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Review dupla para tirar o atraso. Será que eu posso dizer sem medo que esses dois capítulos em questão foram de longe os melhores desse volume?
Spoilers Abaixo:
Dois nomes muito importantes foram essenciais para a significativa melhora desses dois episódios.
O primeiro é São John Glover que esteve excelente como o pai de Sylar. Foi muito interessante descobrir que a fome por poderes de Sylar é algo genético. Não vou negar que eu esperava um pouco mais do embate entre Sylar pai e Sylar Junior, mas sem dúvida valeu a pena esperar tantos episódios para finalmente vermos esse encontro.
O Caçador resolveu tirar a prova real, e atirou Nathan pela janela para comprovar que o senador possui a habilidade de voar. As coisas seriam mais fáceis se Bennet estivesse encarregado da força-tarefa caça mutantes junto com Nathan, mas logicamente que o Caçador não iria sair com o rabo entre as pernas.
Claire agora quer abraçar de vez a idéia de super heroína. A idéia de colocá-la como a musa dos nerds trabalhando na loja de quadrinhos mostra o início de uma nova fase. Chega de ficar reclamando e choramingando. Agora Claire será pró-ativa e quem sabe esse novo rumo ajude a tirar a estigma de “a chata” da temporada.
O segundo nome muito importante que eu mencionei no começo é São Bryan Fuller. Para quem não sabe, Fuller é a mente por trás de Pushing Daisies, Dead Like Me e escreveu um dos melhores episódios da primeira temporada de Heroes, o “1×17 – Company Man”.
No volume passado ficou claro que Heroes possui dois grandes problemas: um número exagerado de personagens e personagens muito poderosos. O problema número dois foi “resolvido” de forma muito brusca no início desse volume. Simplesmente Hiro ficou sem poderes e Peter só pode usar um poder de cada vez. No caso de Peter até que a solução foi aceitável, mas Hiro sem poderes estava simplesmente ridículo.
Nesse último episódio Bryan Fuller resolveu em uma tacada matar dois personagens e devolver parcialmente o poder de Hiro. Aliás, o poder de parar o tempo é praticamente o cartão de visitas da série. Algumas das melhores cenas de todas as temporadas envolvem Hiro parando o tempo.
Sinceramente eu ficaria mais feliz se Mohinder tivesse morrido (se bem que ele não está tão chato ultimamente), mas fiquei satisfeito com os fins de Tracy e Daphne. Os fãs dessas duas que me perdoem, mas elas eram inúteis mesmo.
Quem acompanha as review aqui no blog não deve ter ficado muito surpreso com a revelação da identidade do Rebelde. Desde o episódio “3×16: Building 26”, o pequeno Micah já era meu principal suspeito. Incrível como o ator que faz o Micah cresceu. Até me lembrou quando Walt apareceu em Lost depois de muito tempo.
Pontos de destaque:
- A mamãe Petrelli fugindo dos agentes da Matrix foi muito legal. Como ela é lisa.
- Peter teve apenas uma cena e nem falou nada. Ele saiu voando com a mamãe nos braços. Nem foi tão legal.
- Tinha até esquecido do filho e da ex-mulher do Parkman. Gostei da forma como o poder de “ligar as coisas” do Parkman Junior que fez o poder de Hiro retornar.
- A cena da garagem em que Tracy congela tudo foi muito bem feita. Fiquei impressionado.
- Em compensação as cenas de Parkman e Daphane sobrevoando Paris foram vergonhosas de tão mal feitas.
- Aparentemente Bryan Fuller não veio sozinho para Heroes. Swoosie Kurtz (a tia Lily de Pushing Daisies) teve uma pequena ponta com direito a um dialogo com a mamãe Petrelli.
- Ando já chegou ao nível dois do seu poder. Agora ele já pode usá-lo de uma forma ofensiva. A gente já tinha visto isso naquela cena do futuro onde Ando mata Hiro, mas eu já tinha me esquecido.
Estou muito mais animado com Heroes depois desses episódios e espero que as coisas mantenham esse nível. Já mencionei isso antes, mas é muito desgastante essa inconstância de episódios ruins com episódios bons. A quarta temporada já está garantida e agora é torcer para que a terceira termine bem.
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