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Um episódio com cheiro de 1ª temporada.
Spoilers Abaixo:
Ah, como é bom aquele cheiro doce e profundo, que vem de um episódio rico em conteúdo, com diálogos que te fazem repensar velhos conceitos e te abrem novos horizontes. A 6 anos atrás, isso era uma constância em House. Hoje, infelizmente, nem tanto. Mas o aroma ainda está aí, no ar, pra quem quiser sentir.
Open and Shut, apesar de ser entediante em algum momentos, nos remete aos velhos questionamentos que deram fama à série. Através de seus exóticos pacientes House, a cada semana, aproveitava para nos passar algum ensinamento que a professora do jardim de infância não nos mostrava, mas que a vida mais cedo ou mais tarde jogava na nossa cara. E essa foi a proposta de Open and Shut; através das relações de seus personagens, o episódio toca em um ponto muito idealizado, mas pouco discutido: um casamento aberto.
Antes de entrar na discussão se é possível ou não tal “fato mítico” se tornar realidade, vale lembrar que esse item já é algo recorrente na série. Caso o leitor tenha se esquecido, o tema relacionamento aberto já foi amplamente explorado, só que sobre uma diferente perspectiva. Falo aqui, senhores, de Cameron e Chase: o romance entre os dois começou como algo casual, aberto, espontâneo, descompromissado… até o dia que um dos dois mudou sua opinião em relação ao assunto. Entre argumentos das duas frentes, os que defendem que o “unicórnio” é possível vão lembrar que o amor deles resultou em um feliz casamento. E os que não concordam que esse tipo de relacionamento dê certo vão lembrar que o tal casamento de Cameron e Chase não durou mesmo muito tempo. Mas nesse episódio específico tal relação nem sequer foi abordada. Tivemos, é verdade, um Chase distante, reticente em relação a tudo isso… mas nada muito profundo. Sinceramente, uma pena. Desperdício de roteiro.
Voltando aos assuntos do hospital, desde a primeira cena do episódio ficou bem claro que o caso da semana seria muito mais carregado de significado dramático do que de assuntos médicos. A paciente (e ex-Prison Break Sarah Wayne Callies) viveu uma mãe de família que se relaciona com outros homens, surpreendentemente com o consentimento do marido. Toda essa relação extra-conjugal chama a atenção de todos os médicos, até mesmo de House, que, curioso com essa situação, decide conhecê-la logo no início do episódio. Uma pena que o encontro dos dois tenha se resumido a duas cenas rápidas, poderíamos ter bons diálogos ali. Mas, infelizmente, o plano dos diretores incluía colocar o Taub na história.

Digo infelizmente não pelo fato de termos o baixinho novamente envolvido em alguma situação envolvendo suas escapadas do casamento. Critico essa parte do episódio simplesmente porque a trama dele é a única que insiste em não andar. Desde a entrada do personagem na série a única storyline explorada para o Taub foi essa de envolvê-lo em alguma situação embaraçosa com sua esposa. Isso acaba, como já comentado no review do episódio Lockdown, fazendo o telespectador pegar antipatia do personagem, afinal, ele aparentemente não tem nada de novo a oferecer. É um CD que não muda de faixa.
E o fim do episódio só serviu para corroborar isso. Todo o desenrolar dos fatos caminhou para levar a um ‘final feliz’ entre o casal, com a esposa reconhecendo suas falhas e o marido percebendo o tamanho do amor de sua esposa. Tudo ia bem, até que aquele beijo no fim do episódio jogou tudo pelo ralo. Agora, teremos que novamente assistir a Taub negando ter um affair, e a esposa fazendo drama. De novo. Pela milésima vez. Sério, isso já encheu. Seguir em frente faz bem, meu povo.
Já que estamos falando de finais, uma coisa que devo aqui ressaltar foi a forma sutil – mas eficiente – de encerrar a história da paciente. Com a esposa ciente das falhas e qualidades do marido, a série acertou em não dar explicitamente uma conclusão para a situação dos dois. Um final que levasse ao fim do relacionamento não seria justo após todos os sacríficios do marido, assim como um final de reconciliação/perdão seria muito simplório para toda a carga dramática que o episódio carregou. Certas vezes deixar o próprio espectador encontrar sua resposta vale mais a pena do que forçar um final que não seja satisfatório.
E, continuando no assunto casamento com problemas (não tem como fugir disso..) tivemos também a resolução, porque não dizer, da questão do casamento do Wilson. Dez anos depois, com um empurrãozinho involuntário de House, Wilson esbraveja tudo que não suportava em Sam e que estava entalado em sua garganta desde então. Em meio a indícios de TOC e desconfianças, Wilson percebe que guardar tudo para si não ajudou em nada o seu casamento, e o casal reata, dessa vez mais firme do que nunca.
Ao fim do episódio, a cena que marca a força da presença de Sam e a derrota de House se dá em um simples jogo de poker. Assim que House entra em cena, o casal, sentado à mesa, está jogando uma mão. E quando Sam vai all-in (literalmente jogando com tudo que dispõe) Wilson dá um fold (cede o jogo ao oponente). Metáfora melhor não há para o momento. Sam agora está com o controle do jogo em suas mãos, com um Wilson dobrado e novamente apaixonado por ela. E House? Bem, pra ele resta ficar com o poder de controlar a geladeira.











Postado em 28/04/2010 às 10:13
Ontem na Universal passou o episódio em que Kutner comete suicídio. Tenho raiva do Obama por ter tirado o indiano da série, ele era o único q salvava as chatas histórias de Taub. O cara é um sacana, só isso. Ou tiram ele do casamento e fazem ele virar um Charlie Sheen, ou param de tocar nessa tecla, já percebemos q ele é um safado (que só pega mulher por ser médico e rico, pois é feio q só o capeta).
No demais, foi um ótimo episódio. Há tempos que nao víamos um caso da semana criar tanto falatório, isso foi bom.
Agora, o House dar aquela cafeteira pra Cuddy foi algo estranho. Eu imagino q tem uma camera e um microfone nela. rs
Postado em 28/04/2010 às 12:43
Um bom episódio, e agora lendo a review notei que o estilo foi mesmo igual ao das primeiras temporadas.
No mais também acho o Taub e o seu casamento chato, mas adquiri uma simpatia pela atriz que faz a mulher dele, nesse episódio. E a Cynthia Watros está fazendo um ótimo trabalho como a Sam, e já que agora não tem nenhum FDP, desgraçado pra atirar nela, espero que ela continue na série por um bom tempo. (:
Postado em 28/04/2010 às 13:33
É, culpa do Obama que ofereceu pra ele mais dinheiro e que, sem o consentimento do Kutner, obrigou e arrastou ele pra fora da série, quase como um escravo.
Postado em 28/04/2010 às 15:31
Hey Havyner, nao precisa ser maldoso…foi só uma piadinha. Nao sabia que vc tinha feelings pelo Kutner. rs rs
Postado em 28/04/2010 às 19:15
Gostei do review. Só não concordei em comparar a relação aberta da paciente com o relacionamento de Chase e Cameron. O inicio do namoro dos dois não era um relacionamento aberto, era apenas um affair, um caso que amadureceu para um relacionamento serio. Diferente de quando duas pessoas que já estão num relacionamente sério, casados e que dizem se amar mas permitem terem relações sexuais com outros parceiros.
Nesse caso teve logica o seriado explorar a historia do Taub que sempre teve desejo de fazer sexo fora do casamento. O problema é que o personagem é pouco carismático e chato mesmo.
Postado em 28/04/2010 às 19:55
Olá o que aconteceu com 24 horas vc parou os revews quando estava aquela lenga lenga na CTU agora que o bicho ta pegando não vai voltar ??? Tá muito bom e só faltam 5 episodios pra acabar a melhor serie drama/policial de todos os tempos um marco na narrativa televisiva , pode voltar que Jck Bauer garante!!!! Dannn It
Postado em 29/04/2010 às 9:37
Porque tem um comentário de 24 aqui?
Postado em 30/04/2010 às 0:59
Excelente review, Tiago. Se o restante dos textos seguem esta qualidade, vou dar meu pitaco aqui mais vezes.=P
Abs.
Postado em 30/04/2010 às 16:12
Cara, eu achei esse episódio mediano, nada mais que isso. Apesar das reflexões que por sinal até considerei um pouco previsíveis e manjadas, concordo que foi realmente o melhor a ser extraído. E caramba, aquele desfecho do caso com a picada de abelha foi forçado heim? Hahaha. Sinto falta de episódios mais densos e plots melhores.
Enfim, gratz pelo review e até a próxima.
Postado em 30/04/2010 às 21:30
Como uma fã nata de House, tenho que falar que o Taub só acrescenta pontos negativos a trama.
Já basta o mala do Wilson ( apesar de eu adorar ele, ele e muito mala quando o assunto é relacionamento, sim, to falando da Amber) .
Poderiam colocar mais o Lucas na série, ele e otimo, e explorar um relacionamente 13 and Chase pro House fazer piadas de mal gosto que foi o motivo da série ser a minha favorita.
Agora é o episódio musical, to ansiosa de mais.
Té a proxima review de House =D
Postado em 4/05/2010 às 23:32
Vocês repararam na câmera desse ep nas conversas do Taub?
Po, muito estranho aquilo, a cabeça da mulher inteira cobrindo a câmera e o Taub no cantinho.
Pode não ser muito relevante, mas me incomodou.
Nunca vi nada parecido em House.