Fringe – 1×19: The Road Not Taken

icon1 Daniel Barcelos | icon2 Reviews | icon4 12/05/2009

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John Noble tem me conquistado a cada semana com sua perspectiva que cruza várias vezes a linha entre a loucura e a genialidade, a comédia a tragédia, as ciência humanas e a tecnologia de ponta.A reta final de Fringe esquentou ainda mais e, possivelmente, já deixa mais questões a serem respondidas que Lost!

Spoilers abaixo!


Fazendo uma leve alusão à Heroes (em sua fase boa), Fringe introduz seu décimo nono capítulo com a premissa de como parar um homem explosivo e como todo mundo já sabe, não se para. Os (d)efeitos especiais da cara da pessoa ficando vermelha seguido de um fogo que toma conta do corpo inteiro da pessoa foi de dar vergonha alheia, mas acho que essa será a única coisa reclamável do episódio, em termos técnicos.

Monstros e coisas deformadas, em geral, não me dão o menor medo, mas mexer com a cabeça da pessoa a ponto dela não saber se o que ela está vendo é ou não real me gela a espinha. Essas mini viagens temporais da Olivia me lembraram a ótima Journeyman, parecia retrô só que ela estava num futuro alternativo. Oi? É confuso e serve de leve ajuda aos roteiristas pra simplificar a trama, mas não me incomodou.

Eu amava odiar o Harris e achei a morte dele meio nada a ver, mas quem imaginava que ele estava ligado diretamente com o dono da Massive Dynamics, William Bell? Nina Sharp botando moral no Broyles pra todo mundo ver e, na surdina, procurando-o em casa (!) pra discutir a grande quantidade de aparições do observador foi, no mínimo, estranho. A gente já sabia que os dois se conheciam, mas essa intimidade é novidade. E quem a deixou inconsciente no final? Seu patrão, Broyles, o observador ou Jones? Ou nenhum deles?

Por mais absurdo que seja, a máquina que o Peter construiu para ouvir o vidro (!!) foi fod* demais. Outro ponto alto de sua participação na trama foi a insana conversa com o dono do site anti-americano, a Olivia perdidinha e o cara misturando fatos (as pesquisas e testes de Massive Dynamics) com as coisas mais absurdas do planeta (afinal de contas, todo mundo sabe que se extiste alguém na tv que pode ser o Spock, essa pessoa é o Sheldon de The Big Bang Theory). O momento ternurinha dele com o pai foi clichê, mas necessário.

Me emocionei com o Walter chorando, realmente deu pra sentir a dor do cara de saber que, de certa forma, está envolvido nessa loucura toda e não consegue se lembrar de nada relevante pra resolver a história toda. E o que foi aquele final mais WTF da história? O Bishop pai na maior naturalidade, trocando idéia com o carequinha mais famoso da cidade, indo pra onde? E fazer o quê? Mal posso esperar pelo próximo!

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