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Com um dos episódios mais embasbacantes da série, estamos à beira de um ataque de nervos. Três milhões de americanos acompanharam Prison Break ao vivo, mas quantos restarão na próxima sexta-feira? Break out of THIS, Michael.
Spoilers abaixo:
Em primeiro lugar, eu preciso dar meus parabéns a todos que acompanham Prison Break desde o começo. Vocês são lutadores incansáveis e merecem mil vezes cada premiação de “The Contender”. Temporada após temporada, continuaram firmes e, em meio a lágrimas, cavaram trincheiras com os dedos, de tanto coçar a cabeça.
Sabíamos que um dos episódios seria dedicado a explicar certos pontos controvertidos da trama. A gente só não sabia é que o episódio ia confundir ainda mais tudo o que a gente tinha conjecturado a respeito de Prison Break. Sigam-me os bons.
Pra começar: alguém mais ficou com cara de paisagem quando viu aquelas letras e números no papel que o Michael estava segurando? Eu vi a parte pelo menos umas cinco vezes para confirmar meus medos – a localização de um carro onde supostamente deveria estar um homem ligado à mãe de Michael Scofield foi obtida através da combinação das iniciais do local onde Michael e Sara foram abordados pelo capanga.
Peraí. Vamos voltar.
A localização de um carro numa garagem qualquer é obtida através das iniciais de um quilômetro determinado, além de uma placa de caminhão que também contém o horário da chegada de um determinado professor, Vincent Sandinsky.
Eu sei, eu também não entendi patavina.
Aliás, outra coisa ininteligível tem sido essa rivalidade entre o Michael e o Lincoln. Nada de extraordinário, surpreendente… Ou pelo menos suficiente pra mostrar dois lados bem definidos. O Lincoln apenas quer Scylla de volta para o General Krantz, o que realmente faz muito sentido – o Lincoln já perdoou todos os pequenos males causados pela Companhia no coração. Michael e Sara ainda querem a mesma coisa (além disso, a Sara finalmente ganha algum contorno nessa série, com um filho na barriga. Duplo sentido rocks).
Por fim, restou claro que Scylla é um combinado de fórmulas e invenções avançadíssimas da ciência… Que têm o condão de impulsionar fortemente a economia e infraestrutura de toda uma nação. Ou mais de uma. De qualquer forma, isso destoa um pouco do projeto original, que envolvia a destruição sistemática de nações com o propósito de a própria Companhia obter lucros na reconstrução de cada uma (e tal seria o objetivo do General Krantz).
Durante as próximas semanas, coisas inacreditáveis vão acontecer. Coisas dignas de final de série, e não me refiro à mudança de água para vinho tinto safra 63 sofrida pela personagem do T-Bag, ou ao descaso com os buracos gigantescos na trama. Prédios explodirão, tiros serão efetivamente disparados de cima dos telhados e enfim poderemos descansar, seguros de que a série terá morrido para sempre.
Que drama. Mas e vocês? O que acharam do episódio?
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