->

Yes. Prison Break acerta outro home run com mais um episódio intrigante e bem desenvolvido. É oficial: a série experimenta um novo clímax, and we’re loving every minute of it.
Spoilers Abaixo:
Ressoa bem forte nos meus ouvidos uma declaração feita há alguns anos atrás por um produtor executivo: toda série precisa de seus episódios mamão-com-açúcar. Toda série precisa de certas depressões, para que as montanhas sejam melhor apreciadas. É o que vemos hoje com Prison Break. Quatro episódios desorganizados, cheios de inconsistências e marcados por momentos ora de imperícia dos atores, ora de negligência da produção. Desde o episódio 5, no entanto, voltamos para o nosso hiking. Tomara que seja só subida daqui em diante.
Temos uma trama: o time Alias de Michael Scofield está em busca de seis cartões que compõem aquilo que conhecemos por Scylla – todo um conjunto de informações que, se vierem a público, destruirão as atividades e a estrutura da temida Companhia. Cada cartão está em posse de um detentor específico, geralmente bem salvaguardado por seguranças armados. Com um pequeno aparelho que copia as informações de cada cartão para um drive de memória, a equipe dos ex-presidiários (e da Sara) pode ter as informações sem necessariamente se apoderar dos cartões. O que é uma mão na roda, de verdade.
Se são seis os cartões, então faltam apenas dois: um está em poder do Howard Scuderi, um cara bem rodeado de guardas que, segundo acabei de confirmar, é o Jude Ciccolella (interpretou Mike Novick na memorabilíssima 5ª temporada de 24). O Jude Ciccolella é um ator bem experiente – eu esperaria uma participação dele um pouco mais impactante que a dos outros cardholders até o momento. O último cartão está em poder do General Krantz, que promete ser o alvo mais escorregadio dessa temporada. Vamos aos pontos altos do episódio:
- Gretchen. Finalmente está livre e desimpedida, pronta para destruir a Companhia com suas próprias mãos. Muito bom o encontro dela com o T-Bag – ele tem me desapontado um pouco, pelo menos até agora. Quero ver o T-Bag matando alguém, correndo atrás da Trishanne, enforcando o Andrew Blauner. No entanto, eu compreendo que, em decorrência da teia de eventos, é mais conveniente que ele permaneça, pelo menos por ora, ainda meio desorientado – também, pudera: é preciso lembrar que o T-Bag não faz idéia do que seja Scylla. Nem meia idéia. Só sabe que tem dinheiro na jogada e que, pelo visto, o perigo não vale a quantia perseguida;
- Mahone. Eu gosto demais do William Fichtner. Fiquei com muito medo de que os produtores deixassem o cara atrás das grades por um episódio que fosse… Mas aí lembrei que o próprio Paul Scheuring (o criador de PB) disse em entrevista que amava o ator. Ele nunca ia deixar isso acontecer, e foi o que vimos. Gostei enormemente da fuga do tribunal, com a aparição do Wyatt e a constante troca de olhares entre os dois. É um momento aguardadíssimo, o do encontro final – fiquei achando graça quando o Mahone disse para o Michael pegar o Wyatt… Nunca que isso ia acontecer. É simplesmente roubar dos telespectadores o momento mais esperado da quarta temporada. Torço, no entanto, pra que uma major twist impeça que, apesar das alegações do japa (o Roland, mas ninguém lembra do nome dele – geralmente, quando eu falo “japa”, o pessoal automaticamente sabe quem é) e do papel vermelho, os outros se virem contra o Alex. Torçamos;
- Sem sangue! Uma novidade nessa quarta temporada. Finalmente temos um episódio em que o ataque de hemácias no nariz do Michael não deu o ar da graça. É um dos pontos altos porque, pelas informações que eu recebi, esse sangramento é uma daquelas desgraçadas subplots que consomem a série aos poucos. Por sorte, e se tivermos sorte mesmo, esta será a última temporada e, com isso, as inconsistências geradas por tramas secundárias poderão ser suprimidas, ainda que forçosamente. Mas escrevam o que eu digo: o próximo sangramento vai ser na presença da Sara.
Quero, por obséquio, saber o que tem naquela salinha anexa ao gabinete do Cole Pfeiffer, a.k.a. James “Michael Johns” “Gary Miller” Whistler. Quero também saber o que vai ser daquele Feng Huan, o assassino chinês. Finalmente, quero entender direito o que a Companhia efetivamente faz – e como faz. Com sorte, essas questões serão respondidas em tempo oportuno.
P.S.: Só uma coisa. Qual é a utilidade prática do Don Self mesmo, hein?
P.S.2: Assim que aquela menina gorducha apareceu, eu disse: “é filha da Gretchen, só pode”. Hahahaha…
P.S.3: Ok, vocês já entenderam que o PS3 é o videogame.










