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Muita gente estava com medo desse episódio, outros muitos esperavam ansiosamente por números musicais no estilo Glee ainda alguns mais não esperavam nada. Qual grupo ficou feliz?
Spoilers Abaixo:
Qual grupo eu não sei. Só sei que fui surpreendido positivamente. Só de imaginar qualquer um do elenco principal cantando, me dava calafrios. Por fim, até curti os brevíssimos números musicais que pareceram bem orgânicos, dadas as circunstâncias. Eu imaginei (não que eu quisesse) que teríamos, sei lá, pelo menos umas 4 músicas inteiras, mas eles foram sensatos em amenizar a cantoria.
O tom e o clima dos anos 40 foram muito bem aproveitados nos devaneios do Walter. O uso constante do jazz (o estilo musical que mais curto, btw), o figurino, cabelo e maquiagem funcionaram muito bem. Eles poderiam ter feito algo completamente aleatório mas fiquei feliz que utilizaram o episódio como metáfora para o que de fato passava pela mente e coração do Bishop pai.
O que mais gostei do episódio foi o fato de que toda a história, na verdade, é a visão e interpretação do Walter sobre as pessoas e situações a sua volta. Então vamos pontuar alguns desses momentos:
- Olivia acredita no amor. Um amor maior – na opinião do Walter. Ele acredita que ela é uma de protetora, mas que também precisa de proteção. Ele também a enxerga como alguém com desejos escondidos – “dançar”. Ele também quer que Peter seja o par dela.
- Walter acredita que a Massive Dynamic é uma organização obscura, descrevendo-a como “uma empresa vil que nunca perde a oportunidade de explorar os pequenos, lucrando da criatividade de outros.” Walter claramente personaliza suas experiências e memórias da Massive Dynamic e a forma como William Bell usou suas idéias, levando-as pra frente, de forma empresarial, enquanto seu cérebro era fatiado e ele apodrecia no St. Claire’s.
- Walter se enxerga (ou gostaria de se enxergar) como uma pessoa boa – alguém que passou a vida remendando coisas, trazendo alegria e felicidade para fazer do mundo um lugar melhor. No contexto, Walter aspira ser essa pessoa – alguém que inventou todas as coisas boas do mundo (incluindo o arco-íris e o abraço). Em última análise, porém, ele também se vê como sendo profundamente falho e perigoso. No entanto, redimível.
- Walter vê Astrid como uma pessoa com a paciência de um santo e igualmente cuidadosa, carinhosa. Alguém acomodada e um pouco previsível (“because that’s just the kind of girl you are”, como diria a Olivia).
- Walter entende que Broyles sabe muito mais do que deixa transparecer, mas que, no fim do dia, suas intenções são as melhores possíveis e quer proteger ‘todos os seus agentes’.
- Walter enxerga September como alguém que deixa as emoções interferirem em seu trabalho. Ele vê os observadores – ao menos alguns deles – como capazes de serem comprados.
- Walter não acredita na palavra de Nina Sharp. Ele parece acreditar que ela teve relações íntimas com Bell em algum momento da vida. Só não deixem o Broyles saber disso. =P
- Walter acredita que Bell quer voltar pra casa.
- Walter não vê o Peter como seu filho, mas ‘cresceu em amor para com ele e o considera como filho. Hoje, o amor é tanto que sua própria vida está intrinsecamente ligada ao coração do Peter.
- Walter acredita que pode morrer de coração partido caso Peter não volte.
Walter, inicialmente, apresenta Peter como o “vilão” – a pessoa que roubou o seu coração, quando, na verdade, nós sabemos que Walter é o vilão dessa história em particular (foi ele que roubou o Peter de sua própria família). É quase como se o Walter estivesse tão destruído pelo que fez com o Peter que inverteu os papéis em sua mente para revelar que ele também está sofrendo. Talvez o coração de vidro esteja ilustrando exatamente essa fragilidade e tendência de se quebrar tão facilmente.
Um dos melhores momentos do episódio (pra não dizer o melhor) foi ver a Olivia concertando o Peter. Ela cantando foi inesperadamente bonito. O contexto dramático, a voz quase que embargada pela perda e, claro, a música em si, contribuíram, mas a performance (e aqui eu estou falando da emoção passada) foi excelente.
Eu ri muito quando a Ella chama o Walter de “tio Walter” e logo depois que ela sai de perto ele vira e pergunta na maior cara dura: “E essa daí, quem é?”.
Ver os cadáveres cantando foi bizarro e divertido, especialmente ao ouvir o Walter dizer:
Por que não trazer um pouco de vida aos mortos?, eu disse.
Outro ponto interessante foi ver o Walter (dos devaneios) em uma cadeira de rodas durante toda a história – talvez um reflexo de sua deficiência emocional no ‘mundo real’. Ou talvez eu já esteja viajando demais.
A Astrid canta muito bem, hein?!
E aquele final? Com quem será que September estava conversando no telefone (?) ao fim do episódio?
PS: Algumas informações desse post são traduções livres de textos do site Fringe Bloggers.











Postado em 6/05/2010 às 16:38
E a utilização do celular na década de 40?! rs
Postado em 6/05/2010 às 16:45
“Um dos melhores momentos do episódio (pra não dizer o melhor) foi ver a Olivia concertando o Peter. Ela cantando foi inesperadamente bonito. O contexto dramático, a voz quase que embargada pela perda e, claro, a música em si, contribuíram, mas a performance (e aqui eu estou falando da emoção passada) foi excelente.”
Também achei.
Esse episódio foi uma surpresa. Eu estava esperando um desastre, e acabou sendo muito bonito. =)
Postado em 6/05/2010 às 16:55
Foi exatamente isso que eu pensei do episódio! A mente do walter, como ele se sente a respeito das coisas e das pessoas à sua volta… foi uma idéia sensacional pq querendo ou não prende a atenção com toda as metáforas usadas no episódio.
A série tem que estar muito segura de si mesmo pra saber onde está pisando e arriscar desse jeito. Ponto positivo para os caras.
To torcendo para que Astrid tenha um espaço maior na terceira temporada! Ela é tão carismática (e canta muito bem mesmo) haha
Excelente crítica!
Mal posso esperar pela season finale xD
Postado em 6/05/2010 às 17:34
tambem teve um laptop, feito de madeira. hahaha achei fantastico.
muito bom o episodio, mesmo. nao entendo porque tem tanta gente que odiou, achou que foi o pior episodio de fringe e tal. so de ver o walter contracenando com a sobrinha da olivia, o episodio ja valeu a pena!
Postado em 6/05/2010 às 17:34
Foi só eu que percebi que existe o notebook nos anos 40 e o windows vista ?
Ou eu tô louco isso sim.
kkkkkkkkkkk
Mas enfim, o episódio foi ótimo.
Fringe nos surpreendendo como sempre. ;D
Postado em 6/05/2010 às 17:46
Thaiza, tanto os celulares quanto o computador da Nina Sharp eram de última geração. Essa foi mais uma “licença poética” do que tentar alguma ligação com a realidade. Afinal de contas, era uma história parte/conto infantil (?) e parte/viagem da Brown Betty. Achei as metáforas bem legais! A maquiagem da Astrid estava legal, bem típica da época (quando os negros passavam pó branco no rosto), não achei isso racismo nem nada, pois a tentativa de criar algo meio de época/ficção científica era o objetivo do episódio, e acho que eles foram muito felizes. É uma forma de tentar compreender o estado psicológico do Walter também, como descreveu o Daniel. Ótimo post!
Postado em 6/05/2010 às 17:51
Ai Daniel! Eu tinha medo, mas Fringe anda tão espetacular que eu já nem duvidava mais que seria sucesso. Concordo com absolutamente todas as suas pontuações. Cadáveres cantores? Vaca de vestido de bolinha? FENOMENAL!
Aproveitando, quero falar dos celulares nos anos 40. Pois bem, dando uma de fã de Lost, que justifica tudo como recurso narrativo, sou obrigada a dizer que no caso de Fringe, há certa lógica, ou pelo menos, não há absurdo.
Walter estava drogado e era uma história da carochinha, ou seja, vale tudo, até celular vintage. Coloco o celular na mesma categoria do coração de vidro: não existia de verdade, mas estava lá, para ilustrar a trama.
Postado em 6/05/2010 às 17:56
eu não gostei!
uma sequencia otima de episodios foi quebrada por um episodio q não acrescentou nada…
celular, notebook e mais algumas coisas bestas não me agradaram…
espero q nunca mais role um episodio desse!
Postado em 6/05/2010 às 17:56
Muito boa review Daniel. Parabéns!
Tb gostei muito do episódio. Acho que te tudo que teve nesse “universo paralalelo” de Walter oq mais me chamou a atenção foi o fato dos Observadores trabalharem para a Massive Dynamic.
Postado em 6/05/2010 às 18:06
O uso de aparelhos eletrônicos avançados é aceitável diferente de”Peter” que se passava realmente naquela época,esse episódio não se prende em um tempo fixo é uma recriação da mente do Water. mais como se uma licença poética.
Postado em 6/05/2010 às 18:09
Episódio muito chato ,pura invenção besta da Fox,acabou quebrando a sequência de ótimos epis de Fringe.
Postado em 6/05/2010 às 21:14
Detestei este episódio, não acrescentou nada, um filler totalmente inútil, talvez tivesse alguma mensagem subliminar, ruim, fringe estava com histórias ótimas, paciência, agora é aguardar o próximo.
Postado em 6/05/2010 às 21:42
Achei muito bacana as coisas adaptadas como celulares, e outros apetrechos. Percebi bastante dos paralelos apresentados na review e até gostei disso.
Mas o episódio todo foi um martírio. Eu nunca me droguei, entao nao sei como a mente de um cara chapado funciona, mas se for assim, melhor eu nunca experimentar mesmo.rs.
A inserção do musical em House foi ótima, com o karaoke e tudo, nao tirou a alma da série. Já em Fringe virou outro seriado, achei que poderia ser aproveitado de outra forma a parte musical.
Legal ver o Broyles cantando hein…rs…rs.
Mas em resumo, foram difíceis 42min a se assistir. Desculpem minha “ranzinisse”.
Postado em 6/05/2010 às 22:21
Episódio genial. Não acrescenta muito a história o caramba, Walter é um personagem de destaque e eles encontraram uma ótima forma de mostrar como ele se sente em relação a tudo isso e um pouco do tudo que ele realmente sabe.
O climão do episódio também em muito me agradou. O estilo “anos 40″ me lembrou a Moonlight, a parte sci-fi ficou dígna de seriados antigos (a vaca colorida no laboratório da história me fez rir, rara) e as referências ao próprio universo de Fringe foram um bocado bacanas também.
Não sei se foi o melhor episódio da temporada, mas foi o mais corajoso, alem de ser o que eu mais gostei. Ponto pros caras.
Postado em 6/05/2010 às 22:35
Episodio ridiculo logo odeio musicais a essa altura da temporada com a trama se desenvolvendo tão lentamente finalmente com bons eps seguidos eles vem com esse eps que não serve para porcaria nenhuma, adiantei acho que uns 15 min ou mais e entendi tudo. O publico de F. cientifica ou coisas do genero a maioria ta hgando para musical.
P.S: Ana Torv realmente é inexpressiva.
Postado em 6/05/2010 às 23:27
Particulamente… eu não gostei desse episódio… a única coisa que realmente valeu nesse episódio foi a cena final…
De resto… só algumas cenas com o Waltinho que deu para tirar umas boas risadas… mas a história em si… ah… é… sei lá…
Parece mais um desses episódios para encher linguiça, sabe… Mas acredito que os dois últimos sejam espetaculares….
Postado em 6/05/2010 às 23:41
Também não gostei não, achei um tédio e torci pra terminar logo o episódio.
Postado em 7/05/2010 às 0:37
Ótimo review, que me fez entender ainda mais esse Fantástico episódio.
Não avançou em nada na trama, mas foi tão bonito e rico em detalhes, que para mim, entra na lista dos melhores da série.
E para quem não entendeu o celular e o notebook, lembre-se que Walter estava contando a história para uma criança, então ele adaptou algumas coisas para a realidade atual, facilitando o entendimento dela.
Simplesmente genial! Quero mais destes!
Postado em 7/05/2010 às 0:46
Não gostei também não.
Achei que foi um episódio morto dentro da trama.
Ainda mais agora que as coisas estão começando a se desenrolar.
Achei pouco “musical”, com uma cantoria ou outra,
a história em si foi até um bom drama,
mas nada haver com o ” Novo Fringe ” da 2a temporada.
Esperava mais,
pra mim foi um episódio inútil!!
=(
Postado em 7/05/2010 às 0:49
Ahhh sim, outra coisa.
Celulares e computadores na decada de 40???
Um erro horrível este viu?!
Postado em 7/05/2010 às 1:23
Eu odiei o episódio, mas reclamar de celulares e computadores em uma história contada pelo Walter que envolve corações mecânicos, magia e mortos que cantam é ainda pior!
Postado em 7/05/2010 às 2:02
Olha pessoal, o episódio foi útil sim! Na boa, o personagem mais importante da série é o Walter. O episódio simplesmente mostrou como ele vê e lida com TODOS os personagens que lhe rodeiam, pelo menos os mais significativos. Não tinha visto por essa ótica até ler o post do Daniel! Tinha achado o episódio uma meia encheção de lingüiça (??). Mas quando olhamos pro lado subliminar que ele deixa aflorar por conta das drogas, vemos o quão importante ele foi. Por isso, tenham dó do coitado do episódio e pensem nele como uma busca pelo autoconhecimento do Walter. Ou então, pelo menos, deixem ele curtir a “viagem” em paz!!!
Postado em 7/05/2010 às 9:55
Adorei o episódio mto bem construído.
Eu estava com medo do que seria esse ep, mas Fringe me surpreendeu de novo.
Postado em 7/05/2010 às 14:28
Tem gente que escreve comentarios aqui que não da nem pra entender porque ainda assistem a série… Falam que não é crivel celulares e computadores na década de 40 (em um conto de fadas) mas aceitam realidades paralelas, homem que viaja no tempo, observadores, e um monte de ciência de borda que essa série apresenta… Vão assistir novela da globo cambada…
Em tempo, excelente episódio, Fringe é a melhor série de Ficção atualmente e uma das melhores de todos os gêneros…
Postado em 7/05/2010 às 15:14
Os telemóveis e protáteis no episódio não significam que tenham de existir no estilo da época em que o Walter supsotamente conta a história.
Têm ver de ter em conta que o Walter tem uma noção de desenvolvimento tecnológico um pouco elaborada, por isso nem é assim tão estranho ver aqueles pseudo-tijolo-telemóveis durante o episódio…
Postado em 7/05/2010 às 16:41
Eu amei esse episódio, ficou lindo!
Eu acho que o pessoal que reclamou, não notou que apesar da série ser Sci-Fi, seus personagens tem sentimentos e estão lidando por uma situação difícil. Na minha opinião, esse episódio serviu para explicar esses sentimentos que nem sempre podem ser abordados na trama. Um retrato bem-feito, carísmatico, divertido e bastante triste da mente do Walter.
Quando ele canta no final do episódio (antes da Ella mudá-lo), nossa, aquilo partiu meu coração. John Noble sempre é sensacional. Astrid também estava uma fofa e a única coisa que me irritou mesmo era aquele palito na boca do Peter! Eca!
Postado em 7/05/2010 às 19:45
Mais alguém lembrou do Professor Xavier quando viu o Walter em uma cadeira de rodas? Fico imaginando se isso pode ser uma pista do que vai acontecer com aqueles que tem habilidades especiais, como a Olivia.
Postado em 7/05/2010 às 23:31
Se este episódio fosse fora da cronologia, ou um extra no DVD, até que soaria melhor. No fim da temporada foi uma aposta errada. Depois eles (executivos da FOX) ameaçam a série com cancelamentos. Estávamos em uma sequência sensacional de episódios, mas apenas um ruim pode afastar o público.
Deixo o Link do meu review sobre o episódio.. quem quiser, dê um olhada..
Abraços e até semana que vem!
Postado em 8/05/2010 às 0:34
Sobre o palito na boca do Peter, a unica coisa q me incomodou foi o erro de continuidade, ele ficar mudando de lado toda hora…rs
Postado em 8/05/2010 às 12:14
Realmente a liberdade de expressão é zero aqui nos comentarios???
Não colocaram o meu , só pq eu falei a verdade?????
O fato é você deveria encarar isso como um elogio e não uma ofensa, eu gostaria de ver a sua review e não um copia e cola com tradução do Fringe Bloggers!!!!
Acredito que vc tenha capacidade para escrever um review seu, e não apenas copiar
Postado em 8/05/2010 às 15:31
ahuahahuahauh, vc copiou um review, não acredito
Postado em 8/05/2010 às 21:55
Pessoal que gosta de jogar pedra precisa ser um pouco mais coerente e maneirar nas acusações sem fundamentos.
@Milena, em primeiro lugar eu queria deixar claro que ninguém deletou comentário nenhum. Alguns comentários caem na caixa de moderação por alguns motivos, mas a gente aprova todos (a não ser que seja comentário extremamente ofensivo).
No final do texto tem o aviso, “PS: Algumas informações desse post são traduções livres de textos do site Fringe Bloggers.” A review é 100% original, apenas alguns dados são referencias de um blog especializado, assim como qualquer post de spoilers e informações sobre Lost que é postado em blogs brasileiros usa fontes gringas.
Vamos tentar no futuro apreciar mais um trabalho de um colaborador que não ganha nada para escrever reviews, mas assim como vcs é fã de Fringe e quer compartilhar suas opiniões sobre os episódios e informar os outros fãs.