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Parece que o melhor ficou mesmo guardado para o final e Heroes encerra seu terceiro volume em grande estilo.
Spoilers Abaixo:
Que turbulência foi esse volume. A série passou maus bocados por trás dos bastidores, bateu recorde de pior audiência semana após semana na terra do Tio Sam, foi motivo de discussão em tudo que é blog de séries e no final das contas apresentou uma resolução muito satisfatória para “Villains”.
Esse último episódio do ano cumpriu o papel que o arco do eclipse pretendia: Tentar recomeçar tudo de novo.
Nesse episódio vimos Sylar do jeito que a gente gosta. Chega de conflitos internos e indecisões. Ele é o bicho papão e pronto. Aliás, aqueles joguinhos psicológicos que ele criou lá na Primatech me lembraram muito “Jogos Mortais”. Não vou nem cogitar se ele realmente morreu nesse episódio porque essa preocupação nem me assola muito. Ele é o personagem mais popular de Heroes e matá-lo assim sem propósito algum, seria o maior tiro no pé que a série poderia dar.
Gostei muito do poder de Ando. Tanto os efeitos especiais como a aplicação do poder foram bem legais. Não achei nem um pouco exagerado a idéia de correr até o passado para resgatar Hiro. Isso é algo que qualquer leitor de revista em quadrinho já viu o Superman ou Flash fazendo. O potencial de utilização desse poder de Ando é astronômico.
Peter finalmente conseguiu seus poderes de volta. Acredito que no momento em que ele injetou a fórmula nele mesmo, ele recuperou seus poderes originais de absorção e não apenas a habilidade de voar. Assim como Sylar começou sua coleção de poderes do zero nesse volume, Peter recomeça sua coleção no quarto volume.
Nathan foi o personagem mais danificado por esse volume. Ele está totalmente dúbio. Uma hora ele faz de Tracy seu braço principal, resolve que a melhor coisa para o mundo e sair dando poderes para todos e até estava disposto a matar Peter. Depois do nada ele despede Tracy e as primeiras cenas do quarto volume o mostram persuadindo o presidente dos EUA a perseguir os “heróis”.
Esse quarto volume por sua vez vai ser um prato cheio para aquele que gostam de atacar Heroes por plágio. Mas realmente só está faltando o arco dos robôs gigantes chamados Sentinelas que perseguem implacavelmente os “heróis”. Lógico que é praticamente impossível abordar um mundo de super-heróis sem se “inspirar” nos X-Men ou em outros personagens da Marvel e DC, mas não podemos negar que Heroes possui suas idéias originais. Não são muitas, mas existem.
Uma pena que nessa enxurrada de mortes dos vilões não sobrou espaço para Mohinder e Tracy, mas ainda tenho esperança que esse dia especial chegará.
Claire é outra que precisa de uma nova atitude urgente para os próximos episódios. Ela e o Peter passaram a maioria dos episódios choramingando e correndo atrás para concertarem cagadas que eles mesmos criaram, mas eu ainda tenho esperança tanto para Claire como Peter.
- A cena da foto do post foi muito boa. Ando tentado se concentrar que nem Hiro com Parkman e Daphene na cola.
- Quer dizer que Claire se jogando contra um vidro a prova de balas tem mais potência que uma bala? Juro que dei risada.
- Tracy chamando Hiro de Pikachu e o soquinho que ele deu na cara dela me fez dar risada alto.
Como disse no começo, fiquei muito satisfeito essa conclusão de “Villains” e ainda tive a chama da esperança reacendida. Ainda mais lembrando que nos próximos episódios vamos contar com as participações de pelos menos dois atores muito talentosos: Zeljko Ivanek (vencedor do Emmy por Damages) e John Glover (o pai do Lex em Smallville) juntam ao elenco de Heroes para o Volume IV intitulado “Fugitives” que retorna dia 2 de Fevereiro nos Estados Unidos.










