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	<title>Série Maníacos &#187; Opinião</title>
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	<description>O Viciante Mundo das Séries e Seriados</description>
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		<title>Série Maníacos</title>
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	<itunes:author>Série Maníacos</itunes:author>
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		<title>Eu Não Quero Respostas</title>
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		<comments>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/eu-nao-quero-respostas/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 30 Dec 2011 06:54:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mateus Borges</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Dexter]]></category>
		<category><![CDATA[Homeland]]></category>
		<category><![CDATA[Lost]]></category>
		<category><![CDATA[The Killing]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem não abriria? Aviso: spoilers para os finais de The Killing e Dexter.  2011 foi bom para a televisão. Tivemos a consolidação de um novo período fantástico para comédias, com Archer, Parks and Recreation, Community, Cougar Town e várias outras soltando vários bons episódios em sequências cada vez mais longas, séries que expandiram o limite [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/DeadDove.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-16022" title="Ok?" src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/DeadDove.jpg" alt="" width="500" height="280" /></a><br />
Quem não abriria?<strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-16021"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Aviso: spoilers para os finais de The Killing e Dexter. </strong></p>
<p style="text-align: justify;">2011 foi bom para a televisão. Tivemos a consolidação de um novo período fantástico para comédias, com Archer, Parks and Recreation, Community, Cougar Town e várias outras soltando vários bons episódios em sequências cada vez mais longas, séries que expandiram o limite do que é possível como Louie e Treme, assim como outras que se despediram esbanjando os mesmos charmes de sempre (Friday Night Lights, Men of a Certain Age, sentiremos saudade). Foi, em resumo, um ano que empurrou a evolução da televisão mais alguns centímetros em direção a linha imaginária de chegada, com uma quantidade mínima de auto-depreciação. Pessoas ficaram orgulhosas de fazer, ver e amar TV.</p>
<p style="text-align: justify;">O ano também foi acompanhado das mesmas velhas frustrações. Cancelamentos, audiências baixas, atores problemáticos, aquela trama na sua série favorita que não fez o menor sentido ou o episódio que você gostaria de poder apagar do seu cérebro. Mas também veio carregado, um novo e estranho sentimento de débito nas costas que se espalhou em pequenas estratégias narrativas, pouco a pouco quebrando a confiança com os telespectadores das séries em questão.</p>
<p style="text-align: justify;">As maiores representantes desse problema foram duas superficialmente semelhantes, The Killing e Dexter. Ambas são histórias sobre policiais, assassinos, policiais assassinos e os perigos de se viver em uma cidade onde o clima é absurdo nos dois lados do termômetro. Ambas também sofreram fortes controvérsias durante 2011: The Killing recebeu ódio pelo rumo mercenário que tomou com a investigação da morte de Rosie Larsen, Dexter foi motivo de chacota pela reviravolta mais óbvia na história recente – acusações contestadas pelos fãs e responsáveis por pequenas ondas de animosidade entre os mais diversos série maníacos no Brasil e afora. Não vou negar: foi bem divertido.</p>
<p style="text-align: justify;">Só que menosprezar as confusões tanto de Dexter quanto de The Killing a esses dois fatores é muito simples para ser verdade. Existe uma ideia comum por trás desses dois tipos de frustrações similares e desse tipo de história com verdades e duplos sentidos e reviravoltas, uma abordagem narrativa igual que fascina parte da audiência, irritando a outra parte dela até atingir um nível curioso de obsessão. E obsessão é a palavra certa, perfeita para definir aquele sentimento de débito nas costas que eu mencionei, que em 2011 veio na forma de uma divisão brutal na forma como nós vemos e lidamos com algo enraizado nas origens da televisão dramática como conhecemos: mistérios e suas respostas.</p>
<p style="text-align: justify;">O que, é claro, não se resume apenas a uma relação dependente entre os dois. Se a série se propõe a fazer um mistério, ela tem uma responsabilidade de resolvê-lo no tempo ditado pela história. Nesse caso, Dexter e The Killing passam: é conveniente que Dexter Morgan sempre resolva a sua situação atual dentro de doze episódios, mas não aceitar esse tipo de conveniência na televisão é um modo de pensar que leva a loucura. E The Killing nunca prometeu resolver &#8220;Quem Matou Rosie Larsen?&#8221; no fim da temporada. Ou seja, não. Não é sobre isso o problema. Todos concordam que conclusão para algo que foi prometido é, na maioria das vezes, necessária. A divisão ocorre no que esperamos das respostas.  Nós queremos ser surpreendidos por elas ou queremos que elas façam sentido? Se pudermos ter os dois, ótimo, mas se não, qual vale mais? Em resumo, é a velha pergunta de ouro que fez Lost ser famosa. É o combustível que faz fóruns e sites funcionarem, que agarra os fãs pelo pescoço: <strong>qual é a resposta?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Só que tenho um problema com essa obsessão, e talvez seja completamente pessoal: eu não quero respostas. Não me entenda mal, eu amo mistérios e já passei horas, como todo série maníaco que se preze, discutindo sobre coordenadas e personagens e quem traiu quem e quem está trabalhando para quem e onde está personagem X e quem matou Y e&#8230; Também adoro quando a resposta para essas questões é excelente, servindo de impulso para a história ou revelando algo crucial sobre a pessoa envolvida na revelação. Mas sinto que ao nos importarmos tanto com a resolução, perdemos muito do caminho e do prazer no mistério.</p>
<p style="text-align: justify;">Afinal, nós nos apaixonamos por eles. Enquanto respostas sempre são incógnitas que muitas vezes decepcionam, um mistério bem feito nunca vai se afastar da sua atenção. É aqui, também, que sinto a falha das duas séries: elas cultuaram essas soluções. Dexter, ao invés de explicar a natureza do relacionamento entre Travis e Gellar desde a premiere, fez um enorme erro de cálculo. Ela transformou em mistério algo que não era por acreditar que a resposta valia a pena&#8230; Não valeu, e o peso desse fantasma arrastou cada episódio. Já The Killing construiu expectativas enormes para algo não planejado. Criou um enigma com final, mas sem apoio de qualquer tipo – boa parte da temporada passou uma sensação de improviso e fórmula, um grande suspeito sempre aparecendo no final de todo episódio, apenas para ser descartado no seguinte. E todos os personagens viraram meio que paródias além e por causa disso.</p>
<p style="text-align: justify;">Não sei vocês, mas gosto de não saber. De ver os personagens na tela sem grandes explicações, despertando para algo além da trama em questão. Muitas vezes, eles se perdem nisso. Nessas grandes ideias, afogados pelas pequenas conspirações. E poucas coisas me dão mais prazer na televisão do que uma série que deixa essas pessoas respirarem devido aos problemas que procuram ou tentam solucionar, dentro ou fora deles (Homeland sendo o exemplo mais claro em 2011). Sendo ambiciosa ao extremo não apenas pelas coisas que quer contar, mas pela maneira como as conta. Não brincando com a audiência. Subestimando ela, fingindo que não existe, armando situações para enganar.</p>
<p style="text-align: justify;">Perdendo tempo com respostas, terminando sem boas perguntas.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe title="melhores-series-2011" src="http://pit.frugar.com.br/widget/0_2/seriemaniacos_25635825.html" frameborder="0" scrolling="no" width="560" height="320"></iframe></p>
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		<title>A Pessoa do Ano Televisivo: 2011</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Dec 2011 04:59:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Inojosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Louie]]></category>

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		<description><![CDATA[Todo ano tem seu grande destaque. Seja por propor algo novo na forma de atuar, direção, roteiro, fotografia, montagem, existe alguma pessoa que pode ser dito aquele que mais influenciou determinada arte durante o ano. É esse homem, ou mulher, que iremos eleger neste exato momento. Aquele que, em 2011, conseguiu deixar a maior marca [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-15848 aligncenter" title="PessoaDoAno2" src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/PessoaDoAno2.jpg" alt="" width="500" height="297" /></p>
<p style="text-align: justify;">Todo ano tem seu grande destaque. Seja por propor algo novo na forma de atuar, direção, roteiro, fotografia, montagem, existe alguma pessoa que pode ser dito aquele que mais influenciou determinada arte durante o ano. É esse homem, ou mulher, que iremos eleger neste exato momento. Aquele que, em 2011, conseguiu deixar a maior marca para as próximas gerações de Série Maníacos. É com todo prazer, portanto, que anunciamos o vencedor desta noite. Senhoras e senhores, chamemos ao palco ninguém mais ninguém menos do que&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-15845"></span><strong>LOUIS C.K.! </strong>Uma salva de palmas para o Louie!</p>
<p><img class="size-full wp-image-15857 aligncenter" title="LOUIS C.K" src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/LOUIS-C.K.jpg" alt="" width="500" height="297" /></p>
<p>Em um ano com tantos pontos positivos para a televisão como foi mencionado nas duas retrospectivas, por que foi feita exatamente a escolha de C.K.?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong></strong>Esse foi um ano de ouro para as comédias, entre animações e live-actions, das universidades às repartições públicas, os grandes destaques anuais foram dominados por séries que nos faziam rir, conseguindo fazer o gênero evoluir das chamadas por alguns de “pílulas semanais de diversão”, ganhando mais maturidade e até mesmo no desenvolvimento dos personagens. Se nos importamos com o futuro dos membros de determinada série, é por isto ter sido feito de forma satisfatória.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Louie</em> conseguiu realizar isto, fazendo com que personagem título fosse cada vez bem explorado, permitindo que o espectador conseguisse captar melhor a melancolia intrínseca do sujeito, ficar feliz junto a ele quando tem tempo com as filhas, tristeza ao não conseguir ter uma noite com a sua mulher-fetiche, tensão em determinado assalto, tudo isto conseguia ser passado por uma série que depende apenas de um personagem para sobreviver. E o pior, cuja aparente narrativa sem continuidade acaba tornando mais difícil tal desenvolvimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Fazer T-U-D-O na melhor comédia da atualidade já é um motivo mais que suficiente para que Louis C.K. seja a pessoa do ano, mas esse homem faz mais do que isso. Ele pegou os 20 minutos que lhe são cedidos semanalmente e colocou-se em um experimento, explorando limites que poucas séries têm coragem de explorar, surpreendendo e não subestimando seu espectador. Ser engraçado é um feito que muitas pessoas conseguem, mas revolucionar a televisão é algo para poucos. Como fanático por séries e apreciador da criatividade fico feliz por ter Louis C.K. com uma comédia no ar atualmente.</p>
<p style="text-align: justify;">A estética de vanguarda, na qual cada episódio e quadro possuem um formato diferente e único, já existente na primeira temporada conseguiu ser maximizada para atingir sua máxima eficácia. De quadros em preto e branco a sitcoms, a série em nenhum momento caiu em um formato conveniente, algo que, vindo de um gênero cuja principal característica sempre foi a constância no formato, vem como mais um ponto para o nosso comediante favorito(ou pelo menos o meu, não posso falar nada por vocês).</p>
<p style="text-align: justify;">C.K. consegue estar mais confortável do que anteriormente fazendo a versão fictícia de si mesmo. É formidável o contraste entre o comediante confortável no palco, divertido, e o pai com o semblante sempre fechado e sério. Algo que, a princípio, pode parecer o bom e velho clichê de que “palhaço deprimido”, ms ganha contornos maiores por ser uma extensão da obra dele como<em> stand-up comedy,</em>, em que todas essas características do sujeito podem ser notadas</p>
<p style="text-align: justify;">Por mais que eu diga que premiações não são importantes, e de fato não ache, foi muito curioso vê-lo surpreender e ganhar espaço na noite do Emmy por melhor ator em comédia<em>. </em>Mesmo tendo saído da noite com as mãos vazias, a grande questão é que até mesmo uma premiação que sempre se pautou no óbvio não deixou de reconhecer a genialidade do sujeito. Menos do que a merecida, mas reconhecida.</p>
<p style="text-align: justify;">Ator, produtor, diretor, roteirista, é um dos poucos exemplos da história da televisão em que possamos olhar para uma série e dizer que o talento individual de um homem superou o trabalho em equipe, que apesar de importante fica sim em um segundo plano. Por todos esses motivos, é que o prêmio da noite vai para você. Pode pegar a estatueta.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu agradeço a todos pela possibilidade de ter apresentado esta premiação, assim como ao meu amigo <a href="http://www.twitter.com/andre_fellipee" target="_blank">André Fellipe</a> por ter me ajudado a elaborar este discurso sobre esse grande homem. Amanhã vocês terão o grande final deste Especial, com o ilustre <a href="http://www.twitter.com/mateusb" target="_blank">Mateus Borges</a> premiando as dez melhores séries de 2011. Ansiosos? Enquanto isto podem ficar com alguns depoimentos da noite.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;É um prazer poder receber esse prêmio, mas se todos vocês forem contemplar a minha morte desse jeito eu pensarei em vender ingresso&#8221; (Louis C.K., A Pessoa do Ano)</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Foi uma disputa equilibrada, mas nem sempre os jurados acertam&#8221; (Charlie Sheen, desempregado)</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;A NÃO!&#8221; (Ricky Gervais, comediante)</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Ele só ganhou porque eu não concorro a premiações estúpidas&#8221; (Ron Swanson, funcionário público)</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Chupa, Dan Harmon!&#8221; (Carol Gallardi, groppie)</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Eu quero ter um filho com o Guilherme&#8221; (Christina Hendricks, atriz)</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Eu também!&#8221; (Alison Brie, atriz)</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Eu também!&#8221; (Zooey Deschanel, atriz e cantora)</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Eu também!&#8221; (Steve Carell, ator)</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://twitter.com/guilhermeifc" target="_blank">@guilhermeifc</a></p>
<ul>
<li style="text-align: center;"><iframe title="series lol" src="http://pit.frugar.com.br/widget/0_2/seriemaniacos_3296970.html" frameborder="0" scrolling="no" width="560" height="320"></iframe></li>
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		<title>Retrospectiva Série Maníaca 2011, parte 2</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Dec 2011 05:35:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Inojosa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois do André Fellipe da Silva começar a retrospectiva falando sobre o início do ano de 2011, aqui estou eu para falar um pouco sobre a segunda metade do ano. Como em todo o ano, para o bem ou para o mal, a segunda metade foi aquela que definiu boa parte da qualidade do ano. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/Teen-Wolf.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-15830" title="TEEN... WOLF!" src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/Teen-Wolf.jpg" alt="" width="500" height="261" /></a><br />
Depois do André Fellipe da Silva começar a <a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/retrospectiva-serie-maniaca-2011-parte-1/" target="_blank">retrospectiva</a> falando sobre o início do ano de 2011, aqui estou eu para falar um pouco sobre a segunda metade do ano. Como em todo o ano, para o bem ou para o mal, a segunda metade foi aquela que definiu boa parte da qualidade do ano. No balanço, podemos dizer que tivemos uma boa quantidade de séries veteranas se saindo satisfatoriamente bem, mas as novatas não tiveram a mesma sorte.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-15829"></span>Julho começou cheio de esperanças, devido a uma linda rima temática no fim do mês anterior. Game of Thrones teve o último episódio da sua primeira temporada no mesmo dia que Falling Skies lançou o seu piloto. Será que era uma forma do universo se desculpar pela despedida provisória de uma grande série e compensar com outra? Claro que não, pois Falling Skies se mostrou como uma série terrível em qualquer aspecto inimaginável: Efeitos especiais ruins, atores gélidos e trama burra.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto isto, Eric passava o rodo na Sookie durante um número de episódios que eu perdi a conta. Tara resolveu adotar o pseudônimo de Tara Tonhão, lutador de luta livre. Lafayete começa a utilizar suas habilidades de bruxaria através da necromancia de uma periquita. É, esse é o nível a que True Blood chegou!</p>
<p style="text-align: justify;">Damages e Torchwood poderiam ser uma boa esperança de qualidade na Summer Season, mas não vingaram muito bem. Dando a leve impressão que a mudança dos canais detentores do direitos de ambas não surtiu um efeito muito bom.</p>
<p style="text-align: justify;">Como comentado anteriormente, o diferencial deste ano foi ser o possível recomeço de uma era do ouro das comédias, o que é marcado com Louis C. K., que retorna para a televisão em sua segunda temporada, sendo a temporada de comédia mais concisa do ano, superando a já excelente terceira temporada de Parks and Recreation, sendo um marco tanto estético quanto criativo, conseguindo até mesmo o reconhecimento que Community nunca teve. O sexto episódio desta temporada é o melhor exemplo de uma cereja no bolo de um ano em que não tivemos nada a reclamar das comédias. É incrível como, dentro de um ano tão formidável para comédias, ainda existam aqueles que tentam dizer que as comédias eram melhores antigamente. Tudo é tão legal, mas todos estão tão tristes!</p>
<p style="text-align: justify;">Por outro lado, o retorno do inimigo número 1 da América não foi dos melhores. Curb Your Enthusiasm continua muito bom, mas ficou a sensação de que a série poderia ter rendido mais no ano. De qualquer modo, é sempre bom termos o bom e velho Larry David de volta às telinhas.</p>
<p style="text-align: justify;">Entourage retorna para a sua temporada final. Apesar de vários problemas, como o de esquecer um arco abordado no ano anterior, conseguiu ser um bom fechamento de uma série que foi o marco do modo HBO de fazer comédia, tanto em suas qualidades como em seus defeitos.</p>
<p style="text-align: justify;">Julho termina com o retorno de Breaking Bad, que usou essa temporada para provar que é a melhor série da atualidade.  Após mais de um ano, foi mostrada a finalização do tão esperado cliffhanger em um dos melhores exemplos televisivos de como utilizar a chamada lógica do silêncio. Excelente pontapé inicial para uma temporada que será o ápice da tensão entre seus personagens, fazendo com que o espectador perdesse o fôlego a cada episódio novo.</p>
<p style="text-align: justify;">Chegamos ao mês de Agosto.<strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Doctor Who retorna do seu hiatus de midseason, entregando uma sequência de ótimos episódios. Evidentemente, a temporada não pode ser comparada à quinta, o auge da perfeição narrativa vista na série, mas conseguiu funcionar muito bem, apesar de alguns problemas relacionados ao season finale, cuja resposta preguiçosa para um fato acabou por tirar boa parte do impacto dos eventos ocorridos na temporada anterior.</p>
<p style="text-align: justify;">Em solo britânico, ocorreu o retorno do ótimo Reality Show sobre negócios Dragon&#8217;s Den. Um show que consegue formidavelmente mostrar as dificuldades de conseguir investidores para uma empresa, além de o quanto o poder de persuasão e venda de seu negócio é importante. Indicação forte a todos os que não conhecem!</p>
<p style="text-align: justify;">Em um momento triste, tem término a temporada da série mais marcante do ano. Aquele marco em termos de estética, narrativa, montagem, filosofia, sociologia e psicologia. Claro que estamos falando de Teen Wolf!</p>
<p style="text-align: justify;">Finalizada a Summer Season, chegou a hora de milhares de leitores, reviewers, legenders, e todos os que estejam ligados de qualquer forma possível ao mundo das séries, passarem a assistir dezenas de pilotos para procurar algo relevante em termos televisivos. Sim, estamos na Fall Season. Ou melhor, Fail Season.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante Setembro, a grade da ABC foi o grande motivo de trollagem na internet: Com Revenge e seu péssimo piloto, além da indefensável Charlie&#8217;s Angel. O canal acabou por se tornar uma piada em todos os blogs possíveis, o que se mostrou um tiro pela culatra, pois Suburgatory, Once Upon a Time e Pan Am fizeram o canal ter a grade mais razoável da tevê aberta.</p>
<p style="text-align: justify;">E o que falar da NBC? Conhecida pela ótima qualidade de suas comédias, entregou estreantes que não mostraram a que vieram: Whtiney, Up All Night e Free Agents, sendo três tentativas infrutíferas de aproximar o canal do público. Mas foi nos dramas a grande decepção do canal, The Playboy Club foi um fracasso de público e crítica, por estar no meio termo entre a tevê por assinatura e aberta e concentrar o pior de ambos os lados, além de Grimm ser uma cópia descarada de Supernatural, e Prime Suspect um festival de horrores que não faz jus à obra original.</p>
<p style="text-align: justify;">Na FOX, The X-Factor ganha versão americana e vários fãs de realities musiciais consideram que ele poderá vir para desbancar o American Idol. Logo após algumas semanas, é percebido que falta a genialidade do programa inglês, fazendo com que o reality seja apenas mais do mesmo, o que é uma pena.</p>
<p style="text-align: justify;">E quanto à CBS? Por mais que eu nunca tenha sido fã do modo de fazer humor do canal, esse ano ela sequer conseguiu emplacar suas típicas comédias ruins e de altíssima audiência, lançando apenas comédias ruins. Nos dramas, o grande marco foi Person of Interest, uma grande decepção para os fãs de J. J. Abrams, Jon Nolan, ou o bom e velho Ben Linus.</p>
<p style="text-align: justify;">Com a chegada de Zooey Deschanel, as comédias da Fox conseguiram um alto grau de doçura, por juntar a mulher mais fofa da face da Terra com a querida Hope, cuja memória deve tentar apagar esse péssimo Outono. Por outro lado, Terra Nova foi um irmão espiritual de Falling Skies.</p>
<p style="text-align: justify;">E a boa e velha família CW? Com apenas três séries, o aproveitamento não foi dos melhores. Hart of Dixie foi a única que conseguiu repercussão favorável devido à sua simplicidade. Ringer se mostrou um freak show televisivo e The Secret Circle uma tentativa descarada de repetir o sucesso em cima da fórmula apresentada em The Vampire Diaries.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda em Setembro, o papo agora se chama Emmy Awards.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas comédias, podemos dizer que tivemos uma das piores premiações já existentes. Se por um lado não foi uma surpresa ver Modern Family roubar boa parte das estatuetas, por ser uma versão em comédia televisiva do que O Discurso do Rei representava no Oscar, a série óbvia e portanto fácil de agradar aos membros de quinta idade da Academia, não tem como levar a sério uma premiação que jamais premiou  Steve Carell pelo genial Michael Scott, ou que em uma categoria que tinha Poehler e Plimpton preferiu optar pela irregular Melissa McCartney.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos dramas, ao menos foi mostrada coerência. Mad Men vencer foi um reflexo do que a Academia gosta de uma série: Um bom personagem, envolto por um roteiro intrigante, não precisando ser impactante do ponto de vista visual, o que resultou na vitoria dela sobre Boardwalk Empire.</p>
<p style="text-align: justify;">Em termos de atuações, a surpresa positiva da noite foi a estatueta de Kyle Chandler, quando todos estavam esperando um confronto de beleza com os protagonistas Hamm e Buscemi. Se todos xingamos o fato de Steve Carell não ser lembrado pelo seu icônico personagem, Coach Taylor mereceu essa estatueta. Como é bom ouvir um discurso realmente improvisado, não é mesmo?</p>
<p style="text-align: justify;">Nas minisséries, tivemos a vitória de Downton Abbey sobre Mildred Pierce, cuja segunda temporada havia estreado no mesmo dia na iTV. É incrível como as premiações americanas não entendem nada sobre séries britânicas.</p>
<p style="text-align: justify;">Como outras duas surpresas, tivemos a vitória de Kate Winslet e Martin Scorsese por&#8230; Ah, todos já sabem do que eu estou falando, não é mesmo? Vamos virar a página.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais um Emmy se encerrou, e o que ele mudou em termos de debate televisivo sobre a relevância de cada série? Acertou quem respondeu “Porra nenhuma”.</p>
<p style="text-align: justify;">Em Setembro houve ainda o retorno de Two and a Half Man. Audiência alta, digna de todo o marketing, direto e indireto, feito em toda a novela Charlie Sheen e sua substituição por Ashton Kutcher. A qualidade continua ruim, como era esperado da série. A pergunta que não quer calar é: Por que raios a CBS colocou um ator cuja principal qualidade é atrair as mulheres, se esse não é o público-alvo da série?</p>
<p style="text-align: justify;">Estamos em Outubro, vamos falar um pouco das veteranas?</p>
<p style="text-align: justify;">How I Met Your Mother abre sua temporada com um episódio duplo, finalizando com a aparição de certo personagem querido ao público. Logo em seguida, a série teve o melhor início de uma temporada desde a perfeita(perfeita!) segunda. É verdade, houve uma queda de qualidade em dois episódios, mais sintomático no Halloween, mas não deixa de ser natural em uma comédia possuir semanas de baixa e representar uma volta por cima da série.</p>
<p style="text-align: justify;">The Big Bang Theory consegue fazer jus ao tipo de série de Chuck Lorre. Óbvia, chata, repetitiva, sendo a versão televisiva de filmes de Adam Sandler. Algo cuja premissa poderia gerar boa dose de humor nerd, acabou se tornando ISSO graças a um showrunner desprezível.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas a CBS não seria CBS sem Alicia Safadinha, não é mesmo? The Good Wife consegue fazer jus ao título de melhor drama em tevê aberta, com um início de temporada com a regularidade típica do programa. A título de curiosidade, imagine como cada personagem era usado dois anos atrás e agora, todos eles mudaram drasticamente de função de acordo com o que é pedido na trama. David Simon ficaria orgulhoso de estar fazendo escola!</p>
<p style="text-align: justify;">Em Scranton, temos Dunder-Mifflin sob nova direção. O problema maior foi que o showrunner da série pensou na lógica básica de que ator possuía uma carreira melhor, em vez de imaginar qual personagem poderia desempenhar de forma mais satisfatória aos objetivos da série o papel de chefe. Como resultado, The Office não conseguiu se recuperar da péssima qualidade vista nos últimos anos, fazendo com que a saída de Michael Scott seja apenas um arco interessante, perto de tantas porcarias.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto isto, Parks apresenta um início irregular. Continuando a ser uma série muito interessante de ser assistida, acima da média das ótimas comédias atualmente, mas que ao mesmo tempo não entrega o ótimo desempenho visto no início do ano. Por outro lado, os melhores episódios da temporada foram justamente os últimos, sendo o antepenúltimo talvez o melhor de toda a série, o que mostra uma possível reacelerada para o início do próximo ano.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto a Community,  o que dizer da série? Dan Harmon falou tanto em juntar o coração da primeira temporada com a insanidade da segunda, algo que todos achavam impossível. Como usual da série, começou a temporada devagar, fazendo com que muitos duvidassem disto. O turning point para a unanimidade veio no quarto episódio, aquele que mostrou como isto poderia ser feito, tendo um uso formidável de universos paralelos. Depois disto, a série continuou sem decepcionar, com seus documentários, episódios com cenas em anime, musicais, mas mostrando sempre o humanismo da série e explorando ao máximo a evolução de seus personagens. Que início de temporada!</p>
<p style="text-align: justify;">Chuck começou sua última temporada. No balanço, está longe de ser aquela ótima série dos velhos tempos, mas mostrou uma evolução da temporada passada, algo obrigatório, e vem com um ritmo para não fazer feio no seu último ano de vida. Com certeza, será uma série que fará falta!</p>
<p style="text-align: justify;">A ABC foi outro canal com um ótimo início de temporada para comédias. Não sou fã de Modern Family, mas tenho que tirar o chapéu para a qualidade mostrada nessa terceira temporada, compensando a preguiça mórbida mostrada em seu ano anterior. Não se compara com as melhores comédias do ano, mas sem dúvida tem uma qualidade que a torna especial.</p>
<p style="text-align: justify;">Contudo, é Happy Endings que merece todos os elogios possíveis de qualquer Série Maníaco. Saindo da irregularidade da primeira temporada, que me fez duvidar das possibilidades futuras da série se optasse por algumas linhas narrativas, transformou-se na melhor série para gerar risadas durante 20 minutos de forma descompromissada. Não possui a narrativa de Community, Parks ou HIMYM, mas é necessário que nos dias de hoje todas as comédias optem por esse estilo? Happy Endings é ótima ao que se propõe.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos dramas, o principal destaque do canal continua sendo Castle. De uma série burocrática e cujo maior trunfo era o carisma de seu ator principal, evoluiu aos poucos até se tornar um exemplo positivo de como fazer um procedural investigativo, conseguindo gerar interesse suficiente durante o seu tempo de duração.</p>
<p style="text-align: justify;">Na CW, o grande destaque continua sendo The Vampire Diaries, com sua trama dinâmica, introduzindo sempre Plot Twists, uma opção que normalmente soaria desespero criativo, mas incrivelmente funciona muito bem dentro do universo diegético da série. Continuando a ser, e com  razão, a galinha dos ovos de ouro do canal.</p>
<p style="text-align: justify;">Supernatural teve um início de temporada mais coerente do que de costume, o que não é necessariamente um sinônimo de que foi bom. A série tentava aproveitar melhor seus elementos, para tornar algo interessante, mas mesmo assim dava uma sensação profunda de “Nhé”. Para algo que vinha horrível, o razoável soa como o paraíso, não é mesmo?</p>
<p style="text-align: justify;">As outras séries (como 90210 ou Gossip Girl) mostram uma característica forte do canal: O desgaste com o tempo, parecendo que funcionam no piloto automático pela sua audiência, sem se preocupar sobre a qualidade do que está sendo mostrado. Uma pena.</p>
<p style="text-align: justify;">Na Fox, além da já citada Raising Hope e das novatas, a principal série continua sendo Glee, que evoluiu de uma série sobre crianças excluídas formando um coral, para semi-profissionais que gravam músicas com todos os recursos técnicos que têm direito. Isso para gravações de escola!</p>
<p style="text-align: justify;">Sem falar em Prison Break/House, típica série que caiu na mesmice de repetir a mesma fórmula, de doenças semanais e estudar até que ponto cada personagem aguenta o protagonista, a ponto de torná-la cansativa. A série já deu o que tinha que dar e, sinceramente, ficaria muito feliz caso esse fosse o último ano dela.</p>
<p style="text-align: justify;">Na Terra da Rainha, Downton Abbey teve uma temporada com o melhor e o pior da série ao mesmo tempo. Durante boa parte do ano, foi vista uma série no auge de sua qualidade e sabendo retirar o melhor de cada personagem, chegando ao ápice no sexto episódio que é um dos grandes destaques televisivos do ano. Depois disto, a série parece ter perdido a mão, sem saber como organizar as tramas que ela mesma soltou da forma mais adequada. O resultado foi uma temporada que tinha tudo para ser a melhor, mas decepcionou.</p>
<p style="text-align: justify;">E chegamos ao Halloween, a estação do ano mais sombria de todas!</p>
<p style="text-align: justify;">Nas comédias, sempre existe o lado positivo de ver os seus personagens favoritos fantasiados de forma ridícula, aproveitando a característica anárquica do feriado para gerar situações hilárias. Esse é o espírito do Halloween, se encaixando perfeitamente com esses tipos de comédia.</p>
<p style="text-align: justify;">O destaque positivo com certeza foi Happy Endings, mostrando como a fórmula simples da série, três situações envolvendo os três personagens, consegue ser aproveitada para o melhor desenvolvimento dos personagens e situações. Sendo o turning point da série de uma boa comédia para uma das melhores em exibição.</p>
<p style="text-align: justify;">Como destaque negativo, temos How I Met Your Mother e o retorno de Slutty Pumpkin. Poderia gastar aqui linhas dizendo quão ofensivo o episódio é, mas prefiro fazê-lo por uma metáfora simples. Imagine que você demore sete anos para chegar a um McDonalds, e descubra que lá virou um Girafas. Pronto.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos dramas, o feriado teve grande uso para o episódio duplo de American Horror Story. Aproveitando a mitologia original do Halloween, o dia que os espíritos estão livres para andar pelo mundo, o episódio consegue aproveitar o melhor da série para criar situações de tensão e desenvolver bem a trama. Como um balanço geral, pode ser dito que, dentro de todos os defeitos, American Horror Story é uma série divertidíssima e recomendada para qualquer Série Maníaco devido ao próprio clima bizarro estabelecido.</p>
<p style="text-align: justify;">Aproveitando a deixa, nada melhor do que falar sobre as séries na tevê por assinatura, não é? Porque é aqui que existe boa parte dos melhores dramas em exibição.</p>
<p style="text-align: justify;">Boardwalk Empire conseguiu ser um show de irregularidade. Com alguns dos melhores momentos da série, como toda a história do Jimmy e seu conflito com o ambiente ao seu redor, combinado com algumas das tramas mais vergonha alheia do ano, mais sintomaticamente Margareth e Nelson ou os sonhos de Nucky Thompson remetendo a The Sopranos. A série continua boa? Com certeza, mas essa falta de regularidade comprometeu todo o processo de algo que poderia ser irretocável pelos bons momentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Hung, Bored to Death, e, principalmente, How To Make It In America foram a chance da HBO de mostrar que sabe fazer boas comédias, conseguindo ter ótimas temporadas e aproveitar o senso de humor típico do canal. Já Enlightned foi um desperdício de dinheiro, sendo uma das piores novas comédias do ano.</p>
<p style="text-align: justify;">Indo para o irmão espiritual do canal, AMC conseguiu a melhor fórmula para cura de insônia já feita: The Walking Dead. Usando um arco de transição da HQ, que poderia ser uma ótima fórmula para uma parada temporária a fim de conhecermos os personagens, acabou caindo no erro de se alongar demais nas histórias do rancho, acabando por adotar um ritmo que não conseguia ser dos melhores.</p>
<p style="text-align: justify;">A estreante Hell on Wheels não conseguiu funcionar como prometia. Possuindo uma trama legal, com personagens com alguma simpatia, mas acabando por derrapar devido a toda a sua prepotência de achar estar sendo uma série grandiosa. Não possuindo sequer a confiança no espectador, precisando sempre digerir fatos históricos de forma não orgânica. É uma série pipoca, para o público de série pipoca, com o objetivo de gerar renda para um canal.</p>
<p style="text-align: justify;">A Showtime é quem merece todos os destaques da temporada, com a melhor série estreante: Homeland. Um exemplo de como seguir uma trama razoavelmente convencional, série de guerra nos moldes de 24 Horas, e abordá-la de forma adulta e não dicotômica. Usando bem o clima de conspiração, a ponto de fazer o espectador desconfiar de todos os personagens envolvidos, mas sem soar exagerado nessa fórmula, a série com a melhor primeira temporada da Fall Season.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas comédias, destaque absoluto para a ótima qualidade de Dexter. Debra, Quinn, Angel, Masuka, Ice Truck Killer, todos estavam alinhados da melhor forma possível para que a melhor comédia da atualidade coroando uma temporada que não conseguia fazer com que parássemos de rir, sendo mais um exemplo da tão falada por nós Nova Era do Ouro das comédias.</p>
<p style="text-align: justify;">A FX conseguiu mostrar que Sons of Anarchy não está morta, fazendo com que todos os que xingaram a série pudessem ver uma qualidade nunca antes vista nesta. Infelizmente, nem tudo é perfeito, e Sutter mostrou justamente no último episódio que não podemos confiar muito bem nele&#8230; Mas, se compararmos com as outras temporadas, foi uma ascensão notável.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda na FX, It&#8217;s Always Sunny in Philadelphia tomou uma decisão acertada, fazer o Rob McElheney ganhar não sei quantos quilos para o bem da comédia, já que a série continuou em alto nível, fazendo Chuck Lorre ter inveja dessa façanha.</p>
<p style="text-align: justify;">A grande surpresa foi ver a Starz fazendo uma série com verdadeira qualidade. Surgindo como um híbrido entre séries de David Chase e Aaron Sorkin, é visto o mundo político de Chicago, completamente exagerado e fora de realidade, protagonizado por um Kelsen Grammer nunca antes visto na televisão. E ao falar isto, não digo sobre sua qualidade, esperamos sempre o melhor de um gênios, mas à natureza de sua composição.</p>
<p style="text-align: justify;">E não é que em Novembro ainda temos estreias? Ricky Gervais emplaca a excelente Life&#8217;s Too Short, mockumentary sobre o anão Warwick Davis ao melhor estilo Extras. Contando com ótimas participações especiais, mais um exemplo(de vários) sobre como esse ano foi generoso para as comédias.</p>
<p style="text-align: justify;">Quer outra notícia boa? Arrested Development vai voltar! Já está confirmada a produção da quarta temporada pelo Netflix, marcando o retorno da melhor comédia de todos os tempos. Cuidado para não se machucar, AD!</p>
<p style="text-align: justify;">O mais sombrio de todo o mês, entretanto, veio quando a NBC revelou sua grade da Midseason. Como primeira decisão comercialmente coerente do ano, os executivos da NBC resolvem colocar Community na geladeira durante tempo indeterminado. Tinha que acertar logo agora, produção? Como lado positivo, os fãs passaram a defender a série em redes sociais, mostrando que são um nicho de mercado a serem considerados, pensando até mesmo em mandar canetas roxas para a NBC. # SaveCommunity</p>
<p style="text-align: justify;">Finalmente estamos no Natal, uma das épocas mais legais do ano&#8230; E também uma das mais melancólicas.</p>
<p style="text-align: justify;">Com uma dose de episódios de partir o coração, os episódios de Natal aproveitam para conferir uma dramaticidade maior, até mesmo nas comédias, que além de emocionar conseguem gerar bons cliffhangers para o ano seguinte.</p>
<p style="text-align: justify;">Tendo em vista isso, os episódios de Parks and Recreations e How I Met Your Mother foram os que melhor conseguiram encarnar o espírito natalino, conseguindo balancear bem boas doses de humor com alguns momentos para emocionar o espectador. Como não sentir nada ao ver os sete membros do departamento dando um presente a Leslie? Ou na belíssima cena em que vemos uma Robin fragilizada nos braços de seu melhor amigo?</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto isto, Community e Happy Endings entregam a episódios que, embora não tão tocantes, apresentam um aspecto mais divertido e menos melancólico, mostrando o Natal como uma forma de unir os amigos e gerar com isto situações hilárias. O que funciona como uma boa dobradinha, caso consideremos que existem muitos nomes em comum no roteiro e direção de ambas as séries.</p>
<p style="text-align: justify;">Como um presente de Natal antecipado, recebemos o melhor Piloto do ano (ou tecnicamente será considerado piloto de 2012, já que é uma pré-estréia?), com Luck, a série tão esperada com nomes como Michael Mann e David Milch na produção. Tem forma melhor de encerrar o ano?</p>
<p style="text-align: justify;">Claro que a melhor coisa de Dezembro é o Globo de Ouro, não é mesmo? Sinto que fui deixado no vácuo depois desse comentário. Enfim, aqui vão algumas considerações sobre a mediocridade da “premiação”:</p>
<p style="text-align: justify;">1) Por que American Horror Story foi indicado? Desespero óbvio de indicar a série para garantir que nomes como o do showrunner ou Connie Brighton apareçam na premiação.</p>
<p style="text-align: justify;">2) Homeland, Boardwalk Empire, Game of Thrones e Boss são com certeza ótimas séries, não tenho nenhuma crítica a qualquer uma deles, mas&#8230; CADÊ BREAKING BAD? A melhor série do ano foi praticamente esquecida da premiação?</p>
<p style="text-align: justify;">3) Melhor ator em drama&#8230; É Cranston, Grammer e mais três. Simples assim.</p>
<p style="text-align: justify;">4) Madeleine Stowe por Revenge e Mireille Enos por The Killing? Releia o que eu comentei no (1)</p>
<p style="text-align: justify;">5) Marguilies ganhando me deixará muito feliz, mas torcerei pela intensidade da minha musa de adolescência Claire Danes.</p>
<p style="text-align: justify;">6) Eu já me conformei que Community não será lembrado em premiações, tudo bem, mas podem ao menos lembrar de Parks and Recreation? Por favor?</p>
<p style="text-align: justify;">7) Não tem como melhor ator de comédia não dar Alec Baldwin, se isso acontecer eu vou desligar a tevê e ir dormir. Nem a avó do Galecki iria indicar ele a um prêmio, o que deu na cabeça das premiações esse ano?</p>
<p style="text-align: justify;">8 ) Cadê Louis C.K., produção?</p>
<p style="text-align: justify;">9) Melhor atriz em comédia foi um dos mais coerentes. Claro que tem Deschanel aqui e Dern alí, mas&#8230; Releia o que eu disse em (1).</p>
<p style="text-align: justify;">10) Se bem que o caso de Dern pode ser pela qualidade crescente que os que assistem a série atingiu, mas acho que o fato de ter a estrela dela também pesou.</p>
<p style="text-align: justify;">11) Torço desesperadamente por Amy Poehler, mas acho que dará Tina Fey.</p>
<p style="text-align: justify;">12) O Anão é foda, mas a concorrência está pesada na categoria(e juro que não é um trocadilho com o Stoneheart).</p>
<p style="text-align: justify;">13) Se a premiação fosse justa, não teria como Atriz Coadjuvante não dar Maggie Smith. Por mais que eu tenha problemas com alguns pontos da temporada de Downton Abbey, não tem como negá-la como a melhor coisa da série.</p>
<p style="text-align: justify;">14) Se alguém da  dupla de Modern Family ganhar, eu mato alguém. Até gosto do Stoneheart, mas ele empalidece diante da concorrência.</p>
<p style="text-align: justify;">15) The Hour e Downton Abbey não são minisséries, esse critério utilizado de dez episódios, independente do número de temporadas que a série terá, é muito estranho.</p>
<p style="text-align: justify;">16) Não tenho nada que reclamar de Ator em Minissérie ou Telefilme, mas ainda não vi Too big Fail e Page Eight&#8230; Estou começando a desconfiar que tem algo de errado nelas.</p>
<p style="text-align: justify;">17) Elizabeth McGovern foi lembrada por uma atuação no piloto automático e Michele Dockery com seus olhos profundos não? Os velhinhos não assistem Downton Abbey pelo visto&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">18) Não sei qual o prêmio mais inesperado da noite, Kate Winslet ou Modern Family</p>
<p style="text-align: justify;">Resumindo: O que o Globo de Ouro acrescenta para a temporada de premiações? Acertou quem disse “<span style="text-decoration: underline;">Nada</span>”, é apenas um monte de velhinho excêntrico querendo aparecer. Mas desde quando podemos levar a sério uma premiação que os mesmos votantes estabeleçam os indicados para cinema e televisão?</p>
<p style="text-align: justify;">E eu que estava pensando que a vergonha de Dezembro seria Dexter e o carinha de Suits concorrendo pelo SAG&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Finalmente 2011 chega ao fim, sendo um ano muito bom principalmente para as comédias. Algo que surge naturalmente, pois na ausência de investimentos, acaba sendo uma válvula de escape natural a migração para este gênero, com menores gastos e maior probabilidade de atingir o público.</p>
<p style="text-align: justify;">No geral, o balanço é de um ótimo ano para as séries veteranas, mas que ao mesmo tempo teve muita dificuldade em entregar novas séries de qualidade, sendo Homeland ou Boss exceções que comprovam a regra.</p>
<p style="text-align: justify;">Encerramos aqui, portanto espero que daqui para o fim do ano não seja anunciado que o Buscemi foi visto transando com a Zooey Deschanel nem nenhuma notícia impactante que mereça ser colocada aqui.</p>
<p style="text-align: justify;">Quer informações mais detalhadas? Quer mesmo? Existe um site muito bom chamado Série Maníacos que tem reviews detalhadas de praticamente todas as séries comentadas aqui, com um pouco de paciência você conseguirá uma cobertura bem mais completa do ano.</p>
<p style="text-align: justify;">Amanhã continuaremos com o especial de fim de ano, desta vez elegendo a Pessoa do Ano na televisão.</p>
<p style="text-align: justify;">See yah!</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://twitter.com/guilhermeifc" target="_blank">@guilhermeifc</a></p>
<p style="text-align: center;"><iframe title="5 series para se fazer maratona" src="http://pit.frugar.com.br/widget/0_2/seriemaniacos_25632781.html" frameborder="0" scrolling="no" width="560" height="320"></iframe></p>
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		<title>Retrospectiva Série Maníaca 2011, parte 1</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 04:52:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Fellipe da Silva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O que seria de um especial de fim de ano sem uma retrospectiva? Venha relembrar as séries que marcaram 2011. Recomenda-se o uso do Ctrl + F para que você encontre suas séries favoritas. Mesmo 2011 sendo um ano sensacional para séries, tenho que admitir que nosso ano começou de forma anormal. Não necessariamente ruim, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/The-Killing.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-15799" title="O mordomo. " src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/The-Killing.jpg" alt="" width="500" height="261" /></a><br />
O que seria de um especial de fim de ano sem uma retrospectiva? Venha relembrar as séries que marcaram 2011.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-15798"></span><em>Recomenda-se o uso do Ctrl + F para que você encontre suas séries favoritas.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo 2011 sendo um ano sensacional para séries, tenho que admitir que nosso ano começou de forma anormal. Não necessariamente ruim, mas o que vemos em seguida é um nível tão alto que janeiro chega a ser um mês “esquecível”. Então, começaremos com uma das maiores tristezas que tive como série maníaco que foi o Series Finale do meu maior guilty pleasure na época, uma pequena série da CW chamada Life Unexpected, que se despediu da televisão com seu episódio final representando tudo aquilo que a série é: um drama bobinho, mas cativante.</p>
<p style="text-align: justify;">Como eu e o Guilherme Inojosa discutimos uma vez, nós estamos presenciando uma nova era de ouro das comédias. E 2011 começa com o pé direito nesse quesito com a estreia da incrível segunda temporada bandalheira de <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=41dQluLTKDo" target="_blank">Archer</a></em>, que com apenas duas temporadas está em um pedestal que poucas outras animações conseguem chegar. Uma pena que a série (assim como a maioria das comédias do FX) esteja em um lugar perdido na rachadura do universo das séries.</p>
<p style="text-align: justify;">Por falar em FX, 2011 mostrou-se um grande ano para o canal. Foi uma flechada no coração ver Terriers ser cancelada no ano passado e ver Lights Out patinar na audiência no início desse ano apenas me deixou mais desanimado. Porém, enquanto o cancelamento não veio, foi ótimo ver o retorno de Patrick &#8220;Lights&#8221; Leary, boxeador em busca de redenção depois de anos fora do ringue.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro canal a cabo também deu alguns passos importantes em busca de um material melhor foi o Starz, que começou o ano com o Spartacus: Gods of Arena, prequel do sucesso Spartacus: Blood and Sand. Mesmo com menos sangue, vemos na minissérie tudo que consagrou sua antecessora: a aposta gigante na ausência de pejo. Uma medida inteligente de driblar os problemas com o ator Andy Whitfield, que infelizmente faleceu em 11/09/11.</p>
<p style="text-align: justify;">Que tal um pouco de <em>sci fi</em> para começar o ano? Ok. Vamos dar uma passada por Fringe, que no início de 2011 deu continuidade a sua sequência sensacional de episódios da terceira temporada, deixando o seu público cada vez mais intrigado com as infinitas possibilidades deixadas para a reta final e angustiado com as grandes chances de cancelamento que a série possuía. Voltar de hiato é complicado para qualquer série. Enquanto Fringe cumpriu sua missão de forma convincente, o mesmo não se aplica a 90210, que começou 2011 longe do nível de qualidade que estabeleceu na primeira metade de sua temporada.</p>
<p style="text-align: justify;">Fazer o quê? Eu não lhe prometi um mar de rosas. Nem sempre o sol brilha. Também há dias em que a chuva cai.</p>
<p style="text-align: justify;">Janeiro complicou-se com a deprimente The Cape, um exemplo do tipo de série que a NBC TEM que parar de exibir se quiser sair de sua situação atual, e uma triste polêmica que se iniciou: a novela Charlie Sheen. Mesmo rendendo uma boa quantidade de piadas e o famoso #winning, Charlie Sheen manchou profundamente o ano de 2011.</p>
<p style="text-align: justify;">Vamos colocar um pouco de polêmica? Que tal o Ricky Gervais apresentando o Globo de Ouro? Não? Ok, que tal uma lista que selecionou as melhores séries da década aqui no Série Maníacos? Ainda estou pedindo ao Michel Arouca para que a votação seja refeita porque The Wire em 9º não pode.</p>
<p style="text-align: justify;">No lado das despedidas, tivemos em fevereiro o adeus de Friday Night Lights, que nos deixou com um vazio imenso. Mesmo terminando de uma forma sensacional, sempre sentiremos falta daqueles personagens que marcaram tão profundamente nossas vidas. Um dos grandes trunfos desse final é justamente trabalhar ao máximo a conexão que o público tem com os personagens, dando a oportunidade para todos saírem de forma perfeita.</p>
<p style="text-align: justify;">Para que você não fique com vontade de chorar (minha reação ao recordar FNL), permita-me adicionar um pouco de idiotice a esse texto com Portlandia, que mostrou através dos esquetes mais absurdos a vida da população da maluca cidade de Portland durante 6 episódios. Por falar em idiotice, a família Chance de Raising Hope passou por um período complicado no início de 2011, mas Greg Garcia tem o que vários showrunners atualmente não têm: autoconsciência. O que permitiu que Raising Hope rapidamente voltasse a ser a comédia adorável que todos amamos.</p>
<p style="text-align: justify;">Mudando drasticamente de assunto: Vamos ver como os ex-Friends se saíram em 2011?</p>
<p style="text-align: justify;">Matthew Perry &#8211; Fiquei com pena dele depois de Mr. Sunshine. Então, para quê palavras se você pode ver esse <a href="http://www.youtube.com/watch?v=zQWa_vCj29Y" target="_blank">vídeo</a> de 6 segundos?</p>
<p style="text-align: justify;">Matt LeBlanc &#8211; Hm&#8230; Não diria que Episodes impressionou durante sua primeira temporada, está longe de ser a melhor comédia do canal Showtime (Dexter é imbatível), mas não foi de todo ruim. É uma das séries que estou em dúvida se assisto ou não em 2012.</p>
<p style="text-align: justify;">Lisa Krudow &#8211; <em>Web Therapy </em>na televisão? Prefiro a web série.</p>
<p style="text-align: justify;">Courteney Cox &#8211; Tenho que desligar o sarcasmo. Impressionante a maneira como Cougar Town cresceu durante sua segunda temporada. A série tem um elenco sensacional e o roteiro possuía dificuldades imensas em fazer piadas para aquelas pessoas durante o início. Tudo muda durante a segunda temporada. Separados aqueles atores e personagens formam apenas uma série qualquer, quando colocados juntos, eles compõem uma das comédias mais subestimadas da atualidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Cougar Town chega até a superar Modern Family durante alguns períodos do início do ano. Na temporada atual, MF está com tudo, mas durante sua tenebrosa segunda temporada, a série patinou constantemente ao esquecer tudo aquilo que permitiu uma sensacional temporada de estreia, mostrou-se preguiçosa quando tentou colocar a piada acima das situações e dos personagens, e elaborar uma situação e prender as famílias em torno de uma piada não é o jeito que Modern Family faz comédia de alta qualidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Comédia de alta qualidade. Lembram quando Glee era uma delas? Pois é. E olhe que sou daqueles que elogiou bastante a primeira temporada. Nem episódio com <em>lead in</em> do Super Bowl deu inspiração para Ryan Murphy e os 500 showunners da série criar algo interessante como vimos na primeira temporada.</p>
<p style="text-align: justify;">Está na hora de partir para a ação. Ação é sinônimo de Shawn Ryan, que uniu o sentimento pela polícia e as perseguições eletrizantes que os personagens de The Shield proporcionaram com o amor que David Simon tinha por Baltimore para fazer The Chicago Code.</p>
<p style="text-align: justify;">E Justified finalmente consagrou-se como um dos melhores dramas da televisão graças a sua segunda temporada. O embate entre os Bennets, os Givens e os Crowders atingiu um nível de 3ª Guerra Mundial e estou pulando de alegria por saber que verei Raylan Givens e seu chapéu em ação em 17 de janeiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Realidades alternativas estão em alta por causa de Fringe. Não é um assunto tão difícil de abordar em um episódio de série. Prova: Supernatural fez um sensacional &#8220;The French Mistake&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Então, estamos em março&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Uma das grandes polêmicas do ano envolveu o episódio musical de Grey’s Anatomy. Não vejo a série, mas sintam-se a vontade para discutir sobre o tema nos comentários.</p>
<p style="text-align: justify;">Continuando: Sempre olhei com desconfiança para o Southland. Assisti o piloto e a sensação gigante de The Shield wannabe me impediu de continuar com a série. Já possuía Sons of Anarchy ocupando esse lugar. Quanta estupidez! Ela começou a caminhar a passos largos e atingiu o apogeu na sua sensacional terceira temporada, investindo impetuosamente nas relações dentro da polícia e nos deixando de olhos abertos que não podiam desviar-se por causa de cada momento de intensa carga dramática que era liberado por episódio.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra série que atingiu o ápice foi Parks &amp; Recreation na sua perfeita terceira temporada. Dando cada vez mais espaço para seus coadjuvantes, apostando sempre nos costumes de interior da adorável Pawnee e com o bigode de Ron Swason, Parks consagrou-se como a primeira comédia a possuir uma temporada perfeita depois do fim de Arrested Development.</p>
<p style="text-align: justify;">Poucas séries são capazes de encapsular momentos tão divertidos e que ao mesmo tempo passam tanta emoção como algumas cenas que tivemos o prazer de ver na estreante Shameless. A série envolver você assim e conseguir o feito dito anteriormente em plena primeira temporada é um feito que merece reconhecimento.</p>
<p style="text-align: justify;">No mês de março, fomos obrigados a nos despedir de Greek, In Treatment e Big Love. Entretanto, o clima noir de Mildred Pierce e a atuação estonteante de Kate Winslet nos salvaram da depressão. Ainda tivemos um pouco do nosso futuro diante de nós quando o Netflix adquiriu House of Cards, série de David Fincher e Kevin Spacey.</p>
<p style="text-align: justify;">Estreia então a melhor série dos últimos 15 anos: The Borgias.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1º de abril!</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Outra minissérie interessante que deu o ar de sua graça foi The Kennedys, que conseguiu competentemente abordar a vida de uma das famílias mais famosas da história. Todo o brilho envolvendo a produção acabou sendo ofuscado por Katie Holmes, que comprova a teoria de que rosto bonito é 80% do exigido para ser atriz.</p>
<p style="text-align: justify;">Marcos importantes originados na NBC marcaram o mês de abril. O roteiro acomodado de 30 Rock atinge o máximo de e<em>xibicionismo quando aborda superficialmente o processo de evolução de seus personagens no seu 100º episódio. Tina Fey poderia ter feito melhor e apenas podemos agradecer que a série só volta em 2012.</em><em></em></p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto 30 Rock afundava, vimos The Office ganhar força com o arco da despedida de Michael Scott. Uma sequência de episódios ótimos permitiu que um dos melhores personagens da televisão saísse em grande estilo no dia 28 de abril, deixando saudades e criando um sentimento de repulsão por Will Ferrell. Esse é o verdadeiro Series Finale de The Office, quando o espírito da série se vai.</p>
<p style="text-align: justify;">O canal está agradecendo aos deuses do Kobol por causa do sucesso de The Voice. Mesmo atingindo fases bagunçadas no meio da competição, o conceito das audições é ótimo, criativo e chamativo, sendo o grande forte do programa. Anyway, o American Idol é melhor.</p>
<p style="text-align: justify;">Já que estamos falando sobre NBC: que tal Parenthood? Um belo drama familiar que vem crescendo cada vez mais, chegando ao fim de sua sensacional segunda temporada com momentos que caem como uma luva para série maníacos chorões como eu.</p>
<p style="text-align: justify;">Por falar em finais de temporadas, uma bela surpresa foi o encerramento chocante da terceira temporada de The Mentalist, que ocorreu no mês de maio, que também trouxe consigo o final de Smallville. Parabéns para quem aguentou 10 longos anos das aventuras do Super boy.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo com o fim de Smallville, Tom Weeling queria manter sua presença na televisão com Hellcats, mas sua série fraca acabou sendo totalmente ofuscada pela segunda temporada magnifica de The Vampire Diaries. Nunca tive interesse por TVD. Não chega a ser preconceito, mas nada na série me atraia. Ainda bem que escutei os conselhos da Paula Martins e decidi fazer uma maratona durante a Summer Season, o que me fez entender o sofrimento que os fãs passaram tendo que esperar as noites de quinta-feira.</p>
<p style="text-align: justify;">“Sequência de episódios incríveis” é expressão que deve ser assimilada com a temporada de The Vampire Diares, mas outra série que conseguiu isso muito bem foi Community. Depois de <em>Dungeons &amp; Dragons, falso clip show, falso documentário, Pulp Fiction, apologia às drogas, bottles episodes e inúmeros episódios geniais, Dan Harmon e seu fenomenal elenco nos enfartaram de paintball no Season Finale. Newsflash: Community + Paintball = </em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=F2fV-_eiKxE" target="_blank">AWESOME</a><em>.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Um dos maiores problemas do mês de maio veio do sempre problemático Showtime: Por que renovar Nurse Jackiee cancelar United States of Tara? Além de inúmeros cliffhangers fracos deixados pelas séries, como Fringe, que encerrou sua <strong><span style="text-decoration: underline;">ÓTIMA</span></strong> temporada com a pergunta “Where’s Peter Bishop?”. Really? Poderíamos finalizar esse mês sem essa.*Lágrimas*</p>
<p style="text-align: justify;">Outras surpresas interessantes foram trazidas pelo mês de Junho. Nunca apostaria que a doçura de Switched at Birth conquistaria meu coração, nem que Glee Project fosse infinitamente superior a Glee. Presenciamos também o incrível “Baelor” de Game of Thrones coroando a sensacional temporada dessa série que alcançou o pedestal de melhor estreante do ano, o bom retorno de Luther, o começo de uma irregular, porém proveitosa temporada desse pequeno quebra-cabeças chamado Wilfred, Treme atingindo seu apogeu e mais uma vez nos obrigando a questionar “Quando o Emmy olhará para David Simon?”. Junho foi o encerramento perfeito para um sensacional primeiro semestre. Sim ou claro?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;">NÃO</span></strong>.<strong> </strong>Motivo 1: <span style="text-decoration: line-through;">Twin Peaks wannabe</span> The Killing. Não existe problema quando uma série com um grande hype decepciona ao longo de sua temporada. Como uma analogia, imaginem se no final de uma temporada de Damages todos aqueles micro fragmentos do caso da temporada não se juntassem, então aparecesse Glenn Close rindo e falando &#8220;To be continue&#8221;.  Obviamente todos iriam ficar revoltados, não é? Imagine ainda que os showrunners da série dissessem que isso é um sinal positivo, pois o final havia ficado na cabeça dos espectadores e isso é algo difícil de ocorrer no mundo da televisão. Tem como levar uma série dessas a sério? Isso é só a gota d&#8217;água para um ano inicial completamente problemático. Teria sido mais sutil se Veena Sud levantasse o dedo do meio para os espectadores.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;">NÃO</span></strong>. Motivo 2: Os milhões de fãs de Men of a Certain Age (eu, o Guilherme Inojosa e o Mateus Borges) tiveram que ver uma das melhores séries em exibição definhar na audiência que culminou em seu cancelamento. Uma série que passou de forma humilde e perfeita uma das fases mais difíceis do homem. É por isso que encerro a primeira parte desta retrospectiva com um singelo “Adeus, MOACA!”</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>AVISO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em 2012 voltamos com o resto da retrospectiva&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">WAIT! Não somos os roteiristas de The Killing, <strong><span style="text-decoration: underline;">amanhã</span></strong> visitaremos o segundo semestre de 2011.</p>
<p style="text-align: justify;">Se não viu série X nesse texto, lembre que algumas não foram abordadas aqui porque estarão na segunda parte.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe title="5 series para se fazer maratona" src="http://pit.frugar.com.br/widget/0_2/seriemaniacos_25632781.html" frameborder="0" scrolling="no" width="560" height="320"></iframe></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Previsões para o Emmy 2011</title>
		<link>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/previsoes-para-o-emmy-2011/</link>
		<comments>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/previsoes-para-o-emmy-2011/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 18 Sep 2011 04:15:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mateus Borges</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Premiações]]></category>
		<category><![CDATA[Emmy]]></category>

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		<description><![CDATA[Tentar prever as mentes por trás do Emmy é a tarefa ideal para se frustrar. Mas nós tentamos: Melhor Série Drama Boardwalk Empire Dexter Friday Night Lights Game of Thrones The Good Wife Mad Men Vai ganhar: Boardwalk Empire Vai perder por pouco: Mad Men Deveria ganhar: Friday Night Lights Zebra da noite: Game of [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/09/Lynch.bmp"><img class="aligncenter size-full wp-image-13947" title="Quantos minutos de premiação vocês dão até a primeira piada com o Charlie Sheen?" src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/09/Lynch.bmp" alt="" width="500" height="275" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Tentar prever as mentes por trás do Emmy é a tarefa ideal para se frustrar. Mas nós tentamos:</p>
<p><span id="more-13946"></span><strong>Melhor Série Drama</strong><br />
Boardwalk Empire<br />
Dexter<br />
Friday Night Lights<br />
Game of Thrones<br />
The Good Wife<br />
Mad Men</p>
<p><strong>Vai ganhar: </strong>Boardwalk Empire<br />
<strong>Vai perder por pouco</strong>: Mad Men<br />
<strong>Deveria ganhar:</strong> Friday Night Lights<br />
<strong>Zebra da noite:</strong> Game of Thrones</p>
<p style="text-align: justify;">A principal disputa desse ano parece ser pela coroa de Melhor Drama, com Mad Men e Boardwalk Empire duelando bravamente até os últimos segundos. Mas enquanto o menino prodígio da AMC é a receita perfeita para vencer prêmios, Boardwalk esbanja fôlego: com Scorsese no seu lado, uma produção extravagante e a boa e velha Pressão HBO, uma puxada de tapete soa inevitável a essa altura. O que, caso não ocorra, pode muito bem abrir espaço para um triunfo de The Good Wife – o encontro dos charmes de Mad Men e Boardwalk Empire, com poder e complicações emocionais em ternos ainda mais caros.<strong></strong></p>
<p><strong>Melhor Ator Coadjuvante em Drama</strong><br />
Peter Dinklage (Game of Thrones)<br />
Josh Charles (The Good Wife)<br />
Alan Cumming (The Good Wife)<br />
Walton Goggins (Justified)<br />
John Slattery (Mad Men)<br />
Andre Braugher (Men of a Certain Age)</p>
<p><strong>Vai ganhar:</strong> Andre Braugher<br />
<strong>Vai perder por pouco</strong>: Alan Cumming<strong><br />
Deveria ganhar: </strong>Andre Braugher<strong><br />
Zebra da noite: </strong>Walter Goggins</p>
<p style="text-align: justify;">Claro, claro, Cumming e Dinklage são encantadores nas suas respectivas séries e podem muito bem levar o prêmio. Mas o nome Braugher tem um peso assustador, com sete indicações em quatro categorias diferentes nos últimos 15 anos – até se destacando em uma série obscura como Men of a Certain Age. Deve acabar sendo a “surpresa“ mais provável e bem-vinda da noite.</p>
<p><strong>Melhor Atriz Coadjuvante em Drama</strong><br />
Kelly Macdonald (Boardwalk Empire)<br />
Archie Panjabi (The Good Wife)<br />
Christine Baranski (The Good Wife)<br />
Margo Martindale (Justified)<br />
Michelle Forbes (The Killing)<br />
Christina Hendricks (Mad Men)</p>
<p><strong>Vai ganhar: </strong>Margo Martindale<br />
<strong>Vai perder por pouco</strong>: Michelle Forbes<strong><br />
Deveria ganhar: </strong>Margo Martindale<strong><br />
Zebra da noite: </strong>Christina Hendricks</p>
<p style="text-align: justify;">Margo Martindale foi responsável pela melhor atuação da temporada 2010-11. Simples assim. E às vezes, só às vezes, excelência tão acima da média é o suficiente para garantir uma vitória. <strong></strong></p>
<p><strong>Melhor Atriz em Drama</strong><br />
Kathy Bates (Harry’s Law)<br />
Connie Britton (Friday Night Lights)<br />
Mireille Enos (The Killing)<br />
Mariska Hargitay (L&amp;O: SVU)<br />
Julianna Margulies (The Good Wife)<br />
Elisabeth Moss (Mad Men)</p>
<p><strong>Vai ganhar: </strong>Julianna Margulies<br />
<strong>Vai perder por pouco</strong>: Elisabeth Moss<strong><br />
Deveria ganhar: </strong>Connie Britton<strong><br />
Zebra da noite: </strong>Mireille Enos</p>
<p style="text-align: justify;">Outra derrota surpresa para Julianna Margulies? Improvável, principalmente com todo o amor que The Good Wife deve receber da Academia. Mas com Elisabeth Moss (dona de uma das melhores atuações do ano no perfeito &#8220;The Suitcase”) e Connie Britton (pelo icônico papel de Tami Taylor) na disputa, nada é 100%.</p>
<p><strong>Melhor Ator em Drama</strong><br />
Steve Buscemi (Boardwalk Empire)<br />
Kyle Chandler (Friday Night Lights)<br />
Michael C. Hall (Dexter)<br />
Jon Hamm (Mad Men)<br />
Hugh Laurie (House)<br />
Timothy Olyphant (Justified)</p>
<p><strong>Vai ganhar: </strong>Steve Buscemi<br />
<strong>Vai perder por pouco</strong>: Jon Hamm <strong><br />
Deveria ganhar: </strong>Kyle Chandler<strong><br />
Zebra da noite: </strong>Michael C. Hall</p>
<p style="text-align: justify;">Steve Buscemi ganhou o SAG, o Globo de Ouro e é extremamente respeitado na indústria televisiva – com uma longa história de participações especiais e indicações. Se a Emmy tape principal de Mad Men/Hamm (“The Suitcase”) não encantar os votantes como deveria, o prêmio é dele sem qualquer problema ou choro. Também existe a possibilidade eterna do Michael C. Hall finalmente ganhar o seu – ainda que essa temporada fraca de Dexter não tenha recebido indicações em roteiro e direção, o que declara pouco apoio pra série entre os votantes. Assim, acaba soando quase tão difícil quanto uma vitória surpresa do Kyle Chandler ou do apagado Hugh Laurie (talvez o Emmy esteja num clima &#8220;Vamos consertar os erros do passado!&#8221; e acabe premiando os talentos incríveis dele e do Carell na mesma noite).</p>
<p><strong>Melhor Série de Comédia</strong><br />
The Big Bang Theory<br />
Glee<br />
Modern Family<br />
The Office<br />
Parks and Recreation<br />
30 Rock</p>
<p><strong>Vai ganhar: </strong>Modern Family<br />
<strong>Vai perder por pouco</strong>: 30 Rock/Glee<strong><br />
Deveria ganhar: </strong>Parks and Recreation<strong><br />
Zebra da noite: </strong>Parks and Recreation</p>
<p style="text-align: justify;">Sabe quando você passa duas horas decidindo o que comer e acaba pedindo pizza? Quando você não conhece a maioria dos lugares, está cansado de escolher as mesmas velhas opções e acha o resto caro/complicado demais?</p>
<p style="text-align: justify;">Então. Modern Family é pizza.</p>
<p><strong>Melhor Ator Coadjuvante em Comédia</strong><br />
Chris Colfer (Glee)<br />
Jesse Tyler Ferguson (Modern Family)<br />
Ed O&#8217;Neill (Modern Family)<br />
Eric Stonestreet (Modern Family)<br />
Ty Burrell (Modern Family)<br />
Jon Cryer (Two and a Half Men)</p>
<p><strong>Vai ganhar: </strong>Chris Colfer<br />
<strong>Vai perder por pouco</strong>: Eric Stonestreet<strong><br />
Deveria ganhar: </strong>Ed O&#8217;Neill<strong><br />
Zebra da noite:  </strong>Jon Cryer</p>
<p style="text-align: justify;">A Emmy tape do Chris Colfer é quase perfeita. Emocional, especial, fácil de entender&#8230; “Grilled Cheesus” deve acabar garantindo o seu primeiro e merecido Emmy, mandando os homens de Modern Family pra casa, com os seus votos divididos e mãos abanando. Isso, claro, se não acontecer uma espécie de estranha pena pós-Sheen e o Cryer ganhar de novo – levando a um constrangedor discurso, cheio de piadas sobre prostitutas, drogas, Ashton Kutcher etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Yay, Emmy. Yay.</p>
<p><strong>Melhor Atriz Coadjuvante em Comédia</strong><br />
Jane Lynch (Glee)<br />
Betty White (Hot In Cleveland)<br />
Julie Bowen (Modern Family)<br />
Sofia Vergara (Modern Family)<br />
Kristen Wiig (Saturday Night Live)<br />
Jane Krakowski (30 Rock)</p>
<p><strong>Vai ganhar: </strong>Jane Lynch<br />
<strong>Vai perder por pouco</strong>: Betty White<strong><br />
Deveria ganhar: </strong>Kristen Wiig<strong><br />
Zebra da noite: </strong>Kristen Wiig</p>
<p style="text-align: justify;">Jane Lynch pode repetir a dose com a sua Emmy tape emocional (&#8220;Funeral&#8221;), Jane Krakowski pode vencer por pura presença de espírito, Kristen Wiig pode acabar pegando carona na onda de sucesso de Bridesmaids&#8230; Mas esse ano, melhor atriz coadjuvante em comédia parece quase impossível de prever. Será que o sotaque de Vergara (usado além da conta pelos roteiristas de Modern Family) vai ser o que empurra pra ela os votos da vitória? Ou o ressurgimento de Betty White vai culminar com uma estatueta? Honestamente, até Julie Bowen tem chances! Ainda assim, vou com Lynch apenas pelo fato (meio supersticioso, meio tristemente verdadeiro) de que o Emmy é preguiçoso demais para trocar todos os vencedores em atuação de uma edição pra outra.</p>
<p><strong>Melhor Atriz em Comédia</strong><br />
Edie Falco (Nurse Jackie)<br />
Tina Fey (30 Rock)<br />
Laura Linney (The Big C)<br />
Melissa McCarthy (Mike &amp; Molly)<br />
Martha Plimpton (Raising Hope)<br />
Amy Poehler (Parks and Recreation)</p>
<p><strong>Vai ganhar: </strong>Laura Linney<br />
<strong>Vai perder por pouco</strong>: Amy Poehler<strong><br />
Deveria ganhar: </strong>Amy Poehler<strong><br />
Zebra da noite: </strong>Martha Plimpton</p>
<p style="text-align: justify;">Ser Laura Linney e ter uma personagem com câncer é que nem jogar boliche com bala de canhão. E considerando que a Emmy tape dela é o piloto, cheio de monólogos, piadinhas no estilo Showtime e choro&#8230; É, desculpa Poehler, desculpa Plimpton: por mais que vocês tenham sido maravilhosas como de costume, tudo indica que vai ficar pra próxima.</p>
<p><strong>Melhor Ator em Comédia</strong><br />
Alec Baldwin (30 Rock)<br />
Louis C.K. (Louie)<br />
Steve Carell (The Office)<br />
Johnny Galecki (The Big Bang Theory)<br />
Matt LeBlanc (Episodes)<br />
Jim Parsons (The Big Bang Theory)</p>
<p><strong>Vai ganhar: </strong>Steve Carell<br />
<strong>Vai perder por pouco</strong>: Alec Baldwin<strong><br />
Deveria ganhar: </strong>Steve Carell <strong><br />
Zebra da noite: </strong>Louis C.K.</p>
<p style="text-align: justify;">Galecki é fraco, Matt LeBlanc está perdido com Episodes, Jim Parsons já tem o seu, Baldwin venceu duas vezes, e mesmo fazendo da sua saída de The Office o evento televisivo da última temporada televisiva, Carell ganhou tantos Emmys que se acontecer de novo todo mundo vai achar repet&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Espera.</p>
<p style="text-align: justify;">Espera.</p>
<p style="text-align: justify;">Um segundo.</p>
<p style="text-align: justify;">STEVE CARELL NUNCA GANHOU UM EMMY? POR MICHAEL SCOTT?</p>
<p>Que terror, amigos. Que terror.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Em busca da fall season perfeita</title>
		<link>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/em-busca-da-fall-season-perfeita/</link>
		<comments>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/em-busca-da-fall-season-perfeita/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 04 Sep 2011 08:30:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson Vidoni</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Community]]></category>
		<category><![CDATA[The Good Wife]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.seriemaniacos.com.br/blog/?p=13747</guid>
		<description><![CDATA[Muita gente tem a falsa sensação de que antes tudo era melhor. E isso vai desde seu avô, até seu colega de escola ou faculdade. Claro que isso tem muito a ver com o fator nostálgico ou de como a vida adulta te deixa mais cético e faz com que os tempos mágicos da infância [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-13760 aligncenter" title="fall-tv" src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/09/fall-tv.jpg" alt="" width="500" height="308" /></p>
<p style="text-align: justify;">Muita gente tem a falsa sensação de que antes tudo era melhor. E isso vai desde seu avô, até seu colega de escola ou faculdade. Claro que isso tem muito a ver com o fator nostálgico ou de como a vida adulta te deixa mais cético e faz com que os tempos mágicos da infância e adolescência desapareçam. E você vai tomando pancadas da vida que apenas reforçam isso.</p>
<p><span id="more-13747"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Aposto que a maioria das pessoas que conhece, reclamam de tudo. Até você faz isso. Eu, com certeza, faço. E desconfio de que foi sempre assim. Antigamente, naquela época boa que não volta mais de todos nós, também era assim. Quem tem twitter viu tudo isso se potencializar e eu que me considerava um cara que reclamava muito, me senti um amador perto de muita gente que sigo.</p>
<p style="text-align: justify;">Bom, o que quero dizer com tudo isso? É que as coisas não mudam tanto, nós mudamos. E guardamos melhor as coisas boas do passado e as ruins vão caindo no esquecimento. Então fica aquela lembrança linda e maravilhosa do antes e o presente, duro, não consegue igualar esta memória.</p>
<p style="text-align: justify;">A industrialização, o desenvolvimento dos países, o grande aumento da população. Tudo isso nos possibilitou criar e ter a acesso a uma gama infinita de coisas à nossa disposição. Formamos milhares de médicos todos os anos, temos uma quantidade enorme de filmes e séries sendo produzidas. Inúmeros restaurantes e bares e etc. Isso foi aumentando e estamos justamente vivendo no ápice de toda essa evolução.</p>
<p style="text-align: justify;">O fato de termos uma grande quantidade de opções à nossa disposição, acaba nos deixando em contato com o mediano. Você vai a um médico e quando não é mal atendido, sai com aquela sensação de que poderia ter tido uma atenção maior em outro local. Vai comprar algo em uma loja e quase sempre sairá insatisfeito de alguma forma. E poderia dar outros mil exemplos. O mundo parece que foi nivelado por baixo.</p>
<p style="text-align: justify;">O mundo esta meio assim mesmo. E dai junta-se nosso cinismo, nossa mania de reclamar e praticamente estamos vivendo num mundo pós-apocalíptico.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu já passei por maus bocados médicos e fui numa farmácia meio assustado e perdido na vida, lá então, fui atendido por uma moça que me tratou tão bem, que quase me emocionei depois pelo timing perfeito que foi a situação. Tem outros casos que posso citar, de uma funcionária numa padaria, numa locadora e até de lojas pequenas em que você nem acredita que encontraria um atendimento que deveria ser padrão para todo o resto.</p>
<p style="text-align: justify;">Sim, continuamos tendo as coisas boas. E deve ser no mesmo volume ou até maior do que antes. Acontece que a quantidade de acontecimentos desagradáveis é tão grande que nos chama mais a atenção, fazendo parecer que nada presta e estes casos que contei se tornam um acontecimento. Mas eles ainda existem.</p>
<p style="text-align: justify;">A quantidade de filmes lançados hoje é assombrosa e a maioria deles nem são dignos de nota. Parece que estamos vivendo o fundo do poço da criatividade. Porém tem muitos filmes maravilhosos sendo lançados, alguns dos melhores de sempre. Não é tão fácil ver alguns, outros tem que garimpar. Mas eles estão lá. E nas séries também é assim. Temos lixos e lixos sendo lançados a cada Fall Season. Muitas e muitas séries medianas que continuam no ar apenas sendo agradáveis e bons passatempos. E nunca irão além. A maioria é assim.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dos motivos de eu ter criado o blog, era poder escrever e recomendar séries que eu adorava, partilhar os pensamentos e opiniões com outros apaixonados. De tempos em tempos surgem algumas séries que me fazem ter vontade de gritar e convocar a todos a verem a exceção, aquela que deveria servir de padrão para todas as outras.</p>
<p style="text-align: justify;">A Fall Season está para começar e espero encontrar nela alguma série que me faça sentir isso. Não preciso de dez (não que eu fosse reclamar), mas apenas um seriado assim. Algo como Community ou The Good Wife. Muitas vezes vamos ver aquela série maravilhosa apenas após seu fim ou no meio dela após uma recomendação. Mas é uma satisfação enorme poder presenciar o surgimento e o desenvolvimento de algo assim. De sentir aquele frio na barriga de pensar que ela pode ser cancelada, da comemoração da renovação&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"> &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p style="text-align: justify;">Recomendação: Meia Noite Em Paris, Woody Allen</p>
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		<title>Conheça Dragons&#8217; Den, Shark Tank e Four Rooms</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Sep 2011 08:16:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Carvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Dragons' Den]]></category>
		<category><![CDATA[Four Rooms]]></category>
		<category><![CDATA[Shark Tank]]></category>

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		<description><![CDATA[Olhe pela janela. Vê aquela pessoa se escondendo por trás do muro? Olhe para o outro lado da rua. Percebeu o vulto passando por entre os latões de lixo? Pois é. Nós que assistimos a Dragons’ Den, Shark Tank e Four Rooms somos assim, esparsos e furtivos. Trocamos figurinhas sobre os investidores, discutimos as ofertas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/09/dden2.jpg"><img class="size-full wp-image-13757 aligncenter" src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/09/dden2.jpg" alt="" width="500" height="377" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Olhe pela janela. Vê aquela pessoa se escondendo por trás do muro? Olhe para o outro lado da rua. Percebeu o vulto passando por entre os latões de lixo? Pois é. Nós que assistimos a Dragons’ Den, Shark Tank e Four Rooms somos assim, esparsos e furtivos. Trocamos figurinhas sobre os investidores, discutimos as ofertas mais interessantes e esperamos ansiosos por cada novo episódio, sempre em busca de uma nova proposta de negócios.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>Spoilers abaixo!</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-13755"></span>Antes de mais nada, eu sei o que você está pensando: American Inventor. O reality show durou duas temporadas (embora apenas uma tenha sido exibida no Brasil) e foi um fracasso de audiência. Na primeira temporada, o vencedor foi um cara chamado Janusz Liberkowski, inventor de um assento para crianças que simulava um útero. A idéia era ótima, mas completamente impraticável – nenhuma montadora teria coragem de alojar um trambolho daqueles no banco de trás. A segunda edição do programa entregou o milhão para o bombeiro Greg Chavez, cuja invenção – chamada Guardian Angel – tinha o objetivo de apagar os incêndios iniciados em&#8230; Árvores de Natal.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu costumo dizer que American Inventor sofria do mesmo problema que No Limite sofreu aqui no Brasil. “Péssima edição, candidatos meia-boca e abuso do sertão brasileiro, Lucas?”. Não, caro leitor. O maior problema era mesmo o voto popular. O programa, além de melodramático ao extremo (como o são os reality shows americanos de modo geral), se complicava quando submetia a decisão de quem ganharia um milhão de dólares – dinheiro este desvinculado de qualquer dos jurados – às ligações telefônicas do público dos Estados Unidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas eis que os produtores da ABC, devidamente apoltronados e passando os canais da TV a cabo um a um&#8230; Subitamente se deparam com isso aqui:</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000080;"><strong>Dragons’ Den UK (BBC)</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><object width="500" height="311" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/YCyimGol1Rc?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="500" height="311" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/YCyimGol1Rc?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
<p style="text-align: justify;">Esse é o Dragons’ Den. Cinco investidores multimilionários recebem empreendedores que oferecem quotas em suas empresas por um valor em dinheiro. Cada um dos investidores ouve atentamente às propostas e faz perguntas sobre o histórico contábil do negócio, o panorama de mercado, a composição societária&#8230; Porque no fim das contas, se qualquer Dragon decidir investir, <strong>vai tirar o dinheiro do próprio bolso</strong>. É claro que tem pelo menos umas duas peneiras de due diligence, uma antes e outra depois das gravações, mas isso não mexe com o instinto dos investidores: se sentirem que alguma coisa está errada, não hesitarão em declarar a temida frase “I’m out”.</p>
<p style="text-align: justify;">Atualmente, o Dragons’ Den está em sua nona temporada. A nova integrante da banca, minha querida Hilary Devey (ela apresentava um programa do Channel 5 chamado <a href="http://www.youtube.com/watch?v=WPhwwgnpUU8"><strong>The Business Inspector</strong></a>), já começou mostrando a que veio: ela é um misto de doçura, temperamento forte e tino para negócios. O vídeo acima é a primeira parte do primeiro episódio, e hoje à noite a BBC exibe o sexto (o programa é exibido aos domingos e reprisado toda quarta-feira).</p>
<p style="text-align: justify;">Se há uma coisa que eu não posso deixar de mostrar sobre o Dragons’ Den, é a <strong>Sharon Wright</strong>. Ela fez uma das apresentações de maior sucesso na história do programa, tendo criado a Magnamole, uma vareta com pontas imantadas para passar fios elétricos por entre os buracos das paredes. A empresa dela recebeu investimento de dois Dragons bastante influentes: Duncan Bannatyne e James Caan. A primeira parte do pitch da Sharon está aqui:</p>
<p style="text-align: center;"><object width="500" height="311" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/nAohCK2fRBY?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="500" height="311" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/nAohCK2fRBY?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
<p style="text-align: justify;">A história da Sharon com os Dragons, entretanto, <a href="http://www.dailymail.co.uk/news/article-1303097/Dragons-Den-winner-reveals-80k-promise-fact-loan--26-500-emerged.html"><strong>não terminou nada bem</strong></a>. Hoje ela é parte numa ação indenizatória contra um deles, o James Caan (que saiu do programa após a oitava temporada). Ela conta tudo num livro chamado Mother of Invention (ela me mandou uma cópia autografada. Se diz minha fã, imaginem só), com detalhes sobre cláusulas inusitadas no instrumento de compra de quotas, pouquíssimos contatos diretos e transferência parcelada e chorada do dinheiro. A Sharon foi parar num hospício, regressou à bulimia e quase perdeu a filha adolescente.</p>
<p style="text-align: justify;">De modo geral, essa não é a história que os contemplados têm para contar. Mas é importante ressaltar que nem tudo que reluz é ouro, e que o investimento celebrado no programa pode vir com condicionantes inesperadas.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000080;"><strong>Dragons’ Den CA (CBC)</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><object width="500" height="311" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Pv5L5HQQ2iA?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="500" height="311" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/Pv5L5HQQ2iA?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
<p style="text-align: justify;">É impossível falar de Dragons’ Den sem mencionar a sua franquia de maior sucesso, diretamente do Canadá. O programa é um sucesso absoluto no país, tendo recebido o prêmio <a href="http://realscreen.com/2011/09/01/dragons-den-victorious-at-geminis/"><strong>Gemini</strong></a> (um equivalente do Emmy) em 2011, na categoria de Melhor Reality Show.</p>
<p style="text-align: justify;">Se você conferir os vídeos de Dragons’ Den no YouTube, vai perceber que dois dos investidores de Shark Tank estão na banca – são os milionários Kevin O’Leary e Robert Herjavec. Os dois são excelentes para o programa, cada um à sua maneira: Robert é bem conservador, sempre perguntando o porquê de fulano ter avaliado a própria empresa em tantos mil dólares <strong>hoje</strong>. Kevin O’Leary é um showman, quase sempre insensível e concentrado no dinheiro acima de qualquer coisa. Os dois discutem com os empresários, discutem um com o outro&#8230; É uma graça.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000080;"><strong>Shark Tank (ABC)</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><object width="500" height="311" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/AVM-RuLh2KI?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="500" height="311" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/AVM-RuLh2KI?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
<p style="text-align: justify;">E chegamos à versão americana de Dragons’ Den. Shark Tank é mais ou menos igual ao original britânico, mas com os acréscimos de trilha sonora dramática, edição dramática e histórias dramáticas antes do pitch em si. O negócio ainda é interessante o suficiente, mas o drama me causa um tremendo desconforto.</p>
<p style="text-align: justify;">De uma coisa, contudo, o Shark Tank pode se orgulhar. As propostas e as ofertas debatidas no programa são as maiores de todo o mundo. Na última temporada, tivemos um cara que ofereceu protetores de narinas e recebeu uma oferta de quatro milhões de dólares (por 100% da companhia). Ele não aceitou essa, mas acabou topando uma outra proposta feita  em conjunto por Mark Cuban (dono do Dallas Mavericks), Daymond John (CEO da FUBU) e Kevin O’Leary. Recebeu 750 mil dólares por 30% da companhia e por 10% em royalties para os Sharks&#8230; Até que a morte os separe. Vale lembrar que o cara chegou pedindo 500 mil por 10%, e é importante destacar que ele não poderia aceitar um deal por menos dinheiro (em termos absolutos) do que pediu. São as regras de Dragons&#8217; Den e do Shark Tank. Se nenhum dos investidores estiver disposto a pagar o mínimo, dizem o bendito “I’m out”.</p>
<p style="text-align: justify;">Um pitch inesquecível de Shark Tank é o de Jonathan Miller, da empresa Element Bars. O jeito como esse rapaz lidou com os investidores foi épico. Manteve a sua posição, soube rebater as críticas que recebeu de cada um e prevaleceu no fim das contas. Por sinal, <a href="http://www.elementbars.com/"><strong>que site interessante</strong></a>, esse da Element Bars. Não sei se existe alguma coisa parecida no Brasil, mas seria uma mão na roda. A primeira parte do pitch do Jonathan está aqui:</p>
<p style="text-align: center;"><object width="500" height="405" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/BJ-zSDjJsPQ?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="500" height="405" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/BJ-zSDjJsPQ?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Esses são os principais formatos de Dragons’ Den no mundo</strong>. É claro que ainda temos o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=vuT4Uw6Wp-o"><strong>Dragons’ Den irlandês</strong></a>, o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Ip3dmHBQGy8"><strong>Dragons’ Den online</strong></a> (que também é britânico, mas com dois Dragons apenas e com um limite de propostas que vai até 50 mil libras) e uma dezena de outros. Se você digitar as palavras “Dragons’ Den” no YouTube, verá um monte de vídeos do programa, inclusive alguns em russo, polonês&#8230; Sinta-se à vontade para explorar.</p>
<p style="text-align: justify;">And now for something compl&#8230; Slightly different.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000080;"><strong>Four Rooms (Channel 4)</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Clique <a href="http://www.youtube.com/watch?v=3npwaEK6ZjQ" target="_blank">aqui</a> para assistir.</p>
<p style="text-align: justify;">Four Rooms é um pouco diferente de Dragons’ Den e de Shark Tank, mas também envolve ofertas em dinheiro por coisas de valor. Nesse caso, objetos de valor para leiloeiros e comerciantes experientes. A pessoa vem com um objeto qualquer (na primeira temporada, temos desde uma guitarra do Dee Dee Ramone até um pedaço de muro pichado pelo Banksy), apresenta esse objeto para quatro dealers (como são chamados os compradores) e diz o que é, diz como conseguiu, responde a uma ou duas perguntas&#8230; E pronto. Em seguida, os dealers retornam para as suas salas e começa o jogo.</p>
<p style="text-align: justify;">A pessoa que está interessada em vender o objeto precisa escolher qual dealer quer ver primeiro (portanto, em que sala quer entrar primeiro). Na sala, o dealer vai lhe fazer uma oferta – e essa oferta pode ser negociada com o dealer, que pode aumentar a proposta ou não. Caso a pessoa não queira aceitar, sai da sala <strong>e não pode mais voltar</strong>. Depois, tem que escolher que comprador quer ver em seguida, e assim por diante. Pode ser que a pessoa decida vender logo na primeira sala, pode ser que queira vender só na última, pode ser que saia do programa sem aceitar oferta alguma. O duro é quando a pessoa diz “não” para uma oferta, pensando que pode conseguir algo melhor&#8230; E não consegue. Daí sai de mãos vazias, cheia de remorso por ter saído da sala em que recebeu a boa oferta.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dos momentos mais interessantes do programa é quando um negócio é acertado entre comprador e vendedor. Se a pessoa fizer o negócio na primeira, na segunda ou na terceira sala (portanto, tendo deixado de fora ao menos um comprador), todos os quatro dealers saem das salas e se encontram no hall, onde a apresentadora do programa pergunta – antes de dizer quanto a pessoa recebeu pelo item que queria vender – o valor que o comprador que não foi visitado teria pago pelo item. Quando é menor, tudo bem. Mas e quando é maior? Muito maior? O olhar de “fui roubado” das pessoas é impagável.</p>
<p style="text-align: justify;">Dos quatro dealers dessa primeira temporada, os que mais me chamaram a atenção foram o <a href="http://twitter.com/gordonwatson1"><strong>Gordon Watson</strong></a> (que tem mais de quarenta anos de experiência e é dos mais razoáveis nas negociações) e o <a href="http://twitter.com/jeffsalmon"><strong>Jeff Salmon</strong></a> (chamado pela apresentadora de “maverick dealer”. O Jeff fala português e é um empresário multifacetado. Suas ofertas costumam ser excêntricas, e não raro&#8230; Ele propõe que o vendedor tire a sorte num dado, para ver se consegue tirar um bom número e conseguir mais dinheiro).</p>
<p style="text-align: justify;">Vale lembrar que todo tipo de objeto é vendido em Four Rooms. Antiguidades, arte moderna, obras exóticas, animais empalhados, fotografias, miniaturas&#8230; Até uma dentadura de ouro, encontrada no fundo do mar africano. Tem de tudo!</p>
<p style="text-align: justify;">Acho que esse último parágrafo sobre Four Rooms mostra a beleza de séries como ela ou como Dragons’ Den. Enquanto na maioria dos reality shows nós temos uma certa dose de constância, de estrutura e padronização&#8230; Nesses programas a realidade é outra: cada negócio, cada empreendedor, cada objeto à venda apresenta um tom diferente para os episódios. Nunca se sabe o que vamos ver na semana seguinte, e isso renova o interesse do telespectador em continuar acompanhando as séries.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>E você, caro leitor?</strong> Já teve a oportunidade de ver algum desses programas? O que achou dos vídeos do post? Comente tudo, não esconda nada.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>P.S.:</strong> Existe um reality show brasileiro chamado “<a href="http://natelinha.uol.com.br/noticias/2010/06/14/001435.php"><strong>No Tanque dos Tubarões</strong></a>”, filho bastardo de Shark Tank. Esse programa vive sendo prometido pela RedeTV (me recuso a escrever o ponto de exclamação) e nunca sai da gaveta. Se vier, tomara que fique ao menos aceitável. Por enquanto, vamos assistindo aos formatos consagrados pelo mundo inteiro. E aos que não quiserem, podem voltar a procurar agulhas no palheiro de Fringe.</p>
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		<title>Doctor Who, a 2ª melhor série da atualidade</title>
		<link>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/doctor-who-a-2%c2%aa-melhor-serie-da-atualidade/</link>
		<comments>http://www.seriemaniacos.com.br/blog/doctor-who-a-2%c2%aa-melhor-serie-da-atualidade/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Aug 2011 03:15:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Pötter</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Top Maníacos]]></category>
		<category><![CDATA[Doctor Who]]></category>

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		<description><![CDATA[Com todo respeito à lista do Série Maníacos e à opinião dos demais colaboradores do site, eu preciso dizer que em minha opinião, Doctor Who é a melhor série da atualidade. Informações importantes sobre a lista: esse top 10 foi formado através de uma votação entre os colaboradores do Série Maníacos. Cada um escolheu três [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-large wp-image-13386 aligncenter" title="Doctor Who" src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/08/Doctor-Who-1024x640.jpg" alt="" width="500" height="312" /></p>
<p style="text-align: justify;">Com todo respeito à lista do <strong>Série Maníacos</strong> e à opinião dos demais colaboradores do site, eu preciso dizer que em minha opinião, Doctor Who é a melhor série da atualidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-13385"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Informações importantes sobre a lista</strong>: esse top 10 foi formado através de uma votação entre os colaboradores do <strong>Série Maníacos</strong>. Cada um escolheu três séries diferentes, que ainda estão no ar dando notas de 1 a 3. A série com a maior nota depois da somatória geral ganhou o título de “<strong>A</strong> <strong>Melhor Série da Atualidade</strong>”. <a href="../../dexter-a-3%C2%AA-melhor-serie-da-decada/" target="_blank">Dexter</a> e <a href="../../breaking-bad-a-10%C2%AA-melhor-serie-da-decada/" target="_blank">Breaking Bad</a> fazem parte da lista de <a href="../../battlestar-galactica-a-melhor-serie-da-decada/" target="_blank">melhores séries da década</a>, portanto fica claro que elas já estão entre as melhores séries da atualidade, na opinião dos colaboradores desse blog. Apenas séries veteranas com mais de uma temporada foram consideradas, ou seja, produções aclamadas como <strong>Game of Thrones</strong> não entraram. A lista será atualizada semanalmente até a medalha de ouro.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu tenho muita inveja das criancinhas britânicas que podem crescer assistindo o Doutor viajar no espaço-tempo na sua nave em forma de cabine de polícia azul. Correr para trás do sofá no primeiro “ex-ter-mi-nate”, não dormir com medo dos <em>Weeping Angels</em>, se vestir de Doctor e sair por aí explorando, ter uma TARDIS no quintal&#8230; Tudo isso foi roubado de mim só porque eu nasci no lugar errado e na época errada. Só fui conhecer Doctor Who quando já era bem grandinha, mas lembro de assistir a Rose e o Doutor fugirem de manequins com um sentimento nostálgico de algo que eu certamente teria amado quando era criança.</p>
<p style="text-align: justify;">Sei que tem muita gente por aí que adora dizer que Doctor Who não é uma série infantil, que a era <strong>Moffs</strong> é muito <em>creepy</em> para crianças, como se ser uma série infantil ou uma série família fosse algum demérito. Uma das coisas que eu mais gosto em Doctor Who, é que durante os 40 e poucos minutos de episódio, a série me transforma em uma garotinha capaz de se empolgar genuinamente com o que acontece na tela. E bem, eu posso não me esconder atrás do sofá ou ter uma TARDIS no quintal e até consigo dormir apesar dos <em>Weeping Angels</em>, mas eu tenho meu cachecol gigante do 4º Doutor para usar por aí.</p>
<p style="text-align: justify;">Vai ser difícil segurar o lado <em>fangirl</em> neste texto, caso vocês não tenham notado, eu sou completamente apaixonada por Doctor Who&#8230; Pelo sorriso maníaco do <strong>Eccleston</strong>, pelos <em>ramblings</em> intermináveis do <strong>Tennant</strong>, pelo Doutor meio criança autista meio velho de 900 anos do <strong>Matt Smith</strong>, pela forma como a Rose diz Doctah, pelos surtos de raiva da Donna, pelas canalhices do Jack, pela dinâmica entre o Rory e a Amy, pelos “Hello Sweety” da River, pelo som da TARDIS aterrissando ou do coro de “ex-ter-mi-nate!”&#8230; São tantos detalhes bobos!</p>
<p style="text-align: justify;">Existe uma <em>sillyness</em> em Doctor Who que é fantástica, uma habilidade de dar sentido as coisas mais absurdas imagináveis. Eu já repeti tantas vezes, mas Doctor Who é uma série que não se leva a sério até o momento exato em que precisa e é isso que a faz ser tão gostosa de assistir. Doctor Who tem uma infinidade de personagens fantásticos, alguns que só precisam de um episódio para fazer nós nos importarmos e muitos que nos deixam cheios de saudade. Tem as melhores soluções de <strong>plots</strong> – do trabalho de costureiro inacreditável do <strong>Russell</strong> nas quatro primeiras temporadas ao domínio não-humano que o Moffs tem sob seus roteiros. E tem o infinito para explorar em suas histórias.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu sempre gosto de pensar em Doctor Who como uma série imortal. A série surgiu em 1963, permaneceu na grade da BBC por 26 temporadas até 1989, sobreviveu a 16 anos de hiato na TV (e a um filme em parceria com a FOX) sem que novas histórias do Doutor deixassem de ser lançadas em livros, quadrinhos, audio-livros e demais formatos imagináveis e retornou em 2005 como se nunca tivesse deixado seu tradicional horário nos sábados da BBC.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim como seu protagonista tem a habilidade de mudar todas as células do seu corpo e se transformar basicamente em outra pessoa para escapar da morte, Doctor Who tem a habilidade de mudar tudo, protagonistas, roteiristas, cenários, e até o tom da história e ainda assim permanecer Doctor Who. Não é preciso assistir tudo para acompanhar a história, é natural que cada novo Doutor conquiste novas gerações (e velhas) gerações de fãs da série. E se um dia a audiência de Doctor Who estiver baixa como estava em 1989 e a BBC não encomendar uma nova temporada da série, eu tenho certeza que o Doutor vai continuar em outras mídias e que depois de um tempo algum roteirista que cresceu assistindo as histórias do Russell e do Moffat vai convencer a BBC a trazer Doctor Who de volta para a TV.</p>
<p>3ª &#8211; <a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/fringe-a-3%C2%AA-melhor-serie-da-atualidade/" target="_blank">Fringe</a></p>
<p>4ª – <a href="../community-a-4%C2%AA-melhor-serie-da-atualidade/" target="_blank">Community</a></p>
<p>5ª – <a href="../the-good-wife-a-5%C2%AA-melhor-serie-da-atualidade/" target="_blank">The Good Wife</a></p>
<p>6ª – <a href="../mad-men-a-6%C2%AA-melhor-serie-da-atualidade/" target="_blank">Mad Men</a></p>
<p>7ª – <a href="../modern-family-a-7%C2%AA-melhor-serie-da-atualidade/" target="_blank">Modern Family</a></p>
<p>8ª – <a href="../30-rock-a-8%C2%AA-melhor-serie-da-atualidade/" target="_blank">30 Rock</a></p>
<p>9ª – <a href="../the-vampire-diaries-a-9%C2%AA-melhor-serie-da-atualidade/" target="_blank">The Vampire Diaries</a></p>
<p>10ª – <a href="../desperate-housewives-a-10%C2%AA-melhor-serie-da-atualidade/" target="_blank">Desperate Housewives</a></p>
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		<title>Fringe, a 3ª melhor série da atualidade</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Jul 2011 04:02:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila Barbieri</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Top Maníacos]]></category>
		<category><![CDATA[Fringe]]></category>

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		<description><![CDATA[Diretamente do lado B, tenho a honra de lhes apresentar o primeiro lugar na lista de Melhores Séries da Atualidade:  Spoilers Abaixo: Informações importantes sobre a lista: esse top 10 foi formado através de uma votação entre os colaboradores do Série Maníacos. Cada um escolheu três séries diferentes, que ainda estão no ar dando notas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-large wp-image-13274 aligncenter" title="Fringe Capa" src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/Fringe-Capa-1024x640.jpg" alt="" width="500" height="311" /></p>
<p style="text-align: justify;">Diretamente do <strong>lado B</strong>, tenho a honra de lhes apresentar o primeiro lugar na lista de Melhores Séries da Atualidade: <strong><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/glyph-code-de-Fringe.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-13273" title="glyph code de Fringe" src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/glyph-code-de-Fringe-1024x135.jpg" alt="" width="153" height="20" /></a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>Spoilers Abaixo:</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span id="more-13270"></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Informações importantes sobre a lista</strong>: esse top 10 foi formado através de uma votação entre os colaboradores do <strong>Série Maníacos</strong>. Cada um escolheu três séries diferentes, que ainda estão no ar dando notas de 1 a 3. A série com a maior nota depois da somatória geral ganhou o título de “<strong>A</strong> <strong>Melhor Série da Atualidade</strong>”. <a href="../../../../../../dexter-a-3%C2%AA-melhor-serie-da-decada/" target="_blank">Dexter</a> e <a href="../../../../../../breaking-bad-a-10%C2%AA-melhor-serie-da-decada/" target="_blank">Breaking Bad</a> fazem parte da lista de <a href="../../../../../../battlestar-galactica-a-melhor-serie-da-decada/" target="_blank">melhores séries da década</a>, portanto fica claro que elas já estão entre as melhores séries da atualidade, na opinião dos colaboradores desse blog. Apenas séries veteranas com mais de uma temporada foram consideradas, ou seja, produções aclamadas como <strong>Game of Thrones</strong> não entraram. A lista será atualizada semanalmente até a medalha de ouro.</p>
<p style="text-align: justify;">O lado A que se dane. Se tem uma coisa que aprendi nesses três anos assistindo Fringe é que a realidade sempre pode ser alterada, por isso, escolhi um caminho diferente. Se no lado A Fringe fica com o 3º lugar entre as Melhores Séries da atualidade, tudo bem, eu não reclamo. (Tá bom, eu reclamo, sim. Esse parágrafo todo é um imenso mimimi).</p>
<p style="text-align: justify;">Simplesmente fiz minhas malas, levei um papo com Walter e pronto. Ele me transportou para o lado B e lá, me uni à minha cópia (a Camis de lá não é fácil, não) para um plano infalível. O resultado é que Fringe levou fácil o primeiro lugar nessa lista.</p>
<p style="text-align: justify;">Estivesse eu de qualquer um dos lados, esse texto não deixaria de ser uma homenagem a Fringe, minha série favorita em exibição e lugar garantido no Top 10 de melhores da vida. Eu não sei o que vem por aí (4ª temporada, aí vamos nós!), mas minha fé é tanta que não acredito que possam destruir minha adoração.</p>
<p style="text-align: justify;">O melhor de tudo é saber que não estou sozinha. O número de fãs fiéis e loucos por Fringe cresceu muito nos últimos dois anos e uma quantidade cada vez maior de brasileiros está nesse time. A audiência nos Estados Unidos continua capenga, todos sabem disso, mas hoje, não quero falar dos problemas.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda lembro de quando comecei a assistir a série, só para “variar o cardápio” e para conferir mais um trabalho de J.J. Abrams. Nessa época eu ainda era inocente e acreditava que J.J. era um desses gênios da TV, mas minha perspectiva sobre ele mudou, assim como minha visão a respeito de Fringe.</p>
<p style="text-align: justify;">Não dá para mentir. A primeira temporada parecia muito aleatória e prendia pouco com os casinhos semanais aparentemente sem ligação com a mitologia da série. Muitas vezes eu sofri para terminar um episódio, porque eu não sou uma fã de <em>procedurals</em>. Fringe era exatamente isso. Uma produção que seguia aquela fórmula e que me interessava pouco.</p>
<p style="text-align: justify;">Relendo alguns textos meus sobre os episódios mais antigos, porém, notei que já no final na 1ª temporada comecei a enxergar além. Foi aí que formulei minha primeira teoria fringeana, sobre uma guerra entre dois Walters. Foi aí também que me interessei pelos Glyph Codes e que passei a procurar as referências escondidas nos episódios.</p>
<p style="text-align: justify;">Justamente por isso, continuei firme e eu não poderia estar mais feliz com minha persistência. Para mim, a segunda temporada já foi ótima e deu início a um período de amadurecimento para Fringe. Mas não pensem que isso aconteceu ao acaso.</p>
<p style="text-align: justify;">Observando bem a equipe de produção entre a transição das duas temporadas iniciais é possível notar que os melhores episódios estavam sob comando de <strong>Joel Wyman</strong> e <strong>Jeff Pinkner</strong>, que sempre estiveram presentes, mas dividiam o posto de roteiristas com muitas outras pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">A partir do momento em que os dois tomam as rédeas de Fringe (inclusive como <em>showrunners</em>), a coisa muda de figura completamente. Sem essa dupla, a história de Fringe poderia ter sido muito diferente. É por causa deles que assistir Fringe se tornou uma experiência sem igual.</p>
<p style="text-align: justify;">Começamos com o episódio, formulamos teorias, procuramos pistas, deciframos Glyph Codes, procuramos significados para as mínimas coisas e debatemos. Debatemos muito. Quantas séries de TV aberta (ou fechada) proporcionam isso ao público hoje em dia?</p>
<p style="text-align: justify;">Para que vocês tenham ideia do quanto Fringe rende nas rodas de discussão, darei um exemplo. <a href="http://www.twitter.com/erika_ribeiro" target="_blank">Erika Ribeiro</a> e eu estamos sempre conversando sobre esses mínimos detalhes e um deles, especificamente, nos prendeu. Na Season Finale, Broyles (do futuro) comenta com Peter sobre um desastre que teria ocorrido em Detroit, sem dar maiores informações. Recentemente, descobrimos (e por descobrimos, eu quero dizer que a Erika descobriu) de onde poderia ter saído esse diálogo.</p>
<p><strong><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/Maquina-da-primeira-parte-da-series-finale-Alive-lju.jpg"><img class="size-full wp-image-13272 aligncenter" title="Maquina da primeira parte da series finale Alive  lju" src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/Maquina-da-primeira-parte-da-series-finale-Alive-lju.jpg" alt="" width="300" height="184" /></a><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Acontece que Fringe sempre utiliza muitas referências à DC Comics e foi de lá que saiu o design que conhecemos para a Máquina do Apocalipse, que a parece na primeira parte (ep. 1- Alive / ep. 2 &#8211; Destroyer) da Series Finale de Liga da Justiça sem Limites.</p>
<p style="text-align: justify;"> O lance de Detroit pode estar ligado à destruição da 3ª fase Liga da Justiça da América, que justamente é ambientada nessa locação. Pode ser só mais uma loucura de fãs de Fringe obcecadas demais pelo universo da série e tudo o que faz parte dele, mas achei bacana compartilhar.</p>
<p style="text-align: justify;">Acho que nem preciso falar do quão maravilhosa foi a terceira temporada. Nenhum episódio ruim. Sabem o que é isso? Temporada perfeita, que aguçou ainda mais nossa curiosidade, nos fez rir com os momentos de maluquice de Walter, nos dividiu entre Olivia e Bolivia, nos alegrou com os apelidos de Astrid e as breves (porém, significativas) aparições de Gene e nos deixou a pergunta que ainda martela em nossas cabeças: o que aconteceu com Peter?</p>
<p style="text-align: justify;">Nós até sabemos: ele nunca existiu. Mas é impossível não pensar dessa forma, cogitar onde ele estaria, como vai voltar (e se vai voltar), em como fica a dinâmica da série a partir da 4ª temporada.</p>
<p style="text-align: justify;"> Aliás, vou aproveitar o espaço e já dizer que sou contra essa teoria de muitos fãs de que Peter se transformará em um Observador. Acho impossível (ok, em Fringe tudo é possível), baseada no simples fato de que existem 12 Observadores, um para cada mês do ano. Peter seria o 13º, mas não existe 13º mês (só 13º salário, e olhem lá). Isso, sem falar nas constantes piadas da própria produção com o assunto, vestindo Joshua Jackson de Observador na Comic Con. Se isso não é uma dica de que a trama de Peter está bem distante disso, não sei o que mais pode ser.</p>
<p><strong><img class="size-full wp-image-13271 aligncenter" title="Peter Observador" src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/Peter-Observador.jpg" alt="" width="300" height="240" /><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> O que eu sei é que acompanhar Fringe semanalmente virou um exercício de paciência. Não é fácil esperar pelo próximo episódio, tentar escapar de spoilers, esperar as legendas&#8230; Mas tudo isso, faz parte da tal experiência e quem for assistir à série só depois do encerramento (que não precisa vir tão cedo, viu Tia FOX?) nunca vai compreender o que é essa angústia e nunca vai poder encontrar pessoas com quem compartilhar suas ideias como nós fazemos hoje.</p>
<p style="text-align: justify;">O mais importante para mim está no fato de que Fringe tem profundo respeito pelos fãs e até hoje, tudo o que vimos em termos de referências ou citações têm alguma utilidade prática dentro da série. Nada é por acaso ou está ali apenas para ‘encher lingüiça’. Não há nada pior do que notar que uma série subestima sua inteligência e sua capacidade perceber e conectar os fatos.</p>
<p style="text-align: justify;">Fringe é um tipo raro de programa de TV. Mistura ficção científica, drama e humor como poucas vezes eu vi acontecer. É inteligente, emocionante e às vezes, nem todo mundo entende aquele amontoado de teorias e coisas doidas acontecendo ao mesmo tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">É compreensível. Fringe criou uma intrincada rede de informações, tem mitologia complexa costurada ao longo das três temporadas e quase sempre nos apresenta conceitos científicos que vão muito além das possibilidades da nossa imaginação. Pisque os olhos no momento errado do episódio e pronto, você pode perder algo fundamental.</p>
<p>4ª &#8211; <a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/community-a-4%C2%AA-melhor-serie-da-atualidade/" target="_blank">Community</a></p>
<p>5ª – <a href="../the-good-wife-a-5%C2%AA-melhor-serie-da-atualidade/" target="_blank">The Good Wife</a></p>
<p>6ª – <a href="../mad-men-a-6%C2%AA-melhor-serie-da-atualidade/" target="_blank">Mad Men</a></p>
<p>7ª – <a href="../modern-family-a-7%C2%AA-melhor-serie-da-atualidade/" target="_blank">Modern Family</a></p>
<p>8ª – <a href="../30-rock-a-8%C2%AA-melhor-serie-da-atualidade/" target="_blank">30 Rock</a></p>
<p>9ª – <a href="../the-vampire-diaries-a-9%C2%AA-melhor-serie-da-atualidade/" target="_blank">The Vampire Diaries</a></p>
<p style="text-align: justify;">10ª – <a href="../desperate-housewives-a-10%C2%AA-melhor-serie-da-atualidade/" target="_blank">Desperate Housewives</a></p>
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		<title>Breaking Bad e a Metanfetamina</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Jul 2011 04:36:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Inojosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Breaking Bad]]></category>

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		<description><![CDATA[Em Breaking Bad, vemos Walter White, junto com seu parceiro Jesse, na tentativa de conseguir dinheiro através da manufatura de metanfetamina para sustentar sua família. A metanfetamina é uma droga que, embora seja pouco popular no Brasil, se tornou um problema público nos Estados Unidos devido aos efeitos nocivos à saúde e à violência originada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-13247 aligncenter" title="Breaking Bad" src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/Breaking-Bad.jpg" alt="" width="500" height="338" /></p>
<p style="text-align: justify;">Em Breaking Bad, vemos Walter White, junto com seu parceiro Jesse, na tentativa de conseguir dinheiro através da manufatura de metanfetamina para sustentar sua família. A metanfetamina é uma droga que, embora seja pouco popular no Brasil, se tornou um problema público nos Estados Unidos devido aos efeitos nocivos à saúde e à violência originada do tráfico de drogas. O objetivo deste texto é explicar, através do uso da ciência econômica, o porquê de as pessoas consumirem esse produto e as autoridades terem perdido o controle em relação a ele.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-13245"></span></p>
<p style="text-align: justify;">O ser humano é dotado de certas características. Uma delas é a de que ele possui certas necessidades, as quais tenta sanar através do consumo de alguns bens. Em momentos de fome, por exemplo, procura obter comida para satisfazer esta necessidade. Entretanto, nem todas as necessidades humanas são tidas como virtuosas e, às vezes, elas só podem ser sanadas através do uso de algumas substâncias viciosas, como álcool, cigarro ou drogas. O governo, assumindo que certos vícios devem ser evitados, tende a historicamente utilizar políticas para restringir o contato dos cidadãos com as drogas.</p>
<p style="text-align: justify;">A mais popular destas políticas é a proibição, na qual é definido que determinada substância não pode ser produzida e vendida em território nacional e criminaliza aqueles que o façam. Dependendo do país, pode haver criminalidade para o consumidor, ou uma obrigação de este passar por um processo de reabilitação. Ainda que muitas dessas políticas sejam tomadas com a intenção de serem considerados nobres, este tipo de política não consegue frear o instinto humano por procurar certos bens.</p>
<p style="text-align: justify;">Para deixar isto claro, gostaria de fazer ao leitor a seguinte pergunta: caso a venda de chocolate fosse proibida, você deixaria de consumi-lo da noite para o dia ou procuraria novos meios de fazê-lo? A mesma lógica vale para as drogas. Se alguém tem certa demanda por este produto, continuará a tentar manifestá-la. É graças a isto que surge agentes do mercado negro, os quais tentam ganhar dinheiro através desta demanda existente, mas que não pode ser atendida por nenhuma empresa legal. A existência de pessoas como Walt, Jesse, Gus, Crazy-8, é nada mais do que uma consequência natural de um processo de mercado.</p>
<p style="text-align: justify;">Devido à existência deste mercado, o governo deve contra-atacar com políticas com a da guerra as drogas, na qual uma parte considerável do orçamento com segurança é utilizada para tentar combater estes agentes. Estas políticas podem ser relativamente bem sucedidas ou não, mas em ambos os casos temos consequências econômicas por estas ações governamentais.</p>
<p style="text-align: justify;">Caso a política não seja bem-sucedida, acontece que as pessoas continuarão consumindo o produto como antes, e o que acontece é um aumento no preço por um motivo óbvio: a falta de concorrentes no setor. A política governamental, além de ser ineficaz, gera uma consequência que ela mesma não consegue controlar. Este foi basicamente o caso da Lei Seca, muito bem retratado em <a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/boardwalk-empire-sexo-alcool-e-jazz/" target="_blank">Boardwalk Empire</a>, ou o atual caso da guerra contra as drogas envolvendo a maconha nos Estados Unidos. Ficamos em um mundo que as drogas continuarão existindo, com preços mais elevados e a violência envolvendo o mercado negro como consequência.</p>
<p style="text-align: justify;">Caso a polícia seja relativamente eficaz na interceptação destas drogas, acontecerão outras consequências tão ou mais desfavoráveis quanto caso seja ineficaz. Com mais drogas sendo interceptadas, por terem menos produtos no mercado, o preço subirá e por consequência a demanda cairá. Empiricamente, esse é um mercado que é bom efetuar a venda em larga escala, então a margem de lucro dos traficantes irá cair. Com a margem de lucro menor, o traficante tentará procurar outra droga que cause um efeito similar e a matéria-prima seja mais abundante.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-13246 aligncenter" title="Meta" src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/Meta.jpg" alt="" width="500" height="304" /> <em>Esse é o resultado de uso prolongado de metanfetamina durante dez anos. E vocês achavam que os amigos do Jesse que eram sequelados? </em></p>
<p style="text-align: justify;">Isto acontece aqui no Brasil com o crack no lugar da maconha, já que ambos possuem o mesmo efeito no corpo da pessoa, porém o crack por ser mais abundante no mercado pode ser vendido em maior escala para a população de baixa renda. Vale notar que, com o aumento das represálias ao crack, o oxi está começando a surgir no Brasil, este é um ciclo trágico e que continuará se perpetuando como uma consequência da guerra contra as drogas. Nos Estados Unidos, acontece o mesmo com a metanfetamina, que é nada mais do que um substituto para o efeito estimulante da cocaína.</p>
<p style="text-align: justify;">Este é o pior dos mundos que a sociedade pode alcançar. Se os efeitos da cocaína já são considerados letais para o corpo e o potencial de vício gigantesco, a metanfetamina surge com consequências piores do que seu precursor. À medida que o combate contra a meta for se intensificando, é provável que exista outro substituto ainda pior. Por incrível que pareça, felizes eram os tempos áureos da cocaína, onde as pessoas consumiam apenas essa droga e a metanfetamina era apenas um remédio.</p>
<p style="text-align: justify;">Não existe uma fórmula para impedir as pessoas de consumirem drogas que causem certos efeitos, pois essa demanda é inerente ao próprio homem. O que pode ser feito é descobrir uma forma de minimizar os efeitos ocasionados por elas. A guerra contra as drogas só perpetua o crack e a metanfetamina como substitutos para, respectivamente, a maconha e a cocaína, e a melhor forma de combatê-las é fazendo com que as drogas consideradas relativamente menos pesadas possam concorrer com elas. Pode não ser uma solução agradável, mas a quimioterapia também não é.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://twitter.com/guilhermeifc" target="_blank">@guilhermeifc</a></p>
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		<title>Community, a 4ª melhor série da atualidade</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Jul 2011 03:13:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaque Criscuolo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Top Maníacos]]></category>
		<category><![CDATA[Community]]></category>

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		<description><![CDATA[Chegamos ao posto da quarta melhor série da atualidade e, felizmente, Community ocupa essa posição ainda que seja injustamente dispensada e esquecida pela maioria das premiações. Você que ainda não assiste a série, sinta-se envergonhado e termine de ler este texto para ter ainda mais certeza de que deve começar a assistir. Você que já [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-13165 aligncenter" title="Community" src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/Community.jpg" alt="" width="500" height="317" /></p>
<p style="text-align: justify;">Chegamos ao posto da quarta melhor série da atualidade e, felizmente, Community ocupa essa posição ainda que seja injustamente dispensada e esquecida pela maioria das premiações. Você que ainda não assiste a série, sinta-se envergonhado e termine de ler este texto para ter ainda mais certeza de que deve começar a assistir. Você que já acompanha, siga-me durante esta exaltação digital de uma das melhores comédias nerds/sériemaníacas da TV.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-13163"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Informações importantes sobre a lista</strong>: esse top 10 foi formado através de uma votação entre os colaboradores do <strong>Série Maníacos</strong>. Cada um escolheu três séries diferentes, que ainda estão no ar dando notas de 1 a 3. A série com a maior nota depois da somatória geral ganhou o título de “<strong>A</strong> <strong>Melhor Série da Atualidade</strong>”. <a href="../../dexter-a-3%C2%AA-melhor-serie-da-decada/" target="_blank">Dexter</a> e <a href="../../breaking-bad-a-10%C2%AA-melhor-serie-da-decada/" target="_blank">Breaking Bad</a> fazem parte da lista de <a href="../../battlestar-galactica-a-melhor-serie-da-decada/" target="_blank">melhores séries da década</a>, portanto fica claro que elas já estão entre as melhores séries da atualidade, na opinião dos colaboradores desse blog. Apenas séries veteranas com mais de uma temporada foram consideradas, ou seja, produções aclamadas como <strong>Game of Thrones</strong> não entraram. A lista será atualizada semanalmente até a medalha de ouro.</p>
<p style="text-align: justify;">Motivos não irão faltar para declarar que Community merece estar nessa lista, afinal duas temporadas foram mais do que suficientes para provar a qualidade da trama que começou em 2009 com uma ideia simples e diálogos tão inteligentes e provocantes que deixam meus olhos brilhantes a cada vez que assisto aos episódios. Claro que nesse jogo televisivo não dá para acertar sempre, mas os erros são esquecidos quando a qualidade é mantida por tantos episódios.</p>
<p style="text-align: justify;">A série possui personagens riquíssimos e de realidades diversas. Estão lá Jeff, Britta, Annie, Abed, Troy, Shirley e Pierce participando de tramas de baixo orçamento, predominantemente gravados na sala de estudos onde os seis se reúnem em quase todos os episódios. A estrutura narrativa é sempre a mesma: um acontecimento, discussão entre o grupo, resolução do problema e lição de moral. Ainda assim, alguns episódios fogem da fórmula e provocam as melhores catarses televisivas. Exemplo: os de Paintball.</p>
<p style="text-align: justify;">Dentro dessa estrutura narrativa clichê, o que diferencia Community, além de seus personagens de ideais opostos, é a metalinguagem e as referências ao mundo pop/nerd/cult. Como pilar para estas referencias temos Abed, um dos melhores personagens nerds EVER. Arrisco até a dizer que gosto mais dele do que do Sheldon Cooper, que já está dando na paciência por segurar The Big Bang Theory sozinho.</p>
<p style="text-align: justify;">Aliás, falando em personagem que segura toda uma série, este é um erro que Community não comete. Todos os personagens, inclusive o Señor Chang e o Reitor, são únicos e dividem entre si o estrelato. Claro que alguns têm mais atenção do que outros, como o Abed e o Jeff, mas está tudo bem equilibrado no roteiro. São seres complexos e importantes que só funcionam em conjunto. Tente tirar a Annie ou o Pierce do jogo e veremos o problema que vai dar. Afinal, é essa diversidade que me encantou e encanta muita gente. Preferidos sempre irão existir, mas é bom saber que a trama dos outros personagens pode te divertir ou animar da mesma forma.</p>
<p style="text-align: justify;">Voltando às referências, me divirto quando os roteiristas da série elaboram episódios com a estrutura narrativa de um filme de ação, ou série médica, policial e etc. Isso prova a genialidade e nerdice dos escritores, principalmente quando tu é capaz de perceber uma referência. Outro aspecto maravilhoso da série são as referencias ou críticas a outras séries. Uma produção televisiva que brinca com o próprio mundo em que está inserida. Cada episódio é uma sopa/salada/mistura de referências e um prato cheio para qualquer série maníaco, afinal sua série favorita pode ser citada a qualquer momento.</p>
<p style="text-align: justify;">Para ilustrar a eficácia dessa tradição em referências, vale lembrar do episódio <a href="http://www.seriemaniacos.com.br/community-2x1920-critical-film-studiescompetitive-wine-tasting/" target="_blank">2&#215;19</a> quando Jeff prepara uma festa temática sobre Pulp Fiction para o Abed e ainda neste mesmo episódio Abed faz uma ‘simulação’ de My Dinner With Andre, filme de 1981. Por último, vai o <a href="http://www.seriemaniacos.com.br/community-2x0708-aerodynamics-of-gendercooperative-calligraphy/" target="_blank">2&#215;08</a> que brinca com episódios de baixo orçamento fazendo um episódio de baixo orçamento com os personagens durante o episódio inteiro em um só cenário. É ou não é motivo para amar Community?</p>
<p>E você, o que acha da série? Compartilhe seu momento favorito.</p>
<p>5ª &#8211; <a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/the-good-wife-a-5%C2%AA-melhor-serie-da-atualidade/" target="_blank">The Good Wife</a></p>
<p>6ª – <a href="../mad-men-a-6%C2%AA-melhor-serie-da-atualidade/" target="_blank">Mad Men</a></p>
<p>7ª – <a href="../modern-family-a-7%C2%AA-melhor-serie-da-atualidade/" target="_blank">Modern Family</a></p>
<p>8ª – <a href="../30-rock-a-8%C2%AA-melhor-serie-da-atualidade/" target="_blank">30 Rock</a></p>
<p>9ª – <a href="../the-vampire-diaries-a-9%C2%AA-melhor-serie-da-atualidade/" target="_blank">The Vampire Diaries</a></p>
<p>10ª – <a href="../desperate-housewives-a-10%C2%AA-melhor-serie-da-atualidade/" target="_blank">Desperate Housewives</a></p>
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		<title>A lenda de Firefly</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jul 2011 03:04:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mateus Borges</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Firefly]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma sequência de batalha, toques espaciais e tropas envolvidas na poeira do deserto. Mal então entra em cena, troca algumas palavras com Zoe e quebra o protocolo para que um colega possa chamar reforços (fazendo uma piada no processo). Quando eles não vêm, tudo o que resta para ele é sentar e observar a causa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/Serenity.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-13140" title="And they have a plaOps. Série errada." src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/Serenity.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Uma sequência de batalha, toques espaciais e tropas envolvidas na poeira do deserto. Mal então entra em cena, troca algumas palavras com Zoe e quebra o protocolo para que um colega possa chamar reforços (fazendo uma piada no processo). Quando eles não vêm, tudo o que resta para ele é sentar e observar a causa que amou e lutou chegar ao fim. Seis anos depois, no meio de um trabalho, ele e a tripulação da Serenity são obrigados a fugir.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa é a incrível cold open de Firefly. Incrível mesmo. Até melhor: eficaz. Só com esses poucos minutos a série já te explicou:</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-13081"></span><strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A dinâmica entre os personagens –</strong> Notem a primeira ação de Mal, promovendo alguém para poder chamar reforços. Não é necessariamente correto, não é de acordo com o protocolo, mas é bom para aquele grupo de pessoas e apoiado por boas razões e intenções. Justamente o tipo de coisa que o personagem viria a fazer dezenas de vezes no futuro em cima das mesmas justificativas, ou seja, a base de todas as ordens que ele deu para a tripulação da sua nave, e por consequência, dos relacionamentos e divisões dentro dela, através de uma pequena violação no calor da batalha.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O humor – </strong>Nesse mesmo momento, Mal parabeniza o soldado pela promoção que não mereceu. Simples, rápido, até sem grande importância, mas interessante notar como desde o primeiro segundo a série já tinha compreendido, definido e encontrado coisas simples como o estilo de humor, a própria linguagem de cada um.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O tempo e o vilão da história – </strong>Com o corte de uma cena épica para o calmo vazio do espaço, a edição nos deixa saber instintivamente que a história se passa em um período pós-guerra. E nessa mesma deixa, a primeira cena no tempo presente da série mostra a Serenity correndo da coisa mais próxima de um vilão que Firefly tem: a Alliance. Como se o visual cinza de suas roupas não fosse suficiente, ela jogou mais esse importante lembrete de que aquele grupo de pessoas significa perigo constante para a tripulação antes mesmo da abertura (também prenunciando, através da fuga, a entrada de Simon e River na nave).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O protagonista &#8211; </strong>Existe maneira melhor de fazer você simpatizar com alguém do que destruir o sonho dessa pessoa? Do que mostrar algo pelo qual ela tanto lutou ser destruído bem na sua frente? Firefly fez isso com o fim da guerra e a imagem clássica das explosões refletidas nos olhos do protagonista, oferecendo não só a tão importante conexão da audiência com Mal, como algo essencial para que o arco do personagem, os relacionamentos dele e toda aquela posição e aura funcionem:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A sua motivação &#8211; </strong>Tudo que ele faz é, de uma maneira ou outra, em razão daquela derrota, ver a batalha onde ela ocorreu é mais forte do que ouvir sobre através de algum diálogo no futuro, um roteirista como Whedon sabe e por isso começamos exatamente nela. Até a edição trabalha em favor de fazer a audiência simpatizar com o personagem e entendê-lo, cortando de Mal tendo o seu sonho destruído direto para o simbolismo dele virado de cabeça para baixo na escuridão do espaço.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A estética – </strong>De um lado, lasers, naves espaciais, comunicadores e toda a sua típica parafernália sci-fi. Do outro, um imenso deserto, a aparição cowboy de Mal e roupas típicas. Todo o encontro de gêneros da série em um curto espaço de tempo, sem qualquer diálogo que indique ou explique. Space western já é difícil de vender tanto por motivos tanto lógicos quanto narrativos, assim, habilidade em lidar com ele desde o primeiro minuto é sempre um bom sinal de que a série em questão não terá problemas em dar continuidade e desenvolver o seu subgênero com competência.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>As funções e personalidades de cada personagem –</strong> A primeira impressão sempre é a mais forte, e &#8220;Serenity&#8221; é brilhante em dar incríveis entradas para os principais:  Zoe dá cobertura para Mal na guerra, sendo forte como de costume e antecipando a sua posição na nave, Jayne está assistindo Mal em um trabalho, focado no dinheiro e beirando o insuportável, Wash brinca com dinossauros enquanto pilota a nave, Kaylee aperta um painel que fica bem ao lado do desenho de uma flor&#8230; Detalhando e controlando tudo dessa maneira, a série passa uma segurança tremenda na habilidade da audiência em absorver aquilo, recebendo como resposta um dos elementos essenciais para qualquer programa: confiança.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/Firefly1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-13082" title="The hammer is my penis." src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/Firefly1.jpg" alt="" width="595" height="158" /></a><strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8220;We are not gonna die. You know why? Because we are so very pretty. We are just too pretty for God to let us die.&#8221; –</strong> Isso não quer dizer nada. Apenas é divertido.</p>
<p style="text-align: justify;">Até séries melhores não conseguiram esse feito de compactar tanta coisa em poucos minutos. Não que elas tenham culpa, pilotos são criaturas difíceis por natureza: o roteiro e direção precisam estabelecer personagens, estilo, ritmo, ambientação, estrutura, temas, padrões, aparência, milhares de coisas. Geralmente leva tempo. O piloto de Firefly? Metade do serviço em 10 minutos.  E ao nos aprofundarmos nele, é interessante perceber como completou a outra metade. Afinal, Whedon não estava tentando reinventar a roda com esse episódio: &#8220;Serenity&#8221; é apenas um conjunto interessante de histórias velhas de gêneros diferentes. Mas no que ele sucede é em procurar um novo ângulo para elas, em pegar elementos básicos da televisão e torná-los elementos básicos de Firefly.</p>
<p style="text-align: justify;">Começando por algo tão simples como o próprio diálogo. Sabem <a href="http://youtu.be/wlonv3yJCL4" target="_blank">aquelas montagens</a> com personagens de vários filmes dizendo as mesmas frases? Isso não é coincidência, é pura preguiça. E preguiça é o maior inimigo do bom diálogo. Já cansei de ver séries escolhendo respostas padrões para perguntas mais padrões ainda, interações entre amigos engessadas pela previsibilidade, discussões tão feijão com arroz que no final você está implorando por uma batata frita&#8230; Em Firefly, Whedon e seus roteiristas <strong>NUNCA</strong> fazem isso. Dá pra sentir eles obcecados com a tarefa de achar as melhores, mais significativas e divertidas alternativas para frases ou respostas comuns. Não só isso, mas sempre refletindo os personagens nelas. Os seus pontos de vista, os seus sensos de humor, as suas reações, relações e etc. Firefly sempre manteve controle total disso, e se você ama como alguém fala e o que ela fala, impossível não amar esse alguém.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo, a estrutura. É uma cena inicial (teaser, cold open, como você quiser chamar) seguida da abertura e quatro/cinco atos posicionados entre comerciais. Não tem muito como fugir, todos os dramas comuns de todas as emissoras abertas trabalham assim. Mas o que Firefly faz com essa ordem artificial é uma coisa linda de morrer, tão simples como bem executada. Normalmente, em séries de casos da semana (algo que a criação de Whedon, por mais space western que seja, não deixa de ser), você tem a resolução do caso mais ou menos na mesma faixa do minuto 30 ao minuto 37 do episódio. Ou seja, saindo da investigação de mesa ou da interrogação, para a epifania e então direto para o clímax – tudo em menos de sete minutos, atravessando cenas de funções diferentes no processo. Assim, a série ganha um espaço grande para mostrar resoluções comuns: o conforto das vítimas da semana, uma conversa de significado pessoal entre os médicos/vampiros/policiais, uma cena do protagonista tocando piano enquanto a câmera se afasta pela janela, um personagem refletindo sozinho depois de ouvir uma confissão, a velha montagem cheia de amor&#8230; Joss Whedon não criou tempo para isso. Enquanto as histórias de séries nessa categoria geralmente sobem e descem de acordo com zonas de conforto, Firefly nunca parava de ir em direção ao céu. Era uma construção constante da história em direção do clímax, que sempre ocorria durante os 10 minutos finais e era posicionado de tal maneira que não permitia um longo período de calma e contemplação após os acontecimentos – com a exceção de uma ou duas inteligentes e pequenas cenas.</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo isso, todos esses fatores, levam ao mais importante. Aquele resultado que permite a sobrevivência de Firefly como uma forte figura cultural entre fãs de televisão: o amor que os seus fãs tinham por ela. Essa qualidade deliciosamente desesperada, as palavras e diálogos que são tão bons que acabam sendo facilmente aplicados em conversas e se tornam partes presentes dos vocabulários dos fãs, as melhores histórias no encontro dos temas e personagens tão bem compreendidos por Whedon e seus roteiristas que você só quer passar mais um tempinho com eles, por menor que seja.  Como não amar? Como não querer que uma série dessas retorne? Televisão é um continuo processo de aprimoramento, Firefly saiu pronta do forno.</p>
<p style="text-align: justify;">Dessa maneira, logo depois que a cena tão mencionada ali em cima acabou e a impecável abertura rolou pela primeira vez, eu já sabia que seria um prazer devorá-la. E ainda bem que muitos também perceberam a série desse jeito, se apaixonando tanto que fizeram Firefly seguir em frente como um filme. Quer dizer, séries já voltaram por simples potencial, custo-benefício, maquinações empresariais, acaso&#8230; Mas puro amor? Em tempos como esses?</p>
<p style="text-align: justify;">Isso é coisa de lendas.</p>
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