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React the Contract é… Bom. Nada mais que isso.
Spoilers Abaixo:
O comentário acima foi exatamente a frase que eu disse quando terminei de ver esse episódio. O que de maneira nenhuma é uma tentativa de desmerecer o episódio ou a série como um todo. É perfeitamente natural que depois de três semanas muito acima da média haja uma pequena queda. O importante é que essa queda não seja muito brusca, gerando um episódio de qualidade duvidosa, coisa que não acontece aqui.
O caso da semana é a história de um ex-sargento do exército americano, Jeff, combatente no Iraque, que sofre de estresse pós-traumatico, e insiste em afirmar que existe alguém tentando matá-lo. Cabe ao Dr. Lightman e sua equipe descobrir se ele está falando a verdade. Descoberta a verdade, o time ainda tenta trazer à tona o que causou o trauma no sargento.
Diferente de outras séries com a mesma proposta, Lie to Me sempre tenta fugir de uma estrutura fixa. Seus casos são descobertos de maneira quase sempre novas e o desenvolvimento das histórias frequentemente surpreendem. Em alguns momentos durante o episódio, cheguei a ter certeza que Jeff estava sofrendo de delírios, mas desisti dessa ideia. Aliás, a quantidade de personagens mentalmente perturbados tem aumentado drasticamente na série. A parte interessante nisso é que pessoas assim são mais difíceis de ser lidas, como o próprio Lightman já pôde perceber. Espero que os roteiristas não passem a insistir nisso, e usem apenas como um recurso pontual.
O desenrolar da narrativa toda se baseia na construção de uma única cena. Durante um combate no Iraque, algo aconteceu para deixar o sargento naquele estado mental. A ideia de usar um jogo de simulação possivelmente utilizado pelo próprio exército foi uma ótima sacada para inserir os flashbacks sem que soassem invasivos para o espectador. O problema é quando começaram a insistir na exibição de flashbacks repetitivos, me lembrando um pouco o que acontecia com FlashForward, muito embora irritem bem menos.
Talvez fosse mais interessante se a cena no Iraque fosse montada de forma não-linear, quase que formando um quebra-cabeças. Provavelmente nos surpreenderia mais, além de ser mais realista, uma vez que a memória nem sempre segue um caminho linear, ainda mais em casos de grandes traumas como esse. Mas isso não chega a ser um problema.
Em contrapartida, o excesso de reviravoltas quando nos aproximamos do final da trama é um grande problema. Digo isso porque quando um roteiro começa a apresentar vários fatos em sequência com curto espaçamento de tempo pra logo em seguida desmentí-los ou torná-los irrelevantes pode causar estranheza e confusão no espectador. Além disso, o desfecho da história me pareceu um pouco forçado. Um capitão explodir uma cidade inteira só pra encobrir um fogo amigo? Um pouco exagerado.
Com relação aos personagens, dessa vez foi Loker quem ganhou o Troféu Useless do episódio. Aliás, se apareceu durante um minuto na tela eu ficarei muito surpreso. A Torres parece estar voltando a ganhar algum destaque, ainda que bem tímido (impressão minha ou a Monica Raymund ficou mais bonita?). Lightman esteve mais sério dessa vez, o que é muito bom, uma vez que tentar transformá-lo num palhaço seria horrível pra série. Gosto muito do Tim Roth, desde Cães de Aluguel, e ele está muito bem nesse papel.
Não posso deixar de citar as duas últimas cenas do episódio: na primeira, Lightman faz uma radiografia de seu cérebro, o que achei ser apenas um hobby muito esquisito, mas a atitude é explicada na cena seguinte, quando Cal mostra à Emily as fotos de seu cérebro e como o mesmo reage quando vê a foto da filha. Provavelmente essa é a declaração de amor mais inusitada que eu já vi na vida. Sensacional!
Mesmo não sendo tão bom como os episódios anteriores, React to Contract passa muito longe de ser um mau episódio, apesar das falhas. Só espero que essa queda não continue nas próximas semanas.











Postado em 4/07/2010 às 4:53
concordo com a review..axei bom o episodio….mas mudando um poco de assunto, eu tenho uma duvida que nao tem nada a ver com Lie to me….eu queria saber, porque niguem faz reviews de The Mentalist aqui no seriemaniacos??
abraço todos
Postado em 4/07/2010 às 11:45
Eu tambem gostaria de review de the mentalist porque é uma serie de muito sucesso nos EUA.
Postado em 4/07/2010 às 15:40
Gostei do episódio, não foi um ótimo episódio, como vc mesmo disse, mas foi bom. Só tô cansando dessa coisa do Cal salvar o dia, ele não é nem policial!
O final foi realmente cute, ele mostrando as imagens do cérebro dele pra Emily, e as reações óbvias qndo vê o rosto da filha, da ex. mas fiquei intrigada mesmo com tdas aquelas emoções ao ver a Gillian. A série tá sempre brincando com isso, mas nada de fato acontece entre os dois, gostaria que investissem mais nesse plot.
Postado em 5/07/2010 às 8:59
Gostei desse episódio. Mais do que o anterior. A busca pela verdade por meio da ciência e tecnologia é o ponto forte da série. TR no ponto certo: comprometido, um pouco sarcástico, sem forçar a barra. Só que sempre tem um mas….o final foi um pouco tumultuado, Loker totalmente desprezado. Os roteiristas não estão conseguindo distribuir as cenas de forma que todo o elenco, que é muito bom, contribua para a solução do caso. Espero que os próximos episódios apresentem 2 casos novamente. Li em alguns blogs dos EUA sobre a série que os episódios estão sendo apresentados fora da ordem cronológica em que foram filmados. Alguém já ouviu falar sobre isso tb?
Postado em 5/07/2010 às 11:21
Sério que voce achou o episódio bom?
eu gostei muito, achei ótima.
Melhor até que os anteriores.
Não achei que o excesso de reviravoltas confundiu não.
Pelo contrário, deixou mais realista.
Pois uma pessoa com trauma pode mudar toda hora suas lembranças.
Mas a questão da explosão da cidade pra encobrir os fatos, realmente foi exagerado.
Em relação a Monica Raymund, ela é gataaaa!
Desde sempre eu achei ela muito bonita.
=D
Postado em 5/07/2010 às 11:55
O episódio foi razoável , apesar de bela a presença de Jo (de supernatural, não lembro o nome da atriz) como esposa do soldado (casal novinho demais para o filho não acham? ) e da cena de flerte da Torres…
Normalmente fica melhor encaixado a trama na distribuição de tempo do episódio…mas desta vez teve momentos arrastados (a brincadeira do carro de controle remoto , só faltou ver o Tim Roth pisar no carrinho…) , a sequência estranha com a Gilian entrando na cabine (parecia que tinha entrado sozinha na cabine meio escura) e de repente os 2 estavam nela (Carl e Gillian e a cabine transparente novamente)… e a correria do final…
Mas a séria continua no topo…ainda mais nesse tempo de estréias de verão meio chochas…