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Numa combo review sobre dois episódios eletrizantes de Prison Break, vamos falar de revelações, álibis, suspense e, enfim, um cliffhanger aceitável para os mais saudosos das reviravoltas da primeira temporada. Christina, let’s go!
Spoilers abaixo:
O episódio da semana passada de Prison Break, intitulado “S.O.B.”, teve, como de costume, mil e uma informações sendo atiradas ao mesmo tempo. Contudo, finalmente se esclarece o motivo de Lincoln e Michael não terem o mesmo sobrenome: é que eles… Am… Não são irmãos. Hahahahahaha…
Prometo que eu ri quando ela disse isso. É certo que já havia uma especulação desde a primeira temporada sobre o fato de os dois se chamarem de irmãos mas não compartilharem do mesmo sobrenome (até teve uma meia explicação pra isso na trama, mais para o começo da série). No entanto, ela dizer assim, na bucha… Foi hilário. Isso não tem qualquer condão de explicar como tudo ocorreu do jeito que ocorreu nas últimas temporadas – alguém lembra o motivo do “assassinato” do Terrence Steadman? E a razão da tomada de poder na presidência dos Estados Unidos? Isso tudo remete à primeira temporada (e sim, eu tenho em mente que uma coisa são os propósitos da Companhia, outra é a vontade maternal da Christina de proteger o filho. Anram).
Uma observação a meio caminho andado: engraçado como a Christina, no começo do segundo episódio, fala que o Michael é filho dela e, portanto, ela o tem como muito querido no coração. ¬¬² Cla-aro, faz todo o sentido do mundo (façam uma experiência divertida, vocês leitores: chamem um desafeto de vocês… E entreguem de presente todas as quatro temporadas de Prison Break em DVD. Uma semana depois, a cabeça do seu desafeto terá explodido. Cue para risada maquiavélica).
Voltando. Então teve a grande revelação e coisa e tal – o que aconteceu depois foi interessante: seguindo instruções de Vincent Sandinsky, os Três Espiões Demais foram ao QG agora abandonado da Christina, em busca de informações sobre seu paradeiro e, principalmente, sobre o paradeiro de Scylla.
Ok. Vamos imaginar que você entra no meu quarto. Fora o teclado, o violão, a televisão e o computador, você vai ver livros, meu guarda-roupa, minha cama… E talvez um bocado de documentos. O que levaria você a tocar, digamos, em cápsulas de pólvora numa das minhas gavetas, UMA a UMA? Ou, por exemplo, ver um número e uma sigla num envelope e ter “A” epifania do século? Claro, só em Prison Break. A da sigla e do número foi quase impossível de engolir, embora o recibo do aluguel seja mais convincente. Mas isso é só metade.
Agora imaginem que eu quis que vocês entrassem no meu quarto – qual é a garantia que eu tenho de que vocês vão ver um número perdido num envelope numa lixeira, vão descobrir que o número se refere a um cofre no banco e vão direto pra lá, sem nem parar pra um McDonald’s no caminho? MAIS: como é que eu consigo ver vocês chegando, falar com a moça pra pegar a maleta e sair com UM MINUTO de diferença sem ser visto? Mas tranqüilo. Sigamos em frente.
De volta ao QG, dessa vez do General, eu já não consigo mais reconhecer o T-Bag naquele cara com a mão de borracha. Sinto muito, mas o T-Bag não pode em sã consciência acreditar que o Krantz vai dar a ele qualquer posição na Companhia – aquela dele ter que ficar pra dar o tiro nos irmãos enquanto o General se manda… É a definição léxica de “cilada”. Hahahaha… Realmente é uma pena. Se essa mudança bruta acontecesse com o Mahone, eu ia ficar três dias de luto.
Ok. Cena da perseguição dos irmãos ao guarda-costas da Christina. É engraçado como ninguém tem uma arma nessas horas, né? Especialmente no estacionamento, dava pra disparar pelo menos uns três ou quatro tiros. Mas eu tô sendo chato – vamos direto para o final desse primeiro episódio, onde o filho do primeiro-ministro foi assassinado: as cápsulas estavam por lá, ninguém foi parado, o cara entrou no prédio e saiu com Scylla (supostamente, claro. Mas se fosse você, você arriscaria um combinado inestimável de fórmulas e estruturas correndo com esse aparelho dentro de uma maleta?). Os irmãos estão novamente na mira dos canas.
Pausa. T-Bag com receio de dar um tiro num cara que ele nunca viu na vida. Certo. Vamos pro episódio de ontem.
“Cowboys and Indians” foi talvez a grande salvação dessa combo review, menos pelo que aconteceu durante o passar das cenas… E mais pelo cliffhanger nostálgico. Tão logo Michael e Lincoln conseguiram sair do hotel escoltados pelo carinha da Bíblia (e com isso já dou um salto para além do assassinato do agente da Homeland Security pelo Self e para depois da explosão do frigobar), tivemos duas cenas extremamente mal atuadas.
A primeira foi a do chanceler da Índia, que tem um sotaque parecido com o do Pablo Francisco (stand-up comedian) imitando o Jackie Chan (confira aqui). Mais hilário impossível. Quer dizer, quase. A segunda cena foi aquela patética demonstração de afeto do Self pela mulher atropelada dele. Minha pena foi totalmente direcionada ao Self, por aquela interpretação sofrível. Depois ele deu uma de Rambo e pulou convenientemente dentro d’água, lá de cima.
Antes de chegar ao final, eu tenho que comentar a cena do assalto ao banco. Em primeiríssimo lugar, ninguém entra armado num banco daqueles sem disparar um alarme – isso afasta a possibilidade de aquele guarda-costas da Christina ter uma arma consigo. Em segundo lugar, é engraçado como o Mahone disse que eles jamais conseguiriam entrar sendo vistos… Porque a galera atiraria tão logo visse seus rostos. Aí eles entram encapuzados (o que realmente não dá qualquer bandeira) e saem sem o capuz, no maior clima de “vamos pro parque?”. Hahahahaha… É claro que o pessoal vai atirar sem dó nem piedade.
Por fim, temos a última parte do episódio, que redime – pelo menos em tese – todas essas pataquadas vistas até o momento. De um lado, o Krantz com a Sara e uma arma que ele jamais vai disparar. Se ele matar a Sara, adeus Scylla. Então ele não vai matar a Sara, porque aí ele perde completamente qualquer tipo de leverage. Do outro lado, a Christina já atirou no Lincoln (munida de um revólver com um silenciador passado da validade), e o cara tem umas cinco horas de vida, se não receber auxílio médico. Para que lado ir? É um cliffhanger bem legal, até eu tenho que admitir.
Gostei de algumas coisas nesse final – curti imensamente o fato de que o Michael está lado a lado com o Mahone nessa, e os dois irão agir juntos. Também gostei um bocado da interpretação do Michael quando das duas ligações, especialmente na última, quando ele chama a Christina de mãe. Tudo isso pra mostrar que o Wentworth Miller é “A” pedra de sustentação daquela série. O Robert Kneeper e o William Fichtner dão bons suportes (o segundo bem mais que o primeiro, pelo menos hoje em dia), mas o personagem do Michael Scofield realmente vale cada segundo da nossa atenção.
E é isso! Terminamos mais uma review e agora a palavra está com vocês: o que acharam desses episódios? Estão ansiosos pelo grand finale da série?
P.S.: Lembram quando o T-Bag falou pra Sara que ele tinha só uma mão por causa do Scofield? Isso não é bem verdade. Quem desceu o machado na mão do T-Bag foi o finado Abruzzi, não foi? Aquela faca do Michael cravada no pulso do T-Bag na casa de madeira durante a segunda temporada apenas impediu o cara de fugir, mas nem cortou circulação nem coisa nenhuma.
P.S.2: Quem liga para a gravidez da Sara levanta a mão. Não, eu não estou de mão levantada.
P.S.3: Ah, se eu tivesse um. Jogava Final Fantasy 7 nele. E tenho dito!
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Postado em 7/09/2009 às 0:56
Muito me impressiona o fato de voce ficar espantado com os acontecimentos do episodio 18 de PB. O fato do Burrows ter entrado no quarto de Christina e ter pego as informacoes necessarias, o fato de ele ter tocado nas balas e o fato de ele estar exatamente UM MINUTO atrasado com relacao ao capanga da Christina. Até parece que isso nunca aconteceu em PB. Informações bombasticas soltadas repentinamente, pistas surgidas do nada e perseguiçoes cheias de ‘quase’ acompanham a série desde o 1 episodio da 1 temporada. Afinal de contas, trata-se apenas de um seriado e todos nós sabemos que mentiras fazem parte do roteiro. E isso é ingrediente fundamental para dar adrenalina e gerar dinheiro. O que talvez explique o fato de Missão Impossivel ser recorde de público e renda nesse gênero.
De qualquer maneira, belo blog e bela iniciativa de comentar os episodios, apesar da imparcialidade não ser seu forte.