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O título do nono episódio da quarta temporada de Prison Break traduz exatamente o que os telespectadores viram: “Greatness Achieved”.
Spoilers Abaixo:
Começamos o episódio com o espancamento do Wyatt, na busca incessante por uma declaração dele ao General de que tudo fora concluído. Socos do Lincoln Burrows, sangramento por todos os poros, tortura e mais tortura… E nada. Wyatt é treinado para suportar dores inimagináveis, portanto uma coerção dessas ia demorar um pouco. Deveriam ter submetido o cara a assistir as três temporadas completas de Ghost Whisperer.
Works like a charm.
Enquanto isso, o time Alias de Prison Break tem a missão de se apoderar do último dos seis cartões que compõem Scylla. No entanto, precisam ser ágeis: o General já ordenou que todo o conteúdo das informações de Scylla seja removido de onde está para uma localidade secreta. No armazém, permanecem Don Self, Sara Tancredi, Alex Mahone e Wyatt (os dois últimos, a uma distância segura um do outro). Para executar o plano, saem Scofield, Burrows, Bellick e Sucre, que contam com a “ajuda” de T-Bag (que havia sido libertado por ordem da Gretchen). Apesar do suporte que o T-Bag está fornecendo, quem precisa de ajuda mesmo é ele: o desaparecimento do Andrew Blauner e o entra-e-sai dos colegas de Fox River estão caindo sobre seus ombros.
Sob o prédio da GATE, é encontrado o obstáculo referido nas páginas do livro de James Whistler, qual seja um simpático duto que transporta 30 mil galões d’água por segundo – o caminho para Scylla continua do outro lado desse duto. Sem possibilidade de perfurar uma entrada por cima ou escavar um túnel por baixo, Michael Scofield diz as palavras mágicas:
“Maybe we can go through it”.
De volta às sessões de tortura, Don Self se utiliza do velho método Padrinhos Mágicos (eu sei que você assiste, pode confessar) para obter a declaração de Wyatt. Um gravador, um programinha de edição de áudio e pronto – o passo seguinte foi fazer a ligação para o General, e tudo estava concluído.
Só não para o Wyatt. A cena tão aguardada não desapontou – embora não tenhamos visto uma briga de proporções apocalípticas entre Mahone e Wyatt, vimos um nível de tortura ao mesmo tempo sádico e perfeccionista. Uma agulha de 12 centímetros (ou 5 polegadas) fincada no “seu vizinho”, uns choques de sacudir o esqueleto e uma ligação para a esposa de Mahone, com um autêntico pedido de desculpas do Wyatt himself. A morte dele, com aquele bloco de concreto servindo de peso extra pro afogamento, foi épica. A imagem do Mahone logo após ter jogado o Wyatt do cais, com a câmera subindo e o Sol batendo nele, foi das melhores que vimos na série como um todo.
O Scofield também não está nos seus melhores dias; os efeitos do tumor que ele provavelmente herdou da mãe estão começando a aparecer. Com algum esforço, ele pôde comandar o Sucre na perfuração do duto com vistas a encaixar o tubo para a passagem de todos pro outro lado – isso após o desligamento temporário do fluxo por parte do Burrows e do Bellick. O tempo não estava (como de costume) ao lado deles: trinta minutos, e os trinta mil galões d’água voltariam a inundar tudo.
No escritório do General, após um relativo conforto decorrente da “ligação” do Wyatt, todos os presentes ficam atordoados pela imagem da Gretchen segurando uma arma na direção do manda-chuva. Conversa vai, conversa vem, e aquela cena do beijo foi… Grotesca? Vou pensar numa palavra melhor daqui pra amanhã. De qualquer forma, não ficou claro pra quem assiste se a Gretchen ainda está mesmo sob o comando da Companhia ou se está apenas fingindo tudo – além disso, vale considerar, a Gretchen agora está sob a impressão de que os irmãos Scofield-Burrows estão mortos. No entanto, não acredito que os interesses da Gretchen se dissipem com a notícia da morte deles (afinal de contas, ela ainda tem um acordo bastante lucrativo com o Feng Huan, o assassino chinês).
Dando um fast-forward (isso foi para os fãs de The Amazing Race) na parte em que o T-Bag consegue se desvencilhar da investigação, chegamos à cena final do episódio. Michael Scofield e Sucre de um lado, uma viga no meio do duto e Burrows e Bellick do outro. A viga quebra. Como esse foi um dos momentos mais abismalmente dignos de temporada final, vou escrever verbatum o que foi dito pelos dois:
BELLICK: “Water is comin’, come on!” (Bellick puxa Burrows para dentro do outro lado).
BURROWS: “We gotta leave it there”.
BELLICK: “But then we’ll never get Scylla”.
BURROWS: “We don’t have a choice” (Burrows se afasta um pouco para pensar).
BELLICK: “You don’t. I do” (Bellick entra no duto).
BURROWS: “The hell you’re doing? THE HELL YOU’RE DOING?! Brad, don’t do this! BRAD!”.
BELLICK: “Grab it, grab it!” (Enquanto levanta o duto para Burrows pegar).
BURROWS: “Water is comin’. Get your ass up here, now!”.
SUCRE: “Keep going, come on!”.
SCOFIELD: “You hear that? They’re flooding the pipe! LINC, get outta there!” (Michael diz isso porque imagina ser o irmão quem está levantando o tubo – também, se eu tivesse estado na prisão com o Bellick em SONA, nunca acharia que o Bellick ia ter coragem de fazer isso).
SUCRE: “It’s too loud, he can’t hear you!” (Sucre diz, ao som da água iminente).
SCOFIELD: “LINC!”.
BURROWS: “Come on, man. There’s still enough room for you to fit into the hole!”.
BELLICK: “I let go of this and you could drop it. It’s too heavy!”.
SCOFIELD: “Brad? Drop the sleeve and GET OUTTA THERE!”.
BURROWS: “Don’t do this”.
BELLICK: “You have a son!”.
BURROWS: “Don’t do this, DON’T DO THIS!”.
BELLICK: “Push it! Push it, Scofield! Come on, push it through! Push it! Push it! Push it!”.
BURROWS: “BRAD! BRAD, NO!” (O tubo já está completamente atravessado entre um lado e outro do duto).
BURROWS: “BRA-A-A-A-AD!”.
Tive que colocar em inglês porque, em português, simplesmente perde uma porção considerável da força do momento. Eu confesso que fiquei como uma criança que acaba de receber um presente na hora que eu vi o fim do Bellick – não que eu quisesse ver o Bellick morto, mas o episódio foi orquestrado de um jeito tão legal, que tudo o que eu consegui pensar foi: “Good ol’ Prison Break is back!”. Um final encharcado de adrenalina. Literalmente.
Agora, Michael e sua equipe terão de lutar contra o tempo novamente, dessa vez para impedir que Scylla seja removida de onde se encontra – é bom lembrar que o “this is no longer necessary” do General era uma menção não a remover Scylla, mas ao alarde na imprensa sobre o time Alias do Scofield. As informações ainda serão transportadas, e o tempo está correndo.
E você, leitor? O que achou desse episódio de Prison Break? Use o espaço dos comentários para deixar sua opinião.
P.S.: Não é bom poder ver uma série fenomenal como PB? Um episódio desses me lembra de como é bom.










