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A nova criação de J.J. Abrams retorna com um episódio bastante mediano. Tinha tudo pra ser ótimo mas, na minha opinião, os roteiristas não conseguiram ajustar as cenas do modo ideal e nem encaixar o episódio na mitologia proposta pela série.
Spoilers abaixo:
Os fãs exigentes já devem estar torcendo o nariz por causa da cena inicial, pelo modo como a Olivia conseguiu escapar – idiota -. Eu aceitaria um golpe desses em Leverage, ou se feito de forma certa também ficaria ótimo em Chuck, mas em um drama sobrenatural como Fringe definitivamente não colou. Também achei inverossímil a Olivia ter guardado aquelas amostras. Com tantas coisas pra se preocupar ela foi reparar logo nisso?
Mesmo assim, o episódio não deixou de ter os seus ótimos momentos. Não víamos um momento pré-abertura tão bom desde o episódio The Same Old History e os diálogos entre Olivia e Harris foram fascinantes. É incrível como os próprios criadores brincaram com a idéia de que tudo aquilo não fazia sentido algum e ainda fizeram uma rápida recapitulação.
A parte científica foi deixada um pouco de lado, em parte pela falta de presença do Walter. Isso foi negativo para a série, mas os momentos em que ele apareceu foram fantásticos como sempre.
Como resultado dessa divisão, o caso também ficou de lado e a história teve como eixo a Olivia investigando indiretamente o seu seqüestro, o que nos fez chegar a duas conclusões: primeira, a mulher do agente duplo Loeb não sabia como agir em uma situação dessas, logo, creio que ela era manipulada e que não merecia o seu destino cruel; o que nos leva a segunda conclusão, Olivia é completamente instável com uma arma nas mãos.
O episódio precisava muito de Anna Torv para funcionar, já que era completamente centrado em Olivia, sendo parte integrante de 98% das cenas. E tenho orgulho de dizer que, no quesito atuação, eu não fiquei desapontado. Anna Torv vem evoluindo a passos lentos e ganhando experiência ao longo do show. Ainda precisa melhorar muito, mas fico bastante feliz por ela. Além disso, Ari Graynor também foi fantástica no papel da irmã Rachel, que teve sua storyline iniciada nesse capítulo, mas que, com certeza, terá um melhor desenvolvimento nos próximos. Ponto para as loiras.
Ainda no tema desenvolvimento, espero que isso ocorra na briga de gato e rato de Broyles e Harris. O diálogo entre os dois foi um alívio para todos preocupados com o “sumiço” de cena do chefe.
Bound termina com a confissão do Agente Loeb. Eu realmente não esperava por isso e acho que teria sido um péssimo desfecho se não fossem as palavras dele e aquele grande ponto de interrogação que é colocado na nossa cabeça: qual foi a real intenção da ZFT ao capturar a Olivia? Pra mim, esse é um tema bastante semelhante a Lost e as verdadeiras intenções dos Outros. Vamos ver para que lado essa balança irá pender e espero que o fato de Loeb ir para a prisão seja temporário. Ele é um ótimo personagem, grande ator para ser desperdiçado dessa maneira.
Mesmo com um episódio regular, estou muito ansioso para o próximo episódio de Fringe. Como um vírus de computador que liquefaz o cérebro das pessoas não pode ser legal?
Ah, e pra não passar batido: O Observador está em frente as bicicletas no Boston College.
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Postado em 16/12/2009 às 21:30
Na verdade era Harvard University e não Boston College onde encontramos o observador.
Postado em 31/12/2009 às 14:44
Não concordo com boa parte do que voce achou do episodio. #fail