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Lembro quando me iniciei no mundo dos seriados de TV, eu era totalmente deslumbrado e ficava fascinado por qualquer coisa que passava, desde Wings, até Becker, Just Shoot Me e tudo mais entre isso. Não tinha série ruim e eu ficava horas maravilhado em frente à televisão.
Aos poucos isso foi se perdendo e se perdendo. Lembro que há sete anos estreava por estas terras 24 horas e Alias e eu fiquei simplesmente doido por cada uma delas e não consegui perder nenhum. Ficava estático frente à TV vendo as primeiras peripécias de Jack Bauer e Sidney Bristow.
Mas cada ano que se passava, quanto mais séries tu assistia, mais você ia começando a perceber que nem tudo são flores. Existem as séries ruins e as que começam bem e te decepcionam. Acho que um dos maiores choques de realidade é quando você cancela pela primeira vez uma série de sua vida. Dói não acompanhar mais o que tu já estava acostumado, mas uma hora você não consegue mais ignorar.
E daí vem um outro lado, que já foge desse relacionamento seu com a série… A emissora. Eis que aquela série que tu estava amando e era a melhor coisa da história, vai lá e é cancelada. Eis que aquele seriado que parecia que ia ser a maior surpresa da década, tem sua vida abruptamente interrompida no meio da primeira temporada.
Por tudo isso você continua nessa vida série maníaca, mas perde um pouco da inocência, de quando torcia por uma série, quando vibrava com um episódio e etc. Você fica sempre precavido, imaginando se vai ser cancelada ou não. Já dispensa um seriado após um episódio e todo esse tipo de coisa.
Mas de tempos em tempos aparece algo que te faz retomar todos aqueles sentimentos iniciais. Meio que te mostra o porquê de tu gostar tanto disso. E quando isso ocorre, acontece algo mágico e difícil descrever. Em 2006 me vi completamente apaixonado por Studio 60 do Aaron Sorkin. A maneira como o piloto me fascinou foi meio inexplicável. Lembro que em 2007 foi a vez de Brian Fuller, surgia Pushing Daisies. E a flecha foi tão certeira que eu quase não conseguia respirar ao fim do episódio, uma paixão fulminante me atingiu.
Claro que hoje tu tem consciência de que ela não duraria muito, mas tu também já aceita melhor o ciclo das séries. Quando algo é muito bom, desconfie sempre. Você ainda irá espernear, mas continuará vendo tudo. Em 2008 eu posso citar True Blood e Chuck, como representantes das séries que me fizeram acreditar novamente. Está última conseguiu ainda nesse ano algo que me deixou muito contente, além de uma seqüencia de episódios que fez qualquer marmanjo ficar com um sorriso bobo no rosto ao fim de cada um deles, teve também a união de todos para o salvamento dela de seu iminente cancelamento. Foi lindo.
Mas eu já estava esquecendo de tudo isso e surge Glee, que desde seus primeiros promos já estava prometendo e parecendo ser algo bem legal e divertido. E eis que a FOX exibe o piloto e todos podem por seus olhos nela. E novamente eu me empolgo, novamente eu sou pego de surpresa, fico com um sorriso bobo no rosto e cresce aquela empolgação e você se lembra de porque é tão viciado nesse mundo estranho dos seriados. Como diz a música final do episódio, Don’t Stop Believin’
E não perca segunda-feira, review de Glee, por Victor Regis.











Postado em 24/05/2009 às 0:57
Muito bom texto Anderson, realmente é a realidade e é difícil saber se é o seu conceito que está subindo demais ou a qualidade que está diminuindo.
Postado em 24/05/2009 às 1:08
cara..to pasmo como vc descreveu exatamente minha trajetoria no mundo das series..que agora nao mais classisfico como minha..mas de todos os seriemaniacos..hauehua!!
Assisti Glee com esse mesmo sorriso!!
Ansioso pelo review!!
Postado em 24/05/2009 às 1:10
ah..e parabéns pelo texto xará..rs
Postado em 24/05/2009 às 1:15
Realmente, descreveu como todo fã de série se sente ao descobrir, ao ver que nem tudo são flores, cancelamentos etc…Eu achava Smallville a última bolacha do pacote. Hoje acompanho por acompanhar.
Postado em 24/05/2009 às 1:23
Anderson, tenho que concordar contigo em quase tudo…
Se eu tive uma (boa) surpresa nesse começo de 2009 (tá, nem tão começo assim), essa surpresa se chama GLEE.
Assisti ao pilot (Preair, sei lá o que) já com centenas de pedras na mão, já que, embora os promos e toda a publicidade da série fossem ótimos, a sua premissa ainda lembra muito de HSM e Britannia High, duas decepções…
E eis que, quando eu começo a assistir o episódio já com o maior preconceito com a série, me surpreendo, de uma forma como nenhuma série me surpreendia ha um bom tempo.
Baseando-se nesse episódio, Glee é muito boa. Tem bom roteiro, um bom elenco, boas músicas, em suma, tudo o que HSM e BH não tinham.
O episódio nos conquista de uma forma estranha, em poucos minutos já nos sentimos íntimos dos personagens e de suas histórias e, sobretudo, em poucos minutos já estamos torcendo pelo New Directions.
Não é só por se tratar de uma série teen, mas me lembrei muito de Popular… Talvez Ryan Murphy tenha voltado a sua origem… Principalmente no tocante ao humor, que foi sensacional..
Em suma, me senti tão bem vendo Glee que, pela primeira vez no ano Setembro pareceu muito longe.
Tomara que o nível dos próximos episódios se mantenham como esse.
Postado em 24/05/2009 às 1:38
Uau, que belo texto! Por essas e outras é que gosto tanto do Série Maníacos, hehehe.
Nem precisa dizer que eu adorei “Glee” e também senti aquela emoção de quando começamos a ver algo que nos marcará por um bom tempo.
Postado em 24/05/2009 às 2:00
Ótimo texto Vidoni.
Realmente com o tempo a gente vai ficando calejado, mas tem alguns cancelamentos que não da pra esquecer. Sei que vc ficou muito chateado com o fim de PD, mas pra mim o cancelamento mais injusto da década foi o de Veronica Mars. Até hj não estou conformado. Pelo menos deu pra matar um pouco a saudade de Kristen Bell no season finale de Party Down (que foi bem fraco por sinal).
Postado em 24/05/2009 às 2:19
É lendo (ótimos) textos como esse que vemos que não estamos sozinhos no mundo…
Existem pessoas mais (ou tanto quanto) viciadas em séries como nós..
Sério Vidoni, quase um “Utilidade Pública” esse texto…
Faz a gente perceber que não somos a parta da civilização.. há “gente da gente”..
Postado em 24/05/2009 às 9:35
Então isso acontece com todos. Lost, 24 horas, desperate housewives, prison break, só para citar algumas séries que eu achava perfeitas e hoje assisto com certa desconfiança.
Mas constantemente eu descubro séries que realmente mexem comigo, Chuck e Breaking Bad, além de séries antigas que estou podendo ver justamente por largar algumas dessas séries atuais de qualidade duvidosa. Falando nisso, o series finale de Studio 60 tá me esperando aqui.
Postado em 24/05/2009 às 10:42
O Mais injusto para mim foi e sempre será o de Journeyman, sempre será a minha série favorita de todos os tempos.
Postado em 24/05/2009 às 13:44
Eu sou o colunista rabugento do Série Maníacos, pelo visto. De tudo que eu li, só não curti a parte de não parar de acreditar, do finalzinho.
Por mim, algumas séries foram espetaculares no passado. Não acho que isso possa se repetir com essas desse pacotão de cada emissora.
E com isso não digo que novas idéias não podem surgir. Só digo que idéias melhores ainda não nos foram apresentadas. Que nem os pais do Chaves a ele.
Postado em 24/05/2009 às 19:09
Cara.. Gostei demais do Seu texto
Também tive alguns frustrações com algumas series e Alegrias difíceis de descrever…
Sobre Glee Achei que a promo não me despertou algo, mais depois de ler tantos comentários vou dar uma conferida mesmo !
Parabéns !
Postado em 24/05/2009 às 21:47
Antes de mais, quero elogiar o seu texto Anderson. Simplesmente genial e muito verdadeiro. Você tem razão em (quase) tudo o que diz.
Mas numa coisa eu tenho de discordar: dizer que Glee é um excelente série é demais.
Glee não passa de uma série cheia de clichés, com um premissa já explorada até à exaustão. Muito antes de HSM já havia filmes com histórias exactamente iguais à de Glee. E olha que não foi um nem dois.
As músicas até que foram bem escolhidas, mas à interprete não foi. Apesar de ter um voz fabulosa, essa menina não faz a mínima ideia do que é cantar. Aquilo que ela faz se chama gritar e nada mais.
Pode ser que Glee melhore, mas para já eu dava um 3/10
Cumps
Postado em 26/05/2009 às 1:22
Jackpot!
(e parabéns pelo novo layout, só fui ver agora)
Postado em 26/05/2009 às 14:00
Vidoni, seu texto é ótimo. Sou maníaca por séries e me sinto exatamente assim. Algums nos despertam uma paixão incontrolável. E aí vem as decepções, seja pela qualidade que cai, seja pelo canal que muda de horário, dia ou cancela no meio. Mas, não tem jeito, quando começam novas séries vem aquela mesma expectativa e nos apaixonamos de novo. Com certeza vou dar uma chance a Glee e a outras que vem por aí.
Parabéns!
Postado em 27/05/2009 às 10:13
Anderson,
Parabéns pela resenha e pelo bom gosto!
Postado em 22/06/2009 às 1:03
Acho que a sua trajetória é a mesma daqueles que como eu são fanáticos/maníacos por séries.
E o que você falou dos últimos episódios de CHUCK em especial os finalzinho do “Seasson Finale”, pô descreve tudo…
Confesso que já estava quase desistindo da série mas quando eu vi aquele final totalmente inspirado no filme “Matrix” do qual eu sou fã Nº1, cara eu surtei, e agora não vejo a hora de começar a próxima.
Postado em 30/09/2009 às 14:28
Texto maravilhoso,tb sou orfão de varias series,inclusive 2 q vc citou,Alias e Pushing Daisies,e sei bem a emoção q elas nos causam, pois sou completamente viciado em series.Assisto a varias,e como somos filhos dos cancelamentos,vemos todas as nossas preferidas com um pouquinho de preocupação,mas sem muita emoção,pois sabemos q é inevitavel q serão canceladas sem aviso previo.E aí surgiu Glee,em minha vida e a paixão e a emoção tomaram conta de mim…há tempos não via uma serie tão alto astral e me deixasse tão feliz ao começar, e ansioso ao terminar, esperando o proximo episodio,musicas maravilhosas,coreografias e textos gostosos e inocentes…onde hoje em dia existe alguem como Finn? Que vozes maravilhosas são aquelas de Rachel e Mercedes? E as caras e bocas hilarias de Kurt? Enfim…confesso,estou completamente louco por Glee,e torcendo por uma vida longa e prospera a serie.