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Um editor, três episódios de reality shows culinários. Você não quer perder esse banquete de comentários, quer?
Spoilers abaixo:
Para essa refeição aos leitores do SérieManíacos, vamos começar com o terceiro episódio da 6ª temporada de Hell’s Kitchen. Como já era de se esperar, a truculência do Joseph o levou à eliminação sumária e imediata. Com uma personalidade daquelas, é difícil imaginar qualquer restaurante funcionando pacificamente com um cara como ele nos bastidores. Ver o Tony sair foi um misto de alívio e pena – acredito que ele possa cozinhar até bem, mas o prêmio final realmente não é pra ele.
O desafio de criar um jantar com massa para os bombeiros foi interessante, mas eu tenho a firme impressão de que não deveria ter sido vencido pelas mulheres. Consigo ver pelo menos umas quatro que são peso morto por excelência. No dinner service, os homens fizeram um trabalho bem legal (especialmente o Kevin, meu favorito até o momento e manco das duas pernas), deixando as moças para trás, embora elas tenham concluído o serviço primeiro.
Finalmente, para a eliminação da noite, gostei de ver duas coisas: a primeira foi a declaração à queima-roupa de que nem a Tennille, nem a Lovely têm o necessário para vencer a competição (o que é a mais cristalina verdade). A segunda foi ver o Gordon dizendo “I’m nobody’s bitch”. Esse é dos meus.
Vamos ao prato principal: certamente o episódio de mais alto nível até hoje de Top Chef Masters. Em suma, travaram uma batalha épica os seguintes candidatos:
• Jonathan Waxman, chef com toneladas de experiência e do naipe de Wolfgang Puck, Julia Child e o próprio James Beard (enquanto uns ganham prêmios com esse nome, o Waxman é amigo do cara);
• Art Smith, gourmet pessoal da Oprah, cozinhou para presidentes e celebridades e tem habilidades extraordinárias na cozinha;
• Roy Yamaguchi, o primeiro ganhador do James Beard Award e conhecido como o Rei do fusion cooking;
• Michael Cimarusti, um extraordinário chef de frutos do mar e ex-aprendiz do Waxman. Isso, esse mesmo do topo da lista.
O quickfire challenge foi um dos mais interessantes de todos os apresentados nessa edição. O desafio de criar um prato com ingredientes baratos de um só corredor na imensidão de um supermercado é um teste de nervos e da capacidade criativa dos candidatos. Você percebe que o nível é completamente outro (agora em relação aos demais episódios) quando todos os pratos são bem apreciados pelo paladar dos jurados.
Fiquei também um tanto quanto surpreso com o último lugar conseguido pelo Jonathan. Ainda acho que ele foi levemente prejudicado por ser um dos primeiros – talvez a impressão causada nos jurados pelo prato do Michael tenha diminuído o impacto da salada que ele apresentou.
O elimination challenge foi um espetáculo. De cara, fiquei contente em ver cada chef demonstrando enorme respeito pelos demais competidores e com ingredientes bem selecionados para cada um deles (se esse desafio tivesse rolado no Top Chef original, alguém ia ter que fazer um manjar com pimenta, aveia e alface, provavelmente). Depois, embora o Roy e o Michael não tenham sido muito felizes na criação de seus pratos… Visualmente e pela opinião geral, tudo me pareceu extraordinário.
Como conseqüência dos pratos apresentados, os dois chefs que eu queria ver no confronto final de estrelas estavam lá: Jonathan Waxman e Art Smith. Mesmo triste por ver o Jonathan em segundo lugar, gosto da idéia de assistir o Art na finalíssima contra gente como o Hubert e outros. Espero que esse último episódio seja fantástico.
Por fim, vamos a uma sobremesa bem amarga. Esse post também traz algumas informações e um ponto de vista equilibrado e sobrevivente sobre The Chopping Block, o desastre culinário da NBC. Se você nunca ouviu falar sobre esse cataclisma televisivo, considere-se sortudo.
O programa gira em torno de Marco Pierre-White, o master chef que fez o Gordon Ramsay chorar. Oito duplas competem entre si pela chance de receber 250 mil dólares para a construção do próprio restaurante, uma cozinha com equipamentos de primeira linha e uma viagem à Europa para aprender tudo com o chefão. Originalmente, pensaria você, a premissa poderia funcionar. Certo?
Errado.
Marco Pierre-White é visivelmente um leão culinário – tem muita experiência e sabe bem o que faz dentro da cozinha. O problema é que ele não é muito apresentável, com o cabelo relativamente desgrenhado e as roupas meio cafonas. Como apresentador, também é muito insosso. Não bastasse isso, a música-tema do programa é “Mercy”, da Duffy (que deve ser provavelmente a pior escolha de música de abertura na história da televisão moderna).
E você achando que não podia ficar pior.
Os concorrentes eram terríveis. Cozinhavam mal, esqueciam de checar a validade dos alimentos, temperavam demais certas coisas, deixavam clientes esperando por coisa de 45 minutos… Loucura. O final da temporada aconteceu na semana passada, e a dupla que venceu era uma dupla péssima. Os críticos que avaliavam os pratos sempre me pareciam meio desanimados com o todo – iguais a mim, assistindo a essa joça.
E vocês, caros e fiéis leitores? Gostaram do episódio de Hell’s Kitchen? Curtiram a última eliminatória de Top Chef Masters? E prometem nunca passar nem perto de The Chopping Block? Comentem, s’il vous plaît.











Postado em 31/07/2009 às 2:22
Muito chique essa review de three courses.
A entrada foi a melhor. Estou muito satisfeito com esse retorno de Hell’s Kitchen e esse episódio foi muito legal. Claro que teve aquele dramalhão das ambulâncias, mas mesmo assim gostei bastante. Meu favorito tb é o manco Kevin.
O prato principal tb foi ótimo. Acho que esse foi o episódio mais equilibrado de TCM até agora. Dos 6 finalistas estou torcendo para Hubert.
Agora essa sobremesa foi pior que a do francês que colocou manjericão na sobresa dele no episódio passado de TCM. Tenho a audácia de falar que com certeza vc foi o ÚNICO do Brasil a ver todos os episódios de The Chopping Block. A NBC cagou feio com esse reality. Mas parabéns pela força. hehehehe
Postado em 2/08/2009 às 10:58
Para variar, vou comentar somente TCM, não sou grande fã do HK…
Esse episódio eu achei o mais carismáticos, gostei de todos os chefs e a emoção do Art no final me deixou feliz por ele ter sido o escolhido!!
No quickfire eles fizeram milagres, pq na temporada do TC que teve esse quickfire os pratos foram um desastre, daí a prova dos caras serem Master.
Na prova final foi uma troca de gentileza e mostrou novamente a maturidade dos chefs. Concordo com vc Lucas, se fosse no TC iríamos ver uma cesta com opções bizarras que não destacaria o talento dos chefs. Por isso vale a pena assistir Top Chef Master.
Tive uma grata surpresa, achei que só teria mais um episódio mas descobri que os seis finalistas irão disputar e sairá um por rodada. Excelente pq agora que já conheço todos vou poder torcer!!