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Geração Assassina!

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Por mais que a gente saiba que HBO é mais que TV e que a qualidade de seus programas está em um patamar completamente acima dos demais canais, é inspirador ver algo tão bem feito como Generation Kill. A minisérie , do mesmo criador de The Wire, de 7 episódios, faz um re-conto da guerra EUA x Iraque, do ponto de vista dos fuzileiros navais. Apontando as carências físicas e emocionais dos combatentes, sem deixar de lado o clima de guerra que paira no ar.

Leves spoilers abaixo dos dois primeiros episódios:

Antes de tudo eu preciso falar das locações. Filmado na Namibia, Moçambique e África do Sul a série consegue criar uma verossimilhança ímpar, com uma fotografia sem igual (inclusive ela já está pre-indicada nesse quesito para o Jerry 2009).

“GK” acompanha a vida dos fuzileiros do 1º Batalhão de Reconhecimento, e a primeira coisa que chama a atenção é a forma em que os próprios combatentes conseguem perceber a precariedade de suprimentos básicos para uma guerra e como isso seria diferente se eles fossem do exército. Falta de baterias, economia em munição e comida (mesmo tendo Subway e Pizza Hut como se fosse arroz com feijão) são comentados a todo momento.

É interessante, também, ver a importância da aparência e da necessidade que eles tem de manter um mínimo de ligação com o “mundo real”, porque, sinceramente, não deve ser muito normal aquela rigidez com relação aos bigodes e nem do fuzuê sobre a possível morte de Jennifer Lopez. Mas deve ser difícil mesmo manter a sanidade depois de mais de 30 horas sem dormir e irritado com atrasos e direções erradas passadas por superiores.

A presença do repórter no campo de batalhas dá um toque muito especial à trama. Ali ele presencia tudo o imaginávamos ou não sobre os bastidores da guerra. Sendo proibido de escrever em determinados momentos e presenciando cenas que vão desde o horror ao atentado ao pudor, ele consegue, mesmo sem falar muito, conduzir as pessoas ao seu redor a falar tudo o que querem ou a esconder tudo o que não podem falar.

Fora o dia-a-dia dos, muitos, personagens (que devem ir morrendo aos poucos), somos apresentados ao mais fino prato dos efeitos especiais. Tempestades de areia, tiros, explosões e headshots, para nenhum jogador de Counter Strike botar defeito, são feitos sem a menor economia. Eu não quero me alongar muito porque tenho certeza que você verá como essa verdadeira sequência cinematográfica vai acabar.

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