->

Magnífico. Esplêndido. Sensacional. Espetacular. Maravilhoso. Excelente. Majestoso. Grandioso…
Honestamente, não sei com quantos sinônimos eu vou poder expressar o quão fantástico foi esse Season Finale, isso sem falar, é claro, dessa Temporada, e de Damages, em geral, que é uma série que não dá para expressar em palavras senão com seu único sinônimo: Perfeição.
Spoilers Abaixo:
Vi o episódio que encerra essa Temporada de Damages há umas duas horas. Quando ele acabou, dando espaço a uma tela preta e os créditos finais, fiquei em estado de choque. Não sabia o que escreveria nessa review, pois nem o melhor dentre os poetas colocaria em palavras os sentimentos que esse episódio despertou em mim. Ninguém é capaz de descrever com exatidão e perfeição as atuações fantásticas de Glenn Close, Rose Byrne, Tate Donovan, Lily Tomlin, Martin Short, Ted Danson e Campbell Scott. É uma verdadeira missão impossível explicar, por meio das palavras, a profundidade que muitas pessoas não conseguem ver no roteiro da série. E por isso, pela incapacidade que “essas pessoas” tiveram de se aprofundar num roteiro detalhista, autêntico, e por vezes obscuro, a melhor série da TV Americana dos últimos anos apresentou, no último dia 19, esse que deve ser o seu último episódio.
Peço desculpas se estou parecendo sentimental e um tanto quanto confuso em minha linha de raciocínio, começando minha review de uma forma que, provavelmente, vocês não esperariam. Mas, uma vez que percebi ser impossível descrever Damages ou até mesmo ser audacioso a ponto de querer avaliar esse episódio, eu simplesmente relaxei. Tomei um banho, sentei em frente ao meu notebook e, com o fim da Damages fresco em minha memória, comecei a escrever tudo o que ia saindo, ao som de When I Am Through With You. Entendo, entretanto, que não é de interesse de nenhum de vocês, os meus sentimentos quanto à série, mas sim, minha análise pura e imparcial sobre o episódio. Espero que compreendam que para esta ocorrer, meus sentimentos devem ser levados em consideração, portanto, não considero esses dois últimos parágrafos como desnecessários, uma vez que os farão entender a pessoa por trás das palavras… Sem mais delongas, vamos ao episódio.
Começo minha análise me desculpando. Cometi um erro terrível na minha última review, ao dizer que Tom Shayes era a grande estrela da Temporada. Não errei por completo, devo salientar. Tommy é sim o grande herói da Temporada, pelo menos para aqueles que tiveram seu dinheiro roubado por Louis Tobin. Mas o que seria de um herói sem um vilão? E é exatamente a figura do vilão que pode receber o título de “estrela” numa Temporada tão magnífica que parece até heresia denominar apenas um personagem dessa forma. Estou me referindo, obviamente, a Joe Tobin. Aquele homem que nos primeiros episódios só queria trazer paz para sua família e fugir do estigma de ser filho de um ladrão. Este mesmo homem que matou a própria filha por dinheiro, ou melhor, por impunidade. Um homem que, sob a justificativa de que fazia tudo pela família, destruiu a todos aqueles que o amavam e que ele dizia amar. Se pegarmos o Joe Tobin nos apresentado na premiere e compararmos com o que vimos nesse episódio, a única semelhança entre eles será Campbell Scott que, por sinal, fez um trabalho espetacular no desenvolvimento de seu personagem
Foi Joe Tobin que, no desespero, mostrou o quanto é fraco e perdeu tudo aquilo que ele dizia proteger. Foi Joe Tobin quem matou Tom Shayes. Foi Joe Tobin o responsável pelo suicídio de Marilyn. Foi Joe Tobin que deu o tom desse episódio, transformando-o em algo memorável.
Que eu gostei desse episódio, acho que ficou bem óbvio, mas por quê? Acho que simplesmente porque conseguiram terminar de maneira espetacular toda a trama minuciosamente desenvolvida nessa Temporada. Conseguiram encaixar todas as histórias paralelas, como a de Michael e a de Frobisher, na trama central. Conseguiram, aliás, amarrar algumas pontas soltas da Segunda Temporada, com o retorno de Wes que, de certa forma, remeteu também a uma trama da Primeira Temporada, no caso, a morte de David. E além disso tudo, em apenas 1 hora, conseguiram dar um fim satisfatório para a série, caso este seja, de fato, o Series Finale.
Isso sem falar é claro, das atuações fantásticas de velhos conhecidos, sempre citados em minhas reviews, mas que conseguiram chegar a um nível inimaginável em cenas que certamente serão imortalizadas em minha memória. Cenas como as de Patty, Tom e Ellen, que mostraram o quanto esse trio principal estavam afiadíssimos nos personagens que desenvolveram por três anos. Cenas de alguns “retornos” como Timothy Olyphant e Zeljko Ivanek, que abrilhantaram ainda mais essa Finale. Cenas como aquela de Marilyn e Tobin, que mostrou a ruína da família Tobin. Cenas como a de Ted Danson e o seu sempre egoísta Arthur Frobisher encarando a morte. Cenas como aquela do fim do episódio, onde o silêncio significativo de Patty Hewes à pergunta de Ellen Parsons nos comprova que Damages não é e nem nunca foi uma “simples” série de TV.
Uma fala de Michael sempre repercutia na minha cabeça quando eu tentava entender Patty: “As pessoas te deixam ou morrem. São os únicos finais possíveis para você”. E mais do que nunca isso se mostrou verdadeiro. Tanto para aqueles que deixaram Patty, como é o caso do próprio Michael, quanto para aqueles que vieram a morrer, como o Tom. E Tom é só mais uma vítima do desastre que é se envolver com Patty Hewes. Mais uma vítima que se une à Ray Fiske, Uncle Pete e Julia, que ainda hoje assombra Patty.
Cavalos, sangue, o Julian Decker, um buraco na parede, coisas aleatórias que tornam a muralha que chamamos de Patty Hewes em uma mulher frágil, assustada e solitária. E tudo por quê? Por uma única decisão. Aquela que Patty teria que tomar para determinar se viria a se tornar a mulher que hoje é, ou apenas mais uma esposa e mãe de família. Conhecendo Patty há três anos, e tendo consciência de qual caminho ela decidiu seguir quando seu medico lhe deu um ultimato, podemos entender e até mesmo justificar seus atos. Atos que, indubitavelmente, serão sempre guiados pela decisão que a jovem Patty teve que tomar.
Decisão que é semelhante àquela que Ellen Parsons tomou ao ficar ao lado de Patty, como fica subentendido. Se só existem dois finais possíveis ao lado dela, Ellen assume o risco de ambos e, exatamente por isso, pode vir a ser aquela que não vai terminar nem de um jeito nem de outro. Talvez seja Ellen a pessoa que estará ao lado de Patty Hewes em seu próprio final, quando ela for se encontrar, finalmente, com todos os fantasmas de seu passado. Talvez seja Ellen a pessoa a realizar seu último desejo. Talvez seja Ellen a pessoa a jogar as cinzas de Patty Hewes naquele lago. Porque até mesmo uma mulher como Patty Hewes irá virar cinzas um dia.
Por isso, ironicamente, termino minha review defendendo o cancelamento de Damages. Não há razão para vermos Patty Hewes virar cinza se podemos acabar a melhor série da televisão vendo ela se tornar simplesmente humana, no exato momento em que se calou, em um silêncio dos mais significativos que já vi na TV.
Ofertas Submarino


















Postado em 21/04/2010 às 0:56
E uma qualidade como a do episódio de hoje e até como toda a série, se foi encontrada, dá pra contar nos dedos de uma mão. Brilhante. Damages se superou.
Genial.
Postado em 21/04/2010 às 1:27
Faço minhas as suas palavras sobre o episódio e esta temporada de Damages, com certeza um dos melhores dramas da atualidade complexo, envolvente. Acho que vão cancelar mesmo é uma pena, mas se foi um fim foi em grande estilo.
Postado em 21/04/2010 às 1:46
Tem uns dez minutos que eu acabei de ver e como você, fiquei em estado de choque.
Acho que você disse tudo, então nem vou precisar falar nada, quer dizer, a única coisa de diferente é que eu não defendo o cancelamento, haha, entendi seu ponto, mas não vou conseguir ficar sem Patty Hewes. De qualquer forma, se a série acabou mesmo, então pelo menos acabou da maneira mais espetacular possível, e com certeza é uma das melhores séries que eu já vi e tenho certeza que muitos também acham isso.
Parabéns pelas reviews, leio sempre, nem sempre comento, mas acho super bem escritas e inteligentes. Espero que tenha uma quarta temporada pra você comentar mais.
Damages <3
Postado em 21/04/2010 às 2:37
Sra Patty Hewes,
quando eu crescer quero ser igual a você.
Confesso que quando de te conheci achei que você fosse o gato da bruxa do 71,o satanás. Mas os episódio foram passando e pude entender suas razões.
A repulsa transformou-se em admiração.
O ódio transformou-se em amor.
A desconfiança em devoção.
Foram 3 anos maravilhosos ao seu lado.
Saudades eu tenho do Tio Peter, do Ray, David, Arthur, Greg Molina e a gostosona-loira-fenomenal-do-azeite-extra-virgem!
Falando em azeite Patty, que dialogo foi aquele!
Michael é apenas um tolo que não sabe reconhecer o valor que a sra tem. Coisa bonita que fizeste com a esposa dele. Quem ela estava pensando que era? Respeito é bom e nós gostamos.
Espero que Ellen venha a trabalhar contigo, pois percebo que ela é a Julia que não veio.
Espero muito também que possamos nos ver em 2011, pois como deves saber, o mundo só acabará em 2012.
Até breve Patricia Hewes.
Postado em 21/04/2010 às 6:53
ótimo review!
Eu também acho que foi um ótimo series finale, terminou perfeito, mas confesso que gostaria de mais uma temporadazinha.
Postado em 21/04/2010 às 9:18
Mais uma temporadinha naum ia matar ninguém… quer dizer aqui fora da série!!!
Final perfeito, incrível, tomara que rolem mtos prêmios que possam ressucitar a série!!
Postado em 21/04/2010 às 10:03
Quanto terminou o episódio eu vim correndo pra cá. Eu precisava ler alguma review sobre o episódio. Como ainda não tinha, saí correndo por diversos blogs. Nada. Tive de me contentar com o turbilhão de pensamentos que apareceram. Foi um dos episódios que mais me fizeram pensar, mais impactantes que eu já assisti.
Que Lost, que Sopranos, que Six Feet Under, que nada. Pra mim, Damages foi o segundo melhor seriado da história. (‘Segundo’ porque eu sou fã incondicional de Friends, aí ninguém ganha, mas são duas séries que não se comparam. Friends é pra se divertir, Damages é pra fazer você pensar, se angustiar, torcer)
Se for cancelado agora, estou satisfeito, terminou com perfeição mesmo. Discordando da review, acho que a estrela, como sempre foi, é a Patty, ou melhor, a Glenn Close. Não há dúvidas de que esta foi a melhor atuação da carreira dela. A Rose Byrne, nossa, parece outra atriz daquela da primeira temporada. Cresceu demais profissionalmente. Vai ser o seriado que eu vou reassistir várias vezes para pegar os detalhezinhos perdidos.
Mas como disse o Jr., mas uma temporadinha (no nível dessa) não ia matar ninguém…
Postado em 21/04/2010 às 10:39
Damages como sempre espetacular conseguiu se superar.Fico feliz se a série terminar com a terceira temp.,terminou no alto e com decência.
Postado em 21/04/2010 às 11:04
Eu concordo em muitas coisas com vocês…
O episódio foi muito bom e foi um final bem satisfatório pra série. Talvez seja melhor parar por aí mesmo…
Adorei todo o desenvolvimento da história do Frobisher e do Michael!
E que cenas fodas foram os dois embates entre Patty e a nora (esqueci o nome dela agora).
Algumas coisas porém eu achei meio corridas… a história da bolsa me pareceu meio confusa. A morte da Lily Tobin também. O Winstone mandou o pai matar ela? Sei lá.. achei tudo meio rápido demais…
Outra coisa que não gostei foi terem jogado a culpa no Louis pelo pai ter começado com a fraude. Achei totalmente desnecessário! Tipo, o pai era tão bonzinho, só fez isso pra te ajudar! Sei lá… não acho que o personagem do Louis seria menos “errado” sem mais esse dado…
Outra coisa que não entendi: Qual é a do Lundy (de Dexter)? Como assim era o mesmo ator no estábulo e o arquiteto? O arquiteto tava na cabeça dela? Sei lá… realmente não saquei qual era a ligação!
Ainda assim, fiquei contente. Toda a trama da Julia foi muito maneira. Digna da série foda que Damages é!
Postado em 21/04/2010 às 12:05
Gostei do modo como o seriado acabou. Como o trio Daniel&Glenn&Todd é fantástico e nunca decepciona, é óbvio que mais temporadas de Damages são muitíssimo bem-vindas.
A cena final me faz lembrar a cena do Casal Taylor em Friday Night Lights (fim da 3a. temporada, não sei se vocês acompanham): teria sido um ótimo ponto final para a série. Mas sem o acordo com a Directv, jamais poderíamos ter visto o episódio ‘The Son’, por exemplo, que é uma obra-prima.
É essa a sensação que fica: que o final foi excepcional, mas que a série ainda poderia render muito mais. Então, dá-lhe “Save Damages”!
No entanto, devo dizer que ficaria mais chateado se a Glenn Close não vencesse seu terceiro Emmy do que se a série seja finalizada. E utilizemos “finalizada”, já que “cancelada” é para os fracos.
Postado em 21/04/2010 às 12:12
Leo,
Então, sobre “a morte da Lily Tobin”…
O nome da atriz é LILY TOMLIN (como está escrito no post)
Já o nome da personagem é MARILYN TOBIN.
E, ao pular da ponte, ela cometeu suicídio. Não foi aquele Sr. Wiggins que a matou. Não entendi de onde surgiu esta versão…
Postado em 21/04/2010 às 13:25
Cara que mancada! Confundi tudo! hahaha
E sim, pode crer! Sei lá, na hora eu achei que o motorista do taxi fosse o pai do Winstone!
Mas revi agora! Tem razão viagem minha! Ela se matou…
Mas alguém me explica o Lundy?!
Postado em 21/04/2010 às 14:46
A morte de Tom, prá mim, só confirma o cancelamento certo da série. Uma pena mesmo.
No mais, só não entendi a relação arquiteto/fazendeiro com Patty. E a históri do filme do Frobisher, que tinha tudo prá decolar, também redeu pouco.
Postado em 21/04/2010 às 14:49
Esse episódio pra mim teve o mesmo peso que o episódio de “The Sopranos” em que o Tony descobre o significado dos seus sonhos. É realmente uma obra de arte. E como a Lily Tomlin é fantástica!
Postado em 21/04/2010 às 15:32
No fim do episódio eu fiquei com a mesma impressão de que seria melhor a série acabar mesmo, se tornando uma série perfeita em todas as suas temporadas. Tb concordo que a morte do Tom demonstra que a série está cancelada pq acho o personagem indispensável, achei a cena das morte dele umas das mais fantásticas que já ví, eu chorei e mesmo sabendo que ele iria morrer, só conseguia pensar que aquilo não podia acontecer, respeito muito mais a série por terem permitido a morte de um personagem importante como ele.
Postado em 21/04/2010 às 18:56
Leo, pelo amor de deus. Nem tudo precisa nos ser alimentado de colher né!? Interprete da forma como achar melhor… Tanto pode ter sido fruto da imaginação dela(não é a palavra certa, é mais uma obsessão) -Pra mim o que faz mais sentido- assim como pode ser um cara diferente que fez ela lembrar suas terriveis memórias, ou ainda, se achar coerente ¬¬’, que o cara depois de 30 anos foi atraz dela pra procurar-la, aí ele teria que ser uma múmia velha… não parece muito provável né?
Quanto ao episódio, admito que depois de assistir estou quase querendo que seja cancelada também, afinal daria um perfeito series finale. Mas se não for – o que também seria otimo, mas que me da um certo medo porque a série pode perder a qualidade que tem – ainda tem muita coisa pra desenrrolar. O caso do David ainda da pra render alguma coisa, assim como a história do filme, que poderia continuar ou até mesmo ser cancelado depois da prisão do frobisher. O drama familiar da Patty e da Ellen, etc… só espero que se continuar que tenha um series finale de verdade que seja tão bom ou melhor que esse season finale.
E Thiago Leal, ninguem espera uma “análise pura e imparcial sobre o episódio” porque isso seria o maior erro que um comentárista poderia fazer na sua review… agente quer é opinião mesmo, emoção, o que for!
Postado em 21/04/2010 às 23:24
Acabei de assistir a finale.
Nem sei por onde começo. Estou com muita vontade de chorar, não consigo acreditar que a série conseguiu amarrar todas as pontas nesse episódio. E pode parar por aí.
Esse episódio foi simplesmente GENIAL. Também não é à tôa: foi escrito pelos três criadores da série: o Daniel, o Glenn e o Todd.
Quando eu falei que Damages era a melhor série de todos os tempos, eu meio que arrependi depois ao lembrar de The Sopranos – mas vendo essa finale minhas dúvidas acabaram. Damages é a melhor série de todos os tempos – se Mad Men quer ganhar o Emmy desse ano, os roteiristas vão ter que remar MUITÍSSIMO, como nunca na carreira deles. Essa temporada de Damages foi melhor até que os melhores filmes ganhadores do Oscar. A atuação da Glenn Close idem às melhores atrizes (pra mim a única que se aproxima dessa fantástica interpretação é Kathy Bates em Misery).
Por coincidência, cheguei em casa e estava no último bloco de The Mentalist no SBT – e o convidado era Zeljko Ivanek – e pensei na hora: “ele faz muita falta em Damages, seu personagem foi perfeito”.
E qual foi a minha surpresa ao ver o episódio e ele aparece! Parece até que fui ouvido.
A vota do Wes e o entendimento da história do desaparecimento dele foi muito bom – fora o diálogo sensacional dele com a Ellen, com aquela cara meio de decepcionada.
A morte do Tom foi uma das coisas mais bem engenhadas que já vi – como tudo chegou a seu assassinato pelo Joe (Campbell estava não menos que sensacional na cena) foi de arrepiar. E acabou que fiquei muito triste, ao saber que ele poderia estar vivo. Fora o desespero da Patty na secretária da Ellen – “- … eu falei pra parar!” – tá na minha cabeça até agora.
Foi muito comovente a trajetória da Marilyn nesse episódio também – foi muito tocante o desespero dela ao ver o vídeo, e no final descobrimos que ela se matou – SINCERAMENTE, essa revelação do suicídio dela foi a coisa que mais me impressionou até hoje nas séries – é uma coisa que eu não esperava mesmo. Fiquei de cara na hora.
Me deu muita raiva de ver o quão pilantra Lenny realmente era – cachorro até não poder mais. se bem que acabou com o Joe no final. Por falar no Joe, destaco a cara que ele fez ao ver a foto da sua mãe comida pelos peixes.
E sobre a trama da filha da Patty, quando o episódio estava acabando, lembrei do primeiro sonho da Patty (ganhando um cavalo de presente/ sangue no pé) e tudo fez sentido. Me deu muita inveja do trio criador de Damages – foi de muita inteligência isso tudo – e podemos ver o quanto Patty foi fria desde aquela época da faculdade – chocante, sem mais.
E juro que pensei que ela ia falar que tudo valeu a pena, e me surpreendeu por ter ficado calada, pois a frieza dela é sem igual. outra coisa que me surpreendeu foi o carinho que Ellen demonstrou por Patty depois de tentar acabar com ela.
Se Damages acabar agora, vai acabar em ALTÍSSIMO nível mesmo. Sem igual. Segundo exemplos de The Sopranos, Six Feet Under, entre outros, vai demorar a aparecer um drama perfeito como esses. Mas se tiver mais temporadas de Damages, vai ser maravilhoso.
Postado em 22/04/2010 às 2:46
vi o episodio nao faz mto e seguinte, brilhante…damages eh brilhante só essa palavra pra descrever o quanto foi brilhante esse finale…damages se for realmente cancelado, acho, ao meu ver e ao ver do proprio Thiago Leal, que termina com chave de ouro, foi “hardcoremente” brilhante, atuações de todos atores, toda linhagem de roteiro…eh simplesmente sem palavras…damages estará sempre guardada em minha mente…seriado drama de primeira linha…um dos melhores que vi! excelente review Thiago, e vamos torcer pra uma quarta temporada e se não houver, o finale pra mim foi brilhante, e poderá assim mesmo terminar!
Postado em 22/04/2010 às 20:13
A história do Lundy ali era coisa para quarta temp.Eles não tiveram o tempo suficiente e deram uma de damon lindelof conseguindo encaixar as coisas;a reforma no apartamento dela nem foi feita.E,interpreta-se que o Lundy no passado era coisa da cabeça dela ou o Lundy é um richard alpert que parou de envelhecer em um momento da vida e de fato participou do passado da patty quando ela por esforço físico tentava um aborto indo parar na fazenda que por acaso era do lundy.
Postado em 23/04/2010 às 2:06
Chego a estar meio engasgado e quase chorando com o final de Damages.
Antes de assistir ao episódio final, eu li que esse último teve pífios 906 mil telespectadores.
Por isso acabou.
Damages é pra poucos mesmo.
É um puzzle da mais alta qualidade. É a sutileza do sushi contrastando com o Fandangos televisivo diário.
E confesso que fico feliz de ser um desses “poucos”.
Postado em 7/06/2010 às 16:37
Concordo… esse season finale acabou sendo um ótimo series finale… Talvez não fechando 100% essa história, o fim ideal seria observar mais da “Pattyhewização” de Ellen Parsons bem como o fim definitivo da Patty. Certeza que os geniais roteiristas pensariam em algo espetacular pra contar isso nas próximas, eu diria, 2 temporadas… Mas se tem que acabar por aqui tá ótimo, pelo menos ficamos aí com um final digno para uma série simplesmente sensacional, esplêndida, irretocável.