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Heroes – 3×15: Trust and Blood

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Ainda estamos no segundo capítulo do quarto volume, e em comparação com o episódio anterior, Trust and Blood deixou muito a desejar.

Spoilers Abaixo:

Eu me considero um fã de Heroes. Assisto fielmente, comento aqui no blog desde o começo e nunca cheguei perto de ficar com vontade de abandonar a série. Obviamente que não sou um fã cego daqueles que não aceita os inúmeros erros de produção que Heroes possui, e sempre procuro enxergar os pontos positivos dos episódios. Mas uma coisa é certa, ser fã de Heroes quando se assiste aos episódios com um olhar mais clínico para escrever reviews é um teste de paciência e fé que só serão explicados na eternidade.

É uma pena que o clima Con Air/Prison Break dos heróis fugindo dos caçadores após a queda do avião foi tão pobremente explorado. Aquele cenário externo da carcaça do avião estava muito legal. Ta certo que teve a cena do tiroteio onde Daphane supostamente morreu (eu e a torcida do flamengo acreditamos que ela ainda está viva), mas aquilo foi estragado pela narração simultânea de Nathan. Uma cena tão poderosa como aquela, onde um personagem “morre”, Claire é fuzilada, Parkman usa seus poderes para fazer a primeira retaliação dos heróis acabou se transformando em um verdadeiro anticlímax. Imagina aquela cena só com uma trilha sonora, os gritos, os tiros… Sem a narração simultânea de Nathan. Seria outra coisa muito melhor.

Claire esteve excepcionalmente insuportável nesse episódio. Na verdade desde a primeira temporada ela não passa de um grande estorvo e eu não agüento mais a ver fugindo o tempo todo, reclamando o tempo todo, fazendo cara feia o tempo todo… kill the cheerleader, save the show.
Felizmente São Sylar salvou o dia na busca pelo seu progenitor. É assim que nós gostamos de ver Sylar, como vilão. De bandeja ele ainda acabou ganhando um aprendiz para poder passar toda sua sabedoria. Vamos ver se o jovem padawan, Luke tem potencial para ser a próxima geração de vilão.

Outros pontos que valem destaque:

- Agora ficou claro como os poderes de Peter funcionam. Foi aquilo mesmo que eu falei na review passada. Ele só pode usar um poder de cada vez e eles não são acumulativos.

- E esse clube Do Bolinha liderado por Peter? Cadê a mulherada entre os rebeldes?

- Falando em rebeldes, quem será que estava mandando aqueles torpedos para Claire?

- Eu tinha certeza que era a mamãe Petrelli a pessoa que Nathan estava falando ao telefone durante o episódio.

- O caçador chefe interpretado por Zejlko Ivanek é um personagem muito legal e logo, logo ele vai enfiar Nathan numa cela junto com os outros heróis.

- Dois episódios seguidos que Mohinder não me incomodou. Recorde absoluto.

- Efeitinho especial bem porco aquele da carcaça do avião explodindo com os mísseis.

- Gostei do discurso de Peter para o clube Do Bolinha dizendo que tudo que eles tinham ficou para trás e agora chegou a hora de lutar.

O grande motivo que faz a audiência debandar de Heroes semana após semana é essa inconstância de qualidade. Acredito que desde a primeira temporada não temos uma sequência de pelo menos quatro episódios bons um atrás do outro. Eu estou aqui sempre na torcida para que Heroes consiga mostrar todo seu potencial, mas se na próxima semana a audiência americana perder mais uns 2 milhões de telespectadores, a situação pode ficar bem preocupante. Ajude-nos São Sylar e São Brian Fuller.

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