</p>
<p style="text-align: justify;">Claro que no elenco ainda temos mais personagens muito interessantes, a começar por Elaine (Jane Krakowski) a assistente de Ally, que adora cantar, aparecer, seduzir e se destacar na multidão, além de ser inventora do revolucionário sutiã de rosto. Richard Fish (Greg Germann), outro dos chefes de Ally é do tipo que só pensa em dinheiro e tem tara por papadas. Richard também é o rei das pérolas filosofais, sempre ilustrando as situações com seus famosos “Fishismos”. Renee (Lisa Nichole Carson) é a melhor amiga e roommate de Ally, sempre pronta a botar o dedo na ferida e tantar roubar o microfone de Elaine.</p>
<p style="text-align: justify;">Temos ainda Billy (Gil Bellows) o amor de infância de Ally, casado com Géorgia (Courtney Thorne-Smith), trazendo aquele famoso triângulo amoroso que não pode falatar numa série como essa. A partir da segunda temporada, ganhamos ainda a compania de Ling (Lucy Liu) e Nelle (Portia de Rossi), duas advogadas com personalidades fortes e que rendem ótimos momentos, corrijo, alguns dos melhores momentos, porque Ling é dona de uma sensualidade deturpada e Nelle está sempre pronta para comentários ácidos e golpes de Estado.</p>
<p style="text-align: justify;">A música é um elemento forte e presente em cada cena da série e faz diferença no resultado final. Ally McBeal é quase um musical em cada episódio e por isso mesmo, fizeram questão de brincar com isso num especial da 3ª temporada que leva o título de “The Musical, Almost”, colocando todos para soltar a voz, até quem não leva muito talento para a coisa, como a própria Calista Flockhart, desafinada até o limite. Vonda Shepard, que canta a música tema e é responsável pela trilha sonora é personagem fixa e aparece sempre contando e embalando os momentos mais hilários e dramáticos. Além dela outros nomes da música costumam dar as caras na produção, tais como Barry White, Sting, Elton John, Al Green, Mariah Carey, Whitney Houston, Anastacia, Bon Jovi (atuando em alguns episódios), Tina Turner, Barry Manilow, entre outros.</p>
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		<title>Baú das Séries: Firefly</title>
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		<pubDate>Sat, 21 May 2011 04:37:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Fellipe da Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Baú das Séries]]></category>
		<category><![CDATA[Firefly]]></category>

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		<description><![CDATA[Vistam seus casacos marrons e cliquem aqui. Pronto, agora vocês estão prontos para dar uma volta na Serenity e lembrar essa magnífica série que a FOX tirou de nós. Spoilers Abaixo: Joss Whedon estava achando que ficção científica tinha se tornado “muito inocente e ilustre”. Após ler o livro The Killer Angels começou a pensar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-12275 aligncenter" title="Firefly" src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/05/Firefly.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p style="text-align: justify;">Vistam seus casacos marrons e cliquem <a href="http://www.youtube.com/watch?v=LrAS20mNZUE" target="_blank">aqui</a>. Pronto, agora vocês estão prontos para dar uma volta na Serenity e lembrar essa magnífica série que a FOX tirou de nós.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>Spoilers Abaixo:</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span id="more-12274"></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Joss Whedon</strong><em> </em>estava achando que ficção científica tinha se tornado “muito inocente e ilustre”. Após ler o livro <em>The Killer Angels</em> começou a pensar numa série sobre pessoas que tinham que sobreviver dia após dia nas mais difíceis situações depois de sentir o gosto amargo do fracasso. Com essa ideia na cabeça, ele adicionou um pouco de <em>western</em>, um pouco de Star Wars e doses perfeitas de suspense e humor e em 14 episódios (e um filme) teve como objetivo principal “c<em>ontar o dia a dia de um Han Solo, fora de uma causa maior</em>”. A partir disso surgiu sua obra prima que todos nerds viciados em séries conhecem: <em>Firefly</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">A série estreou na Fall Season de 2002 como a mais nova marca da grife do criador de <em>Buffy</em> e <em>Angel</em> e se passava no ano de 2517 onde a Terra já não é capaz de sustentar o crescimento da população e os seres humanos precisaram emigrar para outro sistema solar para sobreviver. Ao encontrar novos planetas, eles tinham que passar por um processo para que fossem capazes de sustentar vida, o que não ocorria sempre por falta de apoio econômico do governo que acabava deixando os ambientes secos e de difícil subsistência, o que foi uma ideia genial para criar um clima de velho oeste nessas regiões contrastando com toda a paisagem futurística que era mostrada nas partes mais ricas do universo. Para fugir do totalitarismo político único exercido pela Aliança os rebeldes (casacos marrons) foram à guerra, mas infelizmente foram derrotados no que ficou conhecida como Guerra da Unificação.</p>
<p style="text-align: justify;">Em sua única temporada Firefly apresentou as aventuras da tripulação da nave Serenity em meio a todas essas situações. Comandada pelo Capitão Malcolm “Mal” Reynolds (<strong>Nathan Fillion</strong>), também conhecido como Han Solo das séries de TV, um herói que é<em> “</em><em>tudo que um herói não é”, seu primeiro imediato é </em>Zoe (<strong>Gina Torres</strong>)<em> que exibe uma lealdade incrível ao seu capitão e só desobedeceu a uma ordem dele uma vez na vida, quando ele “pediu” que ela não se casasse com Wash (<strong>Alan Tyduk</strong>), o piloto da Serenity que se incomoda com o fato de Mal e sua esposa terem lutado no mesmo lado na guerra. Jayne (<strong>Adam Baldwin</strong>) representa o clássico “músculos, mas nenhum cérebro” e é o </em><em>“</em><em>relações públicas</em><em>”</em> da Serenity, <strong>Kaylee é a doce mecânica da nave e tem uma queda por Simon </strong>(<strong>Sean Maher</strong>) o médico que chegou para abalar a nossa “tranquila” tripulação ao transportar sua irmã River (<strong>Summer Glau</strong>) que acabara de libertar de um laboratório da Aliança porque ela estava sendo usada como cobaia de experimentos por causa de seu cérebro absurdamente genial. Para completar temos o Pastor Book (<strong>Ron Glass</strong>) que é um tipo de guia espiritual da nave e Inara (<strong>Morena Baccarin</strong>), uma acompanhante profissional que tem uma grande tensão sexual com Mal que claramente não gosta do que ela faz para viver. Cada uma das personagens são essenciais tanto para o funcionamento da nave como para o desenvolvimento da trama e é importante lembrar que mesmo só possuindo 14 episódios, a série trabalhou muito bem a evolução de cada membro da tripulação.</p>
<p style="text-align: justify;">O grande trunfo de Firefly foi o estilo <em>space western</em> que ela apresentava, aonde podíamos ver em um episódio todas as características futurísticas que todos nós esperamos de um sci-fi e já no seguinte podíamos ver grandes manadas, a terra seca, muitos tiroteios, brigas em saloons, etc. E mesmo preferindo o segundo lado é inegável que as duas realidades são bem trabalhadas, algo que o filme não conseguiu fazer tão bem como a série.</p>
<p style="text-align: justify;">Séries de ficção científica normalmente tentam caracterizar o ser humano do futuro, e Firefly faz isso e mais um pouco, pois mesmo 500 anos no futuro não vemos extraterrestres bizarros, o que se pode ver é o ser humano de carne e osso, a maneira com que Whedon representou a raça humana foi perfeita, com todos os avanços na tecnologia ainda não conseguimos nos livrar dos nossos velhos conflitos morais e políticos.</p>
<p style="text-align: justify;">Em pouco tempo a tripulação já tinha se tornado uma família, e para aqueles que acham que estou falando isso só por falar é só dar uma olhada em “Out of Gas” que é um dos melhores episódios da série, pois o foco durante todos os minutos é nos laços fortes que estavam sendo construídos entre as personagens. Outra coisa diferente que Firefly fez foi nunca se voltar para questões morais com resoluções simples e vilões em preto e branco, mas sempre olhar para as mais diferentes atitudes e as maneiras com que cada personagem enfrentava as consequências de seus atos como no caso de Simon em “Ariel”.</p>
<p style="text-align: justify;">As brincadeiras de Whedon com os estereótipos foi algo incrível de ver e que contribuiu para que nos apegássemos à tripulação, a <em>companion </em>(aka prostituta), no mundo de Firefly, traz honra para a nave que a transporta, a doçura e vulnerabilidade de River contrastada com seus ataques psicóticos que nos deixavam de cabelo em pé e o casal inter-racial, com Wash tendo ataques de ciúmes de Zoe por causa de seu passado com Mal fizeram deles personagens interessantes, carismáticos e indispensáveis.</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo isso provavelmente não teria funcionado se Firefly não tivesse proporcionado várias gargalhadas ao longo de sua trajetória e se não tivesse um elenco tão entrosado como teve. Em “War Stories” podemos ver como a série trabalha bem esse lado. Quem não tem a fala de Mal decorada depois que a Zoe fala: “This is something the captain has to do for himself”?</p>
<p style="text-align: justify;">A principal falha de Firefly foi a mesma falha que muitas séries sci-fi cometeram, que Fringe comete atualmente e que só pode ser definida com uma palavra: FOX. A série poderia ter os 7 anos que Joss Whedon tanto queria, porém, graças ao amadorismo dos chefões da emissora isso não foi possível&#8230;</p>
<p>Mas sinceramente, entre as oito temporadas da história da caçadora de vampiros e as cinco de seu spin-off, eu prefiro os 14 episódios (e o filme) de Firefly.</p>
<p style="text-align: justify;">Para encerrar, que tal a gente fazer um acordo? Vamos recordar dessa obra prima da televisão com o astral em cima? Não vejo necessidade de repetir essa história da maior burrice empresarial da história que todos nós fãs já conhecemos.</p>
<p>Até a próxima.</p>
<p style="text-align: justify;">PS: Não falei da música não é? Ok, quem se convenceu a ver a série quando chegar ao episódio “The Message&#8221; vai ver que a trilha sonora é outro recurso MUITO bem utilizado na série.</p>
<p><a href="http://www.twitter.com/andre_fellipee" target="_blank">@andre_fellipee</a></p>
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		<title>Baú das Séries: Everybody Loves Raymond</title>
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		<pubDate>Tue, 10 May 2011 04:30:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Fellipe da Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Baú das Séries]]></category>
		<category><![CDATA[Everybody Loves Raymond]]></category>

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		<description><![CDATA[A família Barone provou que uma série não precisa inovar seu gênero para fazer história na televisão. Um quarentão nascido no Queens que entregava futons durante o dia e fazia shows de stand-up comedy à noite começou a ganhar destaque no meio artístico ao fazer uma pequena aparição no The Tonight Show with Jay Leno. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-12002 aligncenter" title="Everybody loves Raymond" src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/05/Everybody-loves-Raymond.png" alt="" width="500" height="374" /></p>
<p>A família Barone provou que uma série não precisa inovar seu gênero para fazer história na televisão.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-12001"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Um quarentão nascido no Queens que entregava futons durante o dia e fazia shows de <em>stand-up comedy</em> à noite começou a ganhar destaque no meio artístico ao fazer uma pequena aparição no <em>The Tonight Show</em><em> with Jay Leno</em>. Com uma voz muito engraçada e um carisma enorme, ele seguiu fazendo aparições em alguns programas de TV até que um dia, foi convidado a participar do <em>The Late Show With David Letterman</em>. A partir desta aparição, a vida de Raymond Albert Romano mudou, assim como a TV.</p>
<p style="text-align: justify;">Letterman gostou muito da performance de Raymond e viu que seu estilo de comédia funcionava perfeitamente com as séries de comédia que a CBS produzia (e ainda produz). Então, ele o juntou com o produtor executivo Phil Rosenthal e os dois criaram <em>Everybody Loves Raymond</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">A série, baseada nas experiências vividas por Raymond e Rosenthal durante seus casamentos (na série, Ray e Debra se conheceram quando ele entregou um futon no apartamento dela), conta a história da família de Raymond Barone, um cronista esportivo, pai de três crianças que vive no subúrbio com sua esposa Debra (Patricia Heaton), uma mulher que passa o dia com os filhos e tem que aturar diariamente sua sogra Marie<em> </em>(Doris Roberts), a matriarca dos Barone, intrometida, manipuladora, discorda de tudo que sua nora faz, sempre aparece na casa de Ray para sua tristeza, pois ele sempre quis ficar longe de sua família e quis o destino que ela morasse do outro lado da rua com seu pai Frank (Peter Boyle), o mais egoísta da família, está sempre reclamando de algo e faz de tudo para poder deixar todos ao seu redor infelizes. Para completar a família ainda temos o irmão mais velho de Ray, Robert (Brad Garrett) que trabalha como policial por mais de 20 anos, morre de inveja do irmão por causa de sua vida “perfeita” e é o maior alvo de piadas da família.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao estrear em 13 de setembro de 1996, a família Barone sofreu com as críticas negativas e com seu horário nas sextas-feiras. O casal principal era uma caricatura sem graça que tentava convencer como uma típica família americana e Ray era extremamente irritante com seu jeito submisso tentando agradar a todos. Debra simplesmente era aquela mãe e esposa sem sal das séries de TV. Ray Romano e Phil Rosenthal foram os responsáveis pela escolha do elenco e eu me questionava a cada episódio porque Patricia Heaton ganhava salário por aquilo que ela estava fazendo. Particularmente, teria parado de assistir logo depois do fim da primeira temporada, mas gostei bastante do resto da família, os sogros bastante inconvenientes, as piadas com o irmão e a promessa dos amigos de que tudo melhoraria me fizeram continuar a ver.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo não fazendo sucesso, o presidente da CBS tinha muita confiança no show e apoiou a renovação da série, uma das melhores decisões empresariais da história. O que se pode presenciar nas seguintes temporadas é um dos maiores saltos de qualidade que uma série de TV já teve. Podemos observar nas duas temporadas seguintes, um melhor desenvolvimento das personagens e um elenco que já tinha uma química boa ficar muito melhor, mas nada que fizesse a série especial. Entretanto, na quarta temporada, a série atingiu o apogeu, a “fórmula” continuou a mesma: Ray faz uma bobagem, Debra reclama, depois se percebe que ela fez alguma bobagem, os dois se desculpam, os sogros fazem uma visita, todos felizes. Todas as vezes que eu ia assistir Everybody Loves Raymond, não esperava uma fórmula diferente dessa, já tinha percebido que os roteiristas nunca sairiam de sua zona de conforto, gostando ou não, todas as séries seguem certo tipo de padrão, mas na quarta temporada, a série conseguiu misturar todas as características “básicas” das sitcoms sobre família e relacionamentos entre pessoas que já vinha utilizando: brigas entre cônjuges, sexo, sogras, etc. com um clima de família onde todos nós éramos convidados a nos envolver, sentir, se alegrar, emocionar e principalmente&#8230; Sofrer como se fosse nossa família. Não estávamos mais na presença de algumas situações da vida de Romano e Rosenthal, agora a série apresentava essas situações e exibia como elas afetavam as mais diferentes gerações da família Barone, das crianças aos idosos. Posso falar sem dúvidas que essa quarta temporada está guardada como uma das melhores temporadas de séries que já vi.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu que achava o Ray e a Debra personagens sem graça, passei a admirá-los. Patricia Heaton melhorou muito e a química dela com Ray Romano se tornou absurdamente incrível. Debra deixou de ser a “normal” da família e Patricia de fazer cara de mosca morta em todas as situações para se tornar o ponto de equilíbrio da família, já que ela era a menos excêntrica, sua visão do que ocorria ao redor de sua casa regulava boa parte dos episódios. Roberts e Boyle foram um dos casais mais fofos da história da televisão, suas discussões e suas manias nunca deixaram de funcionar durante nove temporadas. A evolução de Romano na série tornou-se tão visível que com o passar dos anos, ficava difícil falar se ele estava representando ou sendo ele mesmo. Tudo isso rendeu a série dois Emmys de Melhor Série de Comédia (2003 e 2005) e prêmios para todos os membros do elenco principal com exceção de Boyles, além de um lugar na lista dos 100 shows mais influentes da história dos EUA.</p>
<p style="text-align: justify;">Não posso chamar a série de genial, ela falhou em vários pontos e teve um final que não correspondeu com o esperado, mas a defino com orgulho de uma simples comédia doméstica que tive o prazer em acompanhar. Você não só ri com as personagens, você aprende com os Barone e com o passar do tempo você percebe que a única diferença da família deles para a sua, é que eles tiveram seu próprio programa de TV.</p>
<p>Esta série é um dever de casa para aqueles que gostam do gênero sitcom clássico. Everybody Loves Raymond e a família Barone se despediram da TV em 16 de maio de 2005 e seus últimos momentos foram assistidos por cerca de 32.9 milhões de pessoas, <a href="http://www.seriemaniacos.com.br/top-10-series-mais-vistas-na-decada/" target="_blank">a nona maior audiência da década passada</a>.</p>
<p style="text-align: center;"><object width="500" height="314"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/pWaI27Crr1E?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="314" src="http://www.youtube.com/v/pWaI27Crr1E?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">O vídeo acima é uma parte de um dos melhores episódios da série (difícil escolher, mas é meu episódio preferido) e que está na lista dos 100 melhores episódios de sempre da TV Guide: <strong>Marie’s Sculpture</strong><strong>.</strong></p>
<p>Afinal de contas, quem não amou Raymond Barone e as peripécias de sua família?</p>
<p style="text-align: justify;">P.S: Espero que você esteja em paz no céu Boyles, você merece um lugar especial aí para compensar pelos Emmys que você não ganhou.</p>
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		<title>Baú das Séries: Twin Peaks</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Mar 2011 03:03:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Pötter</dc:creator>
				<category><![CDATA[Baú das Séries]]></category>
		<category><![CDATA[Twin Peaks]]></category>

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		<description><![CDATA[Se você é fã de série e nunca sequer ouviu falar em Twin Peaks: Shame on you! Spoilers Free: Antes de Lost e The X-Files sonharem em existir, Twin Peaks já cercava suas tramas de mistérios e pistas a serem decifradas. Os fãs de Twin Peaks foram os primeiros a se reunirem em fóruns para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-11003 aligncenter" title="Twin Peaks" src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/03/Twin-Peaks2.jpg" alt="" width="500" height="281" /></p>
<p>Se você é fã de série e nunca sequer ouviu falar em Twin Peaks: Shame on you!</p>
<p><strong><span style="color: #0000ff;">Spoilers Free:</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-11002"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Antes de <a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/lost-a-4%C2%AA-melhor-serie-da-decada/" target="_blank">Lost</a> e <a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/bau-das-series-arquivo-x/" target="_blank">The X-Files</a> sonharem em existir, Twin Peaks já cercava suas tramas de mistérios e pistas a serem decifradas. Os fãs de Twin Peaks foram os primeiros a se reunirem em fóruns para discutir os mistérios da série, ainda nos primórdios da internet. Eu poderia dizer que Twin Peaks é um marco na história da televisão ou qualquer clichê assim, mas vou dizer apenas que depois de assistir Twin Peaks é impossível não enxergar um pedacinho dela em (quase) tudo que nós assistimos hoje.</p>
<p style="text-align: justify;">A série teve um papel importante na evolução da narrativa para a TV. Até os anos 1980 as séries se resumiam a episódios soltos, isolados, a trama começava e terminava em um único episódio e tinha muito pouca ou nenhuma sequência no restante da temporada. Quando Twin Peaks estreou em 1990 a narrativa das séries começava se aproximar do que já acontecia nas novelas, a história era contada em arcos que podiam levar vários episódios para se resolverem. Além disso, as tramas começaram a ficar mais complexas, a acompanhar vários personagens e tramas simultaneamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Se qualquer um de nós fãs de seriado assistir Twin Peaks hoje é provável que a trama pareça bem mais simples que a descrição de alguém que tenha visto o seriado nos anos 1990. Nós espectadores aprendemos ao longo dos anos a acompanhar esse tipo de trama e as narrativas das séries ficaram cada vez mais complexas. Coube a Twin Peaks e suas contemporâneas ensinarem um público acostumado a seriados simples de episódios avulsos, a acompanhar narrativas complexas e que exigiam uma dedicação maior do expectador.</p>
<p>Bem, mas sobre o que é Twin Peaks exatamente?</p>
<p style="text-align: justify;">A série começa com o assassinato da jovem Laura Palmer e a chegada do agente do FBI encarregado do caso, Dale Cooper à pequena Twin Peaks. A trama das duas temporadas se desenrola em torno dos peculiares métodos de investigação de Cooper e dos muitos segredos que os moradores da cidade escondem. Tudo isso, claro, recheado com grandes doses de insanidade dos criadores <strong>David Lynch</strong> e <strong>Mark Frost</strong> que trazem para trama, anões, gigantes, dimensões paralelas e muito mais (é melhor não spoilar muito).  A melhor definição de Twin Peaks para mim é a de Mark Frost quando ele diz que ela é uma <em>soap noir</em> (novela noir).</p>
<p style="text-align: justify;">Twin Peaks nasceu para ser cultuada. Ótimos diálogos, um grande mistério cercado de pistas que na maioria das vezes só confundiam os espectadores e uma galeria espetacular de personagens. Dale Cooper, o agente do FBI que faz o Mulder de Arquivo X parecer cético – aliás, David Duchovny participou da série travestido de mulher; Bob, o personagem mais assustador da TV e isso não é spoiler – juro que tenho medo de verdade dele; Audrey a adolescente mimada que eu achei que iria odiar e acabou se tornando minha personagem favorita; a Log Lady, ok essa só assistindo&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Por pressão dos executivos da ABC a série acabou revelando o assassino da Laura Palmer na metade da segunda temporada e a Twin Peaks acabou se perdendo um pouco depois disso. A resolução do caso foi perfeita, mas foi muito cedo na trama, a história do assassinato sem dúvida poderia ser explorada por mais algumas temporadas. Frost define com perfeição mais uma vez quando diz que o caso da morte da Laura era a galinha dos ovos de ouro e eles a mataram. Para o bem o para o mal a TV aprendeu sua lição, séries como Arquivo X e Lost seguraram seus mistérios até o último instante possível.  Mas, voltando a Twin Peaks, além da morte da galinha, a metade final da segunda temporada precisou lidar ainda com o afastamento de ambos os criadores do programa evolvidos em outros projetos e a série se perdeu em plots que, se não causavam sono, ultrapassavam todos os limites de insanidade (mesmo para os padrões de Twin Peaks).</p>
<p style="text-align: justify;">Com Lynch e Frost de volta à sala de roteiristas, entretanto, o episódio final foi sensacional, compensou pela queda de qualidade dos episódios anteriores e deu um gosto amargo ao cancelamento. Depois de revelado o assassino o público geral – o americano de 1,70 sabe? – perdeu o interesse e a audiência caiu bastante, mas o final nos deixou com um bom <em>cliffhanger</em> e muita vontade de ver mais Twin Peaks. Ao contrário de muitos leitores traumatizados – pelo menos os que comentaram no <a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/coisas-impossiveis-que-eu-gostaria-que-se-tornassem-realidade-no-universo-das-series/" target="_blank">Top 5</a> em que citei a impossível volta de Twin Peaks – eu não acredito que se ela tivesse continuado teria “decepcionado seus fãs como Lost” (palavras dos leitores não minhas, eu nem assisti o fim de Lost). O universo de Twin Peaks tem menos regras que o de Lost. É tudo tão insano que é difícil cruzar a linha do aceitável tanto que não se possa voltar.</p>
<p style="text-align: justify;">Não vou entrar em mais detalhes porque é um sacrilégio soltar spoiler de Twin Peaks. Se você não assistiu e não está assustado com o pouco que revelei, eu recomendo que assista. É o tipo de série que todo o série maníaco deveria assistir, mas ao mesmo tempo não é uma série que todos sabem apreciar.</p>
<p style="text-align: justify;">PS. Importante dizer que como Twin Peaks foi cancelada o final deixa pontas soltas. Se você tem problemas graves ou algum tipo de trauma com essa situação é possível largar a série no episódio em que o assassino é revelado. Ele fecha direitinho a série e não deixa <em>cliffhangers</em>.</p>
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		<title>Baú das Séries: That &#8217;70s Show</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Mar 2011 05:52:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriel Santos Santana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Baú das Séries]]></category>
		<category><![CDATA[That '70s Show]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma série dos anos 90 que retratava a vida de um grupo de jovens na década de 70 pode ser considerada uma aposta um tanto quanto arriscada. Mesmo assim a FOX resolveu arriscar no roteiro cômico e no talento dos seus atores aspirantes. Sorte dela, já que anos mais tarde eles se tornariam algumas das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-10866 aligncenter" title="That '70s Show" src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/03/That-70s-Show.jpg" alt="" width="500" height="373" /></p>
<p style="text-align: justify;">Uma série dos anos 90 que retratava a vida de um grupo de jovens na década de 70 pode ser considerada uma aposta um tanto quanto arriscada. Mesmo assim a FOX resolveu arriscar no roteiro cômico e no talento dos seus atores aspirantes. Sorte dela, já que anos mais tarde eles se tornariam algumas das estrelas consagradas de Hollywood, como <strong>Ashton Kutcher</strong>, <strong>Topher Grace</strong> e <strong>Mila Kunis</strong>, e a série se tornaria um dos sitcoms mais duradouros do canal.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-10865"></span></p>
<p style="text-align: justify;">That ‘70s Show foi uma série de televisão no formato de uma sitcom centrado num grupo de adolescentes da década de 70, com suas modas, músicas, entre outras coisas. A história acontecia numa cidade fictícia chamada Point Place, em Wiscosin, nos Estados Unidos e a série girava no dia-a-dia de Eric Forman e seus amigos Kelso, Hyde, Fez, Jackie e Donna, todos na faixa dos 17 anos aproximadamente. Sem ter muito que fazer, as rotinas deles se resumiam em se reunir no porão da casa de Eric para conversar, fazer festas, planejar alguma coisa, namorar e até consumir certas ervas ilícitas de vez em quando.</p>
<p style="text-align: justify;">Eric (<strong>Topher Grace</strong>) era magro, esperto, muito folgado e o líder da turma, mas era tratado como um bebezinho pela sua mãe e como um imbecil pelo seu pai. Donna (<strong>Laura Prepon</strong>) era uma garota linda e cheia de atitude, namorava Eric, apesar de nova já aparentava ser uma mulher madura. Steve (<strong>Danny Masterson</strong>) era um roqueiro revoltado, meio sacana e o durão da turma e ainda dava em cima da namorada do melhor amigo. Jackie (<strong>Mila Kunis</strong>) era uma menina rica, mimada e egocêntrica e tratava seu namorado Kelso como se ele fosse o seu cachorrinho e Kelso (<strong>Ashton Kutcher</strong>) por sua vez, adorava bancar o garanhão da turma, mas era o sujeito mais idiota da turma, meio lerdo e só falava besteiras. E finalmente Fes (<strong>Wilmer Valderrama</strong>), um estrangeiro que ali estava porque viera fazer um intercâmbio nos Estados Unidos. Reclamava sempre que nunca arranjava namorada, mas todos desconfiavam dele, pois ele tinha um jeito meio afeminado. O elenco ainda contava com os pais de Eric, a adorável Kitty (<strong>Debra Jo Rupp</strong>) e o rígido Red (<strong>Kurtwood Smith</strong>), sua irmã Laurie, interpretada entre 1998 e 2002 por <strong>Lisa Robin Kelly</strong> e a partir de 2003 por <strong>Christina Moore</strong>, e o pai de Donna, o garanhão feio Bob (<strong>Don Stark</strong>). Mais tarde, também foi integrado ao grupo de amigos, o louco Randy (<strong>Josh Meyers</strong>), um dos trabalhadores da loja de discos de Steve.</p>
<p style="text-align: justify;">O seriado teve um reconhecimento do público logo em sua primeira temporada, por oferecer uma retrospectiva de uma década cheia de acontecimentos políticos, sociais e tecnológicos e ritmos que se tornaram conhecidos até os dias atuais. Ele também abordava importantes questões sociais daquela época, como o feminismo e as liberdades sexuais, as atitudes dos jovens e sua crescente influência, assim como as dificuldades econômicas da recessão, o uso de drogas e a evolução cada vez mais da televisão como meio de entretenimento.</p>
<p style="text-align: justify;">A partir da segunda temporada, o tema começou a mudar radicalmente e os acontecimentos dos anos 70 passaram a não ter uma repercussão importante no desenrolar da série. Nas suas sucessivas temporadas ficava cada vez mais evidente o desinteresse nos aspectos sociopolíticos da história daquela época e praticamente esses aspectos apenas serviam como fundo para o desenvolvimento aos roteiros mais cômicos.</p>
<p style="text-align: justify;">O espetáculo teve sua estréia nos Estados Unidos, pela rede FOX em 1998 e sua primeira temporada foi planejada para ter 22 episódios, mas qye depois foi ampliado para 25. Devido ao bom desempenho do espetáculo, principalmente entre a faixa etária de 18 aos 49 anos, a FOX solicitou uma segunda temporada que começou a apresentar índices de audiência bem prósperos e desta forma outras temporadas foram se sucedendo.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando a série chegou na oitava temporada foi anunciado que seria a última e o seu encerramento ocorreu com o episódio denominado “That´70s Final” que foi apresentado em 2006. No Brasil o seriado foi exibido pela Rede Bandeirantes com o título duvidoso de <em>De Volta aos Anos 70</em> e também pelo canal a cabo Sony e PlayTV.</p>
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