Siga o Série Maníacos no Twitter Adicione o nosso perfil no Facebook Acesse o canal do Série Maníacos no Youtube Faça parte da nossa comunidade no Orkut

Persons Unknown – 1×03: The Way

Existem muitas maneiras de se contar uma história e talvez a forma como Persons Unknown esteja trabalhando o roteiro em algumas partes, não seja a melhor.

Vamos imaginar a seguinte cena: Um casal esta numa sala vazia e branca, eles estão sentados um de frente pro outro e são divididos por uma mesa. Ao fundo vemos um único objeto, um relógio. O casal conversa por cinco longos minutos, quando o relógio finalmente aponta as 21h e uma bomba explode na sala, matando o casal. Nestes cinco minutos de conversa do casal, você provavelmente deve ter cochilado e acordou derrepente com o barulho da bomba. Agora, imagine a mesma história contada de outro modo: a cena começa com um plano-detalhe na bomba, que se localiza escondida debaixo da mesa, o relógio da bomba mostra um cronomêtro regressivo e ele acusa que restam apenas cinco minutos para que ela exploda. Depois desse insert na bomba, vamos a mesma cena do casal conversando. O relógio no fundo indica que são 20h55. Nesta cena, sabemos que quando o relógio chegar as 21h, uma bomba vai explodir e matar o casal. Deste modo, conforme o diálogo evolui e o relógio se aproxima do momento fatídico, nossa tensão aumenta.

O que eu quero dizer com tudo isso? No primeiro exemplo, o roteirista quis ocultar um fato (a existência da bomba) pra criar uma surpresa no fim, mas tudo o que conseguiu foi nos matar de tédio durante cinco longos minutos. No segundo exemplo, o roteirista nos revela a bomba logo de cara e transforma aqueles cinco longos minutos, em minutos cheios de tensão e angústia rumo ao clímax. Claro que esse tipo de narrativa não é adequado pra todas as histórias. Não é toda trama que pode se dar ao luxo de ficar revelando suas surpresas. Muitas vezes omitir esses detalhes é o grande charme da história. Porém, ‘Persons Unknown’ nos dá um exemplo de como omitir certas informações pode não funcionar dentro de uma história.

Por exemplo, o jornalista curioso pela história da mãe, que desapareceu misteriosamente, sempre nos matou de tédio em suas cenas e nos pareceu completamente fora de contexto. No fim deste terceiro episódio, descobrimos que ele é o marido que abandonou a mulher durante a gravidez. Claro, trouxe uma surpresa pra história, mas e o tédio que ele nos provocou nos outros episódios? Não teríamos um interesse maior pela sua trajetória se soubéssemos dessa informação antes? Por exemplo, o encontro entre ele e a sua sogra, não teria provocado um impacto maior?(Eu revi o encontro entre os dois, no primeiro episódio, e na cena, a sogra afirma nunca ter conhecido o marido da filha. Então sim, Renbe pode mesmo ser o marido de Janet e a sogra não tê-lo reconhecido durante a visita dele). Claro que a intenção do roteirista aqui, foi provocar uma reviravolta, mas comprometeu as primeiras cenas deste personagem. O lado positivo disto é que a partir de agora, o personagem se justifica e ganha uma atenção redobrada da nossa parte.

Vale lembrar: o homem que aparece no apartamento de Renbe (o jornalista) para ameaçá-lo, é a mesma pessoa que aparece no episódio piloto cobrando Janet. Ou seja, o detetive que ela havia contratado para investigar o paradeiro de seu marido, é o mesmo  homem que ameaça Renbe, caso ele continue investigando o desaparecimento de Janet. E aqui fica a minha dúvida: Será que Renbe é mesmo o marido fujão? Ou será que aquela foto é uma montagem? Afinal, esta seria uma maneira de Edick (o detetive) incriminar o jornalista, que esta tentando descobrir a verdade. Sobre esse caso, algumas observações: Renbe conseguiu invadir muito facilmente a sala do detetive, não? Outra dúvida: quando Renbe liga para o número que ele encontra no e-mail, toca uma música no fundo. Logo em seguida, seu celular toca e a mesma música aparece do outro lado da linha. Alguém conseguiu identificar que som era aquele? Me pergunto, por que ele nem se deu ao trabalho de ver o número que teria ligado pra ele? Embora muito provavelmente fosse restrito. E minha principal curiosidade: por que Edick não matou logo Renbe? Sendo que esta foi a ordem que ele disse ter recebido? Entregá-lo para a polícia seria uma solução mais simples para se livrar dele?

Bom, mas vamos voltar pra dentro da cidade fantasma, onde a história parece ser menos complexa. Pra começar, esqueça tudo o que eu tinha dito na review anterior sobre a inteligência dos personagens. Cavar um túnel para transpassar a barreira de dor? Sério? Eles se esquecem que são vigiados? É o mesmo que cavar um buraco numa cela na prisão, diante do guarda. E eu realmente não entendi como eles se empolgaram com a idéia do sinal de fogo. É muita ingenuidade. Mas não falta apenas inteligência. Falta desespero. Tirando Janet, que volta e meia tem seu surto, os demais parecem estar tranquilos diante da situação. Imagine-se preso, numa cidade completamente vazia, vigiada por câmeras, com barreiras que impedem sua saída, com uma dúzia de pessoas estranhas e pouco confiáveis. Me pergunto, cadê o diretor para falar isso pra eles no momento da atuação?

E por falar em inocência e falta de desespero, eu não consigo entender uma coisa: se o gerente noturno realmente está na mesma situação dos demais (isto é, foi sequestrado e forçado a assumir aquela função), o que significa aquela cara de paisagem, diante de todos os acontecimentos que ele presencia, como o vazamento do suposto gás tóxico? É evidente que ele sabe de alguma coisa, caso contrário como explicar aquela tranquilidade toda? Se aquela postura dele me irrita (e olha que eu sou apenas um espectador), fico indignado como os outros sete não se questionam sobre essa figura misteriosa.

Ahh, mas tivemos coisas positivas no episódio. Gostei de como introduziram o flashback desta vez. Mostrar o crime cometido por Charlie no passado, através de uma gravação, para outro personagem, funcionou muito bem. Além de dar o recado para o espectador, o roteirista entrega a pista pra um membro ativo na história, que pode usar essa informação. Muitas vezes o mais interessante, como recurso narrativo, é revelar o segredo apenas para o espectador e deixar que o personagem descubra apenas mais tarde. Deste modo, você resolve um gancho, mas cria outro, ou seja, a expectativa para que a verdade seja revelada para os personagens. Porém, neste caso, o fato de Blackham ter descoberto o passado de Charlie serve pra movimentar um pouco a história. E olha só que curioso: a mensagem que Charlie tinha recebido no primeiro episódio era ‘Sua esposa te espera’, o irônico é que ele a matou, como vimos no flashback deste episódio. E assim continuam os joguinhos psicológicos, que foram o ponto alto do episódio.

Gostei bastante do conflito criado pelas três máscaras que protegiam dos gases tóxicos. Embora tenha sido exagero, usar um helicóptero para entregar aquelas míseras caixas, acho interessante este tipo de conflito: três máscaras para sete pessoas. Sempre serve pra dar algum reboliço. E não foi diferente. O engraçado é que, ao invés de proteger, o objetivo da máscara era justamente o oposto: matar. E as provocações não pararam por ai. Janet foi obrigada a ver quadros em que sua filha aparecia abraçada com a temida vovó maligna. Em suma, esses joguinhos psicológicos funcionam bem nas histórias de suspense (sempre), serve pra deixar os personagens em situações limites e testar seus medos e sentimentos. Porém, é preciso elaborar melhor essas provocações. Lembra-se de Jogos Mortais? Então? Mas acho que no evoluir da trama, isso vai acontecer e não vai ter Joe que segure.

E neste episódio, algumas idéias foram reforçadas: Moira realmente sabe tudo. Desta vez ela fez uma palestra sobre gases tóxicos visíveis e invisíveis, além de tocar piano. Descobrimos que ela cresceu e viveu num hospital psiquiátrico. E como eu disse anteriormente, revi alguns trechos do primeiro episódio e nele Moira afirmou ser uma conselheira. Ou seja, cada hora ela inventa uma versão sobre quem é de verdade. Também foi reforçada a ideologia e a religiosidade do soldado. E eu continuo achando que um soldado que trabalhava numa prisão anti-terroristas, que afirma ser contra a tortura e é adepto do Islã, realmente deve ter sido sequestrado pelo governo americano e enviado para essa cidade fantasma. Será? E a Tori, hein? Luta bem a moça, não? Será uma pista sobre seu passado? Também não podemos ignorar a atitude de Blackham, que tentou beijá-la a força.

Todos esses detalhes não são em vão, ou pelo menos não deveriam ser. Concluindo o que eu disse no começo desse texto, existem diversas maneiras de se contar uma história. E toda pequena ação de um personagem, revela muito sobre sua mentalidade e, consequentemente, sobre sua história. Deste modo, essas ações são pistas. Muitas vezes esses detalhes são pistas falsas, mas alguma a de ser verdadeira, afinal o roteirista precisa de algo pra justificar sua história. Por exemplo, sempre achei forçado o interesse do jornalista no desaparecimento de Janet. Agora descobrimos que existe uma razão para isto. Ou seja, o que a princípio parecia um furo no roteiro, ou uma inconsistência, era na verdade o roteirista querendo ocultar, momentaneamente, um elemento surpresa.

Assistindo a este episódio e revendo alguns trechos dos episódios anteriores, deu pra perceber que os acontecimentos da série estão sendo linkados, o que pode nos servir de garantia de que teremos realmente a resposta do mistério no fim da temporada. Porém, vale lembrar que a audiência esta capengando. O episódio desta semana foi assistido por pouco mais de 3 milhões de pessoas. Resta saber se ‘Persons Unknown’ terá o mesmo destino de ‘Happy Town’, que devido a baixa audiência não terá seus dois últimos episódios exibidos na tv aberta. Mesmo porque, apesar de uma melhora sútil (bem sútil mesmo), ‘Persons Unknown’ continua sendo bem fraquinha e com pouco charme.

E você, o que achou do episódio? Deixe suas impressões nos comentários. No twitter, estou como @tonfreitas_ . Até o próximo episódio.

Post to Twitter

Leia Também:

27 Comentários

  1. Diego
    Postado em 23/06/2010 às 8:59

    Análise grande para uma série que depois desse eps eu desisto, estou achando bem chatinha, a parte do reporter investigando o desaparecimento eu simplesmente adianto não tenho saco para ver ou posso acabar dormindo. Boa Sorte para que for continuar com a série.
    ——————————————————————————————————————————————
    Obs: Déjà vu total nessa série :P essoas presas em um lugar cercado de mistério,e nos eps ocorrem flashbacks, daqui alguns eps acredito que ira ocorrer tbm flash forward. Não sei onde ja vi isso 8)

  2. Polly
    Postado em 23/06/2010 às 10:52

    Ewerton, hoje eu fiquei super feliz com o seu review… Você falou tudo que passou pela minha doentia cabecinha…
    Preciso confessar que achei chatissímo esse epi… cansativo de acompanhar… Tirando umas 2 ou 3 cenas q eu curti, acho que esse epi foi dispensável. Começo a pensar que o roteiro deveria ter 10 episodios e não 13, pois não estou vendo tanta coisa assim pra acontecer nos outros 10 que virão pela frente.
    Mas vou até o fim, quem sabe eu não mordo a língua… como mordi essa semana pela review… Hauahauahauahaua…

    PS.: A gente sempre esteve de bem, tah?!?!?! Hauahauahauaha… Soh expus a minha opinião e sei bem que você me entendeu.

  3. Dunha
    Postado em 23/06/2010 às 11:16

    Agora toda série que acontecer flashback o pessoal vai falar que é rip do Lost… :D :D

    Lost foi menos importante que isso ;)

  4. Marco
    Postado em 23/06/2010 às 11:41

    Ewerton de Freitas, otimo review. Parabens!

    Persons Unknow teve um super promo, tem um grande potencial, mas nao convence. A trama é muito boa, nem tenho problemas com a direçao dos tres primeiros episodios. Tenho problemas com o casting e com as atuaçoes. Somente o Alan Ruck (Charlie) e o Jason Wiles (Joe) parecem aptos para as partes e convencem interpretando as personagens. Os demais sao terriveis: ou pessimos atores ou inadaptos para as partes.

    Porem o meu maior problema é com a produçao em geral. Nao me agradam as locaçoes (a cidade sugere ter sido feita com restos de outros shows ou filmes; a redaçao do jornal poderia ser qualquer escritorio); também nao são do meu agrado a fotografia; as maquiagens; a ediçao (muitas das questoes que voce levanta no review sobre o suspense dependem muito da ediçao das cenas; o corte é ruim); o guarda-roupas (o reporter se veste como um emo!?), etc.

    Falando sobre o roteiro. Em um filme de suspense ou terror, temos mais ou menos 90 minutos de açao, entao sobra pouco tempo para questionar a logica interna da trama, ou as motivaçoes das personagens. Numa serie é mais complicado. Quem sabe como é feito um roterio, entende que o escritor nao acrescenta detalhes: apresenta situaçoes e dialogos apenas (diferente de um livro, por exemplo). O roteiro é o esqueleto do audio-visual. E’ papel do produtor recobrir com carne esses ossos e do diretor fazer o tudo se mover com harmonia. Do meu ponto de vista, e aproveitando a minha analogia, o esqueleto é solido.

    Pessoalmente falando, gostei de ver os personagens cavando um tunel. De todas as coisas desesperadas que as pessoas imaginam na net sobre como tentar escapar da cidade, nao li ninguem falando sobre cavar um buraco. E prefiro nao julgar a açao das personagens: desespero a mais ou a menos, inteligencia grande ou pequena; isso depende deles. O importante é como o show apresenta as situaçoes. E até agora a apresentaçao tem sido mediana.

    Até o proximo!
    —-
    @Diego
    Poupe-nos das suas alucinaçoes…

    quote:[Obs: Déjà vu total nessa série :P essoas presas em um lugar cercado de mistério,e nos eps ocorrem flashbacks, daqui alguns eps acredito que ira ocorrer tbm flash forward. Não sei onde ja vi isso 8)]

    Voce viu isso no filme de 2003 “Identity”, com John Cusack!

  5. Dine
    Postado em 23/06/2010 às 11:53

    Eu durmi na metade do episódio. Persons Unknown tinha tudo para ser uma trama agil, poré, é mais lerda que caracol com mau de alzheimer.
    Gostei da review, Até porque, preferi ler ela do que terminar de ver o episódio.
    Vou continuar vendo a série, só porque são 13 episódios, e acho que os roteiristas não vão conseguir me matar de tédio até lá.
    Espero que o fim justifiquem os meios.

    xD

  6. Levi Ventura
    Postado em 23/06/2010 às 12:25

    Pode ser clichê, história batida ou o que for, mas eu estou gostando de Persons Unknown.
    Mas tenho que admitir que esse episódio foi meio chatinho mesmo.
    Achei que foi uma boa sacada a história das máscaras mas poderia ser melhor utilizada.
    Está se fazendo muuuuuuitas perguntas mas está se dando poucas respostas, quando elas vierem espero que sejam satisfatórias!

  7. Bruno.
    Postado em 23/06/2010 às 12:30

    Eu enxergo essa série de uma maneira muito diferente. Como a interpretação dos atores, que você citou. Se todos surtassem um pouco, seria insuportável. É só olhar pra Janet e ver como a personagem dela é uma das mais chatas.
    E cavar não foi uma idéia ruim. Tanto que eles foram bloqueados por aquela parede, ou seja, quem esta por trás disso já havia pensado nessa possibilidade.

    MAS, eu também sinto falta de algo. Talvez de algumas cenas interessantes como a das máscaras. Eles andam muito focados em revelar o passado dos personagens e dando pouca atenção a situação em que o grupo de encontra.

  8. Ewerton de Freitas
    Postado em 23/06/2010 às 13:39

    @Polly

    A gente sempre esteve de bem e espero que continue assim. eheheeh

    @Marco
    Concordo contigo. Aliás, senti falta de você comentando a review do episódio 2. Joe e o soldado, são os únicos que me convencem um pouco. Você diz muito bem, quando diz que aquele cenário parece feito de restos. Aquela parede (a máquina de dor) é uma coisa porca. Mais do que a edição, acredito que falta um leitmotif pra aumentar a tensão e criar um clima maior de suspense (como disse na review 2).

    Quanto ao roteiro, deu pra ver neste episódio que os acontecimentos estão sendo linkados, menos mal. Mas isso que você falou sobre a forma do roteiro é muito controverso. Existem roteiristas que gostam de especificar cada detalhe no roteiro, inclusive os planos e movimentos de câmera. Esse tipo de roteirista, vive em pé de guerra com o diretor, que muitas vezes se sente limitado. Não é raro, diretor mudar roteiro e comprar uma briga feia com roteirista. Por isso, existem muitos roteiristas que dirigem seus próprios filmes. Woody Allen é um exemplo. Em 4 anos de faculdade, li toda espécie de roteiro. Existem aqueles que você falou, que apresenta o cabeçalho, uma pequena descrição e os diálogos. Mas existem aqueles com uma descrição visual completa e rica em detalhes, que facilita em muito o trabalho de pesquisa da direção de arte e da produção, mas que limita o diretor.

    No caso de ‘Persons’, na minha opinião, se essa mesma história fosse narrada de uma outra forma, poderia ficar mais interessante. Por exemplo, a maneira como foi introduzido o flash-back nesse episódio foi muito mais funcional do que a maneira que foi introduzido no episódio anterior. Minha crítica ao roteiro, portanto, se refere apenas aos recursos narrativos utilizados. Por isso abri a review com aqueles dois exemplos.

    Mas também não tem como negar que o roteiro esta Ok. Neste episódio, ele resolve o que a princípio parecia inconsistente e faz links com acontecimentos anteriores. Isso nos dá uma garantia de que a história caminha rumo a uma direção definida. Neste ponto, concordo contigo quando diz que o ‘esqueleto’ é sólido.

    @Bruno
    Quanto ao túnel eu só achei inocente demais, porque eles estão sendo vigiados. Se eles demoraram uma semana pra cavar, é óbvio que se não existia uma barreira, ela seria criada nesse período. Mas eu gostei do ato de cavar, me lembrou ‘Prison Break’ e bateu saudades. ehhehehe

  9. Leonardo Souza
    Postado em 23/06/2010 às 13:44

    Ótimo review.

    É incrível como esses atores são ruins e/ou mal preparados.

    Vou continuar vendo só pq estou curioso e são só 13 episódios…

  10. junim
    Postado em 23/06/2010 às 14:03

    Eu gostei do episódio, tirando a parte que é fora da “ilha”, ops, little town, eu achei muito tenso essa coisa de máscaras. Nunca se sabe a atitude de alguem ou de varios em situaçoes desconhecidas, assustadoras, ameaçadoras, etc. Então não vi problema nenhum com eles cavando. Afinal eles ainda tem experanças. O problema é que a série deve ter um orçamento muito baixo e falha nessa parte. A atuação deles melhoram um pouco, principalmente da Janet. Vou continuar vendo PU, estou gostando bastante.

  11. Caio Pinto
    Postado em 23/06/2010 às 14:15

    Série mega chata os flashbacks são muito chatos temos tantos exemplos de flashback bom em filmes e em séries, Parei por aqui com essa série que não faz o básico de uma série que é ENTRETER. Pq o reporter não morre logo assim sera poupada sua presença nos próximos eps, não me importar que eles tenham sido sequestrados desde que morram todos logo.

  12. Jorge
    Postado em 23/06/2010 às 14:16

    Lendo esse seu review, ewerton, vejo que pensamos bem parecidos uahua, mas vamos ao ponto, alguém reparou na segunda foto focada no escritório do detetive, onde ele aparece junto de um homem de cabelos brancos? Esse homem de cabelos grisalhos me lembrou muito o que apareceu no flashback da Tori, ou seja, o pai dela. Tendo a fala de Tori: ‘Você vai pagar’ e sendo esse detetive bastante misterioso com suas ações, os dois podem estar envolvidos em alguma coisa…

  13. Patronnus
    Postado em 23/06/2010 às 15:18

    A única coisa que me pergunto é: eles sabem que estão sendo vigiados, sabem que “OS OUTROS” podem ouvir e, mesmo assim, insistem em falar seus planos de fuga em voz alta e na frente do gerente! Outra coisa, cavar um túnel no meio da praça da cidade…pelo amor de Deus..desespero tudo bem, mas burrice, mesmo sabendo que estão sendo vigiados?? E a Moira está envolvida. Lembram que ela disse que tem “problemas com a verdade”?

  14. Carol Cac
    Postado em 23/06/2010 às 15:18

    A melhor parte do episódio foi o final.
    Mas eu quero saber o final ¬¬

  15. Ewerton de Freitas
    Postado em 23/06/2010 às 15:31

    @ Jorge

    Verdade. Botei reparo naquela foto também, tentei lembrar aonde eu tinha visto aquele senhor de cabelo grisalho e muito bem observado. Deve ser o pai da Tori. Bem sacado!!!

  16. fipoppe
    Postado em 23/06/2010 às 18:56

    A série não é espetacular, mas também não é de se jogar fora. E como um órfão indignado de Lost que sou, a procura de alguma série que, ao final, responda ou pelo menos tente responder os enigmas, acredito que Persons Unknown está no caminho certo. Digo isso porque ao mesmo tempo que a série mostra as pessoas presas na cidade fantasma, revela algum acontecimento da “vida real”, do cotidiano das pessoas que seguem suas vidas em liberdade, como é o caso do repórter e de sua chefe. Isso é um indicativo de que as respostas que buscamos (quem raptou aquelas pessoas e qual o motivo do cárcere privado) guarda alguma relação lógica com fatos da vida real. Isso quer dizer que nossas divagações (e aqui não consigo deixar de comprarar novamente com Lost), desta vez, não serão em vão, sendo perfeitamente aceitável que o rapto dos sete infortunados seja arquitetado pelo governo americano, como cogitou o Eweton, ou tenha ocorrido por qualquer outro motivo palpável.
    Por outro lado, concordo que a forma de contar a história não valoriza a trama. A série avançou uma semana entre os episódios 2 e 3 para mostrar que a escavação do túnel estava avançada, e deixou de explorar o dia-a-dia de angústia dos personagens e as idéias ou tentativas frustradas para deixar a cidade fantasma. De qualquer maneira, a idéia central parece cativante e, se a história for contada de forma coerente, certamente vai agradar o público que, como eu, deu um voto de confiança para Persons Unknown.

  17. Ewerton de Freitas
    Postado em 23/06/2010 às 19:34

    Recebi um comentário no twitter, de um leitor da review e vou compartilhar com vocês:

    @fernanddobarros @tonfreitas_ acabei de ler a review! adorei! mtos pensamentos iguais, e mtos q eu n tinha pensando antes! hahaha. só uma coisa, pra mim, …

    @fernanddobarros @tonfreitas_ … o soldado (nunca decoro os nomes) tem algo a ver com a trama! foi mto sutil, mas uma açao dele me deixou desconfiado: …

    @fernanddobarros @tonfreitas_ … ele recebeu uma máscara e a deu para a Tori… por mim, ele já sabia que nao devia ficar com ela! q era toxica!

    Eu tbem suspeitei que o soldado pudesse ter dado sua máscara de propósito, já sabendo ou suspeitando do que se tratava. Mas, desde o episódio passado, ele transmite confiança ao enfatizar sempre a fé. Por isso, pensei que poderia ser uma brisa da minha cabeça e achei melhor nem alongar a review com mais um comentário totalmente aleatório. Mas já que mais uma pessoa teve essa impressão nesta cena, é bom compartilhá-la.

  18. Mateus
    Postado em 23/06/2010 às 21:56

    Eu amo a série, estou apaixonado. Conto os dias entre os episódios;

    Acho que o jornalista ali foi mero photoshop, ele pegou uma foto do laptop e fez uma ótima montagem, apenas isso.

    Acho que os episódios estão cada dia melhores e com tramas bem feitas e bem amarradas. Só achei estranho o “cara que não é vendedor de carros” ficar tão calmo morando com um assassino do travesseiro.

    Espero ansiosamente o próximo episódio! *—*

    Eles sabem que estão sendo vigiados, mas tentam escapar, porque eles não sabem qual é o jogo. Talvez seja mantê-los lá e talvez não, talvez seja ver como eles escapam, o que eles tentam, eles estão desesperados, mas por dentro, por isso tentam de tudo.
    É igual quem sofre um grande estresse, passa pelo stress e só vai chorar depois que tudo se passa, agora eles estão no stress do momento (?).

  19. klinger
    Postado em 24/06/2010 às 0:45

    PERSONS UNKNOWN!!! PERSONS UNKNOWN!!

    por enquanto junto de pretty little liars as melhores!! mto bom!!

  20. Gob
    Postado em 24/06/2010 às 6:32

    vc fez facul de que? embora a review esteja imensa está muito bem escrita e não tem como não concordar com seus argumentos. Vc devia ser o roteirista haha

    eu dormi vendo esse episodio, vou dar uma parada na serie, volto a ver quando chegar no 7/8 ai assisto todos juntos. A falta de informações das pessoas, pode levar a um desinteresse, porque como vc disse, as coisas estão muito relacionadas por pequenos detalhes, é quase impossivel lembrar de pequenos detalhes do começo da história.

  21. Ewerton de Freitas
    Postado em 24/06/2010 às 12:24

    @Gob

    Me formei em Comunicação Social – Rádio e Tv, no ano passado. Dentro do meu grupo na faculdade, era sempre eu que escrevia os roteiros dos curtas. Tenho que postá-los no YouTube, inclusive. O único que já esta lá, é um curta do terceiro semestre, bem do comecinho da facul. Então esta bastante cru. Mas se quiser ver, o link ta ai.

    http://www.youtube.com/watch?v=Zo0kqTJLWNw

    Apesar dos erros. Adoro esse curta. eheh
    Abs!!!

  22. Kamilla
    Postado em 24/06/2010 às 18:25

    Essa série está muito chata, só continuo vendo porque só são 13 episódios e eu quero saber o final, mas que dá uma certa vontade de largar de mão…

  23. thizin
    Postado em 24/06/2010 às 18:48

    Sinceramente não sei o que pensar de persons unknow. Se por um lado a série traz uma premissa interessante, alguns mistérios e personagens que tendem a ser interessantes por cada um contribuir com algum conheçimento, se bem que não me identifiquei com nenhum personagem ainda. Tô pouco me lixando para a mãe que está atrás da filha, ou da esposa doente ou seja lá qual motivação cada um tenha para sair dali, eu não me importo.

    Por outro a série peca por trazer atores muito ruins, furos no roteiro e a sensação de estar vendo um filme de terror barato. A série tende a começar bem, mas vai perdendo a força até ter um folegozinho para um cliffhanger e só. Alguns personagens são ridículos como aquele gerente do hotel (o que é aquilo? porque todo mundo aceita o fato dele sair e entrar na “cidade” sem questionar mais?); aquele repórter (que realmente espero que ele chegue a algum lugar); Tenho certeza que aquela Moira tem alguma coisa haver com tudo que está aconteçendo…ela meio que guia a trama do jeito dela dizendo o que as pessoas devem fazer ou não…além do que a mulher é um google humano pois sabe de tudo!

    pontos altos:

    tentativa de escapagem pelo subterraneo

    mascaras de gás apenas para 3, pois criou-se uma tensão ali

    vídeo do cara matando a esposa

  24. Raphael
    Postado em 25/06/2010 às 17:18

    Foi só eu que achei estranho ”os outros” terem um vídeo do Charlie matando a mulher??
    Como eles conseguiram??Já filmavam ele antes, tá envolvido ou apenas um recurso narrativo?

    E uma coisa que eu tinha lido no outro review e fiquei olhando nesse episódio que é pura verdade, como eles não fazem nada com aquele gerente meu?!?!?!Independente da situação dele se ele está envolvido ou não, ele sabe de algo e ninguém faz nada!!!Que raiva!!

    E parabéns pelo review, muito bom!

    P.S.: Esse episódio realmente deu sono, e olha que eu estava empolgado pelos outros 2!

  25. Marcelo
    Postado em 26/06/2010 às 20:25

    Quanto a terem um vídeo do Charlie matando a mulher, indica, penso eu, que isto tudo já está sendo planejado há bastante tempo, com estas pessoas específicas, isto é, não decidiram pegar um grupo de gente estranha e colocar lá.

    Quanto ao jornalista, fiqueicom impressão fortíssima de que aquela foto em que está de marido da mulher era uma montagem.

    Sobre o gerente concordo com a maioria. Mas vou além, Tendo tanto ele como aquele pessoal todo do restaurante chines por lá, seria o caso de ele insistirem com eles pra tentarem tirar alguma informação. Acho que todos desistiram MUITO facilmente de ”interrogar” este pessoal todo de maneira mais insistente.

    Falando de série de modo geral, ainda estou indeciso sobre estar gostando ou não. Realmente não sei. Vejo grande potencial pra uma boa estória, mas parece que não avança o suficiente pra pegar de vez. Parece carro engasgando — as vezes parece que vai vingar de vez, as vezes parece que vai parar de vez.

    Porém, o que mais tem me desagradado até aqui é a artificialidade em várias reações deles até o momento. Um dos mais claros destes momentos, foi na hora que soltaram o gás na entrada do hotel, quando estavam todos reunidos. Eles ficaram tentando abrir a porta pra rua forçando a maçaneta, quando a reação mais normal de qualquer pessoas seria tentar quebrar a porta e/ou as janelas, todas de vidro, oras. Esta situção, entre outras, é o que mais me desagrada até aqui.

    Bem, apesar disto tudo ainda estou esperançoso.

    PS.: gostei bastante do review. Embora discorde de alguns pequenos pontos/conclusões, gostei do nível de detalhamento e atenção para com o episódio. Mandou bem, Ewerton.

    PS.2: esta é minha primeira participação aqui. Acho que já tinha visto o site ou ouvido sobre, mas nunca tinha entrado, lido e participado. Gostei bastante! Belo espaço pra discutir séries!!!

  26. Helena
    Postado em 29/06/2010 às 19:00

    Esse exemplo da bomba foi bem Hitchcock, hehe.
    Espero que os episódios mostrem mais dos personagens. O Joe-superman ta dando nos nervos já, mas é sempre interessante esse tipo despretencioso de série., até pq com o prazo pra terminar no fim da temporada, tipo Harper’s Island, deixa mais legal saber que eles só podem enrolar até o episódio 13.

  27. Thiago
    Postado em 30/06/2010 às 16:34

    pessoal sobre a foto, é uma montagem. Está na cara que não é o jornalista. Você acha que o bandido que queria o jornalista morto de repende mudou e trabalha para a polícia. Ele fez uma montagem para o jornlista nao ficar mais em torno da historia da mãe desaparecida.

Deixe um Comentário

Nota: A moderação de comentários está ativada e pode levar algum tempo até que seu comentário seja aprovado.Você não precisa postar mais de uma vez.

Parceiros

Portal de Séries

Cine Séries

Box de Séries

Uêba - Os Melhores Links

Território Nerd

Teorias Lost

Planeta Disney: A magia disney como você nunca viu igual!

Cartas para Bial