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Lembram daquele episódio do ano passado, onde a história girava sob a perspectiva do Wilson? Pois então, agora foi a vez de um episódio da Cuddy… pois é. Falta de criatividade, ou recurso narrativo?
Spoilers Abaixo:
Antes de qualquer coisa, temos que considerar que nem o citado episódio do Wilson nem este episódio que está sendo comentado são exemplos de episódios usuais da série. O padrão de um episódio de House, desde seu início, é rotineiro: traz uma equipe, um caso médico, e ocupa os espaços vagos com dramas pessoais e um ou outro paciente da clínica. Se partirmos dessa fórmula, lógico que a análise de 5 to 9 vai ser distorcida. Afinal de contas, a única base que temos de comparação é o tal episódio do Wilson, que evidentemente foi superior. Mas isso tem alguns porquês.
Primeiro de tudo, a Cuddy não é, nem de longe, tão idolatrada quanto o Wilson. Enquanto de uns tempos pra cá muitos fãs (eu inclusive) ficaram insatisfeitos com o desenrolar melancólico-amoroso da relação dela com House, o Wilson sempre manteve sua estima no alto. Talvez por causa disso este episódio tenha sido feito, visando mudar a visão do público sobre a médica. E, nisso, o episódio foi muito bem-sucedido. A quantidade de problemas que surgem todos os dias na mesa de Cuddy não é pouca, e o público pôde ter uma pequena noção disso.
Quem é mãe (ou tem criança pequena em casa) deve ter se visto um pouco na pele dela, tendo diversos problemas ao longo do dia e ainda tendo que se preocupar com o bebê. Porém, para a grande massa de fãs, o ‘bebê’ mais relevante aqui não foi a Rachel, e sim o House. Todo mundo sabe que o cara consegue ser um mala quando quer, mas foi só hoje que deu pra perceber o tanto de dor de cabeça que ele causa; não somente quando ele aparece, mas também quando resolve sacanear alguém. E sobra pra quem cuidar das lambanças? Cuddy, lógico. O caso do ar-condicionado na sala de cirurgia só não me fez rir mais do que House deitado na cama de massagem.
O paciente do dedão e o caso da traficante de remédios só serviram para afirmar o que já foi dito antes: é preciso muita paciência para lidar com todos os problemas do hospital. Enquanto o carpinteiro tentava ser ressarcido por ter seu dedo recolocado (?), a farmacêutica ladra tentou, até onde pôde, apelar pela compaixão, mas depois deixou a carapuça cair e mostrou quem realmente era. Bom pra Cuddy, que arrumou um namorado espião e conseguiu gravar uma confissão da vigarista. Finalmente o Lucas foi de alguma utilidade pra ela.
Um parênteses aqui: aos fãs mais atentos, já deu pra perceber que há algum tempo a série está tentando redefinir seus personagens. Começando pelo próprio House, com toda sua história de recuperação, mas não parando por aí. Caso não se lembrem, semana passada tivemos o Foreman abrindo um pouco seu coração de pedra e dando abrigo ao irmão. Este episódio da Cuddy entra nessa linha, mostrando que a série não está simplesmente se mantendo no que já conquistou. Ela está tentando se renovar enquanto é tempo. Muito bom.
Interessante também foi ver todo o desenrolar da negociação com o representante da seguradora. O jogo de interesses, os blefes, as ofertas, as insinuações… parecia um jogo de pôquer mesmo. Também foi muito bem feita a transição de emoções da Cuddy, partindo do sangue frio nos negócios, passando pelo medo de tudo dar errado, e terminando na alegria e no reconhecimento pelo trabalho bem feito.
Ao fim do episódio, acabamos adquirindo um pouco mais de empatia com a Cuddy, algo que, provavelmente, ainda irá durar por alguns bons episódios. E isso é uma coisa legal. Mas ficou evidente que esse foi um daqueles episódios para tapar buraco no meio da temporada, enquanto preparam o terreno para as coisas boas que irão vir. E assim espero, pois a série ainda tem potencial pra ir mais longe (pelo menos mais longe do que o Lucas
).












Postado em 11/02/2010 às 12:00
Desde a primeira temporada gosto muito da Cuddy, sempre fiquei feliz qdo ela tinha um destaque maior em algum episódio. Então não tenho como não gostar demais de um episódio só dela. Mesmo com alguns clichês baratos e outros defeitinhos, pra mim foi ótimo.
Postado em 11/02/2010 às 12:05
Os melhores episodios da serie = episodios fora da formula: “rotineiro: traz uma equipe, um caso médico, e ocupa os espaços vagos com dramas pessoais e um ou outro paciente da clínica”
Postado em 11/02/2010 às 12:10
Desculpa Tiago, mas você realmente conheçe o fandom de House?
Porque depois do House a Cuddy é um dos personagens mais populares da série, ela não perde para o Wilson se equipara a ele na base de fãs internacional e no Brasil ganha de longe no quisito popularidade.
Inclusive o episódio dela, além de ter tido mais audiencia que o Wilson foi bem aclamado pela critica ganhando 4 estrelas na Us Weekly umas das revistas mais vendidas e respeitada nos USA. E outra o episódio não foi feito para tapar buraco, um episódio Cuddy- centered era um desejo antigo de muitos fãs.
Enfim, acredito que antes de fazer uma review tão mediocre você deveria entender um pouco mais da série, da personagem e da relação dela com o House, fica a dica
Postado em 11/02/2010 às 12:19
Filé o episódio!
house eh massa demais.
cuddy é massa
pra mim os tres seguram a série, sempre foi.
House, muito acima claro
Wilson e Cuddy, o wilson aparece mais, claro, mas a cuddy sempre quando da o ar da graça e beleza dela, sobe o nivel.
Postado em 11/02/2010 às 13:43
Milena, me desculpe, mas a opinião colocada no review foi baseada simplesmente nos próprios comentários aqui do blog, onde o Wilson sempre foi mais aclamado pelos leitores, enquanto todo o desenrolar de House com a Cuddy deixou a série mais arrastada. Antes de tudo, um review não é simplesmente um resumo do episódio, mas sim uma análise dos fatos, baseando-se na opinião de quem viu o episódio. Eu respeito a sua opinião e a de todos dos outros, e acho uma pena que você não faça o mesmo.
Dunha, concordo plenamente. Toda vez que a série sai de sua fórmula nós somos presenteados com ótimos episódios. Tomara que continue assim.
Postado em 11/02/2010 às 14:32
Também discordo de muitas coisas que foram escritas nesse review mas respeito a opinião do autor.
Foi um episódio muito bom, mostrou um outro lado de ter um House no hospital, mostrou como as decisões dele influenciam nos demais setores do hospital.
Eu achei muito interessante pois a Cuddy sempre fala em quase todos os episódios que está ocupada, neste episódio tivemos uma grande noção da ocupação dela.
Adoro episódios que quebram com o padrão da série!
Nossa, acho que só eu gosto do Lucas!
Postado em 11/02/2010 às 14:35
house eh d+++++ naum perco um capitulo eh a melhor serie d medicos postem + coisas sobre dr.house (6*temporada eh a melhor)
!!!!!!!!!!!!!!
Postado em 11/02/2010 às 14:59
“deixou a carapuça cair”? não seria a máscara? hahahahaha
Brincadeiras a parte, ótimos review e episódio!
Postado em 11/02/2010 às 15:35
Gostei do reviw, e pelo menos, por mim, posso dizer que sempre gostei mais do Wilson do que de qualquer outro personagem de House. Isso não muda o fato de que o episódio foi ótimo. Eu só discordo (mas respeito a opinião é claro, afinal aqui é pra ser parcial mesmo! Se quer um resumo + um monte de dados, vai procurar na wikipedia!) de dizer que o episódio foi filler, pra mim foi um daqueles episódios marcantes em uma temporada, do tipo que vc fala: “lembra daquele episódio que mostraram tudo do ponto de vista da Cuddy?! Claro que a história central (será que pode-se dizer que House tem uma? Como em Desperate Housewifes por exemplo?) realmente não andou em nada, mas não foi inútil, eu vejo como um grande acontecimento, não na história dos personagens, mas na história da série.
Postado em 11/02/2010 às 16:48
Pois bem, quanto ao review tb nao apreciei muito, pq realmente foi um otimo episodio e a review tendeu a diminuir a grandeza dele. Acompanhar o dia de Cuddy foi mais emocionante que do Wilson (o episodio do Wilson foi otimo tb). Porem foi um review muito bem escrito.
O fato de Cuddy nao aceitar o conselho do House e manter a oferta foi otimo. Pq mostrou que na area dela, ela manja mais q ele. Cada um na sua.
Falem o que quiser, mas desde o comeco eu pago um pau pra ela. Como profissional e como hot. rs rs. E agora pago mais ainda. Ainda nao engulo o relacionamento com o Lucas, mas um dia acaba, como percebemos no comeco ele nao dá a atencao devida pra ela e suas necessidade, só compensa com sexo. Uma hora isso passa.
Acho que está na hora de voltar aos dramas da equipe, a doenca da 13, ao puxa saquismo do Chase…etc.
Cuddy rules. bye
Postado em 11/02/2010 às 16:50
Eu sei que eu sou meio burro entao preciso questionar. Nao entendi o titulo do episodio.
5 pras 9? é a hora q ela chegou ou coisa assim?
Postado em 11/02/2010 às 17:28
Para a pergunta lançada no início do post, acredito que episódios como esse e “Wilson” são um recurso narrativo novo e muito bom. Se fosse questão de falta de criatividade, seria muito mais fácil criar um caso da semana, coisas que os roterista estão acostumados a fazer. Criar um episódio diferente do padrão da série deve dar bastante trabalho.
Não esperava um episódio centrado em Cudy, mas gostei; foi uma agradável surpresa, apesar de que gostei mais do episódio de Wilson.
Postado em 11/02/2010 às 18:32
o que eu gosto de verdade da CUDY são os peitos!!!!!!
Postado em 11/02/2010 às 19:09
Jakel, sobre o título do episódio, acredito que seja a duração do dia da Cuddy que vai das “5 até 9 (21h)”. O episódio começa ás 5 da manhã quando a Cuddy acorda e termina às 9h da noite quando ela deita na cama com a filha e o Lucas.
Postado em 11/02/2010 às 22:43
Nos estados unidos eles tem uma frase classica sobre trabalho
five to nine é meio que uma expressão la, se não me engano ja ouvi algumas musicas com essa frase…
é a jornada diaria e tal…
no caso da Cuddy acordou 5 da manhã, foi dormir 9 da noite.
Postado em 11/02/2010 às 22:47
Musica da Dolly Parton(cantora mto famosa americana):
Nine To Five
[...]“Working nine to five
what a way to make living”[...]
ta ai, a jornada de trabalho, das 9 da manhã às 5 da noite, eles só inverteram no titulo que com ctza fico bem entendivel pros americanos.
Postado em 12/02/2010 às 8:00
9-5 é a jornada de trabalho usual e tranquila para muitos americanos nas décadas 60,70 e 80… tempos de papai sabe tudo que saía de casa depois de um bom café e voltava cedo para casa para a janta (9 da manhã as 5 da tarde é moleza não?)
O episódio foi muito bom… mas que o Lucas é um mala… isso ele é … um mala que sabe ser sacana, mas ainda assim um mala…
Postado em 12/02/2010 às 8:53
Valeu pela elucidacao. Entao é isso mesmo. a jornada 9to5 é a de boa. agora 5to9 é a F*&¨¨$….rs
Mais uma vez, mandou bem Cuddy.
Postado em 12/02/2010 às 12:53
Nao acho que tenha sido por falta de criatividade esse estilo de narrativa. Acho que, para render mais eps, os roteiristas planejam fazer mais eps como esses com mais alguem da equipe. E realmente eh legal ver o house ter um ‘insite’ do ponto de vista da cuddy subindo no elevador. é estranho e divertido. bom ep in my opinion
Postado em 12/02/2010 às 14:33
Como trabalho em administração, acho que o episódio foi quase um vídeo motivacional “Como ser líder”. Achei um dos melhores episódios de House.
Postado em 12/02/2010 às 22:45
Tem uma coisa que esta me irritando em house cadê a vingança dele contra a leviana da cuddy , como ela pode expor a vida dele para aquele idiota de detetive .
SEI JA ISSO OCORREU EM OUTRO EPISODEO ,MAS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! CARACA .
TA NÁ HORA DE VERMOS UM POUCO DO MEU QUERIDO E DIABOLICO HOUSE !!!!!!!!!!!111
PELO AMOR DE DEUSSSSSSSSSSSSSSSSS
Postado em 14/02/2010 às 2:20
Pois é, eu também estou com saudade do House de antigamente, nessa temporada ele está muito “bonzinho” pro meu gosto. Na relação com a cuddy ele só se ferrou nessa temporada.
Postado em 14/02/2010 às 19:51
Mil vezes esse ep tentando AUMENTAR a empatia do público com a Cuddy do que os trocentos eps tentando CRIAR alguma empatia com a 13…
ADOREI!
Postado em 15/02/2010 às 18:47
Foi mais do que justo a Cuddy ter um episódio centrado nela. Demorou mais chegou. Amei a narrativa e acho que só exaltou essa personagemque tanto trabalha para que o trabalho dos outros médicos possamaparecer,principalmente o do House.
Postado em 17/02/2010 às 15:20
Voltando a comentar depois de muito tempo.
A comparação com “Wilson” é inevitável e por mais que o personagem Wilson me pareça muito mais interessante que Cuddy, o episódio dela foi melhor, exceto pela falta de novidade da fórmula.
Mas o mais interessante foi mostrar a visão da Cuddy acerca do House. Afinal, ela tem uma constante queda de braço com ele e tem que consertar suas bagunças, mas ainda assim ela o vê como um amigo, alguém a se perguntar “o que você faria no meu lugar?”
Pra mim ficou claro que o Lucas é só um affair conveniente pra ela, enquanto o episódio prepara terreno para juntar House (já mudado) com a administradora.
Do mais… Saudades.
Postado em 1/05/2010 às 23:20
Adoro a Cuddy. Não sei vcs , mas acho a personagem do Wilson sem graça. Esse episódio foi ótimo, dinâmico. House continua no topo da minha lista de series prediletas.