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Mais uma semana e mais um recorde de pior audiência para Heroes nos Estados Unidos.
Spoilers Abaixo:
Esse episódio me agradou. Algumas boas revelações, ótimos efeitos especiais e o palco está montado para o futuro. Mas será que montar o palco no nono episódio não é tarde de mais?
Cheguei à conclusão que não adianta ter uma série tão promissora como Heroes na mão de alguém tão incompetente como Tim Kring e sua equipe. Em outras séries onde o roteiro é forte (Dexter, Lost, Battlestar Galactica) a gente vê como é possível armar o palco de uma temporada logo nos primeiros episódios, no caso de Heroes precisou quase que um Volume inteiro para isso.
Ok, Claire é o catalisador que vai completar a fórmula de Mohinder e isso nos leva ao slogan da primeira temporada que ficou tão famoso e ainda na terceira temporada faz muito sentido: Save the cheerleader, save the world. Mas a forma como essa revelação importante foi feita é o perfeito exemplo de um roteiro pobre. Onde está o clímax? Onde está aquele gostinho de que algo importante foi revelado? Sem contar que eles não poderiam ter escolhido um episódio pior para isso. Sylar e Elle roubaram a cena de maneira espetacular.
Em minha opinião, Zachary Quinto (Sylar) e Kristen Bell (Elle) são de longe os melhores atores da série, e colocar os dois juntos para contracenar foi uma ótima idéia. A gente já tinha visto um pouco da química entre os dois no episódio passado, mas essa semana foi sensacional. Desde os efeitos especiais do churrasquinho de Sylar (os pedaços de pele chamuscando no ar foram muito legais) ao upgrade do poder de absorção, ficou claro que essa foi uma sequência memorável. Agora que Sylar é capaz de absorver os poderes por empatia sem precisar matar ninguém, fica mais compreensível de entender aquele Sylar do futuro todo dona de casa. E agora também ficou muito mais provável que Elle realmente pode ser a mãe do Sylar jr.
Hiro com a mentalidade de uma criança de dez anos foi outro baita erro do roteiro. Ele já estava chato, patético e infantil quando tinha seus vinte e oito anos, agora com dez está insuportável. Ando está tão sem sentido nessa temporada que eu até achei que ele poderia ser o tal catalisador, ainda mais quando quem escolheu o catalisador foi o papai Hiro, mas infelizmente as coisas estão indo de mal a pior na storyline desses dois. Gostei de ver a volta do gibi 9th Wonders, mas quem será que está fazendo os desenhos?
A história de amor entre Parkman e Daphne aos poucos está engrenando, mas precisa engrenar logo porque já está enjoando. Ver Peter se virando sem os poderes é interessante, mas acredito que logo, logo ele recupera tudo de novo.
O destaque mesmo foi a divisão de lados. O time Angela VS. O time Arthur. Ta certo que nos dois lados existem pessoas que parecem divididas, mas esse é o ponto principal que a série precisava ter focado mais no começo. Chega de enrolação e vamos ao que interessa. Esse conflito entre o bem e o mal é o que os fãs querem ver. Uma batalha de verdade cheia de poderes para tudo que é lado.
Quem sabe agora que Pushing Daisies foi cancelado (RIP) a produção de Heroes consiga trazer o talento de Brian Fuller para a série. Com um bom roteiro, Heroes tem tudo para finalmente mostrar todo seu potencial.
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