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Com um episódio mais focado e didático do que o comum, Heroes luta para mostrar que é capaz de mudanças positivas enquanto que sofre pelos erros do passado.
Spoilers Abaixo:
Vou fazer algo diferente e começar a review comentado sobre o final do episódio. Que cara de pau desses roteirstas de quererem reaproveitar a trama principal da primeira temporada numa falha tentativa de saudosismo. Sim, a possível explosão nuclear de Nova Iorque foi algo muito legal de acompanhar no primeiro volume de Heroes, mas será que era realmente necessário levar o espectador de volta ao flat de Isaac Mendez para vermos a pintura de Washington sendo devastada pela mesma explosão? Eu simplesmente odiei esse final.
O foco do episódio ficou dividido entre as tramóias do Clube do Bolinha (Peter, Parkman e Mohinder) e nas memórias do Sr. Bennet. Eu particularmente acho Bennet um dos melhores personagens da série (junto com Sylar obviamente), e as cenas em preto e branco que mostraram porque ele está trabalhando para Nathan foram um bom exemplo de como o roteiro pode ser focado quando eles se esforçam. Sei que toda aquela história de que Bennet na verdade é um agente duplo trabalhando para a mamãe Petrelli poderia ser minimizado e menos explicativo, mas eu gostei de ver Nathan recrutando Bennet para sua força tarefa caça-mutantes, gostei da cena onde Bennet descobre que não será o encarregado da força tarefa e sim o Caçador… Tudo literalmente preto no branco.
O Clube do Bolinha por outro lado não esteve tão bem. Todo o drama entre Parkaman e Mohinder foi algo extremamente cansativo, mas pelo menos Peter teve sua chance de decolar no episódio (eita piada ruim!).
- “Como você chegou aqui tão rápido?” diz o Caçador. E Nathan todo descabelado. Péssima cena.
- Parece que a super força de Mohinder não é assim tão super. Aquelas correntes não pareciam tão grossas assim.
- As cenas das memórias de Bennet me lembraram muito do episódio “Company Man” da primeira temporada.
- Parkman precisa segurar a respiração toda vez que ele tenta ler os pensamentos de alguém? Coisa chata.
Embora eu tenha feito muitas críticas negativas, vale lembrar que mesmo sendo algo mais didático, as cenas em preto e branco mostram um pouco das promessas feitas pelos produtores e criadores de Heroes de que as coisas seriam mais focadas nesse volume. Eu claramente notei isso e realmente as storylines me parecem menos dispersas uma das outras. Ainda existe muita coisa a melhorar, mas as tais melhoras prometidas começam a aparecer de maneira sutil. Vamos torcer para que as melhoras apareçam mais bruscamente nos próximos episódios.










