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É assim no maravilhoso mundo dos seriados. Uma das séries mais aguardadas da nova temporada pode simplesmente vazar em um sábado à noite (desculpe pela crítica atrasada), quando menos se espera. Mas esse mesmo mundo, acolhedor e surpreendente, às vezes se mostra bem irônico. Por quê? Porque Fringe é ruim. E muito.
Spoilers Abaixo:
Mas que o leitor mais irritado não queira me matar tão rápido, eu possuo argumentos.
Em determinado momento, próximo ao epílogo deste episódio, ouvimos um discurso sobre o quanto as grandes corporações controlam o poder investigativo, e termina com a frase “Estamos obsoletos”. E se pararmos para pensar um segundo, não é isso que a série é? Ultrapassada?
Fringe não apresenta nenhum atrativo novo para os telespectadores, sejam eles fãs de Arquivo X ou das outras criações do Sr. onipresente JJ Abrams.
A trilha sonora representa bem isso. Começa totalmente como Lost, depois bebe na fonte dos filmes do Shyamalan e no fim do episódio parece acompanhar um filme épico, com uma constante sensação de déjà vu.
O acidente inicial, do vôo 815, ops 627 é narrado de uma maneira que vai constantemente perdendo o interesse. Não conseguia assisitir o episódio sem pensar “ok, algum vírus atacou e eles ficaram assim, qual é o mistério?”.
As atuações também não ajudam, em especial as que envolvem o mal construído personagem de Joshua Jackson. E achar alguém tão sem graça quanto a protagonista não é tarefa fácil.
Porém dá para serem extraídas algumas coisas boas. O ritmo extremamente arrastado do início vai acelerando, e consegue até engatar lá pelo fim, mesmo com o roteiro parecendo ser uma espécie de A Cela 2 (aquele filme bisonho da Jennifer Lopez sobre entrar em mentes alheias). O nome dos lugares, flutuando na tela ao lado de prédios ficou visualmente muito interessante, e o episódio é conduzido com firmeza (e um pouco de frieza, diga-se de passagem) até o final.
Admito que não esperava ver o John morrer e revelar ser um dos bandidos, mas o excesso de similaridades, como por exemplo com The 4400 , impedem de que esses bons aspectos do programas se realcem. Aliás, só faltou mostrar que era o Ned de Pushing Daisies quem iria interrogar o cadáver.
Finalizando, não digo que não assistirei o segundo episódio de Fringe , só digo que a espera até setembro não será nada ansiosa.
Pronto, já podem me jogar na fogueira.
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