->

Ah… A ilha. Um belo lugar paradisíaco com muitos mistérios e surpresas. É lá que tudo começou, é lá que tudo irá acabar. Nós amamos isso. Pena que uma importante parte dessa jornada foi um pouco aquém das nossas expectativas, e mesmo assim, fantástica.
Spoilers Abaixo:
Ah… A ilha. Um belo lugar paradisíaco com muitos mistérios e surpresas. É lá que tudo começou, é lá que tudo irá acabar. Nós amamos isso. Pena que uma importante parte dessa jornada foi um pouco aquém das nossas expectativas, e mesmo assim, fantástica.
Fiquei bastante feliz com cada um desses episódios introdutórios, a estabilidade apresentada foi fabulosa e conseguiu prender os telespectadores com ótimos roteiros e uma grande produção. Ficaria surpreso se alguém dissesse que não tem a mínima vontade de saber o que virá em seguida nesse caldeirão de bombas.
Confesso que Jack não é o meu personagem preferido da série – para mim John Locke é o mais interessante e verdadeiro protagonista – mas de modo geral, aprecio os seus episódios, que embora alguns tenham falhado – Strange in a Strange Land, Something Nice Back Home – sempre trazem uma narrativa belíssima e cheia de significado.
Seguindo a nossa rotina semanal, vamos por partes:
Outra coisa que todos nós adoramos são as estações da Dharma, desde a descoberta da Cisne na primeira temporada até a Orquídea na quarta, tal fascínio é inevitável. A notícia de que veríamos uma estação da Dharma fora da ilha não é nova para os adeptos dos spoilers, meses atrás, também fora divulgada sua utilidade (achar um meio de voltar pra ilha.). Aliás, nós já havíamos visto a mesma em The Lie.
Eloise Hawkings explica que essa mesma estação havia sido construída anos atrás, com o propósito já explicado de achar a ilha. Eis que um homem brilhante – algum palpite? – teve a idéia de não procura-la, e sim prever onde ela apareceria, daí a utilidade daquele pêndulo super maneiro riscando o globo terrestre. Após esse falatório, o Brotha se dá conta que eles estão ali com o objetivo de voltar para ilha. Ele fica enfurecido, entrega a mensagem de Faraday e vai embora, mas segundo Eloise, a ilha ainda não terminou com ele. Gosto muito do Desmond, é um dos meus personagens preferidos e eu preferiria que ele saísse de vez da série, tendo o seu tão esperado final feliz, mas, se os roteiristas acham que ele ainda pode ter uma ótima história, eu confio neles.
Terminada a explicação sobre como eles voltariam, Mrs. Hawkings dá para Jack a carta de suicídio de Jeremy Bentham e diz que para tornar o vôo 316 mais parecidos o possível que o Oceanic 815, ele terá que dar um item do seu pai para Locke usar no caixão.
É interessante a necessidade de recriar as condições originais que eles foram para a ilha, aparentemente não faria diferença alguma, mas creio que devemos ter uma boa explicação para isso mais adiante. Isso significaria que Desmond só teria chances de voltar da maneira original? Possivelmente.
É muito teorizado sobre a importância da Família Shepard no contexto geral da história, uns afirmam que Christian sempre esteve ligado com a Dharma, já outros defendem o lado de que os roteiristas armam muito bem essas pequenas pontas, mas que só servem para nos fazer especular. De um lado ou de outro, foi uma ótima visita ao avô do Jack e que no fim, ajudou-o em sua missão.
Seria só coincidência toda a história da fuga bem naquele dia? O item foi encontrado tão facilmente que chega a ser surpreendente, em minha opinião, Ray sabe muito mais do que fala e espero ver ele novamente na sexta temporada.
Ao chegar em casa, Jack encontra Kate lá e ao questionar sobre Aaron, a fugitiva responde dizendo que irá para a ilha com Jack e que ele nunca mais deve perguntar sobre o garoto. A resposta mais óbvia é que Kate entregou Aaron para a sua avó, pois não o queria levar para a ilha, o que levanta a incógnita de por quem ela voltaria? Fica bastante claro que ela ainda ama Jack, mas um fato a destacar é que Sawyer ainda estará lá. Não podemos esquecer do seu pedido também.
O Grande dia chegou! Confesso que sempre esperei um retorno aéreo, mas não algo programado e arrumado como foi. Jack prepara o café para Kate e os dois têm uma pequena conversa sobre os sapatos e combinam de se encontrar no aeroporto.
Logo em seguida, Ben liga para Jack pegar o corpo de Locke no açougue, pequeno detalhe: Ben está todo machucado e com sangue em sua camisa e rosto. Creio que veremos em um episódio futuro o que se passou nessa noite, como Sayid foi convencido a ir para o vôo, a saída de Hurley da prisão e o principal mistério: O Que Ben fez? Já se especula de que ele cumpriu a sua promessa para Widmore e matou Penny, o que também resultaria em um insano desejo de vingança por parte de Desmond, que para concretizá-lo… Teria que voltar para a ilha, parece que todos os caminhos levam a ela.
Pequena nota: A Cena entre Jack e o corpo de Locke no açogue é ótima e eu ri tão quão o “finado” Locke riria sobre o que Jack se transformou um verdadeiro homem de fé.
Cinco dos seis da Oceanic embarcam no voo 316, e ele decola. Admito que estava torcendo para uma cena estilo aquela do embarque em Exodus, seria bastante manjado e clichê, mas eu apreciaria.
Mais tarde, Jack finalmente lê a carta de suicídio e se dá conta de que ela é somente uma frase, em que vemos que a máscara de Jeremy Bentham caiu nos últimos minutos de sua vida e deu lugar ao verdadeiro John Locke. Segundos depois, o avião começa a balançar e um clarão o invade pela janela. Como que um flash – sem trocadilhos – me veio tudo o que eles fizeram para chegar até ali. A saída da ilha, suas desventuras fora dela e o épico final da terceira temporada com direito a “We Have to Go Back!”.
Eles voltaram! Sim, o imaginável aconteceu! Eles passaram 108 dias numa ilha, foram resgatados e viveram na civilização por três longos anos e mesmo assim, retornaram para salvar aqueles que deixaram para trás, seja tendo uma razão ou não para tal ato.Jack acorda no meio da selva e ouve gritos de socorro, em sua mão, um fragmento da carta de suicídio de John Locke. O médico dá um pulo no maior estilo agente do FBI durão na cachoeira para salvar Hurley, que se apóia na caixa do violão. Já do outro lado do lugar, Kate está inconsciente.
Após estabilizar a situação, ouvimos uma música vindo ao longe, e em segundos uma van da Dharma aparece e Jin saí dela segurando uma arma e vestindo um jaleco Dharma.
316 é a confirmação geral de que Jack é um homem de fé agora e em certo ponto do mesmo chega a afirmar o quão ridículo, insano tudo aquilo parece. Definitivamente, não foi o melhor da temporada e provavelmente o menos empolgante da mesma, teve uma ótima narrativa, frases de efeito, situações e mistérios, e mesmo assim, mesmo sendo fantástico, faltou alguma coisa. Porém, minha ansiedade não diminuiu nem 1% para o próximo episódio, coisa que somente séries fantásticas como Lost tem direito de fazer.
Pontos que merecem destaque:
- Os mais ligados em spoiler perceberam que já havíamos visto o logo da nova Estação da Dharma no vídeo “Dharma Special Acess”
- Outra declaração nessa mesma série de vídeos foi de que os sapatos de Christian ganhariam importância, legal não?
- Será essa a última cena de Eloise Hawkings na série? Torço para vermos essa senhora tão fascinante e simpática pelo menos mais uma vez.
- Toda aquela história de Ben falando de Jesus e sua ressurreição… Não é louco afirmar que isso poderia ter algo haver com Locke certo?
- Se não me engano, esse foi o episódio de Lost com menos cenas na ilha, se dissessem isso alguns anos atrás ninguém acreditaria…
- Um fato que já era de conhecimento dos fãs era a Ajira Airways, a tal empresa tinha até um site para fazer reservas para esse vôo – eu fiz a minha a propósito – e já havia aparecido no vídeo musical You Found Me. Além de ser a dona da garrafinha que é mostrada no episódio quatro.
- A noite antes da viagem foi intrigante, tenho certeza que teremos flashbacks do que fez Sayid e Hurley mudarem de idéia, o que Kate fez e por que Ben estava todo ensangüentado, já citei isso no texto.
- São vários os elementos que recriaram o vôo original: Hurley com o violão (Charlie), Sayid como preso (Kate), um cadáver no avião (Christian), Ben chegando de última hora (Hurley).
- Muito bacana a atitude de o Hurley comprar várias passagens, ótima sacada dos roteiristas.
- Sabe o cara que dá os pêsames pro Jack e a mulher que leva Sayid? Seus nomes são Caesar e Illana, provavelmente os veremos bastante.
- A letra do fragmento da ilha é diferente da carta original, pequeno erro.
- Como sabemos se passaram três anos. O que será que aconteceu neles para Jin virar um Dharma?
- Provavelmente só eu que notei que a Ajira é mais confortável que a Oceanic.
- Cena inicial do episódio fazendo referência ao Piloto, parte 1.
Você diz que a ilha não terminou comigo? Pois eu terminei com a ilha. (Desmond)
É por isso que se chama um salto de fé, Jack (Eloise Hawkings)
Eu disse: “Usem esse. Calcem esse nele!”. Pra mim ele não valia um bom par de sapatos. Ou o tempo que levaria para conseguir um. (Jack)
Onde você estiver John… Deve estar gargalhando… Por eu realmente estar fazendo isso. Porque isso… É ainda mais louco que você! (Jack)
“Eu gostaria que você tivesse acreditado em mim.” (John Locke).
Aviso: A Partir daqui, spoilers do próximo episódio, “The Life and Death of Jeremy Bentham”.
<!– /* Font Definitions */ @font-face {“Cambria Math”; panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal { mso-style-parent:”"; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; font-size:12.0pt;”Times New Roman”,”serif”; mso-fareast-”Times New Roman”;} .MsoChpDefault { font-size:10.0pt;} @page Section1 {size:612.0pt 792.0pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;} div.Section1 {page:Section1;} –>
Promo do próximo episódio:
Detalhes do próximo episódio:
- Todos os detalhes da jornada de Locke fora da ilha serão revelados.
- Veremos os seguintes personagens nesse episódio: Walt, Matthew Abbadon, Christian Shepard, Caesar, Illana, Aaron e Charles Widmore.
- Hurley pensará que Locke é uma alucinação a visitá-lo no Hospício Santa Rosa e ele estará de cadeira de rodas.
- Os produtores disseram para ficarmos atentos ao por que ele usou um outro nome fora da ilha.










