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O episódio foi absolutamente perfeito.
Spoilers Abaixo:
Mudou tudo. Doutor, showrunner, Tardis, sonic screwdriver, acompanhante, abertura, música… Mas, ao mesmo tempo, continua igual. Coisas de Doctor Who, um reboot que não é um reboot. Quem é fã da série deve ter me entendido, quem não é (e leu até aqui) deve ter certeza de que eu sou maluca, mas o que importa é: sim tudo mudou, mas continua sendo Doctor Who.
Primeiro eu tenho que dizer que Steven Moffat é um gênio. O roteiro de Eleventh Hour é impecável. Eu adorei a história de olhar no canto do seu olho, definitivamente é a cara do Moffat, além de ser também uma leve mudança no tom da série. Deixa um pouco o sci fi e traz um pouco mais de suspense, principalmente na cena em que a Amy sozinha entra no 6º quarto.
Outra coisa sensacional foi a apresentação dos personagens. E como o Reino Unido tem bons atores!
Eu me surpreendi com a rapidez com que o Matt Smith conseguiu me convencer de que ele era o Doutor. A cena em que ele tenta descobrir o que essa regeneração gosta de comer foi sensacional. E depois jogando o prato com o pão com manteiga fora e gritando “And stay out!”. Hilário!
Claro, que durante grande parte do episódio era possível ver o doutor do Tennant na atuação do Matt Smith, mas isso é natural do processo de transição. Também foi assim quando o Eccleston se regenerou e o Tennant assumiu como Doutor. Entretanto, o genial na apresentação do personagem foi quando finalmente ele aparece como 11º Doutor, já com a roupa dele, não o que sobrou do terno do Tennant, e depois da homenagem aos 10 doutores anteriores (que eu adorei, por sinal). Simplesmente perfeito. O Matt Smith dando um passo à frente do holograma com a imagem do Tennant e se apresentando com um simples “Hello, I’m the Doctor”. Perfeito.
Nós também fomos apresentados à nova acompanhante do Doutor, e que bela surpresa foi a pequena Amelia Pond no inicio do episódio. Mal dá para acreditar que esse foi o primeiro trabalho como atriz da adorável Caitlin Blachwood. A química dela com o Doutor foi sensacional e eu fiquei com tanta pena quando ela sentou na mala esperando ele voltar. Agora o que não me surpreendeu muito foi descobrir no Doctor Who Confidential que Caitlin é prima da Karen Gillan, atriz que faz a versão adulta da nova companion.
Eu gostei bastante da Amy, acho que ela será uma boa acompanhante para o 11º Doutor. Não estamos diante de uma nova Martha Jones, disso eu estou certa. Amy Pond, a garota que esperou 12 (ou melhor 14) anos para viajar com o Doutor. Eu gostei muito do que o Moffat diz sobre ela no Confidential. Amy é a menina que acreditava na existência do seu amigo imaginário, que facilmente acreditou quando o Doutor disse que aquela cabine azul era na verdade uma máquina do tempo e que ele voltaria nos prometidos 5 minutos. E então ela cresceu e deixou de acreditar, mas o momento em que Amy abre a porta do carro é o momento em que ela decide que não ‘cresceu’ tanto assim e que ainda é capaz de acreditar. O mesmo acontece quando ela entra no Tardis no final do episódio.
Eu achei interessante também o modo como o episódio apresentou o namorado da Amy. Foram pequenos detalhes, mas a essência do personagem está lá. Rory passou grande parte da sua vida tentando substituir o Doutor que a Amy jamais reencontrou. Ele até conta que uma vez a Amy o fez se vestir como o tal ‘amigo imaginário’ e a reação dele ao encontrar o Doutor é um pouco diferente da que tiveram os outros personagens. Enquanto para os demais foi uma surpresa agradável descobrir que o imaginário Doutor da Amy era real, para Rory a reação foi quase de pavor. Mas, o que explodiu a minha cabeça em relação a esse personagem, foi o que eu só percebi quando o Moffat gentilmente me explicou durante o Confidential: Rory é o cara que passou a vida querendo ser o Doutor e nunca conseguiu, tanto que ele é enfermeiro. Genial!
Já que estou falando em apresentação de personagens, não posso esquecer a nova Tardis. Durante o episódio nem deu para ver tudo, foi bem rápido o momento em que o interior apareceu, mas no Confidential tem um ‘tour’ pela Tardis que é sensacional. A nave mais legal da história da ficção ficou ainda melhor.
Nossa! Esse review está gigante, mas eu ainda estou esquecendo algo importante. Ah sim, claro, os aliens!
Toda a história de prisioneiro zero e incinerar a residência humana foi legal, mas foi um mero pano de fundo para desenvolver os personagens. O importante mesmo foi o final. Primeiro o Doutor resolvendo tudo, sem o Tardis, sem a sonic srewdriver e com 2 minutos sobrando, que foi absolutamente sensacional. “Who’s the man?” Mas, a melhor parte foi ele chamar os aliens de volta. Aquilo foi fantástico, principalmente o final quando o Doutor ‘aconselhou’ os aliens a correr.
E como se o episódio não fosse o suficiente para deixar qualquer fã pulando no sofá de tão empolgado, ainda teve o preview da temporada, para deixar todo mundo maluco de vez. River Song, Weeping Angels, Daleks com a bandeira da Inglaterra, Cybermen… e para terminar Doutor atirando.
Enfim, mais uma vez, foi tudo absolutamente perfeito.











Postado em 9/04/2010 às 8:13
Episódio excelente. Tem tudo para ser a melhor temporada de Doctor Who. Ainda teve leves indícios sobre o major plot da temporada com o Prisioneiro zero falando sobre a caixa de pandora e o “Silence will fall” sejá lá o que for isto.
Gostei bastante da atuação do Matt Smith, só resta saber como ele se sai em situações dramáticas e menos cômicas. O Tennant tinha um equilíbrio perfeito neste sentido, já neste episódio só vimos a faceta cômica do novo Doutor. Mas estou bastante otimista.
Amy Pond foi um bela surpresa, gostei bastante dela, alem do fato de ela ser muito linda (rsrs).
Postado em 9/04/2010 às 10:17
Geralmente não gosto das premieres de Doctor Who, mas essa foi simplesmente fantástica. Matt Smith conseguindo dominar o papel e não o contrário, Moffat como sempre mostrando graça ao escrever histórias fechadas maravilhosas e poderosas, rolou até um pequeno indício do arco que ganhará mais abertura nos próximos episódios.
Sensacional. Só reafirmou o quanto eu gosto da série.
Postado em 9/04/2010 às 10:50
O Doctor está de volta!!!
Fantastic!
Adorei a Amy!!! E Matt Smith está muito bem, pude reconhecer o Doctor nele, ator esplendido. Sempre fico com dor no coração ao ver meus atores que personificaram DW partirem, sempre acho que nenhum será tão bom quanto o anterior, e sempre me supreendo como conseguem nos dar um novo mas sempre o mesmo Doutor.
Paula, só quem é fã como nós é que saca esses detalhes pequeninos mas que explode a cabeça de qq fã!!!
Postado em 9/04/2010 às 15:26
Foi bom, o Moffat foi muito esperto ao criar uma historia simples como pano de fundo e centrar toda a atenção no novo Doutor e na parceira, o foco no trabalho no Matt Smith, sem os apetrechos do Doutor serviu para gerar uma identificação instantânea com ele, e o fato de mostrarem a ligação dele com Amy garotinha, foi uma ótima ideia
A transição foi feita e com muita tranqüilidade, agora é só esperar por mais, na verdade amanhã tem mais
Postado em 9/04/2010 às 20:37
Paula ótima review!!!
Adorei o episódio, o Matt Smith superou todas as minhas espectativas! Adorei ver ele rejeitando as comidas…rs As atrizes são excelentes! E ele mandando os aliens embora e mostrando todos os doctors emocionante demais, amei!!!
Postado em 9/04/2010 às 21:58
Só tenho duas coisas a dizer:
1) Episódio fantástico!
2) Pena que as temporadas na Inglaterra são tão curtas. Adoraria ver DW numa temporada americana de 22, 23 episódios!
Todo o resto foi falado nessa review, que ficou excelente! Parabéns, Paula!
Postado em 11/04/2010 às 11:33
Paula, primeiro fantástico review… AMO VOCÊ !!. A forma que resume cada série de forma apaixonante.
Bom, no começo assustei quando vi tudo diferente, desde a abertura até o que eu achava ser furos no roteiro ou bobagens, como a Amy vestida de policial.
…. Ahhhh mas pouco depois, e, com menos sustos fui entendendo, e me encaixando neste novo (mas igual formato) e tudo foi se compondo de forma brilhante.
Excelente, e vamos para a quinta temporada fortes
Gerônico !!!
MC
Postado em 13/04/2010 às 16:16
Nossa, estou vendo sobre esta série agora… Parece ser boa… Como que vcs acompanharam toda a tragetória do Doctor sendo o seriado tão antigo? Tem site brasileiro dedicado???
Um ABc!
Postado em 16/04/2010 às 2:28
[...] estréia da temporada tinha uma expectativa monstro para atingir, além da obrigação de apresentar os personagens e a [...]
Postado em 6/04/2011 às 11:20
Gostei bastante do Matt….o Tennant estava prepotente demais nos ultimos episodios…estava agindo mais como Master e nao como Doctor..ainda bem que ele foi embora.