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Finally we’re getting somewhere. Depois de quatro episódios de qualidade questionável, finalmente Prison Break voltou aos trilhos e está, pelo menos quanto ao gosto popular, “Safe and Sound”.
Spoilers Abaixo:
A respeito das críticas ao episódio da semana anterior, não retiro uma vírgula do que eu disse. Reafirmo que o episódio foi simplesmente mal dirigido. Em séries como 24 Horas, especialmente nas primeiras temporadas, cada episódio era orquestrado pra que as pessoas não se tocassem do sem-número de coincidências a cada minuto. Nos quatro primeiros episódios de Prison Break, muitas coincidências não foram bem articuladas diante do telespectador.
O episódio dessa semana, no entanto, marca a volta de Prison Break a um padrão de qualidade, ao menos, de 80% do que assistido na primeira temporada. Tivemos ação, aventura, suspense e, quem diria, mistérios inteligíveis. Vamos aos pontos principais do episódio:
- T-Bag finalmente conhecendo o assassino chinês, Feng Huan, que o intima a obter Scylla. Não. Na verdade, o assassino intimou Cole Pfeiffer, que seria em tese o Whistler. Portanto, temos (pelo menos até o momento) que Whistler planejava se apoderar de Scylla (mas aparentemente de apenas um dos cartões – perceba que, à época da primeira ligação do Sr. Xing para a Gate, quando o prazo teria se encerrado, o Whistler tinha posse de somente um cartão) para obter uma grande soma em dinheiro. Ah, e destruir a Companhia;
- T-Bag sendo intimidado pela atendente do decote, a.k.a. Trishanne, a entregar a ela uma pequena porcentagem de seus rendimentos mensais. Mas eu ainda digo que ela liga pro Bellick e, de algum jeito, acaba assassinada pelo T-Bag. Ou quase – e aí ele morreria. Alguém gritou aí um “Finalmente”? Mas claro, queremos aproveitar o T-Bag até o último instante;
- Uma das partes, senão A parte mais inesquecível desse episódio foi ver o Mahone procurando incansavelmente o Wyatt. Quero muito, mas muito ver a briga final entre esses dois. Se é que vai ter briga – ainda imagino o Mahone cravando, de repente, uma faca no peito do Wyatt, enquanto bufa e range os dentes, urrando de loucura. Gosto demais do William Fichtner;
- Mais hemoglobina no ar. Mas, segundo informações dos bastidores da série, esse nariz sangrando do Michael tem íntima ligação com a habilidade dele de entender organogramas, plantas de prédios e conceitos complexos de engenharia. É esperar pra ver o que vai rolar, mas eu gostaria de ver já no próximo episódio um sangramento na presença da Sara;
- Curti demais a tensão da sala durante a perfuração pra pegar o cartão no cofre. Depois queria entender o que foram aquelas fotos do Michael, que parecem ter um ulterior motive. De qualquer forma, foi Prison Break de volta às origens – suspense, nervosismo, unhas das mãos e dos pés completamente roídas;
- Agora estamos tendo uma noção mais clara do que a Companhia faz. Se ficar comprovado que ela mina determinadas estruturas indispensáveis ao cotidiano de um país para, a posteriori, lucrar cifras inimagináveis com sua reconstrução, é possível estabelecer uma justificativa mais clara para a Companhia ter eleito a vice-presidente (posteriormente presidente) Caroline Reynolds. Podem os produtores explicar isso falando da Guerra no Iraque, e traçando um paralelo entre isso e o que eles pretendem fazer no Laos (Camboja). Que bom poder, pelo menos, arriscar uma explicação para tudo. É um alívio, na verdade.
Portanto, amigos leitores, estamos agora diante de uma série bastante promissora. Mais episódios assim, e caminharemos para uma Series Finale inesquecível.
P.S.: Só tenho uma pequena crítica a esse episódio. Na verdade, é algo até bastante engraçado. Eu achei muita graça de quando a Sara, no caminho de volta para o armazém, olhou para trás e viu o Wyatt se escondendo atrás do carro. Hahahaha… O jeito como ele se escondeu foi bem… Vila Sésamo. Mas vá lá, o Wyatt está sendo interpretado com muita perícia.
P.S.2: A Gretchen está foragida. E agora? Ela fica contra a Companhia? E, em ficando contra a Companhia, ela fica a favor do time Alias de Prison Break? Porque não é a mesma coisa, sem dúvida. O Lincoln pode ter perdoado o Alex, mas ele perdoaria a Gretchen? Difícil dizer.
P.S.3: O marido da minha chefe ganhou um. Que sortudo!










