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A Segunda parte da premiere não foi melhor que a primeira, mas também não me decepcionou, e um dos motivos é bastante simples: Jorge Garcia.
Spoilers Abaixo:
Desde o começo da série, Hurley era o alívio cômico, todo mundo gostava dele e ele não atrapalhava a vida de ninguém, ficou assim até ter o seu primeiro episódio como principal, Numbers.
Descobrimos que antes de ir parar na ilha ele era um milionário que tinha uma grande má sorte. Posteriormente fomos desvendando mais pedaços de sua história, como o fato de ter sido internado em um hospital psiquiátrico.
Por que estou falando disso? Simples, todos os episódios do Hurley seguem um mesmo tom, e é preciso entender os seus temas para apreciá-los melhor, como a oportunidade final de redenção do personagem e a chance de recomeçar.
Outra coisa boa de The Lie além de repetir a mensagem é que pudemos ver mais da veia dramática de Jorge Garcia, que é um dos atores mais versáteis do elenco, e que teve a sua melhor atuação nesse episódio.
Foi bastante sensato começar o episódio preenchendo uma pequena lacuna deixada no final da temporada passada e em seguida retomar os eventos de Because You Left.
Confesso que não senti falta de Ana Lucia quando morreu e a aparição dela foi no máximo, interessante, conseguiu passar o recado e fechar com chave de ouro sua participação na série. Destaque para o emocionante “Libby manda lembranças.”. Muitas pessoas se incomodam com esse elemento sobrenatural na série, e sinceramente? Não vejo motivos para tal coisa, isso está sendo bem usado e se não ultrapassar essa barreira, está perfeito. Aliás, a linha tênue entre a realidade e a ficção é um tema antigo de Lost que está sendo bem mais explorado ultimamente, vide viagens no tempo e aparições do além.
Como já era de se esperar, o máximo que Hurley conseguiu pensar em lugar seguro foi a sua casa, e nela é mais uma vez homenageada uma personagem antiga, o seriado Exposé visto pelo pai de Hurley era protagonizado por Nikki, mas conhecida como aquela que fazia par com o Rodrigo Santoro na terceira temporada.
Ele exige uma explicação do filho depois de a polícia chegar a casa e ele mentir, Hurley diz que não há tempo e tem a idéia de levar Sayid pra Jack.
Enquanto isso ocorre um diálogo protagonizado entre Sun e Kate, a coreana se tornou uma mulher fria e calculista depois da morte do marido, que pelo que nos é mostrado não teria nenhum pudor em matar alguém, já Kate ainda está assustada pela descoberta do seu segredo, pelo menos a fugitiva não tem que se preocupar com Sun, que a meu ver foi sincera ao dizer que não a culpa pela morte de Jin.
Ben e Jack continuam a missão de armar um plano para retornar a ilha. Ele o diz para fazer as malas e que se tiver algo de importante em sua vida, é para guardar lá, pois ele nunca mais vai voltar. Se essa regra se aplica o Jack, se aplicam pra todos os outros provavelmente. Isso gerou na hora uma pergunta na minha cabeça: Se Aaron tiver que voltar pra ilha, isso significa que ele estará privado viver o mundo externo? Ter amigos, estudar, ter um trabalho, se casar, ter filhos e todas as coisas complicadas de se fazer na ilha? É Correto levar uma criança pra esse mundo tão cedo? Chega a ser cruel pensando desse modo.
Outra coisa que me deixou intrigado foi o fato de Ben não afirmar que John está morto, isso somado ao fato de que Ben não está sozinho tentando levar os Oceanic Six faz parecer que está sendo feita uma conspiração para trazer John Locke de volta a vida. Vamos ver como isso vai se desenvolver.
Hurley ainda escondido em casa não agüenta mais e conta tudo pra sua mãe sobre a ilha, a Dharma, o monstro de fumaça, aqueles que ficaram para trás e até sobre o cargueiro, e surpreendentemente ela acredita. Eu senti certa inquietação dela ao ouvir a palavra Dharma, pode não significar nada, mas afinal, estamos falando de Lost, tudo é possível.
Na ilha, as coisas estão bastante ruins. Faraday não consegue prever os flashs, falta comida e fogo e como se não bastasse, o acampamento é atacado por um misterioso grupo. Confesso que tomei um susto quando o pé no saco Neil Frogurt foi acertado pela flecha, uma morte bem sádica e cruel, uma das mais dolorosas na série até agora.
Ao tentar fugir, Juliet e Sawyer são feitos de reféns por pessoas que se acham os donos da ilha, e pra não dizer que Locke não apareceu no episódio, o próprio os salva (aparentemente já bem recuperado do tiro).
Por fim, Jack consegue salvar Sayid e Hurley fica tão assustado com a hipótese que Ben levanta pra ele, que acaba mentindo para os policiais que matou três homens. Foi dito que este é um episódio morno, e em certas partes até foi, mas o melhor ficou pro final.
Uma misteriosa mulher faz anotações em um quadro negro e digita algumas informações em um computador antigo a mensagem “Janela de Evento Determinada” aparece. Ela se encontra com Ben Linus e se revela como sendo Mrs Hawking, a senhora que protagonizou estranhas cenas com Desmond no episódio Flashes Before Your Eyes, Hawking afirma que ele só tem setenta horas para reunir todos.
Uau! É Pra deixar qualquer fã arrepiado não? E Afinal, quem é a Mrs. Hawking? Tenho um pressentimento de que ainda a veremos na temporada.
Concluo dizendo somente que a premiere de Lost foi incrível e conseguiu fazer todos que assistiram ficarem super ansiosos para Jughead, o episódio três. Chega logo quarta!










