->

Durante muitos anos fui uma garota de Vegas. Sempre gostei das luzes, dos cassinos e da agitação. Nessa temporada, no entanto, me mudei para New York.
Spoilers Abaixo:
CSI sempre foi perfeito para mim. A equipe era ótima, os diálogos inteligentes e os casos interessantes. CSI NY não ficava muito atrás, com um bom enredo e finais de temporadas esplendidos. Mas faltava alguma coisa, algo que CSI sempre teve.
Num desses dias chuvosos, li em site que CSI estava se tornando o novo ER, devido a sua perduração e troca de personagens. Não concordo. ER sempre preparou o telespectador para mudanças no elenco. Novas personagens eram introduzidas antes de alguém morrer ou mudar de cidade. O problema de CSI é que foram tiradas não apenas uma personagem importante, mas três, em um curto período. Quando Jorja “Sara” Fox saiu da série, muitos ficaram decepcionados, mas a vida (e a trama) continua. O público estava se acostumando com a perda da CSI Sidle, e então chega o final de temporada e Warrick Brown é assassinado. Não fosse o suficiente, Grissom, o cara com as frases de impacto e citações das tirinhas do Charlie Brown, resolve deixar Las Vegas também. Claro que Lawrence Fishburne e Lauren Lee Smith foram boas escolhas para o novo elenco, mas mesmo assim ficou aquele buraco. Assim como Grissom, Warrick e Sara, a essência que CSI tinha a mais do que CSI NY, deixou a cidade do pecado.
Não sei se foi a quebra do ritmo de CSI, ou se a trama de CSI NY realmente ficou boa nessa temporada, mas sei que uma hora depois que um episódio da equipe de Mac Taylor saia na net, eu já havia baixado. O início foi ótimo, com um episódio de seqüência do final da 4ª temporada.
Continuou interessante com o arco da Stella e dos contrabandistas gregos. Isso levou a um perfeito season finale em duas partes.
A primeira parte é um episódio que fecha o arco da história grega. O interessante desse episódio é que a própria Melina “Stella” Kanakaredes que escreveu. O episódio se passa em boa parte na Grécia, revela mais um pouco sobre o passado de Stella e termina com um momento afetuoso entre Mac e Stella (o que eu sempre gosto de ver). A única coisa que eu não gostei foi como tudo terminou fácil demais. Essa foi uma trama que iniciou no começo da temporada, com Stella sendo agredida e recebendo um pacote com um rato morto dentro. Tudo deu a entender que Bonasera estava se metendo em algo perigoso. Quando vi que o maior perigo que ela correu foi ficar no seu quarto de hotel menos de cinco segundos com um homem armado, me senti meio traída. O roteiro se focou mais no desenvolvimento do caso do que na sua conclusão.
Depois daquele final bonitinho do episódio 23 de CSY NY, chega um dia depois a segunda parte do final de temporada. Esse sim é um episódio genial – tudo se encaixa, sem deixar nenhuma ponta solta. A trama ocorre em torno do assassinato da detetive Jessica Angell (muito triste).
Logo no início pode-se perceber que será um episódio tenso, pois começa com cenas fortes de cada uma das personagens. O resto conta com um tiroteio bem bolado, a análise da cena do crime de costume e Flack atirando uma segunda vez na pessoa que matou Angell (adorei!). E daí quando o caso é resolvido, e você está calmo assistindo aos últimos três minutos do episódio, com a equipe reunida em um bar lembrando coisas boas de Jess, acontece aquela coisa que faz com que você fique pasmo quando a tela fica preta e o nome de Jerry Bruckheimer aparece. Você xinga a família inteira daqueles que produziram/escreveram/dirigiram o episódio por ser tão fantástico. Quando Stella está fazendo um brinde a Angell, um carro prata aparece (assim como o carro do Flack no começo do episódio) e coloca uma arma pela janela. O resultado se resume a vários vidros quebrados e cinco CSIs, um detetive e um legista tentando se proteger.
Depois de assistir a esse final de temporada bombástico, fui ver o final de CSI (que de fato eu deveria ter assistido antes). Não é que a nona temporada tenha sido ruim. Teve muitos episódios bons, mas ainda não me acostumei em ver o Morfeu sendo o ponto principal da série. Uma coisa que eu não me conformo é que quando o Grissom sai, Catherine vira chefe, o que teoricamente significaria um destaque maior na trama. O que acontece é exatamente o oposto, ela aparece menos.
Outra coisa que eu não gostei foi do episódio 200, que embora interessante, não foi muito digno. Mas indignações a parte, vamos falar do final de temporada. Para um seriado que já fechou com episódios marcantes como “Grave Danger”, com Nick sendo enterrado vivo; “Living Doll”, com Sara entre a vida e a morte e “For Gedda”, assassinando o CSI Brown, esse final é mais uma decepção para a temporada.
O episódio não tem nada demais, parece um episódio rotineiro de meio de temporada. Um assassinato, uma resolução de um caso mais ou menos interessante, um conflito entre dois CSIs, uma falta de participação da chefe Willows, a ausência do CSI Stokes, e nos vemos na décima temporada. Eu sei que é preciso que o público se envolva com as novas personagens, mas isso só acontece com o tempo. Acho que depois das perdas desse ano, era importante uma participação grande dos dois últimos criminalistas do elenco original.
Ofertas Submarino



![Coleção Completa: As Brumas de Avalon [4 volumes]]( http://i.s8.com.br/images/books/cover_tn/img6/pq21472846.jpg)







.
.
.
Postado em: 28/06/2009 às 20:42
Adorei e concordo com tudo que vc disse. A Cath deveria ter uma participação muito maior. eu também acho q CSI NY é o melhor pq tem mais envolvimento pessoal, mais ação e os casos são melhores. Eu queria comentar sobre o episódio SNOW DAY. Foi um grande seaso finale, cheio de ação e perigo, e mostrou pela primeira vez deverdade a relação entre Lindsay e Danny. É só isso!
PS: não sei se vc concorda mas acho que Mac e Stella deviam ficar juntos no final da série.
Postado em: 10/07/2009 às 20:07
Realmente foi um total desgosto o final da 9ª temporada de CSI… realmente sempre esperamos ótimas season finale…
Nesse momento Miami e NY estão esmagando Las Vegas.
Abaixou a qualidade, abaixou a audiência…
Postado em: 21/07/2009 às 16:28
Concordo com o comentário feito pela Camila acerca do CSI Las Vegas.
Acho que a saída dos personagens deveria ter sido preparada.
Tenho receio que a série não sobreviva.
Não concordo, não aceito a saída o Warrick Brown da série. Um ator com problemas de drogas??? Por causa disso matar o personagem??? Achei que estivéssemos no séc. XXI e não na Idade Média.
Não há chance de retorno… Para Sarah e Grissom ainda há salvação…
Acho que vão ter que fazer mágica para a série sobreviver…
Postado em: 21/07/2009 às 16:30
A nona temporada do CSI Las Vegas ficou devendo esclarecer porque o perito que trabalha no laboratório do DNA e que estava envolvido com a morte de Warrick saiu ileso.
Pelo que me lembro era ele quem fazia as ligações, os contatos com o policial corrupto.