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No review anterior, comentei que o foco do episódio havia sido sobre Dean, e seu caráter duvidoso, interferindo no rumo do caso. Errei feio, pois essa mistura é justamente o diferencial da série: o envolvimento da equipe com seus casos é muito maior do que estamos acostumados a assistir, e é nesse ponto que os conflitos surgem. Se em algumas séries esperamos 5, 10, 15 episódios para vermos um personagem mostrar seu verdadeiro “instinto”, Dark Blue nos anuncia que pretende fazer isso toda semana.
Spoilers Abaixo:
O segundo episódio inicia com uma negociação de armas em que Ty é o comprador. Por estar sendo chamado por ‘Ray’, ficou claro que era mais um trabalho de infiltração da equipe de Carter. Quem está com o último episódio fresco na memória se lembra que Ty voltou ao trabalho praticamente à força, e essa nova investida em missão poderia ter sido feita por qualquer um dos outros membros da equipe. O fato de estar a um bom tempo longe da recém-esposa fez com que Ty cometesse a burrada de ir visitá-la durante a missão. No caminho foi seguido, e o resto, bem, dá pra sacar a partir daí.
Por mais que fosse previsível que não iríamos perder um dos protagonistas assim logo no segundo episódio, o clima de tensão, aqui, foi bem satisfatório. As insinuações de Moosa sobre a ‘vadia casada’ e as reações de Ty, segurando a raiva, foram provavelmente os pontos mais altos da semana. Talvez um trabalho de edição diferente pudesse ter aumentado o nível da qualidade dessa cena, mas mesmo assim, foi excelente.
Já que adentrei nesse ponto, adiantando um pouquinho na linha do episódio, vale a menção: o efeito de câmera trêmula (a lá trilogia Bourne), mesmo que discreto, deu um clima legal á pressão exercida pelo personagem de Gregg Henry – que, por sinal, estava novamente excepcional.
A cena da tortura acima citada contrasta com a cena do polígrafo, em que, nesta última, Ty falhou em responder corretamente às perguntas, assim gerando dúvidas sobre seu disfarce. Talvez esta cena tenha sido colocada para mostrar que os detetives não são tão robôs assim, que ainda continuam humanos e tal; mas na hora me pareceu simplesmente uma fraqueza. E, já que entramos nesse mérito, parece que a cada episódio eles fazem a Jaimie perceber que ela é fraca e não sabe absolutamente nada de nada, e, de certa forma, essa progressão da personagem acompanha o público. A cada episódio a loira vai conhecendo e se chocando com as artimanhas que Carter e cia. são capazes de fazer.
Sobre isso, admito que não esperava ver Dean e Carter, de touca ninja, cometendo assaltos. Tá certo que foi necessário, mas a facilidade na tomada da decisão de ‘beleza, tem que fazer isso, então vamos fazer’ mostra que em Dark Blue essa linha de divisão entre o certo e o errado está bem mais pro lado do errado do que muita gente está acostumada. Como citei na introdução do post, já aqui estamos passando a conhecer, mais a fundo, praticamente todos os personagens principais. Até então somente a Jaimie ainda não foi tão explorada, mas creio que isso é questão de tempo.
Foi interessante, também, ver que o Carter também arregaça as mangas em se tratando de disfarces. Não é o tipo de mentor que não participa das atividades ‘normais’. Porém vale salientar que, até o momento, Carter ainda não trouxe grande desconfiança. Nesses dois episódios suas ações foram, na verdade, meras reações às condições em que se viu. Contrasta, assim, com a figura clichê do chefe que, de tão perto ao outro lado da linha, a ultrapassou e tornou-se tão corrupto quanto os bandidos que perseguia. Paralelamente a isso, vimos mais uma vez a lealdade de Dean ser questionada. É verdade que o rapaz conseguiu o dinheiro que restava e salvou Ty. Mas a origem do dinheiro, aposto, ainda voltará à tona. E será obscura.
Ao final, Ty é confrontado por Carter sobre o que realmente deseja fazer de sua vida. E quando Melissa pergunta ao marido “Isso significa que terminou?”, o rapaz deixa a pergunta no ar, permanecendo em silêncio. O futuro de Ty é incerto, e só nos resta esperar para saber qual será sua decisão.











Postado em 29/07/2009 às 19:42
Jerry Bruckheimer é produto de qualidade, gosto de muitas séries produzidas por ele…
Essa série está na lista para assistir!
Postado em 6/08/2009 às 20:54
Quando eu assisti o Piloto tinha achado ele muito longo e um pouco maçante, diferente desse que colocou meus nervos a flor da pele. Muito bom esse episódio na minha opinião melhor que o piloto.
Postado em 13/09/2010 às 21:41
Conheci esse seriado hoje… e ja fiquei doido pra ver os episódios seguintes…
Concordo plenamente com o outro comentário. Pra mim esse segundo episódio é melhor que o piloto… deixou mais a tensão vir a tona!
como disse … to doido pra ver os próximos capítulos!!! kkk