->

Confesso que eu não esperava o que eu vi no final desse episódio de Prison Break. Ao terminar de assistir, fiquei com um sorriso estampado no rosto – bateu aquela sensação agradável de ser agradavelmente surpreendido.
Spoilers Abaixo:
Quando eu vi o título do episódio dessa segunda na semana anterior, eu obviamente pensei que o Self fosse ser assassinado. Faria todo o sentido – ele está preso numa casa com a Trishanne e um bando de mercenários chineses armados até os dentes. Mas o desenrolar do episódio foi tão organizado! Fiquei orgulhoso de PB.
O ponto de partida de “Selfless” foi precisamente o final de “Quiet Riot”: Michael Scofield, aparentemente descuidado, ativou um sensor ao pegar em Scylla. Nisso, o General e os dois capangas descem e dão de cara com Sucre, Burrows e Mahone, revólver em punho. A maestria do Michael foi tão legal de ver: todo o cuidado com o cartão do General e os cinco controles do Playstation (fala sério, os cinco pareciam plugs de controle do PSX), a saída do prédio da Companhia, toda a estratégia envolvida. A Sara, que inicialmente parecia estar do lado de fora da GATE, na verdade só estava aguardando a Lisa (filha do Krantz – essa eu também não imaginava. Pra quem fica de namorico com a Gretchen…).
O papel de cada personagem ficou bem definido, o andamento foi bastante verossímil e a cara do Michael naqueles momentos “te peguei, General” valeu o episódio. Vamos a um ponto forte e um ponto relativamente fraco:
- Quando a Gretchen pegou aquela automática e disparou sem dó nem piedade pra cima do Mr. White, eu disse: “ESSA é a Gretchen que nós tanto amamos odiar”. Só ri um pouco na hora em que ela quis matar o T-Bag. “Você não assistiu às outras temporadas, mulher? Esse maneta é pior que barata!”.
- A produção escorregou só um pouquinho nos últimos momentos. No instante em que o Self perguntou sobre os outros compradores, eu saquei que ele queria o negócio pra si. Eu concordo que o jeitão do Self não permite essa astúcia toda, mas eles podiam ter escondido só por mais uns minutinhos, pro assassinato da Trishanne ficar mais chocante ainda. De qualquer forma, agora se explica um pouco mais o motivo de o Self ter quase desistido, mais para o começo da temporada, de pegar Scylla – o interesse dele era mais financeiro que qualquer coisa.
Vai ser interessante ver como o Michael vai se comportar nos episódios que restam, com o tumor no cérebro e as vertigens. De acordo com as informações dadas pela FOX, Prison Break terá mais dez episódios (chegando a vinte e dois). O título do próximo é bem apropriado: “Deal or no deal”. Tomara que o banqueiro nos faça um bom negócio.
P.S.: A cara do Michael no momento em que ele vê os papéis em branco dentro do envelope é inestimável. É um misto de frustração e perplexidade imensuráveis.
P.S.2: Outra coisa que me fez pensar que o Self ia morrer nesse episódio foi ter visto que o Michael Rapaport (o ator que interpreta o agente) tá escalado pra um filme que tá em pós-produção e sai ano que vem (o título é “Big Fan”). Caí bonito nessa.
P.S.3: Esses plugs de controle… Que vontade de comprar o meu no crediário.











Postado em 26/10/2010 às 14:45
jura que ninguém nunca comentou nessas reviews? fala sério!
eu fiquei com a cara no chão qnd Self mostrou quem realmente é … ¬¬ mas tb, tem que ter alguma coisa pra ter história né? é estranho ver prison break já tendo acabado e ler essas reviews que são da época, mas é legal! a unica coisa é nao cair na tentação de ler td antes…