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O Mundo de J.J. Abrams

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Conheci J.J. em 2001, quando tinha 12 anos. Nós éramos inseparáveis, nos encontrávamos toda semana. Depois de cinco anos chegamos ao final. Com Lost no ar, acabávamos nos encontrando, mas como havia mais pessoas envolvidas no projeto, não ficávamos juntos tanto quanto gostaríamos. Há seis meses começamos a nos ver semanalmente de novo. O começo foi meio estranho, mas acho que as coisas vão dar certo.

J.J. Abrams é conhecido por ser a mente por trás da série Alias (2001-2006) e por ser co-criador de Lost. Ele já havia feito sucesso com Felicity, e em outubro de 2008, estreiou seu novo projeto: Fringe.

Quem acompanha o trabalho de Abrams, percebe que ele passa aos seus seriados características distintas. Essas características podem ser separadas em três categorias:

1ª Categoria

A maior de todas as suas características, e que abrange todas as suas séries, é a da protagonista feminina, forte, inteligente, bonita e independente.

2ª Categoria

Felicity é a única série que difere um pouco das outras três, por isso fica de fora da segunda categoria. O que liga Sydney Bristow (Alias), Kate Austen (Lost) e Olivia Dunhum (Fringe) são complexidades de personagem.

- As três foram afetadas por uma morte, o que as tornou mais frias (por falta de melhor adjetivo) e isoladas.

- Todas têm problemas relacionados a seus pais ou padastros: Sydney tem uma relação complicada com seu pai (vários momentos de desconfiança e descrença); Kate colocou fogo em sua casa com o padastro dentro, pois Wayne batia em sua mãe quando bebia; a situação de Olivia é parecida com a de Kate. Seu padastro também batia na sua mãe quando abusava de álcool. Certa vez, Olivia não agüentou e atirou nele. Infelizmente, coisa ruim não morre. Agora todo aniversário de Olivia ele manda um cartão, só para lembrá-la que ele está vivo (no episódio que isso foi mostrado, dá para perceber que ele será um estorvo na vida da protagonista).

- Há também a questão dos disfarces. Kate, por ser fugitiva, assumia uma personalidade diferente toda vez que mudava de cidade. Sydney se disfarçava semanalmente para infiltrar-se em território inimigo e completar suas missões. Ela usava perucas, diversos estilos de roupas e diferentes sotaques e línguas. Embora a protagonista de Fringe não use perucas e afins, ela também começou a trabalhar disfarçada nos últimos episódios.

- Há o fato de que elas acabaram ficando com seus “parceiros de trabalho”. Sydney tentou resistir, mas na segunda temporada se envolve com Michael Vaughn, seu contato da CIA. Não importa se é Jack ou Sawyer quem trabalha mais com Kate, pois ela tem história com os dois. Jack e Kate se envolveram numa verdadeira relação quando eles saíram da ilha e Kate e Sawyer tiveram um breve relacionamento (pode-se chamar de relacionamento?) na terceira temporada (e devido a trocas de olhares na quinta temporada, quem sabe os dois não ficam juntos na última?). E é claro, Olivia ainda não ficou com o Peter, mas é preciso ingenuidade para achar que eles nunca terão nada juntos.

3ª Categoria

Na terceira categoria, há várias relações entre Alias e Fringe.

- Ambas as personagens trabalham para o governo (Sydney – CIA e Olivia – FBI)

- Nas duas series há vários fatores de ficção científica, como pessoas sendo clonadas, teletransporte e interferências no tempo/espaço.

- No começo dos dois seriados as protagonistas tinham um relacionamento estável com um homem que morre logo no primeiro episódio (Danny, que era o noivo de Sydney, é assassinado pela SD-6 e John, que seria em breve o noivo de Olivia, morre em seus braços após um acidente de carro).

- Sempre tem um vilão russo ou alemão querendo construir uma arma super poderosa ou um vírus bizarro.

- Walter e Marshall são os gênios de suas respectivas séries. E é claro que com suas genialidades, vem certo (para Walter muito) fator de loucura.

- Os fãs de Alias conheceram o trabalho de Milo Rambaldi, com artefatos e caixas misteriosas espalhadas pelo mundo. Agora quem assiste Fringe se deparou nessa primeira temporada com as astucias de Robert David Jones, que embora não fosse um DaVinci/Nostradamus, foi o elemento de coisas estranhas que acompanhou Olivia durante o ano.

- Sydney era conhecida por ter aquelas lutas que quebravam tudo que estava ao seu redor. Embora Olivia use mais a sua arma do que seus pés, ela também tem sua cota de quebra de objetos.

- As palavras “verdade” e “traição” são constantemente contestadas.

Outras semelhanças entre os seriados se dão pelas pessoas que trabalham com Abrams, como Alex Kurtzman e Roberto Orci, que também são criadores de Fringe e trabalharam em Alias. E o estilo musical é parecido em Lost, Alias e Fringe porque Michael Giacchino é compositor da maioria das músicas das três séries.

Felicity teve quatro temporadas, Alias cinco e Lost terá seis. A aposta agora está em Fringe, que começou um pouco fraco, mas que está começando a fazer jus ao nome de J.J. Abrams. Talvez isso tenha acontecido porque J.J. decidiu que o arco de acontecimentos de Fringe seria menos complicado do que o de Alias e Lost. Ele queria fazer com que se uma pessoa perdesse um ou dois episódios de Fringe, ela pudesse assistir o próximo sem problemas, o que não acontece com a trama da agente dupla ou na da ilha. No entanto, eu acho que ele está abandonando essa idéia porque nos últimos episódios de Fringe a trama complica um pouco, o que torna a série mais legal.

Quem começou a assistir e não gostou deveria dar uma segunda chance. Para aqueles que nem sabem do que estou falando, sugiro que comecem a assistir, pois a história se torna realmente interessante.

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4 Comentários

  1. Marcinho
    Postado em 22/06/2009 às 1:28

    Pô adorei este post, já virei fã desse blog, já está nos meus favoritos.

    Ainda bem que eu achei vocês!…

  2. Gustavo
    Postado em 8/01/2010 às 10:28

    Poxa, bem bacana o post com as comparações. Alias ainda é meu seriado favorito, mesmo depois de ter acabado já há alguns consideráveis anos. Foi parte da minha adolescência e me diverte atá hoje. Também assisto LOST, e vejo realmente muita familiaridade entre os personagens. Temos sempre umas figuras meio simbólicas (tipo Locke e Sloane se parecem bastante no quesito fé). E a Olivia e a Sydney tem uma coisa muito característica das personagens: uma força de espírito. Infelizmente, a chatice de Fringe me impediu de continuar assistindo. Mas estou aguardando a temporada final de LOST, ansiosamente! Parabéns pelo blog.

  3. beey
    Postado em 31/07/2010 às 14:14

    Camila sempre nos apresenta bons posts. Saudades de Alias :)

  4. Aninha
    Postado em 7/02/2011 às 17:09

    Ótimo post, eu era fascinada por Lost, acompanhei os 6 anos da série, embora eu tenha ficado meio decepcionada com o ultimo episódio, estou apostando minhas cartas no Fringe, e estou gostando muito, como disse no post, o começo pode ser maçante mais depois a historia se torna muito interessante, sem contar que eu adoro o Joshua Jackson.

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