->

Eu sei que isso vai soar como um disco riscado, mas que episódio espetacular de Lost! Tivemos tudo o que fez da série o que ela é hoje, monstro, revelações, mistérios, reviravoltas… E morte.
Spoilers Abaixo:
Não é preciso ser o fã-mor de Lost pra saber que quase sempre acontecem mortes na ilha. De acordo com a Lostpedia, em oitenta e sete episódios, 95 pessoas tiveram esse destino. É uma média de pouco mais que 1 pessoa morta por episódio.
Jin está passando por muita coisa, ficou horas flutuando mar, aprendeu inglês e isso não está servindo pra muita coisa, aparentemente Rousseau ficou mais jovem e ele não faz a mínima noção de onde esta. Efeitos básicos da viagem no tempo, daqui a uns três episódios ele se acostuma.
Jin tenta guia-los até a torre de rádio – para tentar enviar um sinal de socorro – mas o repentino desaparecimento de Nadine atrapalha os planos. Segundos depois, para a nossa felicidade, o monstro aparece. Nós sentimos sua falta. Outro tapa na cara de quem reclamava que Lost não respondia nada: A afirmação de que Montand perdeu o seu braço é explicada e temos uma importante dica sobre a natureza do monstro. Sistema de segurança para proteger o templo soa bem plausível, afinal, durante esses maus tempos da ilha, estar em um lugar seguro é uma regra básica de sobrevivência e ter uma enorme coluna de fumaça ao seu lado é esperto. Por fim, vemos Rousseau matando Robert, o pai biológico de Alex, suficiente para deixar-la maluca.
No nono flash da temporada, temos o esperado reencontro entre Locke e cia com Jin, um momento pró para relacionamento de amor e ódio de Sawyer com viagens temporais.
Em busca da verdade, míseros dois dos seis sobreviventes estão com Ben e ambos estão com vontade de matá-lo, uma ofensa pro ex-líder dos outros que diz que fez muito esforço para manter eles a salvo. De quem? Para que? Como? Creio que são respostas que vamos saber em pouco tempo.
Ao chegar à misteriosa igreja vista em The Lie, vemos a conclusão da saga de Desmond em Jughead e é esclarecido de uma vez por todas: Eloise Hawkings é a mãe do físico Daniel Faraday, e é ela que vai ajudá-los a voltar para a ilha, mesmo sem todos que saíram de lá.
Tentando seguir a máxima posta por Ben Linus, Locke já tem o seu plano para parar os cada vez piores jumpbacks e jumpforwards da ilha: voltar para onde tudo começou.
Charlotte tem uma severa piora e começa a perder definitivamente o seu senso de tempo, tempo esse que o grupo não tem a perder e precisa por em prática o plano o mais cedo possível, coisa que não é viável carregando um corpo. Faraday decide ficar com Charlotte e o resto do grupo segue seu caminho.
Na Orquídea, sem idéias sobre como chegar lá – já que a estufa ainda não foi construída – Locke segue a pista da “jovem” Charlotte de descer por um poço. Durante a descida, um flash ocorre e Locke é “enterrado”. Mas um para a lista “pessoas que Sawyer pensa que estão mortas”.
Nos seus últimos minutos, Charlotte conta para Daniel que viveu na ilha quando era criança e que acha que ele tenta avisar para ela jovem, que quando sair, não deve voltar para ela. Por fim, a ruiva morre. Eu gostava da personagem, mas tenho que admitir que a sua morte não muda muitas coisas para a série em geral, vai ficar na memória de todos os fãs e esperamos que as circunstancias de sua estada na ilha sejam explicadas.
Já no final, descobrimos que Locke não morreu coisa nenhuma (ainda). Na melhor cena do episódio. Locke chega a roda congelada e tem um ótimo encontro com Christian, dizendo que ele terá que se sacrificar para salvar a ilha e que nunca deveria ter deixado Ben girar a roda, a cara do Locke foi impagável. Ele aceita a sua missão e gira a roda. Nós adoramos isso.
This Place is Death é um grande e importante episódio, que nos mergulha fundo na mitologia da série e depois nos puxa novamente, como que dizendo “Ainda não.”. Creio que agora encerrada a introdução da temporada, teremos uma nova evolução em termos narrativos e muito mais surpresas.
Pontos que merecem destaque:
- Hieróglifos se tornaram freqüentes desde a quarta temporada, na casa de Ben, na Orquídea e agora… No Templo. Os produtores deram a dica de que alguns deles significavam ressurreição.
- Embora não pareça, é a primeira vez que Ben e Desmond têm um diálogo em toda a série.
- Sawyer não perdeu os modos, a piadinha sobre Miles foi uma das melhores da temporada, pontos para o golpista.
- Juliet está fazendo o que ali? Praticamente nada, queremos mais destaque, ela tem mais potencial do que figurante de luxo.
- Geronimo Jackson é uma banda já citada anteriormente em Lost, tendo inclusive um de seus discos citados na escotilha.
- A Ênfase na frase “Só um empurrão” seria por que, caso ele movesse demais as coisas iam ficar ainda piores? É Algo pra se especular sobre a roda.
- Embora esse episódio seja muito movimentado, ele é tecnicamente centrado em Sun e Jin.
- Falando neles, as alianças de ambos tiveram importância na série. A de Sun no episódio da segunda temporada “… and Found” e a de Jin agora.
Promo do próximo episódio:
Detalhes do próximo episódio:
- Veremos novamente Eloise Hawkings e Frank Lapidus, além de dois novos personagens, Caesar e Ilana.
- Outra presença ilustre será a do avô de Jack, Ray. Interpretado por Raymond J. Barry.
- Também veremos um item do avô de Jack sendo entregue a ele por Eloise Hawkings. Esse item é necessário para voltar à ilha junto com o corpo de Locke.
- Será desvendado como voltar para a ilha, mas nem todos o querem.
- Veremos uma cena na cachoeira, aquela em que foi encontrada a maleta na primeira temporada. Nessa cena, Jack nada em direção a Hurley que está na margem com um violão e depois para Kate, aparentemente inconsciente. Ainda na mesma cena, Jin sairá da floresta segurando uma arma e vestindo uma roupa da Dharma.










