->

A Primeira coisa que me fez ficar fascinado com Lost foram os flashbacks, o modo como os roteiristas alternavam entre o presente e o passado era tão centrado, tão poético e é exatamente essa última característica que se perde quando a única utilidade dos flashbacks se torna informar.
Spoilers Abaixo:
Não sei ao certo, mas teve algo que não me agradou nesse décimo episódio. No parágrafo inicial citei os flashbacks, que foram a melhor e a pior parte do episódio, mas mesmo assim, isso não tornaria essa parte morna – que pelas promos parecia que ia ser um revés gigantesco na trama.
Mesmo figurando como o mais fraco da temporada, He’s Our You tem os seus méritos.
Cabeça Dura
Que raiva do Sayid eu tive, a sua atitude durante todo esse episódio foi egoísta e auto destrutiva, quando ele se recusou a, nas palavras de Sawyer “entrar na festa”, não só colocou o seu próprio pescoço na forca, mas o de todos que dependiam daquela mentira para viver. Vale destacar que, Sawyer passou três meses com os Oceanic e três anos com a Dharma, quando chegar a hora, ele vai ter que escolher um lado.
Recusando as inúmeras propostas de Sawyer, Sayid fica em silêncio, se recusando a responder quaisquer perguntas ou compartilhar alguma informação, isso aliado ao completamente pé no saco Radzinsky ficar enchendo a cabeça do Horace, não vai resultar em boa coisa.
There’s No Place Like Dharmaville.
Na Vila da Dharma, o único que está realmente tranqüilo com a situação é o Hurley, que graças ao Sr. LaFleur, se tornou o cozinheiro, o que lhe caiu como uma luva.
Já no retângulo amoroso, Kate está aprendendo a trabalhar com Juliet na mecânica enquanto Jack parece não entender por que eles voltaram. É, definitivamente não foi o episódio dos nossos heróis.
O Nosso você
Era de se esperar que uma hora a paciência de Horace e companhia iria se esgotar e começarem a fazer as coisas do modo difícil, coisa que Sawyer fez tudo para não acontecer e que facilmente poderia ser evitada se Sayid disesse “Eu sou um hostil e blá blá blá”.
A Contra gosto, Sayid é levado até a cabana de Oldham, um psicopata que age como torturador da Dharme em casos extremos. Sabemos que Lost nunca foi a série mais sangrenta e dark, mas eu esperava muito mais do Oldham, mandar o Sayid tomar um soro da verdade? Ah, isso facilita as coisas de mais. Se vivêssemos em um mundo perfeito, teríamos algo estilo Dean torturando Alastair em Supenatural ou até o temível Skinner cortando Anton pedacinho por pedacinho, obviamente a censura não permitiria, mas que seria ótimo pro roteiro seria.
E Então, Sayid começou a tagarelar tudo que sabia, a história dos Oceanic, estações Dharma, ilha e até o voo Ajira 316, oh, e o pequeno fato de que ele veio do futuro. Por sorte, eles pensaram que era loucura do iraquiano e o prenderam de novo.
Recursos Familiares
Estava morrendo de saudades daquele som de flashback, dois anos atrás não imaginaria um único episódio sem eles, aí vieram com os flashforwards, também muito bacanas e aí, para deixar a narrativa mais solta, tiraram definitivamente nessa quinta temporada, não que isso tenha sido ruim, mas é sempre bom relembrar os velhos tempos e parece que vamos fazer isso por um bom tempo.
Os produtores haviam dito a anos que queria fazer um flashback do Sayid quando pequeno, mas que a história não estava abrindo espaço pra isso, ou seja, essa cena não se encaixava em nenhum episódio da quarta temporada e confesso que tirando o fato de conhecermos a versão jovem e um personagem principal, não teve nada surpreendente.
Anos mais tarde, vemos a última missão de Sayid para Ben – com todo estilo na Rússia – e o bacana disso foi…er…bem, o chapéu do Ben foi definitivamente engraçado, mas a cena não acrescentou em nada, poderia ser muito facilmente substituída por outra mais importante.
Em Santo Domingo, Sayid recebe a notícia de que Locke morreu e é chamado para trabalhar novamente, a início recusa, mas como visto no final desse episódio, ele finalmente aceitou a sua essência
Agora, vemos os acontecimentos que ocorreram após os eventos de The Little Prince, Sayid foi para um bar, onde conhece Ilana, a mulher que o levava como prisioneiro no voo da Ajira. Depois de seduzir o iraquiano, ela o faz de refém e alega ser contratada pela família de Peter Avellino, o cara que ele matou em The Economist….Sei.
O Resto da história, vocês sabem.
Absolutamente certo.
A História não teria graça se não tivesse uma salvação certo? Vemos que Roger não é necessariamente o pai do ano, o que faz o pequeno Ben querer ajudar Sayid a se libertar e o levar até o Richard “Eye-liner” Alpert, para isso, ele queima uma van Dharma para distrair todo mundo e libertar Sayid.
Na floresta, Sayid rouba Jin e tenta dar uma de espertalhão no espaço tempo continuum atirando em Ben e o deixando para morrer. Quer cliffhanger melhor?
Conclusão:
He’s Our You trouxe poucas coisas realmente importantes para a trama em geral e se salvou pelos diálogos, e seqüências fantásticas como a do final. E Como já é de costume em Lost, mesmo assim, não deixei minha ansiosidade para o próximo episódio se abalar.
Pontos que merecem destaque:
- Vocês provavelmente acompanharam a confusão que rolou entre a interprete da Charlotte e os produtores certo? Depois da lamentável desculpa esfarrapada de que a culpa tinha sido da atriz, Carlton Cuse e Damon Lindelof se desculparam no último podcast com a atriz. Merecido.
- O Nome do estabelecimento em que Sayid assassina o último da lista se chama, em tradução, “Oldham Pharmaceuticals”
- É Depois desse episódio que surge uma das teorias mais malucas e sem sentidos de toda a série, seria Oldham, o misterioso Jacob? Hãn…?
- É Visível vários erros de continuidade nas cenas que originalmente foram exibidas em 316.
- O Livro que Ben dá para Sayid se chama “Uma estranha realidade”, apropriado.
- Geronimo Jackson dá as caras novamente em um pôster da cafeteria.
Melhores frases:
Pelo menos um de vocês será homem. (Pai do Sayid)
E se você for paciente também, acho que poderei ajudá-lo. (Jovem Ben)
Foi um prazer trabalhar com você, Sayid. (Ben)
E daí? Eles estão de volta. Nada mudou. (Sawyer)
Um Ben Linus de 12 anos me trouxe um sanduíche. Como acha que estou? (Sayid)
Garoto adorável, não? (Sawyer)
Ou coopera e se junta a festa na vila Dharma, ou está sozinho. (Sawyer)
Ande logo, te direi no que pensar. (Roger)
John Locke está morto. Acho que foi assassinado. (Ben)
Faz parte da sua natureza. De quem você é. Você é um assassino, Sayid. (Ben)
Todos vocês vão morrer, sabe. (Sayid)
Porque sou do futuro. (Sayid)
Realmente quero dizer que foi unânime. (Horace)
Mas agora sei exatamente por que estou aqui. (Sayid)
Sou um assassino. (Sayid)
Aviso: A Partir daqui, spoilers do próximo episódio, “Whatever Happened, Happened”.
Promo do próximo episódio:










