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Aqueles que ficaram incomodados com as constantes “coincidências” do final da temporada passada que culminou nas mortes de Doakes e Lila vão ter argumento para reclamar um pouco desse episódio, mas eu particularmente (talvez cego pela saudade), simplesmente achei magnífico.
Spoilers abaixo:
O bom humor (ou humor negro) mostrado na cena inicial de Dexter no dentista é provavelmente um dos maiores trunfos da série. Humor e carisma são duas palavras que muito dificilmente se enquadrariam em uma série em torno de um serial killer, porém o texto de Dexter é tão bem feito e planejado que esses dois adjetivos acabam se tornando constantes no decorrer da trama.
Na temporada passada acompanhamos a trajetória que deu início a evolução de Dexter. De aluno para mestre. Ele ainda não se considera 100% humano, mas já podemos notar que as coisas que ele era obrigado a fazer para manter o “disfarce” de humano começam a se tornar não apenas necessárias e sim prazerosas, como por exemplo, Rita e as crianças.
Como de costume tudo começa tranquilo na vida de Dexter com apenas pequenas mudanças no seu dia a dia. Angel foi promovido e agora é o supervisor do departamento, Debra cortou o cabelo, um novo policial no departamento está sendo investigado pela corregedoria e Rita está mais insaciável na cama do que nunca (aliás, notaram a turbinada que a atriz Julie Benz deu nos seios?), mas nada de muito alarmante, aquela verdadeira calmaria antes da tempestade.
A grande complicação da temporada começa quando Dexter está prestes a dar o bote na sua próxima vítima, mas acaba matando outra pessoa que estava tentando matar a sua vítima original. Pela primeira vez, Dexter matou alguém espontaneamente sem planejar. E é ai que começam as tais coincidências que algumas pessoas não gostam. O cara que Dex mandou para o outro mundo sem planejar é irmão de um grande promotor de Miami (Jimmy Smits, The West Wing) que é uma paixão antiga de Laguerta. Realmente é tudo muito interligado, mas acredito que isso seja um justo preço a se pagar por uma trama bem amarrada.
A grande sacada do episódio foi a lição de vida que Dex recebeu do pequeno Cody. Para a evolução de Dexter ser completa ele precisa de uma vez por todas parar de idolatrar/odiar Harry e seguir com a sua vida. Sim, o código de Harry foi e é muito importante, mas chegou a hora do código de Dexter. Se Cody que é só uma criança consegue seguir com a sua vida mesmo depois de tantos traumas, porque não Dexter?
Todo o rumo da temporada já foi apresentado, desde os casos secundários como o principal envolvendo a morte do irmão do promotor. Estou ansioso e esperançoso para uma excelente temporada.
Para concluir, o que foi aquele estalo de Rita? Será que vem um Dexter Jr. pela frente?











Postado em 26/12/2010 às 16:55
O que aconteceu com o caso da Deb com o do Lundy, hein? Ela era só amores por ele na temporada passada e que fim teve?